The Pussy Mind Loop

Fui ao cinema ver o filme do Almodóvar, “Fale com Ela”.

Quando eu penso se o filme foi bom ou ruim, a única coisa que me vem à cabeça é:

“Havia uma buc&ta gigante, um cara entrou lá dentro e ficou lá o resto da vida”

E só, não vem nada a mais na cabeça além disso. Bem, na verdade não era bem uma b… gigante, era o cara que era pequenininho. Mas é só eu terminar de pensar nisso e o pensamento volta: “Havia uma b… gigante”

Minha cabeça ficou em loop.

P.s.: desculpem o palavrão… mas não era uma “vulva”, “vagina”, “genitália”, não. Era uma buc&ta. O “&” é pro Google não se confundir.

Já sei conversar

E de repente tudo mudou aqui no serviço, na tarde de hoje.

Rolou uma socialização tão legal, tão agradável, todo mundo conversando, falando de si, nem parecia aquele povo chato, ignorante, puxa-saco e tacanha, como eles normalmente se comportam. Tava tudo legal, foi uma tarde agradabilíssima de trabalho e bom papo…

… até que entra um dos colegas da sala, vindo da portaria:

– Gente, meu DVD dos Tribalistas chegou!!!!

Aí o encanto acabou.

A Divina Comédia

Um dos melhores indicativos da desgraça espiritual da humanidade é a proliferação da comédia.

O ser humano anda tão miseravelmente oprimido e estressado, deprimido e fragilizado, tão sem gosto pela vida, tão sem inspiração para ter, por si só, alegria de viver, que ele paga R$ 50 para ir a um show e algum comediante fazê-lo rir. Pior, ele paga para ir ao teatro ver uma “comédia de costumes” e rir do seu próprio comportamento patético.

“Ha ha ha, aquele pai de família da peça é tão engraçado”… não, meu caro, você é que está desgraçado.

Os brutos também amam

Tem duas coisas que eu sempre digo:

Nunca espere nada de ninguém, mas espere qualquer coisa vinda de um ser humano.

E isso sempre dá certo; Sempre achei que um dos chefes aqui do serviço era um cara toscão, grosso e tal. Isso porque, da primeira vez que eu precisei falar com ele, a primeira coisa que ele me disse foi um grito de “Meu filho, num vai dar não!!” antes mesmo de eu terminar de dizer o que eu estava pedindo. E como a primeira impressão é a que fica, ficou assim.

Aí estou eu passando em frente ao quadro de avisos e lá está um cartazão de alguém se dizendo voluntário do Centro Espírita Célia Xavier e pedindo doações para as cestas de natal das famílias carentes. E o tal voluntário era o chefe tosco!

Pois é, quem diria…

Uhhhhhhhhhhh……… hello?

Hoje tocou o telefone, atendi e me identifiquei, como sempre:

– Tinoco…

(Pausa de 2 segundos. Uma voz feminina do outro lado responde. Era a “Vampira”, uma colega de trabalho que tem o cabelo igual ao da Vampira dos X-Men, com a mecha de cabelo branco e tudo. Ela queria falar com outra colega de sala, só que como ela é meio lesada…)

– Tinoco?
– É, eu mesmo.

(Pausa de dois segundos)

– Cadê a Liliane?
– Tá aqui…

(Pausa de dois segundos)

– Posso falar com ela?