Frases

Meu amigo e designer Bruno Milagres escreveu num email de uma lista de discussão duas frases geniais de tão sensatas.

Radiohead é do bom e velho caldeirão indie pseudo-intelectual criativo que se diz anti-pop.

Pop ou não: Independente de ser pop ou não quando a música é boa deve ser aplaudida.

Essa do caldeirão foi fantástica. Ponto para o Bruno!

Pandas chineses e hospedagem online

Almocei no Panda hoje. Comida chinesa é muito boa. O problema é esse…mais uma tarde que vai pro limbo por impossibilidade estomacal de trabalho.

Daí me chega um email do Homestead:

Dear Jose,

We’re writing to thank you for signing up with Homestead. We’ve

noticed you haven’t yet had a chance to create a free Web site

using our award-winning SiteBuilder, and we’d like to offer

some assistance…

Que papo de vendedor…eu fico imaginando o cara da propaganda do Toto Bola (aquele, que fala “quinheeeeentuzmilreaisss!!!!”) lendo esse email…e dando destaque para as frases “Fr-r-ree web site” ou “Aaaaward winning SiteBuilderrr!”. Por que eles não falam assim: “ou, cê vai fazer o site ou não”?. É mais sincero.

Napster está morto mas não está fazendo falta

Tem um novo ícone perto do relógio do meu Windows. É o ícone do AudioGalaxy Satellite, de longe o melhor “pegador” de MP3 que já vi. Fui testar o programa, só pra desencargo de consciência, e me deu até medo: Logo na página inicial já tinha MP3 da Anjali pra baixar (Anjali é trip-hop do bão), coisa que eu procurei igual doido no BearShare e no WinMX e não achei. Anjali até tinha no Epitonic, mas só uma música chamada Strawberry Mousse.
Definitivamente, o AudioGalaxy é o “way to go” depois do fim do Napster. É até bom, a indústria musical já processou alguém e fica lá pensando que a ameaça do MP3 tá resolvida.
Fiquei ainda mais feliz quando caçei coisas do Minutemen e Marco Carola no AudioGalaxy e achei tudo…de primeira. E, enquanto eu me esforçava pra entender o esquema de baixar arquivos do programa, os MP3 já tinham sido silenciosamente transferidos pro meu HD, ou seja, quando eu ia baixar, já baixou. Pontos, muitos pontos pro AudioGalaxy!

E falando em MP3, um formato musical vindo do computador Amiga era muito popular entre os geeks que compunham a cena demo européia nos anos 80/90. Era o MOD, de MODule. Era um arquivo que concentrava em si, basicamente, os sons dos instrumentos e a melodia a ser tocada com eles. O MOD evoluiu para o XM (eXtended Module), que era feito com programas chamados “trackers”. O “Pelé” dos trackers é o Fast Tracker, programeta genial para DOS que usei para compor entre 1997 e 1999.

Bolero

Voilá! Temos um primo novo no site. Luiz já está “postando” (como vocês podem ver abaixo). Agora eu tou sofrendo pra separar nossos “posts” pelo nome. Tá dando pau.

Ouvi hoje no Pânico que a maior música do mundo seria um bolero de 36 horas, que inclusive teria sido executada essa semana num festival em Cuba. Será que alguém tem pique para dançar esse tempo todo?

Duvidei e conferi no Guiness. Não achei nada, mas achei coisas legais, como o seguinte:

:: A ópera mais longa que se tem notícia é de Wagner, e chama-se Die Meistersinger von Nürnberg. Ela tem 5 horas e 15 minutos.

:: O videoclipe mais longo é Ghosts, de (quem diria) Michael Jackson. É uma mistura de filme com videoclipe, que tem 35 minutos! Michael faz cinco personagens diferentes no vídeo. Esse não passa na MTV nem a pau.

:: Essa é boa: a composição com a menor quantidade de notas de que se tem notícia é de John Cage, e chama-se 4’33”. Esta música não contém nenhuma nota e, para executá-la, o músico apenas sobre ao palco e fica parado, para que a “música” seja composta apenas pelos sons da platéia. Só tenho uma dúvida: a que horas o pessoal começa a aplaudir?

Fatos bestas

São 18:45, hora de sair fora do serviço.

Meu primo, o Luiz, deve se juntar a mim nessa história de Blog. Que por sinal é uma palavra esquisita de falar. “Blog…blog…brrlrllrlog….”.

Existem 200.000 blogs iguais esse no Blogger.com. Quem dirá no Desembucha.com.br, o brazuca.

Eu leio involuntariamente meus próprios emails que eu recebo das listas de discussão que assino. Não sei porquê.

Tortoise

Outro dia saiu no London Burning uma coluna do Luciano Viana falando do Tortoise. A matéria foi tão estúpida, patética e baseada em fatos nenhuns, que eu até fui xingar o Luciano no fórum deles.

Mas hoje eu li esta coluna, do Eduardo Fernandes, e estou chorando de rir! Ponto pra ele.

Aproveitei e passei o olho no fórum…palavrões, palavrões, banda xis não é indie, banda ipsilon é indie, Zé Ruela quer ser indie, ser indie é isso, ser indie é aquilo…legal né, “padrões para ser indie”. Todas as vezes que eu vou na Obra ou vejo show de coisas “underground” ou “indie” (notem as aspas), eu percebo um monte de gente amontoada, batendo cabeça, sem saber direito o que estão fazendo. Gente que só está lá pra não ficar em casa assistindo TV, porque assistir TV não é “cult”. Parece que todo mundo tá fugindo ou desorientado, amontoando-se neles mesmos para não caírem. Gente que desce o pau na Sandy porque ela é “estrelinha pop, produto da mídia”, mas que na verdade faz isso porque, lá no fundo, queria, pelo menos um pouquinho, se permitir viver uma felicidade brega ouvindo “as quatro estações” e olhando pra beleza virginal da Sandy.

É, as brigas do fórum só refletem as brigas com eles mesmos.

Putz

Saiu uma tal de revista Putz! aí. Foi uma boa iniciativa, tem coisas legais, como a matéria (nada inédita) sobre o Skim (do site skim.com) e tudo o mais. Mas três matérias que li me deram náusea.

Uma sobre o filme do Homem-Aranha, herói definido por eles como “um Dawson’s Creek com superpoderes”. Juro! Tá lá na matéria.

E outra sobre o Bob Burnquist, o skatista brasileiro que é campeão mundial de vert. Segundo a matéria, “[Burnquist] virou personagem de videogame e esnobou o patrocínio da Nike… Definitivamente, não parece currículo de atleta brazuca!”

Bela valorização do atleta brasileiro, hein revista Putz! Que dureza…

E ainda tem mais uma sobre a onda “quero virar DJ”. Ah nem, viu…e o slogan da revista diz que ela é “para quem quer alguma coisa diferente”. É, eles tacam mulher pelada e uma ou outra matéria sobre política ou ecologia, e falam que são diferentes. Eles deviam ler a Veja…

Friends

Hoje tem final de temporada do meu entretenimento descerebrado preferido: F.R.I.E.N.D.S.. Queria saber porque se escreve Friends com esses pontinhos aí no meio. É alguma sigla? Se você souber me mande um email contando.

Aqui no serviço tá tudo meio lento. Aproveitei que o computador costuma ficar uns 20 minutos executando comandos complexos e estou lendo muita coisa sobre sintetizadores na Net…pra melhorar minhas habilidades com composição. Vai no site dos Chemical Bit Cousins procê ver os barulhos que eu ando fazendo com meu primo, Luiz.

FDS

“E o fim de semana, como foi?”

Bom, foi da hora. No sábado me pararam numa blitz, encheram meu saco e me multaram porque os pneus estavam (muito) carecas. Tentei explicar que pneu slick é bom, tanto que é usado na Fórmula 1 (cês viram o Montoya ontem?), mas o guarda não entendeu. Daí fomos, eu e minha namorada, tomar conta do primo dela, de 9 anos. Fiquei lá, vendo o menino ganhar tudo que jogou comigo no Playstation. Meus anos de experiência, minha passagem por Street Fighter 1, 2 e 3 não serviu pra nada! Falando em Street Fighter, no site Shoryuken.com (inglês) tem de tudo sobre SF, até vídeos com combos. Deus do céu, tem gente com tempo sobrando (e com calo no dedo) nesse mundo.

E ontem de noite eu fiquei no entretenimento descerebrado de sempre, vendo Once and Again. O que eu mais gosto nesse seriado, além da Lily (Sela Ward) e do clima de família tudo-acaba-bem, é do áudio. Putz, você ouve até a respiração das pessoas, o barulho da colcha roçando no lençol, coisas assim. Ponto para a Touchstone.