Polícia para quem precisa

Recentemente eu tenho me impressionado com a eficiência da polícia.

Os “prestativos mas nem sempre gentis homens da lei”, segundo definição do Fred Zero Quatro, mostraram um excelente trabalho nas últimas semanas, pelo menos pra mim.

No final de semana passado, eu atravessava de carro o viaduto Santa Tereza. À minha esquerda havia um agrupamento de quatro pessoas. De repente, aparece um policial, arma em punho, que sai gritando para o “bolinho” de gente:

– Você aí! Mão na cabeça!! Encosta aí rapá!!!

Só depois percebi que o “bolinho” eram dois assaltantes tentando roubar duas pessoas. E percebi também que havia uma viatura e duas motos da polícia no viaduto naquele momento. Como diabos eles foram parar lá, eu não sei.

Aí ontem eu estava no bairro Padre Eustáquio, batendo papo em frente à FEIG, quando de repente ouço quatro estampidos na avenida que fica logo em frente. Eram tiros, mais ou menos a 100 metros de onde eu estava. Na mesma hora o trânsito parou e as pessoas começaram a sair dos carros pra ver o que era.

Trinta segundos depois haviam três viaturas da polícia atravessando como loucas o congestionamento da avenida. Policiais empunhavam suas armas e saiam correndo. Sessenta segundos depois havia um helicóptero sobrevoando a área com o holofote ligado, rastreando as ruas próximas. Parecia um filme.

O que é que o Primo tem

A falta de conteúdo para este blog chegou a um nível absurdo, onde eu tenho que encher linguiça contando pro mundo todo…

O que tem na mesa do meu quarto

1. Uma luminária para estudos e para a leitura noturna (já que a cama está ali, à esquerda)

2. O livro Eu, Robô, quinta edição brasileira, editado em 1971. Comprei por R$ 5 numa feira de livros. A edição nova custava quase R$ 40.

Sobre o livro há um disquete que não é meu. Eu odeio disquetes.

3. Meu celular, um Siemens S45. Assim que a Oi colaborar e me entregar o Nokia 6100 que encomendei, este excelente aparelho vai pra mão de Luiz.

4. Um cinto. É, eu não sou muito organizado.

5. Um cupom fiscal inútil do supermercado. Eu realmente não sou organizado.

6. Um Pen Drive USB 2.0 com 128MB de capacidade. Falei dele aqui faz pouco tempo.

7. Minha carteira

8. Uma pilha de “livros de cabeceira”. De cima pra baixo, temos:

– Uma multa de radar por excesso de velocidade 🙂
– Meu palmtop
Vinha de Luz, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel
– Encarte especial da revista Zero intitulado 100 discos que você precisa ter pra não passar vergonha
Guia de conversação – Langenscheidt – Alemão, com frases e expressões práticas para viagens. Ed. Martins Fontes
Dicionário escolar Michaelis Alemão/Português
A Pílula Vermelha – Questões de ciência, filosofia e religião em Matrix – Ed. Publifolha. Foi um presente de natal do ano passado.
– Livrinho de bolso, Série Sucesso Profissional – Contabilidade – Ed. Publifolha – Foi um “presente” da minha empresa, que enviou uma cópia pra todo mundo porque a gente, segundo eles, já deveria entender disso.
Alemão – Gramática Prática – Michaelis
Alemão Urgente para Brasileiros – de Birgit Braatz e Cristina Schumacher – Ed. Campus

9. Um porta-lápis do Windows 95. Ganhei uma vez que fui à Fenasoft, em 1995. Desde então, pichei a latinha, adicionando as palavras sucks! e crap! em locais estratégicos.

10. Bolsa da câmera digital.

Do outro lado tem uns outros itens:

11. Um telefone Siemens. Eu queria mesmo é usar meu telefone húngaro, de disco, vermelho, mas ele está com defeito.

12. Um porta-papéis onde guardo tudo que acho que é importante demais pra jogar fora. Aí, de seis em seis meses, jogo tudo no lixo.

13. O computador. A mesa dele é separada e começa a partir dali.

Informações técnicas, para os nerds informáticos de plantão. Pode pular essa parte se quiser.

– AMD Sempron 2200+
– 512MB DDR 400
– Mobo Asus A7V600-X
– Sound Blaster Live! Value
– GeForce 2 MX400 64MB 128bits (aff, é só porque ainda não achei a Radeon 9600PRO dos meus sonhos)
– HD Samsung 40 GB

14. Bagunça de cima do computador. Aquilo verde é um saquinho de chá de folha de coca que o chefe de Bethania trouxe da Bolívia. E a outra coisa amarela é um CD do jogo The Sims, que minha irmã vive jogando.

O Primo recomenda – Moça com brinco de pérola

Eu sei que estou mais de um ano atrasado nesta recomendação mas ela vai mesmo assim.

Quando vi o trailer deste filme, senti uma vontade muito grande de vê-lo por causa de um fator em específico: a fotografia. “Que diabos, parece uma pintura em movimento”, pensava eu.

O Pablo Vilaça, minha referência par o bom cinema, disse em sua crítica:

Porém, até mesmo estes aspectos técnicos da produção empalidecem frente à fotografia espetacular do português Eduardo Serra, que se inspirou na obra de Vermeer ao conceber o belíssimo esquema de luzes e cores do projeto. Criando enquadramentos extremamente elegantes, Serra e Webber tomam grande cuidado com os detalhes: veja, por exemplo, a cena em que Griet observa a camera obscura no ateliê do patrão e perceba a disposição impecável dos objetos de cena, a incidência da luz e o equilíbrio do plano: o resultado é tão maravilhoso que poderíamos perfeitamente imprimir aquela tomada em uma tela e pendurá-la em qualquer museu do mundo. E o melhor: este não é um exemplo isolado; não há um só plano em Moça com Brinco de Pérola que não pareça ter sido exaustivamente preparado por Eduardo Serra.

O grifo aí no final é meu, porque foi exatamente o que eu percebi nos instantes iniciais do filme. Griet, a personagem de Scarlet Johansson, começa o filme cortando verduras para uma salada. Aquela primeira cena, das diversas verduras em cima da mesa, davam, sozinhas, um quadro belíssimo. Eu achei que estava viajando, porque não ia dar pro Eduardo Serra fazer “pinturas” com TODAS as cenas do longa… mas foi exatamente o que aconteceu.

Contudo, a imagem não é nada sem conteúdo: As atuações de Johansson e Firth são fabulosas, a intimidade entre seus dois personagens fica cada vez mais explícita à medida em que ambos não conversam, por não haver mais necessidade. Os inúmeros diálogos não-verbais dos dois ficaram muito bem representados.

Aí, pra bichar o final de semana, eu tinha que pegar um filme ruim.

O Primo NÃO recomenda – Anjos da Noite – Underworld

Eu nem vou gastar meu teclado com este filme, vou apenas reproduzir um diálogo entre eu e minha irmã, enquanto assistíamos:

– Putz, mas essa mulher atua mal demais, credo! Como será que botaram uma mulher tão ruim de serviço pro papel principal?
– Deve ser mulher do diretor.
– Que nada… não pode ser.

Aí o filme acabou e eu vi que a direção era de Len Wiseman, marido de Kate Beckingsdale, a atriz principal. Acho que já expliquei o suficiente, né?

Se precisar de mais argumentos, veja a crítica de duas estrelas do Pablo Vilaça.

Pornografia na Internet – Uma droga pior do que o crack?

Deu na Wired

Mary Anne Layden, co-diretora do Programa de Trauma Sexual e Psicopatologia do Centro para Terapia Cognitiva da Universidade da Pensilvânia, definiu a pornografia como “a coisa mais preocupante para a saúde mental da qual eu tenho notícia na atualidade”.

“A Internet é o sistema perfeito de distribuição da droga porque você está anônimo, excitado e tem modelos de conduta para cada comportamento”, disse Layden. “Ter drogas enviadas direto pra dentro de casa, 24 horas por dia, sete dias por semana, de graça, e crianças sabem usar o sistema melhor do que os adultos – É o sistema de distribuição perfeito perfeito se quisermos uma nova geração de jovens viciados que jamais vão tirar esta droga de suas mentes.”

Viciados em pornografia tem mais dificuldades de se recuperar do seu vício do que usuários de cocaína, já que estes podem retirar a droga de seus organismos, enquanto imagens pornográficas ficam no cérebro para sempre, segundo Layden.

E o pior é que ela falou isso tudo aí pro senado americano. Já estou até vendo a onda de paranóia vindo rapidamente…

Eu também acho o vício em pornografia problemático, mas nem tanto quanto foi retratado. Os americanos sempre exageram quando se trata de algum tipo de ameaça em massa. Na minha opinião, Darwin vai continuar fazendo o seu ótimo trabalho de seleção natural. Só temos que esperar.

Grande coisa

Uma empresa dos países baixos chamada TNO tirou a maior foto digital do mundo. A resolução dela é de 2,5 gigapixels, ou 2500 megapixels, se preferir.

“Grande coisa”, você diz. Eu também disse, quando vi a notícia. Aí fui ver a foto.

Abaixo você vê um pedaço dela, com o zoom no mínimo para que a foto caiba na tela. O círculo azul indica o local onde tem um carro, embora não pareça.

Aí, com o zoom no máximo, dá pra ler perfeitamente a placa do carro.

Discos Novos (parte 3)

Partes anteriores aqui: Um Dois

Um fato novo: o Gabriel me passou um CD cheio de bandas que ele baixou, por indicação do pessoal da lista de discussão Mayfly. Aí andei ouvindo algumas coisas já…

Camera Obscura – Underachievers please try harder

Quando vi o nome lembrei d’O Excêntrico na hora, porque tem um evento aqui em BH que ele sempre vai, chamado Câmara Obscura. Mas é um evento gótico/punk/RPGista/metal/etc e tal. Daí fiquei achando que o diabo do CD ia ser um rock sinistro.

Qual não for a minha surpresa quando taquei o CD e vi um som praticamente igual ao do Belle and Sebastian. Sabe aqueles adjetivos ridículos, mas perfeitos pra definir o som do B&S? Tipo, “fofinho”, por exemplo? Pois é, aplica-se também ao Camera Obscura. A diferença é que este último tende mais pro lado das baladas bonitas, além de soar bem mais retrô. Underachievers.. poderia muito bem ter sido gravado em 1960.

Interpol – Antics

E os novaiorquinos do Interpol tinham tudo pra me desagradar. Eu achei que eles seriam mais um Ted Leo & The Pharmacists, ou seja, caras que fazem um CD impecável mas muito homogêneo e, portanto, chato.

Mas o CD do Interpol foi sobrevivendo heroicamente no som do meu carro… e passou inteirinho sem que eu sequer pensasse em meter o dedo no botão “next album”. Ponto para o Antics, embora eu ainda ache que este CD vai me enjoar muito rapidamente.

Destaque para Slow Hands, faixa rock que eu não consigo definir com outra palavra exceto “eficiente”.

Isobel Campbell – Amorino

Eu sei lá por que diabos Isobel deixou o Belle and Sebastian. O que eu sei é que:

O Belle & Sebastian não se abalou. Ao contrário, se superou no novo disco, o Dear Catastrophy Waitress;
O trabalho solo da Isobel, Amorino ficou legal.

A nova banda de Isobel toca coisas bem parecidas com B&S, mas com alguns toques de outros ritmos, como jazz e música brasileira. O que só contribui para a minha afirmação inicial: Eu sei lá por que diabos Isobel deixou o Belle and Sebastian.

The Polyphonic Spree – Together we’re heavy

Eu me sinto um cretino quando penso isso, mas não consigo deixar de ver o Polyphonic Spree como uma banda meio “auto-ajuda”. Também, com letras no estilo “soon you’ll find your way, suicide is a shame”…

Não que isso seja ruim. Na verdade, só contribui para deixar o CD um pouco mais “família”. As viagens sonoras da megabanda são mais ou menos assim, bastante épicas e bonitas. Destaque para uma curiosidade: este CD termina com um trecho do disco anterior dos caras.

The Delgados – Universal Audio

Luiz já havia me falado desse disco. Ele contou que ficou absolutamente viciado no Universal Audio, que ouvia todo dia, que era o melhor disco de 2004 e o escambau. E lá fui eu ouvir o bendito disquinho, cheio de expectativas.

Ouvir um disco como esse partindo da premissa que meu maior guru musical está pagando o maior pau pra ele é complicado. Mas já ouvi uma, duas vezes e o Universal Audio ainda não me viciou… embora eu esteja sob forte risco.

O que tenho a dizer até agora é que ele é ótimo. Mais uma vez são músicas comuns, cantadas de um jeito comum, mas que funcionam muito bem, principalmente aquelas cantadas pela Emma. A animadinha Everybody come down, por exemplo: gruda, mas gruda igual Super Bonder. Dentre as “não animadinhas” há valiosas surpresas, como Sink or swim ou a belíssima, eu disse BELÍSSIMA The city consumes us. Só essas duas últimas já são motivo suficiente para uma indicação acertada deste disco.

Mas eu continuo discordando do meu guru. O melhor disco de 2004 é o Misery is a Butterfly, do Blonde Redhead, sem a menor sombra de dúvida, hehehehe…

Sua pipoca caiu? Nham!

Estou eu no site de cinema do Portal Uai, vendo os comentários sobre o cinema do Shopping Diamond Mall, quando de repente…

Atençao ao cliente

Eu também estava no Diamond p/ assistir a um filme e fazer umas comprinhas básicas. Quando minha pipoca caiu no chão. A funcionária correu e comeu minha pipoca toda la no chão mesmo e sorriu. Por essas e outras que vou ao Diamond… adorei!!!!

Marcia Mansur (36 anos)

Nem sonhando

Eu estava no banho hoje quando veio na minha mente uma imagem do dia de ontem.

Era uma imagem onde eu abria a minha carteira e retirava os últimos dez reais que estavam nela para pagar alguma coisa. Aí pensei: “Droga, tenho que passar no banco e sacar algum dinheiro antes de ir trabalhar. Nunca vi, não pára nada na minha carteira mais…”

Então passei no banco e tirei alguma grana. Quando abro a carteira para guardar… ela está cheia de dinheiro.

Não entendi. Acabei concluíndo que eu devo ter sonhado com minha carteira vazia.

Aí me sentei pra escrever este post e lembrei de novo da imagem da carteira vazia. E lembrei onde foi isso: no cabelereiro, logo após meu cabelo ter sido cortado. E lembrei que, algumas horas depois, fui tomar um milk-shake com Bethania, passei no banco e saquei dinheiro para poder comprá-lo. De alguma forma meu cérebro obliterou a memória do milk shake.

Faz muito tempo que eu parei de trabalhar como analista de sistemas mas, pelo visto, o dano cerebral foi permanente.