Protegendo seu PC – De você mesmo, inclusive

Hoje eu descobri que o Windows XP com Service Pack 2 possui um novo avanço em segurança: ele apaga seus arquivos sem avisar!

É sério.

Agora há pouco eu estava eu no MSN com Bethania, quando ela resolve me mandar um MP3 de 17 MB. Quando o download terminou, eu cliquei no link e… surpresa!

Mas o melhor eu nem te conto: o arquivo SIMPLESMENTE DESAPARECEU do meu HD.

Pra que você não passe a raiva que eu estou passando nesse exato momento, duas dicas que resolvem o problema:

Baixe e rode este patch para o MSN. Ele permite fazer altas modificações no Messenger, desde remover os banners de propaganda até desabilitar a “file transfer protection”, que foi essa palhaçada aí de apagar arquivo sem avisar.

Uma solução mais radical (e para usuários avançados) é desabilitar o Windows Security Center inteirinho. Basta ir no Painel de Controle/Ferramentas Administrativas/Serviços, procurar o serviço chamado “Security Center” (Central de Segurança), dar dois cliques nele, depois clicar em “Stop” e escolher “manual” na opção “Tipo de Inicialização” (Startup Type).

Idéias para o ano que vem

O ano em idéias de A a Z, um compêndio anual do New York Times (precisa de registro gratuito no site para ler as matérias – ou de um acesso rápido ao BugMeNot)

Inclui coisas revolucionárias, como água que apaga fogo mas não molha ou Sonocitologia (uma técnica que consiste em diagnosticar doenças – como câncer – ouvindo as vibrações emitidas pelas células)

Tem também coisas bestas, como o fato dos professores estarem usando mais caneta roxa em vez de vermelha para corrigir prova, e curiosidades – sabia que os personagens do filme Os Incríveis usavam “roupa de baixo virtual”?

(Via Populicious)

Momento “cadê minha câmera quando eu preciso dela” – Tinha um cara, fantasiado de Batman, distribuindo panfletos no sinal. Aí o sinal abriu e passou por mim um motoboy. No baú da moto estava escrita uma frase de… Nietsche.

“Restropectiva” 2005 d’O Primo

Em imagens, pra ficar mais legal.

Janeiro – Oh Canada!


Eu, na rua da minha casa canadense

Foi em janeiro que eu iniciei minha estadia de cinco meses no Canadá (primeiro post aqui). O primeiro mês do ano foi um mês de “primeiras vezes”: deu pra fazer muita coisa que eu nunca tinha feito, como ver neve, esquiar, ou entrar em lojas de CD e encontrar Godspeed You Black Emperor pra vender. Ou então – pasmem – ouvir Nightwish.

Fevereiro – “Em feverê… tem carná…”


Direto da neve para as montanhas de Minas

O carnaval serviu para uma visitinha rápida ao Brasil e foi passado em Conceição do Mato Dentro.

Depois, de volta pra terrinha gelada. O inverno começou a acabar (!?) mas ainda deu tempo de um pouco de esqui.

Março – It’s all downhill from now on


Chalés de Blue Mountain, em Ontario

As novidades do mês foram os shows de stand-up comedy e o snowboard.

Acho que foi a partir deste mês que eu comecei realmente a gostar do Canadá. Eu estou aqui revendo fotos e posts para linkar e dá uma saudade… aquele país lá em cima é realmente magnífico. Eu e Bethania às vezes nos pegamos conversando sobre ele e de repente estamos cogitando seriamente uma mudança de vez pra lá.

Abril – Tem visita!

E já era primavera quando peguei o carro bem cedinho e fui ao aeroporto buscar… Bethania. Ela tirou férias e veio estudar inglês por um mês. E como *aham* coincidentemente eu estava no mesmo país a gente aproveitou para passear nos fins de semana…


Eu e Bê, com as cataratas do Niagara ao fundo. E ninguém desceu por elas num barril.

Fora isso, o ar seco e a eletricidade estática me deixaram com medo de maçanetas. E eu descobri o melhor programa de rádio do mundo (hoje falecido, depois de 10 anos no ar. Uma pena).

Maio – Um mês “animal”

Comemoramos o aniversário de Bethania em outro estado: Québec. Visitamos Quebec City, Montreal e Ottawa. E aí ela voltou pra casa…

Ainda teve mais turismo em Algonquin, o famoso parque da província de Ontario. Pra não perder o trocadilho, essa viagem foi “o bicho”!


Algonquin e seu habitante mais ilustre – O alce

Neste mês também vi meu primeiro show em terras canadenses (do Autechre). Levei uma colega comigo e ela conseguiu algo que eu julgava impossível: dormir no meio daquela barulhada toda.

Junho – Game Over

Acabou a festa. Dia 11 de junho e eu já tava no Brasil de novo (o último post no Canadá foi esse aqui).


Estooooou de vooolta pro meeeu aconcheeeeegoooo…

Vale lembrar o post que contém meu último turismo canadense: o parque de diversões Wonderland. Fora isso, o resto do mês eu fiquei enrolando em casa até aparecer projeto mesmo.

Julho – De volta à terrinha


Boliche (ruim) do Pampulha Mall – Só porque não tem NENHUMA foto direito esse mês

Este mês marcou o início da minha rotina de vôos semanais para São Paulo e vidinha em quarto de hotel (e os seus respectivos pepinos). E os posts e as fotos começaram a ficar escassos, já que o trabalho apertou bastante.

Agosto – Mês das noivas

Agosto, apesar da superstição, foi cheio de núpcias: dois amigos meus se casaram. E eu, vejam vocês, fiquei noivo


Bethania segurando um café, e o Um Anel em seu dedo…

E só pra variar o casamento, ano que vem, será também em agosto…

Setembro – Secos e Molhados


Acho que deu pra notar que eu já estou ficando sem fotos né…

Mês normal, pouca novidade. Li alguma ficção, arrisquei alguma ficção, tentei andar de kart com o pessoal do trabalho, questionei o meu próprio trabalho… e o Opera ficou gratuito.

Outubro – Envelheço na cidade

Outubro é mês de aniversários. Tem Luiz dia 02, minha mãe (Deus a tenha) no dia 06, eu no dia 10, meu pai no dia 12…


Bethania na varanda aqui de casa, no dia do aniversário do meu pai

Neste mês eu ganhei uma insônia de presente. E, entre outras coisas, vi o Fábio Júnior.

Novembro – Shake what your momma gave ya


Alerta bastante conveniente, impresso na capa de um CD de forró

Minha rotina de viagens semanais para São Paulo agora inclui passar a semana toda longe de casa. Isso faz com que coisas simples (como uma calça rasgada) tornem-se um belo problema.

Atualizar o blog foi ficando cada vez mais difícil. Pela falta de tempo e de conteúdo. Meus dias têm se resumido apenas a trabalhar…

Dezembro – E acabou


Sala de reunião de algum prédio em São Paulo

O maior destaque deste mês é, novamente, trabalho. Ou as besteiras que faço nele. Ou então coisas de aeroporto.

O ano que vem promete entrar no mesmo ritmo louco. Mas em compensação teremos novidades: casório em agosto, apartamento novo, mais promessas de “vou atualizar este blog todo dia” e as bobagens de sempre.

Natal gordo

Eu devo ter sido um menino muito comportado este ano.

Olha o que Bethania me deu…

Sem Olhos em Gaza, o último livro de Aldous Huxley. Depois que acabei de ler o clássico Admirável Mundo Novo, emprestei pra Bethania, que está lendo e adorando. Agora estou colhendo os frutos!

Doom 3 – Ressurection of Evil, o pacote de expansão para o encapetado Doom 3, que citei aqui algumas vezes e já tinha jogado até o fim.

Por incrível que pareça, Ressurection of Evil é o primeiro jogo original que tenho, em toda a minha vida. Deu até uma emoção diferente digitar o CD Key do jogo, diretamente da caixinha do CD…

Corra, o controle de qualidade vem aí, do meu guru de gestão Scott Adams. Rir das tirinhas do Dilbert é meio que um prazer sádico, porque de certa forma eu estou rindo de mim mesmo e da minha carreira corporativa. Mas é bom, me impede de me levar muito a sério.

DVD Sex Pistols Live at the Longhorn. Na semana passada eu estava em São Paulo e Bethania apareceu no MSN com um papo esquisito, perguntando se eu gostava de Sex Pistols, porque “um pessoal aqui do serviço tá conversando sobre eles” e blá blá blá. Tudo enganação pra saber se eu ia gostar do presente.

Detalhe que o show contido no DVD foi gravado no ano de 1978, o mesmo em que eu nasci.

O post infame de natal

Engraçado né… há dois anos eu estava fazendo campanha contra o “Papai No-Well”…


Era essa a imagem-tema da polêmica campanha…

Daqui a algumas horas as pessoas vão começar a rotina natalina: se empanturrar na ceia, trocar “lembrancinhas” e tal. Eu já não estou tão “xiita” quanto antes em relação aos costumes natalinos, mas continuo achando a forma de comemorar o natal muito ridícula.

Os argumentos são velhos conhecidos: O consumismo da época, a simbologia que é usada no hemisfério norte (neve, pinheiros, etc) e que fica patética sendo usada no clima tropical do Brasil, a onda de boa-vontade assistencialista que dura só um dia, e tudo o mais.

Mas eu estou mais velho e já não fico mais batendo boca com os outros por causa disso – afinal, eu não vou mudar o mundo mesmo. Por isso, ao invés de ficar só reclamando, vou sugerir uma outra coisa para a noite de natal: dar os parabéns ao aniversariante.

Na noite de natal, tire dois minutos do seu tempo para rezar. Lembre-se do cara honrado que foi Jesus, e que este dia existe é por causa dele, não do Papai Noel. Feche os olhos por pelo menos uns instantes e tente encontrar um pedaço de Deus dentro de você – porque rezar é isso.

Uma boa oração vale muito mais do que você imagina.

E feliz natal para quem leu este post. Feliz natal para vocês, leitores…

Várias

Eu juro que tento atualizar este blog pelo menos diariamente. Juro. Mas não tá dando…

Só nas horas como agora, de madrugada, quando eu perco o sono… :
Imagens

Um – Meu pior pesadelo materializado

Pelo comportamento errático do meu m:robe, o HD dele foi para o saco.

E pra usar a garantia eu preciso da nota fiscal. Só falta eu lembrar onde botei ela…

Dois – Meu jantar de terça-feira

Foi comida chinesa. Daquelas que vem em caixinha. Tá servido?

Três – Mais quarto de hotel

Prezados leitores, apresento a vocês… o flat.

Quando estou trabalhando no projeto da indústria química eu fico nesse flat aí. Ele deve ter o triplo do tamanho do “habitáculo”. E tem três cômodos: sala, quarto e banheiro. Um banheiro de verdade…

A sala tem até uma pequena cozinha no fundo, com microondas, frigobar…

A tevê (que inclui todos os canais do cabo) é montada num stand giratório, para você poder usá-la na sala e no quarto. Basta girar o stand e a tevê fica virada para o fundo da estante, que é oco e dá no quarto. Idéia simples mas genial.

O quarto é esse aí embaixo.

Além do mais, tem uma varanda com vista para a rota de pouso/decolagem do Aeroporto de Congonhas. A possibilidade de você ver um avião ao olhar pra varanda, a qualquer momento, é de uns 50%…

As amenidades não param por aí. Tem telefone, room service, TV a cabo, internet… No entanto, o flat tem falhas graves:

A cama é curta e estreita: meus pés ficam pra fora e, se eu não me deitar exatamente no meio, eu “escorro” do colchão e caio no chão.

A temperatura do chuveiro oscila o tempo todo entre os níveis “congelar hóspede” e “queimaduras de terceiro grau”

O quarto tem duas camas. Ao invés de significar mais conforto, isso significa que eu tenho que dividir o quarto com algum colega consultor. Nada contra meus colegas, mas dividir quarto com homem é f…

Isso tudo somado faz com que eu prefira ficar no habitáculo, apesar de tudo.

Quatro – São Paulo by night

Como eu acabei este post e ainda estou sem sono, fui ali na varanda tirar umas fotos. Clique na amostra abaixo para ver todas elas…

Sigur Rós, aviões, baladas

Takk, o último disco do Sigur Rós, é tão lindo que eu apaguei este parágrafo três vezes tentando descrever o quão lindo ele é – e desisti. Não sei como nunca parei pra ouvir Sigur Rós antes.

Aposto que alguns leitores estão pensando neste exato momento: “né possível que ele nunca ouviu Sigur Rós!!!”. Pois é, meus caros, infelizmente esta é a verdade. Bem, antes tarde do que nunca…

O vôo de sexta-feira passada foi emocionante: turbulência brava, daquelas de fazer as mulheres gritarem, derrubar coisas da cozinha, etc. Não fosse o cinto de segurança e ia ter neguinho voando do assento e batendo a cabeça no teto.

Aí as pessoas me perguntam se eu tive medo e eu digo que não, porque tenho fé inabalável em duas coisas: em Deus e na engenharia. Um engenheiro passou anos fazendo uma pá de contas complicadas para certificar-se que o avião possa aguentar situações muito piores do que aquela. E as estatísticas confirmam isso: as minhas chances de morrer num vôo são de uma em 52,6 milhões. Eu corro mais risco numa bicicleta do que num avião.

Quando à fé em Deus… veja bem: se eu morro, eu vou para o paraíso. Se eu sobrevivo, eu vou para a próxima semana de trabalho. Ou seja, a pior opção é que eu sobreviva. Aplique a Lei de Murphy neste caso e você entenderá o que eu quero dizer.

Um dos meus colegas do projeto na indústria química passou este último fim-de-semana em São Paulo.

Ele contou que no sábado resolveu sair pra “balada”. Como as bebidas nos bares e boates costumam ser caras, ele resolveu beber antes de sair. A idéia deu certo… certo até demais. Segundo ele, quando ele saiu do hotel já estava “pra lá de Bagdá”.

Aí sentou-se num barzinho qualquer. Um cara completamente randômico puxou conversa, veio com umas de “isso aqui tá muito parado” e deu a idéia de ir a uma boate. Bêbado e sem noção, meu colega aceitou.

Os dois pegaram um táxi, desceram no centro da cidade e entraram num lugar estranho. Como tinha muita mulher, meu colega nem ligou muito e já resolveu tentar se arranjar com alguma delas. Ele conta que chegava pra conversar com alguma menina e…

– Oi, tudo bem?
– É trezentos reais, gato…

Depois de alguns minutos, perplexo com estas respostas que incluiam uma quantia em dinheiro, nosso valente colega finalmente percebeu que estava num puteiro e foi embora.