Ah, São Paulo…

De volta à BH, optei por um passatempo ortodoxo para relaxar: jogar Street Fighter 2 no emulador. Aproveitei para zerar o jogo com alguns jogadores que eu não costumo jogar, só pra ver o final.

Aí eu escolhi o Zangief… e NADA podia me preparar para o que meus olhos veriam:

“Ei, quem é aquele ali descendo do helicóptero? Não!!! NÃO PODE SER!!! É MIKHAIL GORBATCHEV!!!!!!!!!!”

Era o próprio. Ele desceu do helicóptero e disse a Zangief:

– Comrade Zangief, you have made your country proud and shown that the soviet spirit can overcome all obstacles. Now it’s time to celebrate in the appropriate russian fashion.

E aí os dois começam a dançar à moda dos cossacos!!!!

– Mr. President, you dance very well.
– Well, you know, it keeps me in shape, come on! Everybody dance!

Domingo Galinha

E o Galo foi rebaixado para a segunda divisão. Coincidentemente, eu estava no cinema assistindo O Galinho – Chicken Little.

Eu vou resumir o filme numa frase: festival de clichês. Acho que eles pegaram todos os clichês Disney-like (ex: problemas entre pai e filho que só se resolvem no fim do filme) e concentraram no filme pra ver se saía alguma coisa. Ficou um lixo.


Show de estereótipos de párias da sociedade! O esquisitão (peixe), a menina feia (pata), o gordo (porco) e o nerd loser (galinho)

Quarta Rasgada

Uma vez eu emprestei um terno preto pro meu cunhado. Ele me devolveu meio terno: a calça se perdeu no meio do caminho.

Continuei a usar o paletó com uma outra calça preta, antiquíssima, que estava no meu armário. Vim para São Paulo no começo da semana. De calça social, só trouxe esta.

Na segunda-feira eu fui ao banheiro tirar uma água do joelho. Terminei, puxei o zíper e ele saiu na minha mão. No trabalho, ninguém entendeu porque eu mantinha o paletó abotoado. Nem porque diabos eu andava como quem tivesse mijado na calça.

Mais tarde, no hotel, briguei um pouco com o zíper e consegui consertá-lo meio na marra.

Aí na quarta eu estava concentrado, trabalhando, quando senti um vento agradável entrando pela lateral da minha perna direita: a calça descosturou logo abaixo do bolso, deixando um rombo do tamanho de uma bola de tênis. Dentro dele, a minha perna cabeluda aparecia todinha. Vale notar que perna cabeluda nunca é uma visão bonita, muito menos quando vista de dentro da única calça que você trouxe na viagem. Respirei fundo, engoli o pânico e comecei a pensar.

O pessoal do trabalho deve estar achando que eu não sou normal. Na segunda eu andava como se tivesse feito xixi na calça. E na quarta eu entrei para o banheiro com um grampeador na mão…

E agora eu só preciso me lembrar de duas coisas até o final da semana:

Fechar/abrir o zíper bem devagar, e…
Não colocar a mão no bolso esquerdo.

Quarta Sexta’s

Depois de grampear a calça, fui almoçar com o pessoal no T.G.I. Friday’s, famoso restaurante americano que fica a um quarteirão do meu novo trabalho.

Pedi uma salada chamada Grilled Chicken Caesar Salad: frango grelhado, alface, tomate, croutons, molho caesar, queijo ralado e um pedaço de plástico de 5 cm.

Sim, um pedaço de plástico. Chamei o garçom:

– Por favor… eu gostaria de agradecer você pelo almoço grátis que eu acabei de ganhar.

E mostrei o plastiquinho. Alguns minutos depois o gerente veio até a mesa, se desculpou milhares, disse que vai retirar o meu prato da conta e me deu um cartão que vale um prato principal (que custa uns R$ 30).

Pelo menos alguma coisa tinha que dar certo essa semana…

TV a garfo

Entre uma reunião e outra, fui tomar um café no pátio externo daqui da emissora. No cantinho do pátio tem uma pequena cozinha, com uma televisão.

Uma das funcionárias ligou a tevê, mas só pegava chiado. A copeira falou:

– A imagem tá ruim assim porque tem que botar o garfo aí.
– Como assim?
– Ah, fizeram uma gambiarra com um garfo atrás dela, aí ela pega bem… tem que enfiar o garfo lá.

Aí eu não aguentei e fui ver. Atrás da tevê tinha o conector para o cabo/antena e, caído perto dele, um garfo com os dentes amassados: apenas um estava na posição correta.

Não tive dúvidas: meti o dente do garfo no buraco da antena. A imagem ficou absurdamente perfeita.

You Can Tune a Piano, But You Can’t Tuna Fish…

…é o nome de um dos discos que figura na lista de piores capas de disco do site Pitchforkmedia.com. São umas 100 capas em dez páginas de horror total.

Acabei vendo todas porque eu preciso achar a capa medonha do Midnite Vultures, disco do Beck, em uma destas listas. Não foi dessa vez.

Notem que logo na primeira página podemos ver o disco “Circo Encantado da Jacky”, de Jackeline Petkovic…

Mais links, todos via populicio.us:

Fatos preocupantes sobre o Google – Ele coloca um cookie imortal no seu computador, com uma ID única, que identifica você sempre que usa o Google. Acabei de conferir e isso é verdade mesmo.

Some isso com meu profile bastante completinho no Orkut e dá-lhe paranóia.

Sono polifásico esteve bem em voga na blogosfera ultimamente. Um tal de Steve Pavlina adotou o esquema, que consiste em dormir apenas 2 ou 3 horas por dia, distribuídas em uns seis cochilos de meia hora (com sono profundo, sonhos e tudo).

Ele passou um mês dormindo nesse esquema, blogou tudo e se adaptou completamente, sem efeitos colaterais. Pelo contrário: ele se sente até melhor que antes.

Vague Terrain é tipo um newsletter online sobre música eletrônica de vanguarda. Contém textos, imagens e MP3 para baixar.

O texto introdutório chama-se “what is your major malfunction?”, e fala da tendência da música contemporânea de explorar as minúcias (e falhas) da ferramenta de composição (!), bem como do chamado “glitchalike” – o erro artificial, produzido apenas para apreciação e/ou consumo (!!). A argumentação vêm de dois trabalhos acadêmicos (!!!), um deles chamado “A Estética do Erro – Tendências ‘pós-digitais’ na música computadorizada contemporânea”, e outro chamado “Estética Glitch”.

Foi amor à primeira vista.

(estes últimos links tudo via o foderoso site chamado Earplug)

Canção da madrugada

Hoje, cinco e quarenta da madrugada. Como de costume eu estava num táxi, iniciando a via-sacra para São Paulo.

O rádio estava ligado na Liberdade FM. Uma dupla caipira (Teodoro e Sampaio) começou a cantar a seguinte canção:

Eu já fui pobre daquele de andar na lona
Quando não tinha carona tinha que rachar no pé.
Mas eu venci e dei a volta por cima
Mas quem me dava carona lembro bem eu sei quem é.
Hoje eu tenho o meu carro importado
Que roda sempre lotado de gatinhas junto a mim
Quando recordo o passado fico pensando
e por isso que tô mudando o meu jeito de agir.

Aí pensei “pô, legal a música, falando de solidariedade”. O refrão corrigiu meu pensamento rapidinho:

E é por isso que eu sou assim:
Eu só dou carona pra quem deu pra mim!

Bye bye, privacidade

Acabei de ver na Foia de Sumpaulo:

Projeto cria cadastro de internautas para inibir crime

Os usuários de internet no Brasil deverão ser cadastrados, e os registros das correspondências eletrônicas armazenadas durante um período pelos provedores de internet. É o que prevê o projeto de lei do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que foi discutido hoje em audiência pública na Comissão de Educação.

A proposta tem como objetivo estabelecer algum tipo de controle sobre o que é veiculado na internet e facilitar a apuração de crimes cometidos na rede mundial de computadores, explicou Amaral.

Ma putaquepariu nesse governo de merda. Tomanucu. Cambada de burro do caralho. Desculpem os palavrões, mas assim não dá.

Cês querem é morrer, senhores passageiros??

Ontem eu quase fui assassinado por um celular.

Quem me avisou foi o piloto do vôo São Paulo – Belo Horizonte. No meio daquela chuvarada toda ele ligou o alto-falante:

– Pedimos aos passageiros que, por gentileza – frisou, sarcasticamente – desliguem os celulares, pois estamos tendo interferência e eu estou pousando por instrumentos.

Foi um frisson total: todo mundo começou a se contorcer nervosamente nas cadeiras, para alcançar os bolsos e bolsas e desligar os aparelhos.

Cês querem é dormir, senhores consultores??

E tipo que o post aí em cima foi postado lá pelas onze da noite de ontem e era completamente diferente. Reescrevi tudo agora. Eu estava debaixo das cobertas e tinha duzentos mil pensamentos comigo, incluindo:

O post acima reescrito.
Um email de trabalho que eu tinha esquecido de mandar.

Aí levantei e liguei o computador de novo. Mandei o email, mudei o post e perdi o sono.

Estava atoa na vida…

Este mês tem 21 dias úteis, mas eu só terei trabalho em 10 deles. Lado bom: Férias. Lado ruim: Não remuneradas.

Pelo menos tive bastante tempo para entreter meu pobre cérebro cansado:

Doom 3 – Maldito jogo filadapeuta, nunca tomei tanto susto. Eu tinha tanto medo de entrar nas salas e explorar as fases que devo ter gastado umas 20 horas para jogar tudo. O veredito final: Doom 3 é excelente. Só que é muito escuro, e um pouco fácil demais. Procê ter uma idéia, eu morri apenas uma vez enquanto tentava matar o último chefão do jogo, e só porque caí num buraco. E no total, se eu morri umas seis vezes durante as 20 horas de jogo, foi muito.


Este é o Cyberdemon, o último chefão. Ele é grande, malvado e precisa de tratamento dentário.

Por sinal o filme vem aí…

Lost – Lost é, sem dúvida, a melhor série dramática da televisão. Um amigo arrumou todos os episódios da primeira temporada em DVD (pirata, claro), e eu e Bethania começamos a assistir.

Ontem nós ficamos das 2 às 7 da noite terminando de ver a primeira temporada. Depois do último episódio, a curiosidade foi tão grande que a gente foi até a casa de outro amigo nosso para pegar o DVD com os primeiros episódios da temporada seguinte, e ficamos assistindo até uma da manhã.


Episódio 19: Boone e Locke investigam a bendita escotilha…

Wolfenstein: Enemy Territory – Continua sendo meu jogo online predileto. Com o treino extra minha accuracy com o mouse aumentou de 28% para uns 32%. Minha irmã diz que a dela gira lá pelos 45%. Eu duvido e invejo ao mesmo tempo.


Siwa Oasis, primeira fase da campanha no norte da África: Na foto, um engenheiro alemão está de guarda para impedir os Aliados de destruirem as armas anti-tanque…

Outros assuntos randômicos

Outro dia, subindo a avenida Antônio Carlos, uma placa fazia propaganda de um curso de bacharelado em louvor e adoração

Se você não quiser ser bacharel em louvor, pode tentar o curso de Teologia, ou o de Música e Gestão de Ministério

http://www.verbeat.org/pesquisablogosferabrasil. Vai lá.

Novidades sobre o anúncio da Virgin que eu citei no post abaixo: Agora tem a foto em alta resolução. Dá pra ver bandas novas, como Korn, Eminem, Cranberries, Cypress Hill, Dinosaur Jr., Eels, Bee Gees… (valeu Gabes!)

E a Virgin tem uma outra propaganda, dessa vez em vídeo, só que com nomes de músicas. Abaixo algumas cenas do vídeo. Notem que a do meio é Seven Nation Army, música do White Stripes…

Tudo isso eu vi no Brainstorm #9, vale lembrar.

O anúncio mais legal de 2005

O Brainstorm #9, blog de anúncios legais, mostrou uma propaganda da Virgin Digital (concorrente do iTunes) chamada “Do you see music?”.


Clique para ampliar um bocadinho.

Tem várias bandas retratadas no anúncio de forma “literal”… tipo, no céu dá pra ver duas, The B52’s e Led Zeppelin. Sacou?

São dezenas de bandas! Dá pra ficar horas só procurando. Genial…

Já achei um tantão, estão listadas abaixo. Selecione com o mouse o espaço entre os colchetes para poder ler (senão estraga a coisa toda)…

[Na esquerda, em frente a loja, tem os Pet Shop Boys, White Zombie logo ao lado, ao lado o carteiro é o The Postal Service, subindo o poste ao lado do prédio tem a Whitesnake. No cantinho inferior direito tem The Scorpions, Skinny Puppy e Cake. A carroça carrega Guns’n Roses, ao lado dela, Queen está apontando Sex Pistols para Prince. Do lado do Prince tem Scissor Sisters e o cara com a marreta tá Smashing Pumpkins. No carrinho de legumes temos Red Hot Chili Peppers juntamente com Blind Melon, e ao fundo temos Blur (o carra borrado) ao lado de Alice in Chains. Acima deles tem The Eagles, Spoon, Beach Boys ao fundo passando em frente a uma loja de Television. Indo para a esquerda, tem uma Black Flag hasteada no prédio, ao lado da Rolling Stone, que está ao lado dos The Cars. Na faixa de pedestres note a Iron Maiden atravessando a rua, os Blues Brothers e o Garbage espalhado. Note o Hole um pouco acima. As contorcionistas são as Twisted Sisters. As placas coloridas perto da Whitesnake podem ser Living Colour, ou The Doors também.

Mais alguns que descobri com ajuda da net: No alto do prédio estão os Gorillaz. A moedona perto da Queen pode ser 50 Cent e na parede próxima os cartazes seriam Dead Kennedys, Seal (foca que mais parece um galo) e Madonna (a santa). O cara amarelo seria Yellow Man, uma banda de reggae. As fadinhas são Pixies. O 20 no chão pode ser Matchbox 20. Embaixo da banca de legumes (que está cheia de Lemonheads sorridentes) tem uma Jewel no chão, e o calendário mostra o Green Day. Debaixo da Whitesnake tem o casal dando um Kiss, e em cima das Television tem U2 (dois U’s). No meio da rua quase não dá pra notar o cara de lado com um rádio na cabeça (Radiohead), andando sobre as White Stripes. Mais pro lado tem os Cowboy Junkies. Perto da carroça tem Nine Inch Nails, e diz que tem Flaming Lips mas não vi. ]

Se você vir alguma que eu não vi, me conte nos comentários!

Links sortidos

Eu não achei que isso seria possível. Neguinho fez um super sanduíche contendo a bagatela de 30.000 calorias. Ingredientes aqui, foto do sanduba aqui.

Na onda das listas de Top 100, agora tem lista da DJmag com os Top 100 DJs de 2005.

Dos 10 primeiros, 8 são de trance. Eu não gosto de trance mas confesso que ouvi repetidas vezes alguns sets de Ferry Corsten e Tiesto; os caras são realmente bons.

Outros destaques: Richie Hawtin é o #12 (bom!) e Fatboy Slim é apenas o #63 (bom!)… mas senti falta de vários bons nomes (como Akufen ou Amon Tobin) e dos brasileiros, tipo DJ Marky (fodapracaray) e meus preferidos: os paulistas do Pet Duo.

Mais lista: 100 melhores filmes independentes de todos os tempos. Se bem que ele considera os seguintes filmes como independentes: “Exterminador do Futuro”, “Sideways”, “Amnésia”, “Cidade de Deus” (posição #17), “Lost in Translation”, “Mad Max” e (pasmem), “A Paixão de Cristo”!

O Pedro Dória, do NoMinimo, destaca texto do Business Traveler da CNN sobre a etiqueta local do Brasil em se tratando de negócios.

Eu nunca ia botar um troço chato desses aqui no blog, mas o Pedro destacou um parágrafo simplesmente matador:

Brasileiros têm a cabeça aberta e são receptivos a novas idéias e conceitos. As negociações tendem a focar resultados a curto prazo e são fortemente influenciadas por sentimentos subjetivos.

Ainda na onda dos “troços chatos mas legais”… conheça os Cryptokids!!!

Note a frase debaixo do nome… “os futuros encriptadores e decriptadores de códigos da América”. Os gringos já tão pensando em educar os futuros hackers…

Desculpem, mas eu babo ovo mesmo quando vejo preocupação, a longo prazo, com educação. Tá certo que no caso dos EUA isso deve ser mais resultado de paranóia do que de planejamento, mas mesmo assim o esforço é louvável.