Posts de maio de 2005


Fim de semana

16 de maio de 2005, 19:13

Na sexta-feira começaram a pipocar emails com um subject ‘latino’: Festa no apê

Era a convocação para a festa da noite. Um grupo de colegas que estão trabalhando numa cidade próxima veio passar o fim de semana conosco. A festinha foi madrugada adentro…

Curiosamente, um dos assuntos da noite foi este blog que vos fala. Tinha gente querendo saber se aquela história do cartaz de “U R NOT HOT” era verdade mesmo, outros querendo saber quem eram as pessoas por trás dos pseudônimos…

O sábado só começou lá pelo meio-dia. Almoçamos no Mongolian Grill, alguns foram pra casa cochilar, outros foram andar no shopping. O dia estava bem bonito.

No fim do dia um dos nossos colegas (que pediu que seu pseudônimo fosse Alladin) foi estrear sua vela de limpar ouvido. Este peculiar artefato, comprado dia desses na mão dos chineses do Pacific Mall, é um tubo que você coloca na orelha e acende. Enquanto queima, a tal da vela traz diversos benefícios: remove toxinas, limpa seu ouvido e dá milhares de razões pros seus amigos fazerem piada com a sua cara.

Mais à noite o pessoal caiu na night, todo mundo foi ao Bier Market, em Toronto. Exceto eu, que tive preguiça e fiquei em casa. Maniac Mansion Deluxe (!!!!) me fazendo companhia.

O domingo também começou tarde. Novamente em Toronto, almoçamos no ótimo Spring Rolls. O assunto da vez era a dondoca Paris Hilton e a famosa história do seu vídeo, espalhado pela net, onde ela aparece com o namorado em momentos, hã, horizontais.

Depois teve uma caminhada rápida pela região da Bloor Street, a parte podre de rica de Toronto. Numa das lojas eu peguei a etiqueta de uma calça da Diesel pra ler:

“Este jeans foi cuidadosamente desgastado, à mão, pelos nossos designers, para que ele vista da mesma forma que aquele seu velho e confortável jeans surrado. Cada mancha e cada remendo são únicos para cada calça…”

O preço era algo acima de 300 dólares. Então é assim: quanto mais estragado o seu produto, mais caro ele fica.

No final da tarde passamos no Eaton Centre.

Entramos na Godiva, famosa loja de chocolates caros finos e supostamente muito gostosos. Experimentei uma barrinha de chocolate branco (4 CDN$), que não ficou devendo em nada para um velho e bom Laka

Do lado de fora do shopping descobrimos um cantinho que era o point de paquera dos mendigos da cidade (?!), e aproveitamos pra rever algo que há muito tempo estava sumido: folhas nas árvores.

Depois, acabou. A segunda-feira ficou perigosamente próxima e fomos pra casa…

Créditos devidos: O layout das fotos deste post é cópia descarada do que o Ricardo Freire usa no seu ótimo viaje na viagem. Como dizem por aí, “o plágio é a forma mais sincera de elogio”…


Québec, Montreal e Ottawa, parte 2

16 de maio de 2005, 0:23

Algumas horas de estrada, pontes e túneis: é o que atravessamos pra chegar em Montreal, cidade famosa por ter sediado os jogos olímpicos de 1976.

No caminho para o hotel passamos ao lado da vila olímpica, com a peculiar torre inclinada sobre o estádio e tudo. Tivemos um probleminha de “propaganda enganosa” com o hotel que eu tinha reservado (as fotos que vi na internet não tinham nada a ver com o lugar) e acabamos nos hospedando no hotel vizinho, melhor e mais barato. Acho que Murphy mora mesmo é nos Estados Unidos…

Depois, fomos direto pra a região do antigo porto, que é onde aconteceria a apresentação do ultrafamoso Cirque du Soleil, com o espetáculo chamado Corteo. Eu vou fazer apenas um comentário sobre o show: se um dia eles passarem pela sua cidade e você ver o preço dos ingressos, não diga: “OQUÊÊÊ? Isso tudo?! Que roubo! Eu não vou nisso nunca!”.

Em vez disso, vá lá e PAGUE. Eu nem sou tão fã dessas coisas assim e várias vezes me peguei com o queixo caído durante a apresentação. Então saiba: Vale cada centavo.

Depois do show já era quase noite e, com a alma devidamente alimentada, faltava reabastecer o corpo: fomos jantar num restaurante grego. Achei que eu estava sendo altamente experimental quando pedi um souvlaki… até ver que era apenas um espetinho de carne. Além disso, eu e Bethania comemos um pouco mais do nosso vício: caesar salad, a salada mais besta (e mais gostosa) que tem.

O dia seguinte (aniversário de Bethania) foi dia de explorar rapidamente a cidade, já que queríamos passar em Ottawa antes de voltar pra casa. Passamos pela ponte Jacques-Cartier e fomos para o Parc Jean Drapeau. Vimos a Biosphere (um museu meio ecológico-ambiental) e tentamos achar um museu, mas só achamos uma torre no meio do mato…

Depois, mais estrada. Confirmei que, em Quebec, os canadenses dirigem como doidos: eu andava a 130 por hora na estrada e sempre tinha um fominha colado na minha traseira. E um detalhe: vimos que Montreal tem dois grandes aeroportos, chamados Dorval e…Mirabel?

Falando em estrada, eu devo ter dirigido por umas 18 horas nesses três dias, mas como todo mundo já deve imaginar as estradas são excelentes. Tem até um detalhe interessante: a beirada da pista tem um “sinalizador sonoro”, esse aqui.

Se você dormir e seu carro começar a sair da pista, o barulho das rodas no sinalizador serve pra te despertar novamente. Idéia simples e genial.

Algumas horas depois chegamos em Ottawa, capital do país e centro estratégico dos tabuleiros de War. Apesar dos prédios de época (como esse, do parlamento), Ottawa tem um clima de cidade grande. Mais uma vez, fomos procurar um centro de informações turísticas pra descobrir o que dava pra fazer nas poucas horas em que ficaríamos na cidade.

Em Montreal tínhamos usado novamente esses serviços públicos de informação, e fomos muito bem atendidos de novo. Como Ottawa era nosso último destino, achei que Murphy ia aparecer e fazer o centro de informações ser bem ruinzinho.

Eu não podia estar mais enganado: no meio do lugar havia uma maquete enorme da cidade inteira. Aí você selecionava alguma atração turística e, ao pressionar de um botão, uma luz acendia-se na maquete, indicando onde era o lugar.

Como o tempo era curto, atravessamos a Pont Macdonald Cartier e fomos tirar algumas fotos no Museu da Civilização. A vista de lá era uma coisa

Aí acabou, era hora de ir pra casa. Como Bethania só tinha recebido os parabéns de mim, paramos num lugar qualquer pra ela poder telefonar pro Brasil.

E foi isso, três ótimos dias. Semana que vem é feriado e devo voltar à Ottawa, para ver o festival de tulipas. Espero que vocês não tenham se cansado de ver fotos…


Como ser Criativo

12 de maio de 2005, 18:51

O item número um da lista é: Ignore todo mundo.

Gostei. Vale muito a leitura.


O Primo no show do Autechre

12 de maio de 2005, 10:50

Faltavam poucos minutos para as nove da noite da quarta-feira quando entramos na pequena fila que se formava na porta da Opera House, em Toronto. As portas iriam se abrir pontualmente às nove para apresentações de Rob Hall, SND e, no fim, do Autechre.

Digo “entramos” porque acabei arrumando companhia para o show: Kay, uma colega de trabalho, me ouviu comentando que ia e quis vir comigo. Não adiantou alertá-la de que não se tratava de música “fácil”, que ela iria ouvir alguma coisa parecida com um CD riscado a noite toda: ela não desanimou.

A tal Opera House é um velho teatro que acabou virando casa de shows. No palco, Rob Hall tocava alguns discos de um “electro-tech-house” bastante confortável. Devagarinho a casa foi se enchendo de um público bastante diversificado: tinha gente de bermuda, de terno, de uniforme de frentista de posto de gasolina, de vestido velho daqueles comprados em brechó, de roupa de marca, de camisa do Kraftwerk. Tinha gótico, tinha cult, tinha gay, mas a grande maioria era de nerds – feios, magrelos, branquelos, de óculos e com a cabeça meio raspada.

Acho que você vai rir, mas eu me sentia em casa. Já a Kay olhava em volta, sorridente: “Ah, eu gostei! Não é programa pra um sábado à noite mas eu gostei…”

Depois de algum tempo, Mat Steel e Mark Fell subiram discretamente no palco: era o SND que ia tocar. Os dois foram responsáveis pela parte mais “CD riscado” da noite: quando o ritmo parecia que iria tomar a forma de alguma coisa convencional, logo se desmanchava numa batida sem o menor sentido, que fazia um bonito contraste com os arpeggios sintetizados, às vezes delicados como um pianinho de brinquedo. A Kay, já não muito sorridente, arrumou um cantinho na beirada do palco e se sentou.

Rob Hall voltou para as pickups apenas para dar tempo de preparar o palco para o Autechre. Eu não fazia a mínima idéia de como eles iam tocar, então fui consultar o FAQ da banda e achei minha resposta no item 1.05:

1.05 – Como é o Autechre ao vivo?

Bem, ou eles fazem um DJ set, ou um mix set ou uma produção completa com sintetizadores. Eu vi o mix set, que é quando o Sean e o Rob tem cada um um laptop e um mixer customizado no meio deles. Usando minidiscs, eles se apresentam fazendo músicas customizadas a partir de loops que eles tem gravados, e/ou colocam músicas conhecidas (…). De qualquer um dos jeitos, Autechre ao vivo é algo pra se ver.

Quase todas as luzes se apagaram durante o show, e muita gente no público (incluindo eu) passou grande parte da apresentação de olhos fechados, balançando discretamente junto com a batida: era a melhor forma de “ver” o show. E o cara do FAQ tem razão, Autechre ao vivo é uma coisa de louco. Um dos caras passou o tempo todo debruçado sobre um sequencer, programando as duas horas de loucura rítmica, enquanto o outro recortava e colava texturas sonoras de tudo que é tipo, atrás de uma pilha de equipamento que eu não consegui reconhecer. O chato é não poder mostrar isso aqui: infelizmente não me deixaram entrar com a câmera.

Aí no meio do show eu olho pra Kay, toda encolhida na beirada do palco. Levei um susto e fui ver o que tinha acontecido:

- Kay! Tudo bem?!
- Hã… sim… eu tava dormindo…

No fim das contas os caras mandaram muito bem e eu me diverti como nunca. Outros detalhes:

Antes de entrar um cara meio lesado puxou conversa conosco na fila. Papo vai, papo vem, depois de ver que éramos brasileiros o cara me manda a fatídica pergunta:

- Pô legal… mas… no Brasil como é que é, é selva mesmo?

Ainda teve outras pérolas…

- Pô, aí, eu não sei os detalhes mas eu vi no jornal que cês tiveram um lance tipo uma guerra civil…
- Hmmm… acho que não foi no Brasil não, cara.
- Pô, sei lá, foi tipo um lance aí com o presidente…
- Não, esse aí é o Equador, não é o Brasil.
- Mas num teve um país aí que quebrou e tal?
- Não, essa aí é a Argentina…

O único problema que tive no show foi quando uns três caras ficaram na minha frente. Um deles tinha, juro por Deus, uma barba de pirata. E o que estava do meu lado dançava como um epilético. E estava com o desodorante vencido…

Claro que tinha muita gente usando drogas. A maioria ficava em frente às caixas de som, dançando descoordenadamente. Teve uma menina que ficou o tempo inteirinho imóvel, de boca aberta, olhando sem parar para o palco. E um outro cara que de repente apareceu pulando na nossa frente.

Quase no fim do show ele me cutucou e disse, risonho:

- Cara!! Você está QUASE DANÇANDO!!! Cuidado!


Québec, Montreal e Ottawa, parte 1

10 de maio de 2005, 15:32

Ah, finalmente terminei de escrever sobre a viagem do dia 30. Três dias, três cidades…

A jornada do fim-de-semana começou cedo no sábado. Cinco da manhã e já estávamos na estrada, consumindo lentamente os mais de 700 quilômetros que nos separavam de…

Québec

A província de Québec é bem peculiar. Foi colonizada pela França e tem o francês como língua oficial, coisa que deu pra notar assim que o carro passou pela fronteira. Várias placas de trânsito ficaram ilegíveis

Era mais ou menos uma da tarde quando chegamos em Québec City, a capital da província. Como não podia deixar de ser, ficamos perdidos enquanto procurávamos o hotel, o que acabou sendo excelente porque acabou forçando um “reconhecimento” da cidade velha, a parte histórica de Québec que fica dentro da muralha (a cidade é murada por causa dos antigos quebra-paus entre franceses e ingleses). Para você ter uma idéia de como ela é, imagine como seria Ouro Preto se ela fosse na Europa.

Fica assim…

Depois de achar o hotel, almoçamos e começamos o tour. Nossa primeira parada foi num posto de informações turísticas. Perguntamos a atendente o que ela sugeria que fizéssemos durante a tarde, ela sacou da gaveta um mapa e, extremamente atenciosa, foi indicando os lugares que poderíamos visitar. Marcava os trechos com caneta marca-texto, falava o que tinha, a que distância ficava, dava mil e uma opções. A explicação da mulher foi tão boa que eu comecei a ficar preocupado: “quanto ela vai me cobrar por esse roteiro todo??”. Mas era de graça.

A primeira parada foi no prédio mais alto da cidade, onde havia um observatório. O tempo estava ruim mas mesmo assim deu pra curtir a vista (clique aqui e passe o mouse sobre a foto).

Depois passamos a muralha e entramos na cidade velha, que se mostrou muito mais bonita de baixo do que de cima. Québec ainda conserva todos os detalhes da época (até o Burger King é estilo “old skool”).

Mais tarde pegamos o funiculaire, um elevador inclinado que leva até a cidade baixa. Vimos algumas outras coisas e voltamos pro hotel.

O jantar foi uma boa massa num tal Pennelo Bistro (se não me engano o nome era esse mesmo). Enquanto víamos as pessoas passarem, eu e Bethania concluímos que as mulheres de Québec são muito bonitas. Mas muito mesmo. Desde a recepcionista do hotel, passando pela faxineira no corredor até as garçonetes do restaurante, todas elas eram extremamente bonitas. Tanto que, quanto Bethania voltou ao Brasil, me deixou uma recomendação: “NÃO OLTE em Québec!!”…

O dia seguinte amanheceu com neblina. Demos mais uma voltinha pela cidade, visitamos a Catedral de Notre-Dame número 1 (porque em Montreal e Ottawa também tinha igrejas com o mesmo nome), depois botamos de novo o pé na estrada.

Quatro horas depois, estávamos em Montreal. Conto tudo na parte 2, prometo.


Coisas que tem em excesso no Canadá

10 de maio de 2005, 12:04

Indianos e chineses. Muitos. Muitos mesmo.
Tim Hortons. Tem uns três ou quatro Tim Hortons num raio de 1 quilômetro de onde eu vivo. Dizem que em Halifax há um cruzamento que, das quatro esquinas, três tem um Tim Hortons. Também pudera, as rosquinhas são absurdamente gostosas…
Placas de carro personalizadas. Já vi umas medonhas, tipo, “MINE” ou “VROOOM” ou “COVER ME”.
Mini Coopers.
Bandeiras. Folhinha vermelha dominando…
Gaivotas. Equivalem aos pombos das cidades brasileiras.
Fumantes e, paradoxalmente…
Campanhas antitabagismo.
Aviões que deixam aqueles rastros brancos no céu.
Gente passeando na rua com fone de ouvido. Normalmente são aqueles fones brancos do iPod.
Gente passeando na rua com câmera fotográfica pendurada no pescoço.
E, por incrível que pareça… pernilongos. Centenas deles. Chegaram junto com a primavera.


Os livros passaram e eu nem vi

8 de maio de 2005, 12:59

Passeando pela lista de shows do site do Feedback Monitor eu descubro que o The Books tocou em Toronto… na última QUINTA-FEIRA!!!!!!!

Eu consigo contar nos dedos da mão esquerda do Lula quantas bandas eu tinha vontade de ver ao vivo. The Books era uma delas. E eu não fui.

Droga.

Hoje mesmo vou comprar ingressos pro Autechre na quarta e vou de qualquer jeito.

Update: Comprei…

Comprei numa lojinha chamada Rotate This que era inacreditável. Eu pensava numa banda bizarra, ia procurar na prateleira, e lá estava o CD. Tanto que não resisti e comprei o “In Through the Out Door”, disco do The Rip Off Artist.

O Rip Off Artist é um cara é bem humorado: no site oficial tem dezenas de biografias dele, todas falsas. E os nomes dos discos dele costumam ser cópia de nome de disco de outros artistas. “In through the out door”, por exemplo, é um disco do Led Zeppelin. Os outros discos dele (New Clear Days, The Kids Are Alright, Brain Salad Surgery, Pet Sounds e Pump) são, respectivamente, discos do The Vapours, The Who, Emerson Lake & Palmer, Beach Boys e Aerosmith

Mudando de assunto, vão aí umas fotos do meu novo quarto. Na antiga casa meu quarto era esse:

O quarto novo é uma suíte enorme, com banheiro e closet. Dentro dele cabem uns quatro quartos do tamanho do meu quarto no Brasil…


Irish Pub Madness

5 de maio de 2005, 20:34

Na sexta-feira, antes de ir pra Quebec, resolvemos dar uma passadinha no pub irlandês que tem aqui pertinho de casa. Fomos eu, Bethania e um dos nossos colegas de casa.

Sentamos em frente ao lugar onde a banda da noite se preparava pra tocar. Na segunda música o vocalista vira pra mim e pergunta:

- Essa aí é sua namorada?
- É sim – respondi
- O nosso amigo aqui pediu que fizéssemos uma surpresa pra namorada dele, então vamos tocar esta música em homenagem a ela…

E a guitarra saiu emendando a introdução de “My Girl”, do The Temptations. No refrão o vocalista botou ainda mais pilha e disse pra nós: “Vocês deviam estar dançando!”

E lá fomos nós pra frente do palco… Bethania, dando risada, cochichou no meu ouvido:

- Você combinou isso com esse cara mesmo?
- Não.
- Imaginei.

Cara romântico é isso aí: faz uma surpresa pra namorada que é tão surpresa que nem ele mesmo sabe dela…

A noite ainda teve outros eventos engraçados. O principal dele foi uma tia bêbada que volta e meia saía correndo pelas mesas e colocando o pessoal pra dançar. Bethania até tirou uma foto do exato momento em que ela se aproximava para capturá-la. Essa é imperdível, clica aí.

P.s.: Eu ia até comentar que a tia ainda ficava colocando meu colega pra dançar com as meninas do lugar, porque ele era, segundo a definição dela, “so cute” (tão bonitinhuuuu), mas agora que meus colegas de trabalho andam lendo esse blog eu não vou fazer isso.

Ops, fiz…


Tempo? Não tem.

5 de maio de 2005, 8:16

Continuarei devendo as novidades de Québec/Montreal/Ottawa por falta de tempo de escrever um post decente.

Toma aí umas fotos só pra ir abrindo o apetite.

Toronto à noite, vista do restaurante Panorama, que fica no 53o andar do Manulife Centre. Eu e Bethania fomos lá na semana passada, ela tirou essa foto.

Ainda no jogo de baseball, Bethania me fotografou olhando o policial que olhava pra mim no melhor estilo “vai encarar??”…

Segunda feira passada foi aniversário de Bethania. Como estávamos viajando, paramos em algum lugar pra ela poder ligar pra casa e receber os parabéns.

Pra aumentar ainda mais a curiosidade: uma amostra de Quebec City, Montreal e Ottawa


Despedidas

4 de maio de 2005, 0:44

E hoje foi dia de levar Bethania no aeroporto e dizer tchau. Ela passou um mês aqui e o mês passou voando.

Agora tenho a minha cama toda só pra mim. E vocês não tem idéia do quanto isso é ruim.

Em tempo: várias dessas fotos que eu ando postando aqui foram tiradas não por mim, mas por ela. O tosco aqui está esquecendo de dar os créditos devidos.

Mas espantemos o bode e falemos de algo interessante…

Wednessday Night Baseball

Quarta foi dia de conhecer o Rogers Centre, antigo SkyDome, famoso estádio que fica do lado da CN Tower. O time local (Toronto Blue Jays) foi jogar contra o Tampa Bay Devil Rays e venceu com facilidade: 7 a 4.

Baseball pela TV é um saco. Ao vivo é muito mais emocionante. Mais real, sei lá. E é divertido ver o batedor correr igual louco pra primeira base, pular no chão, se sujar todo e ser eliminado porque a bola chegou na base uma fração de segundo antes dele…

O jogo realmente é longo, mas sempre tem algo pra distrair: nos intervalos, por exemplo, a TV fica focalizando o público no melhor estilo “filma eu Galvão”. E no sétimo intervalo (o jogo tem 10) tem o tal do “seventh inning stretch”, que é meio que uma dancinha que o mascote do time faz com o público, com o objetivo claro de fazer todo mundo levantar e esticar um pouco as pernas.

O estádio é muito organizado, cadeiras numeradas, segurança… e torcidas misturadas: duas fileiras atrás de mim tinha um pessoal torcendo pelos Devil Rays, na maior tranquilidade. Destaque também pro telão enoooorme que mostrava estatísticas do jogo, foto do rebatedor e outras firulas. Mas o destaque mesmo do Rogers Centre é o teto “retrátil”, que fica aberto nos dias de sol mas pode fechar se o tempo fica chuvoso. Coisa comum aqui no Canadá…

Cenas do próximo capítulo: ainda falta contar do restaurante Panorama, do irish pub na sexta-feira e da viagem para Quebec/Montreal/Ottawa. Não “perda”.


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