Adbusters.org

Meu Deus… como eu não fiquei sabendo disso antes…

Uma crítica radical do life style contemporâneo e do bombardeamento diário de publicidade a que somos submetidos. É o que faz a organização não- governamental canadense Adbusters Media Foundation, que edita uma revista e um web site [www.adbusters.org] dedicados a implodir a mídia a partir de suas próprias armas. A ONG defende a “ecologia mental” contra a poluição publicitária, o consumismo desenfreado e o trabalho sem sentido do mundo contemporâneo. Em seus artigos, ensaios fotográficos (como o que abre esta reportagem) e “subvertisements”, anúncios anti-publicidade (que reproduzimos nas páginas seguintes), eles denunciam com muito senso de humor as grandes corporações – como Coca-Cola, Philip Morris, Nike, McDonald’s e Calvin Klein -, que determinam o que as pessoas vão comer, beber e vestir, para onde vão viajar e até a mulher que vão desejar.

Genial, genial e genial. Virei fã.

Mais azar automobilístico

Vocês, fiéis leitores, lembram que meu carro foi arrombado há 11 dias atrás né?

Pois é. E hoje, num golpe de extrema sorte, levei uma fechada e bati o carro. Estourei a roda dianteira no meio-fio depois que um tio num Vectra quase avançou uma placa de parada obrigatória, me fazendo desviar e perder o controle do carro até bater na calçada. Veja as fotos do estrago aí embaixo.

O pior foi que, quando eu desci do carro pra ver o estado da roda, o tio que furou a placa de ‘pare’ passou do lado do meu carro e começou a xingar! E antes que eu pudesse responder alguma coisa, do nada me veio um cachorro, pela direita, rosnando e querendo me morder. Exatamente como nos filmes do Mr. Bean. Daí, sem saber se espantava o cachorro ou ouvia o tio do Vectra, este último arrancou e me deixou lá com cara de tacho. O cachorro, também.

Definitivamente, eu não tenho sorte com carros.

As Seis Máquinas do Apocalipse…

Nesse link:

http://www.wired.com/wired/archive/10.05/blackbox.html?pg=2&topic=&topic_set=

A história das seis máquinas que mudaram a história da música:

Roland TB-303: Originalmente feita para simular um baixo eletrônico e ajudar os guitarristas solitários da década de 70 a ensaiar, mas como o som era muito diferente do baixo real, a Roland parou de produzir 303s. Um belo dia, Earl Smith comprou uma 303 de segunda mão e seu colega, Nathaniel Jones, brincava com ela quando começou a mexer nos botões enquanto a “bassline” era reproduzida. O som era retorcido de doer o ouvido. Smith gritava: “Não pára! Não pára!”. Não parou, e nasceu o Acid House.

Roland TR-808: Uma bateria eletrônica que acabou perdendo mercado para uma concorrente que usava samples em vez de síntese para gerar os timbres. Mas ganhava espaço entre o hip hop. Um dia, Arthur Baker e Afrika Bambaataa gravaram “Planet Rock”, o single mais influente na história do techno, electro e hip hop.

Toca-discos Technics SL-1200: Moby diz que “A Technics 1200 é a única pick-up”. Construída para durar, com vendas iniciando em 1973, começou a ser “criativamente mal utilizada” por DJs de hip-hop: nascia o scratch.

Teclado Nord Lead 1 e equalizador Amek System 9098: Essa é demais: Em 1995, Derrick May estava preparando a trilha do jogo Ghost In The Shell, para Playstation, e trabalhava na faixa intitulada “To Be or Not to Be”. Tentando criar um efeito de phasing, Derrick aumentou tanto a amplitude de alguns dos sinais que eles saíram de sincronia com o resto. O resultado final (pasmem), não podia ser gravado para uma master de vinil, pois a defasagem do sinal era tão absurda que a agulha do mastering queimava.

Sampler Akai S950: DJ Shadow foi o pioneiro na utilização do Akai para sobrepor samples, em vez de simplesmente tocá-los um “ao lado” do outro. Mas outra lenda interessante é a da criação da faixa “Don’t Laugh”, de Josh Wink. Depois de 2 dias discotecando sem parar, e com um total de 3 horas de sono, Josh entra para o estúdio. Com os miolos em frangalhos, tudo o que Josh conseguia fazer era rir. Daí, ele sampleou a própria risada e estava adicionando ritmo com uma 909 quando, por acidente, transpôs o tom da sua voz sampleada no Akai para uma oitava abaixo. O erro virou acerto: “Pô, ficou legal”, disse ele.

Mondo (yet) Bizarro

Tive a conversa mais underground do mundo sobre música aqui na sala… me perguntaram o que eu gostava de ouvir. E enquanto eu respondia Tortoise, The Sea and Cake, Jeff Mills, Kid 606, as caras iam ficando cada vez mais perplexas. Até que uma colega disse:

– Credo, Tinoco, não conheço nada disso… cê já ouviu Oktoberfest?

Dois segundos de silêncio, e depois todo mundo caiu na gargalhada. Enquanto isso, a dona do Oktoberfest tentava explicar que era um CD que o namorado dela comprou por 50 reais, e a banda chama-se Oktober Project, ou algo assim. E no fim, quando eu tentava falar de alguma banda que ela também conhecesse, falei:

– Bom… você já deve ter ouvido falar num quarteto alemão dos anos 70, chamado Kraftwerk…

Aí, de repente, uma senhora, mãe de família, daquelas com cara de quem faz broa de fubá ouvindo Zeca Pagodinho todo domingo, e trabalha aqui na sala, a mais improvável do mundo de conhecer Kraftwerk, e que estava caladinha durante toda essa conversa, sorriu até a orelha e falou:

– Nóóó!! Kraftwerk é bom demais, conheço demais!!

O Primo recomenda: Homem Aranha

“Aah, mas os cinemas tão com filas enoooormes!! E ver com aquela molecada gritando no filme é muito ruim!! E é filme de super-herói americano, nheca!!”, você deve estar pensando. Quando vi o filme, peguei uma fila que subia as escadas do Shopping Cidade até os andares do estacionamento. Além disso, havia uma molecada gritando no filme e um rapaz que dava um arroto nojento atrás de mim em todas as cenas românticas.

Mas eu nem prestei atenção nisso, porque o filme prendeu TODA a minha atenção.

Eu colecionava revistas do Aranha na minha adolescência, sabia tudo sobre ele, desenhava ele em todos os cadernos e livros da escola… e o filme, pra mim, foi um empolgante transporte das estórias dos quadrinhos para a telona, sem cometer as ‘tosquices’ que filmes, como o Spawn, cometeram.

A despeito de todas as críticas, Tobey Maguire foi o Peter Parker perfeito. A recriação das grandes figuras dos quadrinhos, como o J. J. Jameson, Tia May, Norman Osborn, ficaram quase todas perfeitas. Destaque para o Jota Jota, que ficou hilário. E a Mary Jane… bem, as reticências disseram tudo.

Para os fâs mais “hardcore” do herói, o filme deve ter sido horrível: mudaram o esquema das ‘teias’, explicaram (estranhamente) a aderência nas paredes, misturaram a história de Mary Jane com a de Gwen Stacey na cena da ponte… mas isso são apenas detalhes infortunados de um roteiro que, em sua grande maioria, foi impecavelmente fiel. E para quem não é fã, com certeza é divertido ver a transformação do jovem nerd no amigo da vizinhança…

As lutas, em alguns momentos, me pareceram um pouco artificiais, mas 90% das cenas de ação (e de balanço nas teias) são de tirar o fôlego. Principalmente a última delas, que coroa o filme, é de arrepiar qualquer um que tenha lido algum gibi do Escalador. Em resumo, é um filmão que merece todo o sucesso de bilheteria e o burburinho por trás do seu lançamento. E pelo jeitão da coisa, o que me parece é que, ao contrário da maioria das continuações, o “Aranha 2”, tem tudo para ser outro excelente filme!

Informações mais ‘pessoais’ no post abaixo… mas em suma, o Primo recomenda!

Estou namorando a Mary Jane

Um fato interessante: grande parte da minha atração pelo Aranha é porque, na época que eu colecionei as revistas dele, eu era como ele: adolescente nerd tímido. A auto-identificação foi mais que natural… principalmente na parte da falta de sorte com mulheres.

Daí, minha irmã foi ver o filme, chega em casa gritando: “Zé, o filme é massa demais!!! E a Mary Jane é a cara de Bethânia!!”, que é minha namorada. Não dei muita idéia para aquilo, quando outro amigo que foi ver o filme, disse, por email: “e a Mary Jane é igualzinha a Bethânia”. Daí, no outro dia, um outro amigo diz: “É a cara dela. O rosto parece muito, principalmente abaixo do nariz”.

Então, vendo o filme, fui tirar a prova: de início não achei muuuita semelhança não. O jeitão das duas é igual, mas a cara da Kirsten Dunst é mais larga que a de Bethânia. Só que, na cena do hospital, a coisa começou a mudar: M.J. se sentava igualzinho à ela… exatamente igualzinho. Já estava começando a achar aquilo meio verdade, quando o filme acabou e eu olhei para o lado. Bethânia sorriu e, acho que por causa da luz acesa, pude ver melhor e na minha cabeça veio:

“Putz, realmente parece demais!!”

Então tive um déjavu de toda a auto-identificação com o Aracnídeo, mas dessa vez atualizada: o adolescente tímido e nerd tinha se dado bem na vida e agora estava namorando a Mary Jane…

Hehe, se dei bem!

Ferramentas

Estamos usando aqui no serviço um excelente método para a resolução dos pepinos mais sérios… chama-se:

Metodologia Avançada para Resolução Rápida de Erros Tecnológicos no Ambiente

A sigla é MARRETA.

Mondo Bizarro

Hoje, fui ao DETRAN renovar o exame médico da minha carteira de motorista. Esperava filas quilométricas e um bom tempo mofando para ser mal atendido por pessoas grossas e infelizes.

Cheguei no balcão de informações, e não havia fila para ele! Peguei uma senha, entrei para aguardar a minha senha ser chamada. O número da minha senha era 573. Olhei para o painel eletrônico para ver qual número estava sendo chamado e, assustado, li 572. Havia UMA pessoa na minha frente. Fiquei exatos 10 segundos na sala de espera, e o atendimento não levou 2 minutos. E isso tudo aconteceu em horário de almoço!!

E o mais incrível: voltei pra pedir uma informação. Virei para um cara facilmente identificável como atendente (por um vistoso colete azul) e perguntei:

– Por favor, esse exame físico que preciso fazer tem que ser feito hoje, quinta-feira?

O cara respondeu, animado e incrivelmente sorridente:

– Não, pode fazer amanhã! E se quiser também pode fazer no sábado mas no sábado não funciona né hehehe mas aí sobra também o domingo mas no domingo é dia de futebol e de Atlético e Cruzeiro e não funciona também né heheheheh!

Peraí, Detran sem filas, com atendimento rápido e funcionários bem humorados que fazem piada? MEU DEUS!!! PARA ONDE ESSE MUNDO VAI?!??

Dia de fúria (ou: nasce um novo herói)

Tomei uma nabada lá no serviço ontem… em resumo, foi o seguinte:

– Tinoco, seu maldito!! Você está com XIS coisas atrasadas!!
– Mas é lógico!! Essas coisas dependem tudo dos outros inúteis que nunca me
devolvem nada que eu peço!! – respondi
– FODA-SE VOCÊ, vai cobrar deles, então!!

Então a partir de hoje, cansei de ser bonzinho e esperar sentado pela boa-vontade dos outros: hoje nasce o homem que vai cobrar tudo sem dó… que espremerá os míseros funcionários deste banco fétido até que me dêem o que eu preciso. A partir de hoje, abandonando toda a bondade, nasce um homem venenoso… ardiloso… voraz…

Hoje nasce o HOMEM COBRA!!!!

(Foi mal, mas uma situação tosca dessas pede um trocadilho ridículo)

Um novo tempo… (bleargh!)

Estou em uma sala nova… minha mesa está numa posição horrível, eu fico apertado contra a parede.

A razão da mudança foi pra integrar a equipe da sala, que trabalha num sistema chamado PNG. Logo de manhã as conversas na sala diziam: “Tive que vir aqui ontem”, “No sábado também”, “E estamos num período de calmaria”…

Aí, ligaram o ar condicionado da sala na temperatura ZERO ABSOLUTO. Fui mexer no ar para que, pelo menos, ele não ficasse direcionado direto pra minha mesa, e já teve gente rosnando…

É verdade. Como diz a frase, life sucks and then you die.