Segundona

Putz, hoje deu tanta canseira… perdi o ônibus de manhã, logo que virei a esquina da rua onde fica o ponto, lá estava o ônibus indo embora. O outro só passou 20 minutos depois.

Quase morri de sono no curso, só funcionei na base da cafeína. E nas atividades em grupo eu fiquei com um cara tão chato, mas tão chato, que uma das meninas do grupo deu uma desculpa e foi embora. Ah, na hora do almoço, achei um cabelo enorme no pavê que ia comendo de sobremesa.

Na hora de ir embora entrei no ônibus e ele estragou no exato momento que botei o pé nele. Tive que pegar o seguinte, lotado, que demorou uma hora e 10 minutos pra me deixar em casa…

Aí, quando ia saindo (atrasado pra ir pra reunião no “Irmãos Gláucios”) me ligam e me seguram no telefone uns 15 minutos. Nesse meio tempo Gabriel, meu irmãozinho de 1 ano e 4 meses, fica me perseguindo pela casa e gritando pra que eu não ouça nada no telefone.

Aí eu vou pra reunião, depois saio e levo Bethânia (minha namorada) na casa do tio dela e vou pra casa. Aí vou ver os emails (e mandar um, urgente) quando meu Eudora começa a dar pau faltando 3 mensagens pra baixar…

CINCO boots depois eu apelei, entrei no webmail mesmo e apaguei as mensagens na mão. O problema é que fiquei com todas as mensagens da caixa de entrada quadruplicadas…

Ah, e tem goiabada no meu monitor. Não me pergunte quem fez isso. Tive que deixar um post-it de repreensão, já que nunca tou em casa pra encontrar com quem fez essa arte.

E amanhã acordarei às 6:50 da madrugada, já que cismaram de começar o curso meia hora mais cedo…

24 horas de sacanagem

Um dos repórteres da revista Nerve ficou 24 horas vendo pornografia e escreveu um relato completo de como foi.

No fim foi doloroso, deprimente, nauseante. E algumas semanas depois o repórter conta que tudo passou e ele continua consumindo pornografia normalmente.

A parte mais legal é onde ele conta que assistiu uma paródia pornô de Laranja Mecânica, chamada The Clockwork Orgy. Diz o cara que é incrivelmente fiel ao original, cena por cena, com gente bebendo Moloko antes de sair para fazer “ultra-sexo” e tudo. Meu Deus, profanaram um dos melhores filmes da minha vida.

Preparem sus cartones…

No último fim-de-semana entrei no Soulseek e não sabia o que baixar… botei o cursor no “search” e fiquei pensando, pensando, quando de repente… bingo!

Digitei “bingo” e dei enter.

Baixei coisas muito engraçadas… por exemplo, a música Bingo, da banda Dwomo, é um rock misturado com merengue, ou melhor, um merengue com guitarra, esquisito, cantado em espanhol. A letra é falada por um cara numa voz sensual, muito engraçada. De lá que eu tirei o subject. A música vai tocando e o cara vai cantando… as pedras:

– Preparem sus cartones… sessienta e cinco… siete… trinta e três, três, três…

Aí uma galera entra e grita: “BINGOOOO!!!”, e a guitarra come…

Tem também Bingo, da banda chamada “Punchline”. É um punk meio emo adolescente. A letra é medonha:

I tried to find the words to say to you but I can’t find them
So I’ll just keep my mouth shut…
I can’t say what will make you go away
because I don’t want you to leave.

E por aí vai. O Wando faria um excelente cover dessa música com essa letra.

Mas a mais melhor de todas foi Bingo, do Brocket 99… aparentemente Brocket 99 é um radio show da Internet cheio de paródias. E a música é paródia de La Bamba!

Ba ba ba ba, ba Bingo…
Ba ba ba ba, ba Bingo, yes it’s time for reservation bingo!
Reservation bingo, starts at seven tonight, fuckin’ A, fuckin’ A!
Fuckin’ A, fuckin’ A, there’s money to make,
There’s money to make, there’s money to make…

Buy some cards, bring your deavour(?)…
Buy some cards, bring your deavour, my drunken friend,
My drunken friend, my drunken friend…

O inacreditável

Essa tá difícil de acreditar.

Tem um cara fazendo um livro sobre a história da música eletrônica no Brasil… e ele cismou de incluir os Bit Cousins, o projeto que eu mantenho com meu primo e que começou como brincadeira…

Nós nunca fizemos um show sequer, fizemos dois discos independentezaços, que foram copiados em CD-R e vendidos pros amigos, e estamos entrando, conforme o livro, pra história da música eletrônica…

Aí hoje ele mandou outro email falando que duas das nossas músicas vão ser enviadas pra gravadora Warp, da Alemanha, e correm o risco de entrar, cada uma, em coletâneas de Clubpop e IDM do Brasil…

Cara, a Warp é a gravadora de Aphex Twin, Boards of Canada, Squarepusher, Autechre… se a gente sair nessa coletânea eu não duvido de mais nada.

Sete anos depois

Esqueci de contar essa…

Semana passada foi a formatura de um amigo (que inclusive é leitor desse blog). A formatura foi no CEFET-MG, lugar onde fiz meu segundo grau técnico e onde passei os melhores três anos da minha vida.

Minha melhor formação profissional veio do CEFET, eu arrisco dizer que foi melhor que a do curso superior da PUC. Meus melhores amigos vieram do CEFET e estão aí até hoje. Muita coisa veio daquele lugar.

Mas voltando ao amigo formando, a colação de grau foi no auditório do próprio CEFET. Um pouco depois do término da colação, eu e outros caras que estávamos vendo a cerimônia descobrimos um computador de consulta de notas, escondido atrás da escadaria, na porta do “CPD” da escola.

O computador era velho e judiado, não tinha mouse e haviam arrancado a maioria das teclas pra que os alunos não dessem Alt+Tab e fossem fazer outra coisa no micro. Em cima, um cartaz para os alunos dizia mais ou menos assim:

Terminal de consulta de notas

Não destrua este equipamento, o beneficiado é você.

Tinha uma impressora também, pra imprimir a listagem de notas. Aí, de zoação, a gente digitou nosso nome: “É, vamo ver nossas notas do curso técnico!”

Aí veio a surpresa: tem mais de 7 anos que eu terminei o segundo grau e meu nome continua no mainframe do CEFET. As notas não estavam mais, mas o velho código de matrícula estava inalterado. A gente ficou impressionado e nostálgico ao mesmo tempo… até imprimimos um papelzinho com nosso nome, código de matrícula e tal, pra guardar de lembrança.

Quincunx, Krug e outras esquisitices

Eu tou caindo de sono mas ainda assim vou dar uma blogada.

O treinamento tá puxado pra caramba. Hoje foram 10 horas de curso, com parada só pro almoço e pros coffee breaks. De resto é informação que não acaba mais.

Ontem fiquei conhecendo o Quincunx, um aparelho maluco pra experimentos de distribuição de probabilidades… e hoje pesamos bolinhas de gude numa balança de cozinha pra exercitar o cálculo de precisão de sistemas de medida. Teoricamente isso tudo aí vai me tornar um bom consultor, hehe.

Mas em contrapartida, nunca me senti tão estimulado a aprender. Na verdade estou ganhando dinheiro pra aprender, a coisa não podia ser melhor.

Ah, e os trainees estão começando a se entrosar mais. Hoje, depois do almoço, alguém sugeriu fazer uma happy hour na quinta e eu pensei: “Pô, eu podia ir com eles, dar uma socializada”… e aí eles começaram a combinar o que fazer:

– Vamo no Krug Beer tomar uns chopps!
– Não, vamos pra um forró!

E decidi deixar meu social pra outro dia…