São Paulo tours

Novidade da semana: quarta foi feriado municipal em São Paulo e eu pude, finalmente, fazer algum turismo nessa cidade. Então fui no MASP – e tive duas surpresas.

A primeira é o quanto uma pintura famosa fica diferente quando vista no original. É como se fosse uma obra completamente nova, com detalhes novos, nuances novas, uma dimensão toda inédita. Aí eu entendi o porquê da badalação de museus famosos (como o Louvre).

A segunda surpresa foi o tanto que eu gostei de passar uma tarde num museu. Eu perambulava pelas galerias igual criança pequena na seção de brinquedos do supermercado: Olha! Um quadro de Bosch! Iêêêêê!!!!!. Basicamente, eu passei horas imóvel, olhando quadros, fotos e esculturas, e achei aquilo tudo muito divertido. Eu realmente estou ficando velho.

Pra piorar essa sensação de “ficando velho”, na noite anterior eu fui mexer no Orkut e descobri que Anderson Noise iria tocar em São Paulo com ninguém menos que o Pet Duo – o famoso casal de DJs que toca techno exatamente do jeito que eu gosto de ouvir (ou seja, muuuuito pesado). Era o lineup dos meus sonhos, e era naquela noite.

Aí o idoso aqui viu que eles só iam tocar às cinco da manhã, pensou que o táxi ia ficar uns R$ 60 (muito caro), e foi dormir.

Se arrependimento matasse eu já tinha reencarnado umas 30 vezes.

Depois do MASP eu aproveitei que estava na Av. Paulista e fui no Stand Center, o famoso “shopping de muamba”. Pela quantidade de eletrônicos baratos e de chineses, eu só conseguia me lembrar do Pacific Mall (o primeiro lugar que visitei em Toronto). Mas foi uma visita rápida porque o shopping já estava fechando.

Filmes do final de semana:

– “As Loucuras de Dick e Jane”: Comédia que é uma boa surpresa – mas não por ser engraçada e sim pelas referências à economia e política americanas. Tem paródia dos escândalos contábeis das grandes empresas americanas, tem piadas com a cara do Bush…

A piada final é excelente. O problema é que assim que ela é citada, eu caí na gargalhada. Mas apenas eu – o cinema inteiro continuou mudo, sem entender do que se tratava. Perdeu a graça.

– “Se eu fosse você”: bomba do cinema nacional, que só não foi um fracasso completo pela boa atuação dos protagonistas, principalmente de Tony Ramos. Antes que me acusem, só fui assistir porque estava com uma turma de amigos. Mas me senti lesado no final, viu…

TV – É o que você vê

O trabalho na emissora de tevê vai a todo vapor. E depois de alguns meses convivendo no meio televisivo eu posso afirmar, com considerável certeza, que sei o porquê da TV aberta ser tão ruim e ter tanta baixaria.

Meu querido leitor, minha querida leitora… a culpa é TODA SUA.

A programação da televisão é baseada em uma única coisa: a audiência. Os diretores de programa comandam as atrações que vão ao ar a partir daquelas salas cheia de televisões e de aparelhos incrementados, como a foto acima: essa sala é chamada de “switcher”. O que você não sabe é que nesse switcher tem um computador conectado ao IBOPE, mostrando, em tempo real, a audiência de todos os canais. Durante os programas ao vivo, o diretor insere ou retira atrações do programa baseando-se na resposta da audiência, que ele acompanha o tempo todo. A febre do IBOPE é impressionante – todas as vezes em que eu faço uma reunião com algum diretor de programa, ele normalmente sabe de cor os números da audiência do seu programa. Sabe, inclusive, quanto cada uma das atrações do programa rendem em pontos de audiência, e também os números dos seus concorrentes diretos.

Além da informação em tempo real há também a informação detalhada, minuto a minuto, por faixa etária e classe social. Tudo disponível, de todas as emissoras, para consulta e todo tipo de análise. Com esse dado as emissoras sabem muito sobre o seu público. Sabem quando ele pára de assistir a novela e muda de canal para ver o jornal. Sabem quantas crianças estão em frente à tevê, e em quais horários. Sabem que as mulheres aposentadas das classes mais pobres adoram um tipo xis de programa. E com um feedback desses, tão detalhado, as emissoras correm para montar uma programação “ao gosto do freguês” – que informa a todo instante se está gostando ou não do que vê.

Alguns meses atrás a RedeTV! teve problemas com o Ministério Público e foi obrigada, por liminar, a exibir programas educativos. Um deles chamava-se “Direitos de Resposta” e passava à tarde, no lugar das pegadinhas do João Kleber. A audiência média deste programa era de mais ou menos 0,3 pontos – um ponto equivale a 52,3 mil domicílios na grande São Paulo. Mas isso é muito ou é pouco? Pra se ter uma idéia, a “Sessão da Tarde” da Globo, no mesmo horário, dá quase 25 pontos. O “Chaves” no SBT sempre dá mais de 10 pontos. E a novela das oito na Globo, a maior audiência do prime time da TV brasileira, dá uns 45 pontos, e pode chegar aos 70 num último capítulo.

Em resumo, meus caros, todo o esforço da TV é para mostrar o que você quer ver. Mesmo que na pesquisa de rua você saia dando uma de bom moço e responda que queria ver mais programas educativos na telinha, saiba que as emissoras estão sentadas com você no sofá da sala da sua casa, no meio da noite, e vêem você trocando uma entrevista no Roda Viva da TV Cultura por uma entrevista com um travesti no Superpop da Luciana Gimenez…

Super Tan Girl

Conheçam o mais novo futuro fenômeno da internet… é a SUPER TAN GIRL!!!

Esta é Crystal Parizanski, que apareceu na TV num teste para o programa American Idol.

Ela tem um bronzeado artificial de dar medo. E uma sombra no olho de dar medo. E quando ela fala, é como se as palavras dela fossem faladas tipu akelas miguxas ki ixkrevem assim:

“Tipo que eu acho que eu sou tipo sabe igual a Christina Aguilera porque, tipo assim, eu tenho atitude tipo eu vou lá e não importa como ninguém vai me fazer parar, saca…”

Crystal Parizanski mudou todo o significado da expressão “burra igual uma porta”. Subitamente, todas as portas do mundo ficaram um pouco mais inteligentes pra mim…

O vídeo dela fazendo o teste é simplesmente hilário – está neste link, mais ou menos no meio da página. Se você for anti-americano, vai AMAR o vídeo e se deleitar com a estupidez dos nossos brothers da américa de cima.

You’re The Man Now, Dog

…é o nome de um famoso site de humor com GIFs animados e som – que só agora eu descobri.

Ele é tão imbecil que se torna extremamente engraçado. E conforme você vai vendo os “ytmnd’s”, vai começando a ficar familiarizado com as piadas internas e ele se torna ainda mais engraçado.

Alguns exemplos que quase me levaram às lágrimas de tanto rir: Batman Ulalelualele, CONAN raves, Chunk is Indestructible, Paris Hilton doesn’t change facial expressions (Lindsay Lohan também)

A Última Pergunta (ou: filmes vs. livros)

Eu nunca tive muita paciência para livros.

Não que eu não goste de ler, mas é que, em se tratando da arte de contar histórias, eu preferia muito mais os filmes do que os livros, em grande parte por pressa. É que, numa análise superficial, é bem mais rápido assistir a trilogia de O Senhor dos Anéis no cinema do que passar os olhos, letra a letra, pelas milhares de páginas da obra de Tolkien. E olha que são umas nove horas de filme no total.

Eu já sabia que este meu argumento era falho. Mas foi hoje que percebi o quanto ele é falho.

Tava vendo os links no populicio.us e tinha um deles intitulado The Last Question (A Última Pergunta) – É um conto de Isaac Asimov que eu nunca tinha lido e que estava prefaciado no site mais ou menos assim:

Isaac Asimov foi o autor de ficção científica mais prolífico de todos os tempos. Em cinquenta anos ele produziu, em média, um artigo de revista, conto ou livro novo a cada duas semanas, a maioria deles numa máquina de escrever mecânica. Asimov considerava “A Última Pergunta” (…) como o melhor conto que já escreveu. Mesmo que você não tenha conhecimento científico suficiente para entender todos os conceitos apresentados, a história possui um final mais impactante do que qualquer outro livro que já li. Não leia o final da história antes!

Como o conto é curtinho, li rapidamente… e meu queixo foi no chão logo após ver as palavras finais da história. Há tempos eu não lia nada tão genial quanto aquilo, e pelo visto vão passar ainda mais muitos anos até que eu leia algo tão genial novamente.

Aí eu lembrei dos filmes e percebi a dimensão do meu erro ao comparar uma coisa com a outra: um filme sobre este conto JAMAIS faria jus à sua grandiosidade. Esta é uma história cuja dimensão só pode ser concebida mentalmente quando lida – imagens num filme representariam apenas uma fração da história – até limitariam a percepção dela – e no final estragariam tudo.

Eu recomendo que você pare o que estiver fazendo e vá ler o conto. Tem uma tradução meio tosca aqui. E, repetindo: NÃO LEIA O FINAL antes!

Compras possíveis, compras impossíveis

Outro dia, olhando móveis para comprar, notei que um dos mostruários tinha uma televisão de papelão enfeitando um rack de madeira.

A marca da televisão era proptronics.

Eu achei engraçado, mas fiquei triste porque provavelmente eu sou a única pessoa no mundo que acha coisas como essas engraçadas.

Explosions In The Sky + A Silver Mt. Zion = Godspeed You Black Emperor.

É o intenso, somado com o apocalíptico. Nunca projetos paralelos de membros de uma banda formaram uma matemática tão perfeita.

Semana passada, eu e mais dois colegas consultores no Shopping Morumbi, passando em frente a uma loja de discos. Um deles falou:

– O legal dessas lojas é que tem absolutamente tudo que você imaginar… qualquer banda…
– Não tem não – respondi. Eu sei de várias bandas que, com certeza, ela não vai ter o disco ali na loja.

Ele duvidou, eu reafirmei, e resolvemos testar. Cheguei pra vendedora…

– Com licença, eu estou procurando um disco de uma banda chamada Einsturzende Neubaten, você tem?
– Hmm… eu sei que banda é essa, mas em estoque não tem, só por encomenda.

Escolhi mal.

Pausa para figuras…


Versão pixel art isométrica do quarto do hotel Formule One, onde fico em São Paulo.

Vista do terraço do Blue Tree Faria Lima. O risco no céu – e o ponto brilhante – são aviões prestes a pousar em Congonhas

Ainda do terraço do Blue Tree: cruzamento da Faria Lima com Juscelino Kubistcheck

Fim de tarde. O prédio da esquerda é o Hospital Albert Einstein, se não me engano.

Um post, uma semana

O tempo é curto e serei, portanto, lacônico:

Fim de semana passado foi dia de comprar tintas e coisas de reforma. É para o apartamento onde eu e Bethania vamos morar depois de casados. Sobrou pouco tempo pra lazer, que consistiu basicamente em ir ao teatro. Vimos:

Estado de Sítio, baseado na obra homônima de Albert Camus. Surpreendentemente boa em todos os aspectos: montagem inovadora, texto espetacular, cenografia super criativa. Altamente recomendada. Vou até botar uma foto da peça aí embaixo.

– Os Sete Gatinhos, texto de Nelson Rodrigues. Pra resumir minha opinião sobre a peça, eu diria que o gênero pastelão está para a comédia assim como Nelson Rodrigues está para o drama. Não é que a peça é ruim, mas que ela estava assim um tanto quanto exagerada. Um pouco over, como diria o pessoal lá da emissora de tevê.

As últimas quatro noites que passei aqui em São Paulo foram em três hotéis diferentes, por incrível que pareça. Tudo culpa do São Paulo Fashion Week.

É que a cidade está lotada por causa do SPFW, e nossas reservas no “habitáculo” caem após as 18 horas. Chegamos lá, eram dez da noite, e a fila para o check-in era tão grande que saía do saguão.

Acabou sendo uma coisa boa, porque fomos parar no Blue Tree Faria Lima, com quartos grandes, vista bonita e modelos magricelas perambulando pelo saguão a toda hora…


Blue Tree Faria Lima

Até o elevador era sofisticado e tinha uma tela de cristal líquido que passava notícias (e paus do Windows).

No dia seguinte, após mais confusão com reservas de hotel, fomos parar em outro Blue Tree, dessa vez o da Av. Ibirapuera.


Blue Tree Ibirapuera

O resto da semana eu passei no flat (que já mostrei aqui). Por sinal alguns colegas da indústria química foram vítimas do assalto clássico cometido por motoqueiros armados. A diferença é que eles estavam dentro do saguão do hotel

Links

Fãs de Matrix vão a Sydney e fotografam várias locações do filme.
[via Kottke]

Aposentado americano aproveita seu tempo livre para resolver um dos enigmas da humanidade: dá mesmo pra quebrar um cadeado com um tiro, igual nos filmes?

Cidade do México, como vista por um helicóptero
[via MoFi]

Aprenda a dançar nas raves. Eu nunca imaginei que “tirando coisas de cima da prateleira da cozinha” fosse o nome de um passo de dança. Hilário.

Direto da CES – A empresa AtomChip está expondo coisas com tecnologia “quântica”, como um HD de 500GB do tamanho de uma caixa de fósforos e que transfere (gasp!) 4 GB por segundo.

Quem relata é o pessoal do Gizmodo: O produto é bastante real e está exposto como um modelo realmente funcional (…) Eu ainda estou MUITO cético, porque isso parece impossivelmente legal.

Finalmente a Microsoft soltou a correção para o bug do Windows que permite que o simples fato de abrir uma figura WMF possa contaminar seu PC. Baixe djá.

No Flickr, fotos com o tag “firstgoatse”. Deu pra entender facilmente que trata-se da cara das pessoas, fotografada no exato momento em que elas vêem o goatse.jpg pela primeira vez.

Se você não sabe o que é goatse, não procure saber. Pronto, tá avisado.

Pra encerrar, David Bowie… em quadrinhos!

[via Fazed]

Cinema, Música e Arte

Glitch Browser. Página que carrega uma página pra você, tomando o cuidado de estragar levemente o seu conteúdo. O resultado? Arte.

O link ali em cima faz o Glitch Browser “estragar” a página com imagens interessantes da semana do Flickr. Elas ficam ainda mais interessantes, por sinal.

Por outro lado, vejamos os cinco primeiros filmes do ranking das bilheterias americanas de 6 de janeiro:

1. Hostel
2. As Crônicas de Nárnia – O leão, a feiticeira e o guarda-roupa
3. King Kong
4. As Loucuras de Dick e Jane
5. Doze é Demais 2

Destes, apenas Hostel possui roteiro original – Nárnia é baseado no livro homônimo, escrito por C.S. Lewis, King Kong é um remake, As Loucuras de Dick e Jane é uma releitura da série original de 1979 e Doze é Demais 2 é, obviamente, uma continuação.

Além disso, o número de filmes inspirados ou baseados em “terceiros” nunca foi tão grande – seja de livros (O Senhor dos Anéis, Harry Potter) ou de quadrinhos (Homem-Aranha, Batman, Sin City, Quarteto Fantástico, Elektra, Demolidor, etc).

Será que acabou a gasolina criativa em Hollywood? Ou os estúdios estão apostando nos remakes e filmes “baseados em” porque seriam mais rentáveis?

O funk realmente vai dominar o mundo.

O Pablo Vilaça, no seu blog, está linkando uma música de Kevin Federline (o marido de Britney Spears). A música é um single do seu álbum de estréia como rapper e foi lançada na virada do ano. Kevin canta, em “português”:

Gatchenha, sai do xau, vai descendo o popossau…

E no meu exemplar quinzenal eletrônico da revista eletrônica sobre música eletrônica (hehe) Earplug tinha um link para um DJ set das Sick Girls que ficou tão popular que derrubou o republish.de, que é onde o set estava hospedado.

Estou ouvindo o set neste exato momento. O que os meus fones de ouvido estão dizendo, em bom português, é:

Vai, popozuda, vai descendo até o chão
Requebrando na batida do Miami Reggaeton
Eu tenho a força, cavaleiro de Jedi
então vem popozuda, vai! Vai! Vai

Sim, é exatamente isso que você está pensando.

O post do final do final de semana

…que foi, basicamente, duas coisas: rápido e cheio.

Como tem um casamento se aproximando em alta velocidade, eu e Bethania passamos a maior parte do tempo com a cara enfiada em revistas de decoração, debatendo animadamente sobre qual deve ser a cor da parede da cozinha. Aí, para relaxar, saíamos em peregrinação pelas lojas de material de construção, em amigável contato com as criaturas do ramo da construção civil: tinha desde o vendedor que faz cara feia pra te atender (mas é todo sorrisos com a sua noiva) até o marceneiro lendário, que contou que era motoqueiro, que quebrou a perna e botou 25 parafusos no tornozelo, que toca nove (nove!) instrumentos musicais, que já tocou com Milton Nascimento e já compôs músicas com Lô Borges… e que me fez pensar o que diabos um cara assim está fazendo no ramo da marcenaria.

Entre um orçamento e outro deu tempo de fazer alguma coisa mais relaxante, como ir ao teatro. Fomos ver O Tempo e os Conways, peça de J.B. Priestley, em montagem do grupo EnCena. Eu fiquei fascinado com o texto de Priestley, e a montagem ficou extremamente competente. O Primo recomenda.

No domingo – além de mais uns orçamentos – deu pra assistir em DVD Maria Cheia de Graça, filme sobre uma jovem colombiana que trabalha como “mula”, ou seja, come papelotes de cocaína, embarca em aviões para os EUA e… bem, digamos que quando ela passa por “Chicago”, em vez de “Boston” temos um pouquinho a mais de droga em território americano. O filme é mais ou menos como este trocadilho: horrível. Mas foi premiado em Cannes, a atriz principal foi indicada ao Oscar e até o Vilaça, por alguma estranha razão, gostou.

E acabou. Agora, às vésperas de passar mais uma semana em São Paulo, eu penso em como é bom… voltar pra casa.

Quando o avião está quase tocando a pista do aeroporto de Congonhas, eu olho pela janela e até consigo me localizar: “Aquilo ali é a marginal Pinheiros… e aquilo é o Ibirapuera”. E me dá um desconforto estranho depois do pouso, quando entro no táxi. Desconforto de estar num lugar familiar mas estranho ao mesmo tempo. É exatamente o contrário do vôo de sexta, quando o avião está prestes a pousar em Belo Horizonte, e eu olho para cada avenida no chão e sei exatamente onde ela vai parar. E aí eu desço do avião e vejo a portinha do terminal do aeroporto penso nas centenas de vezes que eu vou ver aquela mesma portinha – e nas centenas de vezes em que vai ser bom ver de novo aquela portinha.