Frases

“Em 1940, Fairbairn expõe suas pesquisas sobre os fatores esquizóides da personalidade e afirma que o indivíduo esquizóide apresenta três características fundamentais: uma atitude de onipotência, uma atitude de isolamento e desapego, e uma preocupação com a realidade interior..”

Thaaat’s me! Estou começando a ficar preocupado com isso.

O Primo recomenda – HP Jornada 568

Pois é, esse ano resolvi me dar um palmtop de presente de natal. Taí a saga toda e um mini-review.

Primeira parte – Escolhendo o modelo

Tudo o que eu conhecia era Palm, nem sabia da entrada da Micro$oft no mercado de PDAs, então a descoberta dos Pocket PCs foi novidade pra mim.

Pra escolher qual seria a plataforma que eu ia adotar, fui pensando nos usos que eu faria do palmtop, que seriam basicamente: organizador pessoal (agenda, etc), jogos, multimídia (ouvir MP3 ou editar fotos da minha câmera digital, por exemplo) e Internet (usando infravermelho pra conectar pelo meu celular GPRS). Norton, velho amigo e possuidor de palmtops das duas plataformas, me ajudou bastante na decisão.

O palmtop ia precisar ter slot para cartão CompactFlash e porta de infravermelho. Não encontrei Palm com slot CF, e enquanto pesquisava sobre os Pocket PCs, descobri um programa de edição musical chamado Griff. O Palm nunca ia ter algo parecido. Aí acabou a dúvida, era Pocket PC mesmo.

O que atendia melhor minhas especificações era o Jornada 568 mesmo. Tinha tudo e ainda esbanjava 64 MB de RAM. Mas foi mal reviewzado no CNet, onde eu sempre passeio antes de fazer alguma compra de tecnologia. Tirou 6 em 10. Os argumentos pra nota baixa eram, basicamente, preço, tela pouco iluminada e só um slot CompactFlash.

Só que, nos reviews dos usuários, o Jornada foi muito bem e todo mundo estava sem entender por que diabos os editores do CNet deram uma nota tão ruim para um palmtop tão bom. Os usuários que reclamaram falaram apenas coisas bobas, como acumular “poeira eterna” (que não dá pra limpar) nos cantos da tela e o carregador, que faz um apito agudo, audível só em ambientes silenciosos mas que seria irritante o suficiente.

O problema agora era o preço: um iPaq besta tá custando mais que 2000 reais! Já achando que eu ia ter que desembolsar dois contos pra comprar o Jornada, descobri que com a fusão HP-Compaq a linha Jornada ia ser descontinuada e, por isso, o Jornada tava com preço melhor. Só que no Submarino o preço da bagaça era de R$ 1999. Depois de muito fuçar na Internet achei, aqui em BH mesmo, um lugar que comprou um lote grande de Jornadas e tava vendendo a R$ 1600. Foi fácil…

Segunda parte – O Hardware

Justiça seja feita, o Jornada é mais bonito que o iPaq e qualquer Palm. Cabe tranquilamente num bolso de camisa, embora o peso faça com que você fique bem deselegante com aquela coisa esquisita puxando sua camisa pra baixo…

Na primeira foto, lá de cima, você também vê o “direcional” e mais 4 botões, para abrir agenda, tarefas, etc. O melhor: o Jornada não sofre do “problema dos 2 botões simultâneos” que o iPaq tem. Explicando: você não pode, por exemplo, apertar o direcional pra esquerda e algum outro botão ao mesmo tempo, o que acaba com a graça de qualquer jogo. No Jornada não tem disso!

Na foto aí em cima não aparece, mas o Jornada tem uma coisa excelente: uma tampa removível que cobre a tela. Me parece ser proteção suficiente para dispensar aquelas capas feiosas. A parte cinza que envolve a lateral do Jornada é de borracha, pra dar firmeza ao segurar. Ainda na foto dá pra ver um botão de “scroll” e, do lado, o botão “gravar” que liga o Jornada e aciona o gravador de notas de voz que, inclusive, aceita diversas opções de qualidade sonora desde 11.1 a 44.4 KHz, mono ou estéreo. Não me pergunte o porquê do estéreo para um microfone mono…

Falando em som, o alto-falante do Jornada é bem ruinzim, praticamente não tem graves. Mas a qualidade do som usando fones de ouvido é espetacular.

Mais pra direita tem o compartimento da bateria de backup. Ela alimenta uma parte da RAM chamada de HP Sure Store, que preserva seu conteúdo mesmo se a bateria principal acabar. Sim, se você ficar sem bateria, tudo que tiver na memória normal vai pro limbo.

Aí é o Jornada visto de cima. Da esquerda pra direita, aquele buraco parecido com uma fechadura é onde fica a caneta. No meio está o slot CF (tipo 1 ou tipo 2 extendido). Logo acima dele, o botão branco é um botão e LED ao mesmo tempo, que pisca pra avisar de compromissos/carga da bateria/alerta de gravação de voz ativa. Mais pra direita, a tarja preta é o infravermelho e, ao lado, o plugue para fones de ouvido.

Ele tem bateria de lítio-polímero com a maior duração da categoria: 12 horas. No meu caso, como não uso o Jornada continuamente, ela vai sem recarga por uns 3 dias. E não é preciso carregar o cradle com você pra recarregar a bateria, o que é altamente prático.

Ah, e é verdade, o carregador faz mesmo um apito agudo. Não dá pra, por exemplo, ir dormir com o Jornada carregando no meu quarto.

Terceira parte – O Software

Bom, sobre o Windows CE (que agora é Pocket PC 2002), é basicamente algo Windows: botão iniciar, caixas de diálogo e tudo o mais. Bate o PalmOS em milhões de aspectos, como multitarefa, reconhecimento de escrita natural (você não tem que aprender a escrever em Graffiti) mas peca na instabilidade Windows-esca e numa coisa horrivelmente tosca: o botão “fechar” (aquele xizinho no topo da janela) não fecha o programa, só “minimiza”, e o gaiato fica lá ocupando memória…

Os programetas Microsoft, de compromissos/contatos/tarefas são muito bons e bem completos, embora existam xis outras opções no mercado. Só achei uma coisa meio chata: o alarme de compromissos só soa uma vez e deixa o LED piscando. E com a tampa fechada e o alto-falante ruim, fica meio difícil ouvir o alerta. Mas tem programas que contornam essa limitação e fazem um toque repetido e com volume progressivo.

Falando nisso… eu tinha medo de que houvessem poucos programas pra Pocket PC. Sei que, pro Palm, tem dezenas de milhares… mas a realidade pro Pocket PC não é muito diferente, tem até sites especializados em freeware pra ele. E, como o Jornada usa processador de 206 MHz, você acha coisas impossíveis para o PalmOS. Tem até um “flight simulator”, 3D e tudo, no meu Jornada, de graça.

Uma coisa que me deixou besta foi o infravermelho do Jornada. Peguei um programa de controle remoto e consigo controlar a TV usando o Jornada a uns 5 metros de distância. Além disso, o Jornada deu show “conversando” com meu celular (um Siemens S45). Sem nenhum tipo de configuração, transferi todos os contatos do meu telefone pro PDA em menos de 1 minuto. Só liguei o infravermelho do telefone e mandei enviar: o Jornada recebeu e botou tudo nos meus “contatos”. Dá pra transferir compromissos e até arquivos entre os aparelhos. Só faltou configurar Internet via GPRS usando o telefone, mas preciso de umas configurações da minha operadora…

Quarta parte – Conclusão

Sinceridade… o Jornada é uma das melhores opções de Pocket PC no mercado, com preço bom se você souber procurar. Não estou nem um pouquinho arrependido da minha compra e recomendaria o Jornada pra qualquer um que me pedisse uma opção de palmtop…

Meus referrals são uma piada

Oba! Pararam de achar meu blog procurando por “5andy pe1ada” no Google!…

… agora a bola da vez é “5yang” ou “Je55ica A1ba” nuas. Ou “fotos de pessoas tranzand0″ (é, com Z)

Você sabe que realmente é um loser quando um erro de português é o que mais atrai visitantes para o seu blog.

P.s.: Escrevi os nomes em leet (com números em vez de algumas letras) pra não confundir ainda mais o coitado do Google.

De arrepiar

Tem aquelas músicas que cê ouve e dá até um “arrepio” de tão boa que é né… mas com o tempo isso acaba passando.

Tem uma que SEMPRE me dá esse “arrepio”. É “Neon Lights”, do Kraftwerk. Êta alemães danados, fazem um disco que é mais velho que eu e que será eternamente bom.

O post de natal

É, vocês já estavam achando que não ia ter post de natal aqui no Primo né… pois é. Mas não é um post não. É uma prece. Isso mesmo, pra vocês que não sabem eu sou espírita de muito tempo. Então lá vai:

Jesus,

Neste dia de hoje, em que convencionaram comemorar seu nascimento, eu olho o mundo e vejo que, na verdade, se você está nascendo, no coração de muita gente talvez você esteja morrendo…

Neste dia de hoje, as pessoas dizem que “O Natal foi ótimo” e completam com: “minha loja vendeu o triplo nesse mês” ou “nunca comi tanto peru em toda a minha vida” ou então “ganhei uma porrada de presentes legais”. E o Natal fica sendo ótimo pelos excessos. Mas nunca tem excesso de caridade, fraternidade, boa vontade.

Jesus, Jesus… e o natal ainda vira época de “medir” a generosidade dos parentes, reclamar mentalmente do presente mixuruca que o marido deu pra mulher, ou fazer mau juízo do parente que nem sequer mandou um cartão, botá-lo na “lista negra” de pessoas que não se importaram conosco no Natal… quando nós mesmos estamos é nos lixando pra o que demos, o que fizemos, que alegria proporcionamos…

Jesus… sei que tu, que é Mestre, não se prende a essas convenções de datas e comemorações… mas nós, ainda espíritos bem imperfeitos, zelamos por tradições, aparências e cerimônias… por isso, neste Natal, peço perdão.

Peço perdão pela concupiscência da humanidade, pela inveja, pela avareza, pela gula, por esta faceta tão ruim do ser humano que, infelizmente, acaba mais realçada logo no Natal. E nesse pedido de perdão, peço perdão a mim mesmo, pelas minhas próprias falhas e por, inúmeras vezes, eu também me render às coisas da terra em detrimento às coisas do espírito.

Mas também, Jesus, agora entendo um pouco mais do Amor verdadeiro, aquele que você ensinou, e sei que, justamente pela nossa má índole, você nos ama ainda mais. E nesse ponto eu agradeço, mas agradeço imensamente, não pelas minhas atitudes acertadas, mas pelo discernimento de saber o que fiz bem e o que fiz mal. Isso, meu Mestre, não tenho como retribuir, tamanho o valor desta virtude: discernimento.

E por saber o quanto é bom, peço a ti que derrame, mas derrame o máximo que puder de discernimento em nós, pobres almas terrestres, que nos perdemos por tão pouco, que nutrimos anseios por tanta coisa da terra que não vale nada ao espírito… Jesus, faz nascer discernimento nas mentes desorientadas, imediatistas, materialistas deste mundo… faz nascer discernimento na minha própria mente.

Mestre, para encerrar, obrigado por ter me ensinado que é impossível ter um feliz natal sem saber provocar no meu próximo um natal feliz. De tudo que você me deu, o mínimo que posso retribuir é em gratidão, sendo justo e me esforçando por honrar o modelo de vida cristão que escolhi para mim.

Que assim seja.

Bem vestido

Ontem, eu na Riachuelo, procurando um presente de natal pra minha namorada.

Ia andando quando vi umas saias.

“Hmm… essa azul aqui tá até bonita…”

Peguei, olhei, olhei, rodei, vi por dentro, vi por fora… aí pus o cabide na altura da cintura para ver como fic…

*BRAIN WARNING: Ato falho! Ato falho! Ato falho!*

Botei o vestido rapidinho de volta no lugar e saí de fininho…

Pessoas que são uma piada

Tem poucas coisas na vida que me irritam. Uma delas são pessoas “engraçadas por definição”.

Uma pessoa engraçada por definição é aquela pessoa que é considerada engraçada simplesmente porque sim, ou porque um dia ela até foi engraçada. Só que a coisa chega num ponto em que essa definição é mais forte que tudo e qualquer idiotice que a pessoa fala é considerada engraçada automaticamente.

As pessoas viram para o “engraçado” e fazem perguntas, e qualquer coisa que ele responder vai ser motivo de risada. Qualquer coisa. Tipo:

– E aí, fulano, cê vai sair pra tal lugar hoje?
– Ah, putaquepariu véio!
– HAHAHAHAHAHAHAHAHA!

(Isso é verídico, eu já vi acontecer)