Macaco DJ (ou: manifesto de um fã de MP3)

Agora eu fiquei puto. Eu não sabia que o José Simão era DJ. Hoje em dia qualquer babaca que coloca um fone de ouvido sai por aí se dizendo DJ… afinal, está na moda. Do jeito que a coisa vai, daqui a pouco o Jornal Nacional vai ser encerrado com um “set” especial do DJ Cid Moreira.

Lembro do dia que vi uma tal de Denise Konzen no site de ensaios fotográficos sensuais The Girl. O link dizia: “Veja a sensualidade da modelo e DJ Denise”. É foda. Depois que ser DJ ganhou um status de “coisa cool”, todo mundo quer ser um. O pior são os filhinhos de papai que tem acesso à conta bancária do velho e torram centenas de dollars em vinil comprado na Groovenet.com e num mixer com contador de BPM (sem ele esses DJs não são ninguém). Daí esses mesmos filhinhos de papai vão num site tipo o Rraurl (que eu nunca gostei) e votam, para “mico do ano”, nos DJs de MP3.

É engraçado, o nível de picaretagem por gênero musical nunca me incomodou. Eu faço piada com os “rockers fajutos” tipo Bon Jovi, encho o saco de quem gosta de pagode/axé e similares, mas tudo sem estresse. Mas quando eu vejo os picaretas da música eletrônica, isso me talha o sangue. No meio de toda a minha tranquilidade libriana, eu fico putíssimo de cuspir marimbondo.

Portanto, ouça mundo: eu sou brasileiro, mineiro de dizer “uai”, classe média graças a meu bom Deus. O dinheiro que eu ganho é pra ajudar a pagar as contas da casa, não pra ficar torrando em vinil e comprimidos de “e”. Por isso sou, orgulhosamente, DJ de MP3, e se você não gosta disso, vá tomar no cu. Eu gosto é da música e não me importo se ela vem do vinil ou do CD ou da Internet.

E a todos os músicos que encaram música como um negócio, principalmente à todos os produtores de dance music xarope, de filtered disco da moda, a todos os músicos que acham que o Napster e seus filhos são coisas ruins, vocês deviam é queimar no inferno. Música é pra ouvir, é pra emocionar. Música não é pra dar lucro. “Ah, mas o seu projeto musical dos Cousins vendeu CDs também!”. Claro que sim, vendeu seis CDs gravados a R$ 5 num evento de rock independente em uma cidade do interior mineiro, e todas as músicas do CD podiam ser pegas de graça no nosso site. E sabe o que nós fizemos com o “lucro” desses CDs? Gravamos mais CDs com coletâneas legais de MP3 e demos aos nossos amigos!

Pronto, falei.

Uma canção natalina.

Essa é pra quem sabe inglês rachar de rir… vi no NetSlaves.

Jingle Bell…AOL
(sing along like “Jingle Bells” tune)

Jingle Bells, AOL’s sent another disc
How I wish they’d stop it but they really will insist
Don’t they know I’ve always thrown them straight into the bin
Guess they don’t ‘cause they don’t stop, much to my chagrin

They’re everywhere you turn, even grocery stores
I never could discern who they’re aiming for
Shotgun marketing, saturation style
Once they sign you up they’ve got you captive for awhile

Jingle Bells, AOL’s got you in their grip
Internet with training wheels, hardly worth the trip
Jingle Bell, AOL, you can’t hope to impress
With those telltale letters in your email address

Previsão do (novo) tempo

A PC World publicou as opiniões de alguns especialistas, ou gurus da tecnologia, sobre o que eles acham que o mundo precisa em termos tecnológicos, e também o que o próximo ano, de fato, terá. Sem ler a reportagem, eu diria:

José Carlos Tinoco
Bacharel em Ciência da Computação e Analista de Sistemas do Banco Mercantil do Brasil

Os atentados de 11 de setembro levantou uma grande necessidade: segurança para transmissão de dados na Net. A necessidade de segurança é antiga, mesmo porque nunca foi completamente satisfeita. De fato, nunca haverá sistemas imunes à hackers. O que se pode esperar de 2002 é algum avanço em protocolos criptografados ou coisas do tipo, para ao menos dificultar ações maliciosas. Outra necessidade, filha de uma necessidade cada vez maior de espaço em disco nos computadores, é a de uma mídia que seja espaçosa como um DVD mas prática e universal como um disquete. As necessidades de 2002 giram em torno da intercomunicação fácil, prática e segura.

Minha previsão para o que teremos, de fato, em tecnologia, cai bem para o mercado. Com a popularização da banda larga, várias tendências podem se solidificar: hosting e execução remota de aplicativos, distribuição digital de filmes, CDs… até a moda dos reality shows pode cair na rede pelos olhos de webcams. No segmento de hardware, a computação móvel está em alta: a briga entre os filhos do Palm e os recém-chegados handhelds com Windows CE tende a aquecer o mercado. Para o mercado de software, vale a máxima do Chacrinha: “quem não se comunica, se estrumbica”. A Microsoft entra forte com a plataforma .NET que, pela insistência (quase monopolista ) da gigante de Gates, deve vir pra ficar e causar reações de amor e ódio entre os desenvolvedores. Mas os filhos de Linus Torvalds, que andavam meio calados na segunda metade de 2001, podem vir com surpresas no ano que vem.

A manjada mensagem de natal

A manjada mensagem de natal

Como eu sou o único trouxa trabalhando no dia 24, resolvi blogar e colocar uma mensagem de natal aqui.

Estou comendo um bombom de licor que o pessoal trouxe, portanto não me responsabilizo por qualquer coisa meio bêbada que eu colocar aqui.

Basicamente, um feliz natal pra vocês, os 8 ou 9 fiéis leitores deste blog. Obrigado pelo voto de confiança (ou seja, por me aturar).

É isso aí!

Eeeww!!

Peguei o telefone aqui da sala, disquei… telefone ocupado…
Fui desligar, notei uma certa gosma amarela no gancho… uma quantidade considerável.
Pensei: “Não é possível que é…”
Olhei o local do telefone onde eu tinha acabado de colocar a minha orelha: também com a gosma amarela, que era cera de ouvido. MUITA cera de ouvido!!
Pelo amor de Deus!!

Merry Christinas

Eu sei que não é nada legal eu ficar falando mal da burrice dos meus colegas de trabalho.
Mas eu não resisto: Aqui na sala tá rolando um cartão de natal todo bonito, e você vai clicando na foto de uma casa e montando uma árvore de natal. O problema é que as instruções estão em inglês…
Daí um colega meu estava seguindo as instruções e tudo o mais: “Click on the chimney to light the fire”… “Click on the Tree”…
Na hora de decorar a árvore, surgiu a seguinte instrução:
“Click on the porch to get the candles”.

O cara ficou: “Onde tem Porsche aqui nessa foto??”