O Primo recomenda: Opera 6

Continuando a série…

Jogue no lixo o seu Internet Explorer. Instale o Opera, browser gratuito e muito, muuuuito melhor. Eu nem vou me alongar muito na explicação, só vou citar alguns pontos:

::O Opera é MUITO mais rápido, muito MESMO.
::O Opera é MUITO mais leve e ocupa MUITO menos espaço instalado. Até a versão 4.0, o Opera cabia em um disquete de 1.44MB!
::Todos os recursos que o IE tem, o Opera também tem
::Cliente de e-mail e newsgroups embutido
::O Opera tem recursos e facilidades que nenhum outro navegador tem: Navegação em múltiplas janelas dentro do navegador, procura no Google embutida na janela, “mouse gestures” (comandos executados com movimentos do mouse, MUITO práticos), instant messenger tipo ICQ embutido, janela com zoom, aceita skins…

Vai lá baixar o Opera agora… o Primo recomenda!

Boas Decepções

Hoje eu vim para o trabalho ouvindo o disco novo dos Chemical Brothers. Tocava a “Star Guitar”, a faixa que, de início, me fez ficar decepcionado com o disco. Mas hoje eu ouvia de novo e a faixa, apesar de decepcionante, atende os objetivos. Nada genial, mas é dançante e tal, fácil de ouvir.

Essas faixas “baba”, que qualquer idiota monta com um filter sweep ou um sample mais ácido, coisas que o Daft Punk, por exemplo, adora, são iguais aqueles filmes de ação: o conteúdo é um lixo, mas é gostoso de assistir. E dão dinheiro para a indústria do entretenimento.

Domingo Estranho

Ontem minha irmã resolveu fazer um churrasco pra comemorar o seu aniversário de 20 anos. Ela convidou as amiguinhas da faculdade de Nutrição, e eu convidei meus amigos de sempre. No começo da tarde vieram chegando as amiguinhas da Nutrição e com elas a piada número 1.

Uma das amiguinhas, muito bonita e de olhos azuis, estava com o namorado. No meio da conversa, o namorado solta a piadinha:
– Pois é né, cês sabem que a mulher que não dá, voa…
E a namorada dele responde:
– Não entendi…
Enquanto eu me segurava pra não rir, o namorado cortês tentava explicar:
– Presta atenção… mulher que não dá, voa! Agora olha pro céu…
– Err… não entendi. Ah, eu sou loira, gente!

A coisa seguiu normal durante o dia. Um detalhe é que quem estava tomando conta do churrasco era a tia de uma amiga da minha irmã. Na verdade, parecia mais um “tio”, mas isso não vem ao caso. Mais tarde, meus amigos chegaram e, durante a “concentração” para o jogo do Galo que ia começar na TV em 10 minutos, um dos meus amigos me pergunta:
– Zé, cê tem certeza que o churrasco tá bem cuidado lá?
– Claro, pode ficar tranquilo – respondi. Na verdade eu não tava ligando muito mesmo. Mas veio a piada 2: eis que na sequência o tia (ou a tio) desce e passa pela sala. perguntei:
– E aí, tá tudo tranquilo lá, precisando de algo?

No que o(a) tio(a) respondeu, literalmente:
– Nrrfbrllscbscht…

Depois disso, cambaleou até a cozinha e depois subiu. Aí eu lembrei de um papo da minha irmã de que ela gostava um pouco demais de birita, mas apertei o “fuck-up button” e deixei pra lá.

Mais tarde chegou o resto dos meus amigos (as menininhas da Nutrição foram embora tão rapidamente quando chegaram). Já era quase noite, quando resolvi subir ao terraço e ver como estavam as coisas. Fui pra perto da churrasqueira para experimentar a piada (de mau gosto) número 3:

A tia estava debruçada no parapeito do terraço, xingando os cachorros do vizinho: “Caschorro fedorêinto!!”. Passei por ela e fui ver a churrasqueira esquecida… uns cinco espetos com carne semi-cozida (ou crua), o carvão fedendo a cerveja e o fogo quase apagado. Olhei pra tia que me disse, com certa dificuldade:
– É… tá frio aí né… tem que pegar um secador de cabelo…

Ugh… tive que assumir a churrasqueira. Um bocado de carvão e muito abano e o fogo pegou de novo, e a carne começou a sair (modéstia a parte, muito bem). Tentamos salvar a carne semicozida, com um relativo sucesso. Lembrei do meu fiel amigo que, no começo da tarde, tinha me alertado do churrasco… ou melhor, da churrasqueira… digo, do churrasqueiro. Da próxima vez, antes de apertar o “fuck-up button” eu vou me certificar das coisas.

A partir daí, foram só piadas… uma das minhas amigas dançava enquanto a tia, meio “desabada” na cadeira, encarava-a sem parar. Piada 4: “Nossa amiga está correndo perigo hein!”. E a piada 5 foi na chegada de um amigo que tinha ido ao jogo do Galo e estava todo uniformizado: a tia também. Quando ela viu o nosso amigo, saiu correndo, agarrou o cara e ficou pulando com ele pelo terraço…

Em resumo, foi um domingo muito engraçado.

O primo recomenda

Inaugurando uma nova seção neste glorioso blog… a seção “O Primo Recomenda”. Pra estrear, duas recomendações.

O PRIMO RECOMENDA: DJ Marky – Audio Architecture 2

(Ouça o disco aqui)

Só pra repetir o que todo mundo sabe, o DJ Marky é o melhor DJ de drum’n bass do mundo. A técnica do cara é muito fodassa pra caralho e tudo o mais.

Um exemplo é quando ele foi no Musikaos, programa da TV Cultura, e a agulha de uma das pick-ups quebrou. Marky colocou a agulha (com a capinha) no braço da pick-up mas, em vez de tirar a capinha, colocar um vinil e continuar a tocar, ele começou a fazer scratches com a agulha (ainda na capinha!) contra a superfície de borracha da pick-up. Eu nunca vou me esquecer disso…

Comecei a ouvir o disco cheio de expectativas, por causa do excelente “Audio Architecture 1”. Mas o CD começou devagar, com coisas mais jazzy, com vocais, inclusive remix de Jorge Benjor e Toquinho pelo próprio Marky + Xerxes. “Ah, que dureza”, pensei, achando que o disco ia pegar “leve” até o final. O remix do Toquinho é legal, vocais trabalhados de forma que eu nunca tinha ouvido antes. Eu gosto de novidades assim. Enquanto isso, ia lendo o encarte, com um texto de um tal Raul Cornejo, babando um ovo desmedido do Marky: “… onde uma seleção cuja perfeição só poderia ser alcançada por alguém com um profundo conhecimento (…) encontra-se com sua perícia técnica que já se tornou sua marca registrada…”. Tá, o cara é bom mas não precisa pedir pra casar com ele. Lá pela faixa 4 ou 5 a coisa começou a ficar diferente e o clima foi mudando, ficando menos “analógico”… aí vem coisa boa, pensei. Por aí surgiu a distorção com sub-bass e também a primeira seção de scratches, que são sempre muito legais. O disco seguia interessante, até que veio a faixa 8. “Spaced Invader”, de Hatiras vs. J. Majik, foi a redenção.

Eram 6 da tarde, eu tava ouvindo o CD no carro, e eu andava pela Via Expressa quando essa música começou a tocar. Eu fechei os vidros pra ouvir direito e botei o volume no talo, ficou um calor danado, mas eu nem me importava: aquela música era um achado. Era uma bomba! E eu arrepiava e ficava dando pulinhos no banco do carro… aquilo era o clímax do disco, e que clímax…

As faixas seguintes foram descendo a bola, os vocais foram voltando devagar, mas o pau ia comendo. E numa avaliação final, o disco realmente é muito bom, apesar do começo meio estranho. Se você não tá com saco de ouvir tudo, ouça pelo menos a faixa 8. É absurda de boa. O Primo recomenda o disco todo.

O PRIMO RECOMENDA: Unreal Tournament

Na vida tem sempre aquelas dobradinhas de concorrência: UOL versus Terra, Globo versus SBT, Faustão versus Gugu, e por aí vai. Nos FPS (First Person Shooters) a coisa é assim também. O primeiro Unreal surgiu meio que em resposta ao sucesso do Quake 1. Ambos são excelentes jogos. E logo no momento onde o Quake 3 Arena ia se firmando como um clássico do deathmatch, surge o Unreal Tournament.

Basicamente, o Unreal Tournament pegou tudo de bom que o Q3A tem e tornou ainda melhor. As armas vem em maior variedade e tem 2 modos de tiro cada uma, o dano é posicional (tiros na cabeça são mais ‘doídos’ que tiros na perna, por exemplo), entre outras coisas. Existem também mais modos de jogo do que no Quake, como o Domination, onde o objetivo é capturar e manter “pontos de controle”, para ganhar pontos, e o “Assault”, onde dois times se alternam para, respectivamente, invadir e defender um local.

Como a alma de um bom FPS é o “Lança Foguetes”, o Rocket Launcher do Unreal é uma arma excepcional: Se você segura o botão de tiro, são carregados até 6 foguetes no “barril” da arma. Soltar o botão e ver 6 foguetes voarem em linha rumo a um oponente que sabe que não tem chance de escapar é uma satisfação só. Além disso, se você mantiver a mira sobre alguém por mais de 2 segundos, o foguete fica teleguiado.

Se você achava a BFG-9000 do antigo Doom muito poderosa, espere até conhecer a mãe de todos os lança-foguetes: o Redeemer. Geralmente ele só vem com um míssil, que é mais do que suficiente. O tamanho da explosão do Redeemer é simplesmente enorme, e você consegue matar uns 4 ou 5 oponentes com um tiro bem dado. E você ainda ouve uma agradável voz gritando “M-M-MOONSTER KILL-ILL-ILL!!!”.

O Unreal Tournament pode até ser fruto de cópia descarada do Quake 3 Arena, mas que é divertido, ah… isso é. O Primo recomenda.

Alguns nomes de música pop que se adequam muito bem à certos produtos da informática…

Norton Personal Firewall: “Overprotected”, Britney Spears, ou “Wonderwall”, Oasis
Microsoft X-Box: “Play”, Jennifer Lopez
Quake 3 Arena: “Crash Boom Bang”, Roxette
IBM ViaVoice: “Tell Me”, Madonna
Winamp: “Bringin’ da noise”, N’Sync
Anonymizer.com: “How to disappear completely”, Radiohead
Grand Theft Auto: “I Drive Myself Crazy”, N’Sync
Windows Solitaire (paciência): “Show me the meaning of being lonely”, Backstreet Boys
www.sex.com: “Spice up your life”, Spice Girls
ICQ: “Digital Love”, Daft Punk

Tele-aulas fuckin’ rulez!

Hoje pipocou um email na minha caixa postal daqui do Banco, era o chefe convocando todo mundo pra ver uma tele-aula sobre o novo SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro). Que chatice… fazer o quê… me agendei para a segunda “sessão” da tele aula.

Os caras da minha sala desceram e foram assistir à primeira sessão. Na volta, perguntei:

– E aí, é legal o treco?
– Nó, Tinoco, é um saco…
– Argh, não me desanima não…

Na saída para o auditório, um cartaz no corredor fazia propaganda da Tele Aula. E tinha uma propaganda de um véio esquisito no cartaz.

– É esse cara que cê vai ver na tele aula… – me disseram.

Chegando lá, auditório cheio, ar condicionado no talo e um frio de rachar. Acho que é intencional, pra dar sono. Uma funcionária do RH começa a sessão:

– Gente, cês receberam esta apostila sobre o SPB né?
– Siiiiim… – respondem todos em coro
– E vocês leram, né?
– Er, bem… – o burburinho e as risadinhas diziam que, obviamente, não. Detalhe: Eu até tentei ler, mas fui corajosamente apenas até a página 10. Depois me cansei do vocabulário de contador que usaram.

A mocinha do RH lasca a fita no vídeo e dá um play. E, naquele instante, toda aquela baboseira começou a ficar interessante…

Mas não foi por causa do conteúdo. Ou melhor, até foi, mas não pela razão que vocês estão pensando.

Na tela, um logotipo medonho com as letras “F” e “D”. Em “arial”. E embaixo, a legenda: “Falando de Dinheiro”. Sim, a tele-aula ia ser dada no formato de um programa de entrevistas… uma abordagem criativa, mas que quando é mal feita… (o que, obviamente, foi o caso).

Surge a entrevistadora: “Oi, meu nome é Vivian Cash e vocês estão assistindo o ‘Falando de Dinheiro'”. Que diabo de nome é Vivian Cash?!? As risadinhas começam… e Vivian Cash continua: “Hoje vamos entrevistar o Professor Boanerges Câmara”… e mais risadinhas. Que diabo de nome é esse?

A tele-aula, pelo menos pra mim, foi hilária. Uma aula de como NÃO se faz treinamento. Em determinados momentos, o tal professor terminava de responder uma pergunta, mas a edição da fita era tão mal-feita que sobrava uns 2 segundos de câmera sobre ele, e você podia ver o ator sem saber o que fazer, olhando pro lado meio de “soslaio” como quem diz: “E agora, diretor?”. Os erros de continuidade eram mais que constantes: uma hora, estava a câmera só na Vivian, de braços cruzados. Depois, cortava para a câmera geral e lá estava a Vivian magicamente com os braços descruzados…

Mas o pior eram as piadinhas: No começo da fita, Vivian cumprimenta o Professor Véio lá:

– Boa noite, Professor…
E responde o véio, que tinha a língua presa:
– Boa noite Vivian, boa noite telexpectad… – e, olhando em volta com uma cara (forçadíssima) de desorientado, diz – ué, em qual câmera… ah, aquela! Boa noite, telexpectadorex…

E eu gargalhava mentalmente de satisfação…

Mais tarde, a Vivian fez uma conta de exemplo, para entender o conceito de “saldo disponível”, e o Professor soltava a bomba: “Muito bem, extá afiada hein Vivian!”. E os dois atores riam aquela risada forçadíssima, sem-graçíssima, de quem está pensando: “mas que merda de texto foi esse que me deram?!”.

Mais tarde, o Professor começa a falar das novas tarifas… “Veja por exemplo, ax tarifax novax são ax seguintex… oh, que bom, elax já extão aparecendo na tela! Haha!”

Apareceu uma tabela por cinco segundos e sumiu. Não deu pra ler nem metade do que estava escrito. O auditório inteiro ainda estava rindo dessa gafe quando a Vivian diz:

– Professor Boanerges, mais uma pergunta
E parecendo o “Tio Sukita”, o Professor destrói:
– Ah, Vivian… pode me xamar de “B.C.”…

Siiim, claro! Essa foi uma piadinha!! B.C…. Banco Central!! Que criatividade destruidora essa hein… e quando a fita estava acabando e eu não achava que podia ficar pior, eis que surge o Sr. Diretor Executivo do Banco na tela…

Nunca vi nada tão engraçado: O cara parecia uma múmia, sentado, quase deitado num sofá, de pernas cruzadas, imóvel e duro, muito duro de nervoso. Os sintetizadores de voz das músicas do Kraftwerk falavam com uma voz menos monótona e robótica que a dele. O cara parecia que tava morto de tão lento e desanimador. Daí vem a legenda, com o nome do cara: O sobrenome era “Cançado”. Nada mais apropriado. O Cançado começou a falar:

– Colegas…

E chamou a gente de colegas o tempo todo, na maior falsidade do universo. Daí a fita acabou, e eu saí rachando de rir… e pensando mais uma vez: “O que diabos eu estou fazendo trabalhando aqui?”

Freak Techno Show

Mais uma da Istoé:
“Unir DJs e músicos profissionais ajuda a tornar palatáveis, para ouvidos menos acostumados, a batida metálica e impessoal da música eletrônica. Luiz Eurico Klotz, diretor artístico do Skol Beats, explica: ‘Um Caetano Veloso tocando tecno atrai mais atenção do que qualquer DJ gringo discotecando sozinho.’

Mas é claro. Caetano Veloso tocando techno vai ser tão bizarro que todo mundo vai querer ver.