Quilometragem Genital

Hoje fomos almoçar eu, a Consultora, o Consultor e Rudy.

Após comermos nossas comidinhas, a Consultora separou-se de nós para ficar passeando no shopping. Eu, o Consultor e o Rudy fomos comprar uma casquinha do McDonalds de sobremesa. Aí o Rudy falou:

– Olha ali, passando ali, que gatinha…

Só então eu me toquei que, agora que a Consultora não estava mais conosco, ia começar mais uma rodada de MACHO TALK

E aí surgiam assuntos como o uniforme das meninas do shopping ou o “heroísmo” dos peões de obra que vendem a marmita pra ir na zona dar umazinha na hora do almoço. Aí o Rudy começou um comentário.

– Cara, na minha época de mestrado, meus colegas de laboratório mediram a quilometragem de uma puta dessas de zona…
– Como assim? – perguntou o Consultor
– Ué, eles estimaram quantas relações sexuais ela tem por dia e a duração de cada uma. Aí usaram um tamanho médio de pênis e a frequência média de entra-e-sai… e fizeram as contas da “distância percorrida”!

Ambos riram com gosto. E eu, vendo o nível dos meus colegas, passei a admirar cada vez mais os ornitorrincos.

Ira em uma tarde vazia

Ontem, 14:20 – Eu e outro consultor, o “Fred”, trabalhando. Aí o Fred começa a cantar aquela música nova (e horrível) do Ira:

Você me ligou, naquela tarde vazia…. e me valeu o diaaaaaaaaa….
– ARGH! Pára com isso, Fred!
– Por que, você não gosta dessa música?
– Odeio essa música, isso é lixo.
– Ah, eu gosto… pela janela, vejo fumaça, vejo pessoaaaaaass….
– Toda música que começa com “pela janela” é ruim, você já percebeu?
– E que outra música começa com “pela janela”?
– Vou de Táxi, da Angélica! Pela janela du meu quartuuu… pam-pam-pam!

15:03 – Eu, no banheiro, tirando uma água do joelho:

Você me ligou, naquela tard… ahh, droga, agora fiquei com isso na cabeça….

16:22 – Fui até a impressora buscar uns papéis:

Você me ligou, naquela tarde vaz… DROGA!

17:15 – Sentado no notebook, trabalhando:

E me valeu o diaaaaa… você… DROGA! MAS QUE DROGA!

19:10 – No carro, voltando pra casa:

Allow me to show you… the way which I adore you… ahhhh, Blonde Redhead é tão bom…

É noise na fita

Ontem à noite eu passei na casa de Luiz e ganhei de aniversário um super-kit de CDs com Serial Experiments Lain completo (yay!). Depois, assistimos os três primeiros episódios de Oh! Super Milk Chan e, algumas horas depois… mais uma lenda caiu.

Eu consegui, depois de muitos anos de tentativas, ver Anderson Noise tocar.

Como eu já disse aqui antes….

Eu já vi Anderson Noise. Na rua, passando de carro… no supermercado… mas NUNCA VI ELE TOCAR

Assim sendo, lá pelas onze da noite lá estávamos eu e Luiz no Deputamadre. O lugar é… bem… tem um bom espaço pra dançar, mas é meio caro. O preço da latinha de Skol, indicador econômico oficial da night, era R$ 3. Mas o real problema do lugar é que, pra consumir qualquer coisa, você tem que comprar uma fichinha no caixa. E é um caixa. E são quatrocentas pessoas.

Este detalhe simplesmente acabou com o meu conceito do lugar e vai me fazer pensar cinco vezes antes de voltar lá. Eu passei 40 minutos na fila pra comprar uma fichinha. Quando estava na boca do caixa, um babaca qualquer passou na minha frente e na frente do segurança que estava exatamente ao meu lado e que foi muito eficiente ao fazer a sua melhor cara de “não posso fazer nada”.

Mas falemos do que interessa. A performance do cara começou lá pelas 1:30 da manhã com um barulho estridente do primeiro disco que ele colocou para tocar. Acho que foi a forma dele dizer que o “noise” chegou. Eu e Luiz ficamos na parte mais baixa e escura da pista, de costas para uma enorme caixa de som. Talvez seja por isso que, doze horas depois, eu ainda estou meio surdo. Na verdade, assim que fui embora do lugar (às 3 da manhã), eu só ouvia a minha própria voz, e só porque ela ressoa internamente no meu crânio: o resto era só zumbido.

O set foi bem legal e pode ser facilmente descrito com uma palavra: sinistro! Mas não “sinixxxtro” como os cariocas falam, foi sinistro mesmo, eram músicas com um climão obscuro, de suspense. O público, constituído basicamente por gays e pelas amigas dos gays, parecia estar gostando. Bom, pelo menos eles soltaram os gritinhos padrão em todos os breaks.

Outros detalhes que é bom mencionar:

Logo no início da noite tentei ir ao banheiro mas como era tudo muito escuro, eu não encontrei. Aí achei um segurança:

– Por favor, onde é o banheiro?
– Eu… não sei, é meu primeiro dia aqui…

Enquanto eu chacoalhava o esqueleto na escuridão da pista, um vento refrescante passava por trás de mim. Mas quando olhava pra trás eu via apenas um ventilador desligado.

Fiquei sem entender de onde vinha aquele vento por umas duas horas, até que olhei novamente e percebi que o ventilador estava ligado. É que a única luz da pista era aquela, estroboscópica. As “piscadas” da luz são muito breves e, por isso, as pás do ventilador pareciam estar paradas.

Pelo teor “alternativo” do lugar, resolvi sair com minha velha camiseta com estampa escrita em um “engrish” medonho. Passei pela sala, meu pai falou:

– Ué meu filho, essa sua camiseta está muito velha, muito “foveira”… você vai sair assim?
– Essa é a idéia, pai…

Aí encontrei com Bethania antes de ir. Ela olhou pra mim:
– Nossa, mas você vai com essa camiseta velha aí?
– Essa é a idéia, Bê…

Audiopad

Imagine uma mesa, com uma grande tela em branco por cima. Imagine agora que, sobre esta tela, tem um datashow, ou projetor multimídia, como quiser.

Agora imagine que, sobre a tela, estão algumas peças de diferentes formatos. Imagine que cada peça possui um íma e que debaixo da tela tem um monte de antenas que permitem que um computador leia a posição das peças.

Imagine que este computador use o projetor multimídia para projetar pequenos menus e marcações animadas sobre cada peça.

Agora imagine que tudo isso é um controlador de áudio, ou seja, que as características da música que o computador reproduz possam ser controladas, ao vivo, pelo movimento e posição das peças sobre a mesa.

Conseguiu imaginar isso tudo aí? Pois é. James Patten e Ben Recht (conhecido como Localfields) não somente imaginaram como implementaram o controlador de áudio mais legal do mundo: o Audiopad.

Minha explicação talvez não tenha deixado claro o tanto que isso é legal.

Não, você ainda não entendeu. Isso é muito, muito legal. O Audiopad foi reconhecido no 2004 Industrial Design Excellence Awards e tudo. Deu na Wired, deu num monte de lugar. Os caras até vieram ao Brasil com o negócio. Ah! E ele roda em Linux!!

Além do mais… eu já falei que isso é muito legal?

Gimme five

Agora eu estou oficialmente assustado.

Se eu clicar em qualquer pessoa no Orkut, há no máximo cinco pessoas me separando dela. Tipo, ela sempre é amiga de um amigo de um amigo de um amigo de um amigo meu.

Medo.