Eu sou hacker e não estou sabendo

Estou eu trabalhando sossegadamente quando chega um cara aqui na sala, procurando por mim. Me identifiquei, ele se apresentou e falou a bomba:

– Oi, eu sou o Rui, da Gerência de Rede, estou te procurando porque detectamos uma tentativa de ataque no nosso servidor de email, vindo do seu computador…

Fiquei pasmo: virei hacker e não estava sabendo. Ele continuou.

– Detectamos que do seu IP saíram várias conexões SMTP mal-formadas, de envio de email, pro nosso servidor…

Aí, me lembrei de um fato que aconteceu ontem… entrei no meu sistema, tentei acessar uma tela e, como estava lentíssima, aproveitei pra ir ao banheiro. Quando voltei, uns 10 minutos depois, tinha dado trocentas mensagens de erro… e elas estavam configuradas pra serem enviadas por email. Daí meu micro ficou uns 10 minutos “bombardeando” o servidor de email com tentativas de envio dessa mensagem. Era isso que o nosso amigo estava confundindo com o “ataque hacker”…

Expliquei a situação e tudo se resolveu… e agora todos aqui na sala tão me chamando de hacker…

Mais micos do Primo

O meu primeiro grau foi, de longe, o pior período da minha vida: eu era tímido, feio, sensível, burro e, portanto, ridicularizado por todos os meus “coleguinhas” de colégio. Hoje, por causa da Copa, lembrei de um caso engraçado dessa época…

Lá pela minha terceira ou quarta série, eu não sabia o que era pênalti. E os meus “coleguinhas” sabiam e tiravam a maior onda, sem contar o que era, pra dar uma de fodões. E eu, trouxa, bolei um ‘plano’ pra descobrir o que era o tal do pênalti.

Na aula de Educação Física, no meio do jogo de futebol (onde eu era e ainda sou péssimo jogador), iria executar o plano… fiquei esperando passarem a bola pra mim. Algum tempo depois recebi um passe na lateral direita do campo… assim que a bola encostou no meu pé, coloquei o plano em ação:

Parei e comecei a gritar: “Pênalti! Pênalti! Pênalti!”…

Vai! Vai! Não pára, DVD, não pára!

Essa foi ótima: Segundo a Wired, está vindo aí uma nova geração de DVDs que vai aceitar comandos de voz para controlar a cena sendo exibida.

Ou seja, você diz: “de quatro” e a atriz do filme muda de posição… ou diz: “me chupe” e, bem, você sabe.

O mais engraçado é ver, na reportagem, os maiores problemas a serem vencidos pela nova tecnologia: as frases complexas ou que começam/terminam com interjeições, do tipo: “Oh, yeah, isso, agora quero te comer de ladinho, baby!” e os ruídos de fundo, difíceis de evitar se você estiver vendo o filme e fazendo, uh, outra coisa ao mesmo tempo…

Hmmmmm…

Email de uma antiga lista de discussão da faculdade:

“Viviane, vc conhece alguém que faça striptease? Homem?”

Possíveis respostas irônicas/piadas que passaram pela minha cabeça na fração de segundo seguinte após ler a frase acima:

1) Eu eu eu eu eu eu eu eu eu!!!!
2) Homem de verdade não faz striptease.
3) Por quê? Seu namorado não tá dando carga mais não?
4) Bom, se ela conhecesse, com certeza não vai dizer aqui na lista né…

Outro detalhe: O irmão da menina que perguntou do stripper está sentado a exatos 3 metros de mim: ele trabalha comigo. Ô língua que coçou…