Hora do recreio (ou: falta de assunto mesmo)

Pizza sim. Seria cômico se não fosse trágico.

Tem essa “versão funk” também. Mas essa é só trágica.

Um Chuck Norris’ Fact que vocês talvez não conheçam:

Depois de assistir “O Chamado”, o telefone de Chuck Norris tocou e aconteceu um breve diálogo:
– Sete dias.
– Aqui é Chuck Norris.
– Desculpe, foi engano

(Via boteco HardMOB)

A cobertura do lançamento da Soyuz (contendo o primeiro astronauta brasileiro), na TV aberta, foi de lascar, com comentários do tipo:

– Bom, agora os astronautas já podem sentir os efeitos da antigravidade

Aí o comandante russo da nave fazia anotações num caderno enquanto o foguete subia. E vinha o comentário:

– Puxa, esse russo deve estar escrevendo um romance nesse caderninho hein! Ele não pára de escrever!

Aí corta a câmera para o centro de lançamento, mostrando aquele telão básico com um mapa-múndi:

– E agora vocês podem ver aí o centro de lançamento, ali está o mapa do planeta Terra, com a américa do norte à esquerda, a américa do sul logo abaixo, no meio tem a África, a Europa está ali um pouco acima…

Eu juro por Deus: o cara estava NARRANDO O MAPA MÚNDI.

Ahhh, Mario Kart

Calling in sick

Tava bom demais pra ser verdade. Eu nem lembrava a última vez em que eu havia ficado doente.

Até ontem.

Foi a boa e velha sinusite. Nem fui trabalhar hoje. Seria impossível ir dormir com 38 graus de febre e uma cabeça quase explodindo de dor, e acordar às cinco da manhã para estar em São Paulo às nove.

Já estou melhor, sem febre e tal, mas o nariz ainda escorre e o corpo ainda tá dolorido.

Ontem eu passei a minha pior noite do ano, disparado. Febril, dolorido, cabeça estourando e com o nariz jorrando. Acordava de meia em meia hora. Foi um sono meio que polifásico ao extremo.

O dia de hoje foi só de recuperação mesmo. Pra não ficar 100% improdutivo, aproveitei para fazer uns backups e fazer pequenos servicinhos (notou o “favicon” aqui no blog? Pois é). Além disso, pra matar o tempo, remixei aqueles sons padrão (chatos) do Windows e alguns do MSN. Caso queira baixá-los pra usar aí…

Novos sons do WinXP
Novos sons do MSN

Google Video é melhor que tevê

George W. Bush e Tony Blair cantam “Gay Bar”, música do Electric Six. Taí um uso magnífico de muito tempo livre…

Interpretação daquela música do Fall Out Boy. Tipo o Daileon (o cara tussiu), mas em inglês, legendado em inglês. Eu ri.

Física quântica – A experiência das duas fendas. Pena estar em inglês, porque é feito em CG e é muito interessante.

Fur Elise, clássico de Beethoven, tocado por… um scanner?

Vi tudo no Best of Google Video

O impacto sociocultural da tecla SAP na cultura nacional

O problema de viver em um país como o Brasil é que normalmente as pessoas se preocupam com os problemas mais evidentes, como a fome ou a corrupção, e outros problemas tão sérios quanto estes acabam passando desapercebidos.

As regravações traduzidas de músicas, por exemplo.

Exemplos clássicos:

Não me deixe aqui no chão, de Chitãozinho e Xororó, tradução de Don’t let me down do Neil Young (eu acho)

O clássico Festa no Apê, de Latino, que é um simples plágio de Dragonstea Din Tei do grupo romeno chamado O-Zone.

Versão em português de Barbie Girl cantada por Kelly Key. Pra dar uma idéia da tragédia, o “uou, uou” do original virou “já vou, já vou” em português.

Mas o pior dos exemplos de traduções eu vi ontem, num restaurante com telão. Tava tocando o DVD do MTV ao vivo com Rita Lee. E aí ela profanou todo o rock’n roll ao cantar I Wanna Be Sedated, dos Ramones. Em português.

Vinte, vinte, vinte quatro horas a mais
Eu quero ser sedado
Nada de amor, nada de paz
Eu quero ser sedado

Me leva pro aeroporto, me bota no avião
Vamo, vamo, vamo, eu hoje tô o cão
Eu não controlo a cuca
Eu não controlo a mão
Oh, não, não, não, não, não

Ganhei

Sábado eu encontrei uns amigos numa festa. Papo vai, papo vem, e me perguntam:

– Você sabia que o seu blog é o primeiro da lista do Google quando você pesquisa por “O Primo”? Tá importante hein, ganhou até do Primo Basílio…

Putz, é verdade.

Interação interpessoal a nível de pessoa humana

Ah, os terminais de auto-atendimento. Jóias da tecnologia que me poupam do contato com outros seres humanos.

Ou não, como constatei hoje de manhã no aeroporto.

Como de costume, fui até o terminal de auto-atendimento da TAM fazer o meu check-in. Do lado dele havia uma jovem e sorridente funcionária, cuja função era ajudar as pessoas a usarem o auto-atendimento. Quer você precise ou não…

Parei em frente a máquina, cartão fidelidade na mão. A tela dizia: “Passe seu cartão fidelidade”. A menina sorridente me diz:

– O senhor me empresta seu cartão fidelidade para eu poder passá-lo na máquina?

Numa olhada rápida, estimei que a minha mão com o cartão estava a uns dez centímetros da fenda onde eu deveria passá-lo. Estimei também que minha capacidade mental era suficiente para que eu conseguisse coordenar os movimentos da minha mão para passar o cartão pela fenda (ela era realmente estreita, mas eu estava bastante confiante). Olhei novamente para a menina, e ela continuou sorrindo. Acho que ela devia ter alguma meta, do tipo “passar 250 cartões de clientes pela máquina do auto-atendimento até a hora do almoço”, então entreguei o cartão a ela.

A tela passou a dizer: “Digite sua senha”. A menina sorridente disse:

– Agora o senhor deve digitar sua s…

Antes que ela terminasse a frase eu já tinha digitado a senha. Por alguma razão, ela continuou calada enquanto eu digitava o resto das coisas. Pensei que ela tinha finalmente percebido que eu era capaz de usar aquela maquininha.

Eu estava enganado. Não demorou cinco segundos e um dedo indicador com uma unha enorme e bem pintada atravessou bem na frente da tela:

– Olha, senhor, você tem uma reserva de assento no 19C, que é um assento no corredor, mas você pode escolher outro assento se desejar, é só apertar aqui…

A situação era crítica. Ela estava obstinada a me ajudar de qualquer jeito. Tentei uma estratégia diferente: distraí-la com conversa fiada…

– Pois é, vou escolher essa janela aqui, eu acho que vou dormir o vôo todo mesmo aí é melhor, sabe…

E continuei falando coisas sem sentido enquanto a máquina imprimia meu cartão de embarque. Era preciso ser rápido. Eu arrancaria rapidamente o cartão, diria um “brigado” e sairia correndo.

Falhei miseravelmente.

A impressão acabou e aquela mão cheia de unhas grandes e bem pintadas pegou o cartão bem antes de mim. A menina se debruçou sobre ele com sua caneta BIC e disse:

– Olha senhor, seu destino é São Paulo…

E fez um grande círculo no papel, onde dizia “SÃO PAULO”, em letras maiúsculas e em negrito. Enquanto isso eu me perguntava porque ela estava me dizendo aquilo. Será que existem pessoas que fazem viagens-surpresa? Tipo, elas vão até o aeroporto sem saber para onde vão? Deve ser divertido isso, receber seu cartão de embarque e dizer, com espanto, “oh! Estou indo para o Amapá”! Adrenalina pura. E a menina continuou a fazer círculos no papel.

– …e o seu vôo é o 3211, o embarque começa às sete horas, no portão B8…

Ela basicamente circulou tudo que estava em negrito no papel, sorrindo o tempo todo. Agradeci e saí rapidamente, antes que ela se oferecesse para me pegar pela mão e levar até o avião.

Ah, os terminais de auto-atendimento…

Links

Livro infantil alemão chamado “De onde vêm os bebês”. Nota mental: JAMAIS ter filhos na Alemanha.

A melhor parte são as imagens do nascimento. Note como todos sorriem (inclusive o recém nascido!)…

Celebration Fantasias. Aí você pergunta: “Mas porque diabos eu vou querer ver um link de uma loja de fantasias?”

Abaixo eu dou um motivo…

Chacarron – Parafraseando Norton, “é quase legal”. Mas só porque me lembra o Batman Ulaleleua

Coisas esquisitas

Quando eu era pequeno eu tinha uma fita cassete do Raul Seixas. Eu avançava a fita para a música “A Mosca”. Ouvia, depois voltava e ouvia de novo. E depois de novo. Na verdade era a única música que eu ouvia da fita.

… mas só até eu descobrir a música Love Missile, do Sigue Sigue Sputnik.

Já tive pesadelos horríveis ambientados no universo de The Simpsons: Bart vs. the Space Mutants. É sério. Infelizmente.

Mau contato me dá pânico. Um fone de ouvido com o fio estragado me impede de me concentrar em qualquer outra coisa. Meu cérebro inteiro fica desesperado, aguardando a próxima vez que a música vai dar uma falhada.

O lugar que eu mais detesto em São Paulo é o corredor do flat onde fico hospedado. É por causa da música ambiente. Só toca aquelas velharias melosas e deprimentes dos anos 80, tipo Brian Adams

You know it’s true… (longa pausa)
Everything I do… (outra longa pausa)
Ooooh… (mais pausa)
I do it fooor yooooooouuuuuuu…

Dá vontade de me matar.

Eu costumava traduzir coisas pra passar o tempo. Mas não eram coisas simples, às vezes eram manuais inteiros (como o manual do Buzz) ou legendas de filmes, como a da minha versão em VCD de O Balconista. É que eu fiquei incomodado de ver coisas como “fuckin’ A” traduzidas como “Isso é legal”.

Era o plano perfeito (na minha cabeça)

Tem horas que eu me espanto com minha genialidade.

Amanhã é dia de acordar às cinco da manhã para pegar o vôo pra São Paulo. Só que no domingo eu só cheguei em casa às dez e meia. Aí, para não perder muitas horas de sono, corri para arrumar minhas coisas em menos tempo e sobrar mais horas de sono.

Só que a correria me deixou tão aceso que agora não consigo dormir. Não é fantástico?

Reclames

Domingão, nada pra fazer, aproveitei pra colocar minhas reclamações em dia.

A primeira foi pra Tam, por causa da minha saga do outro dia.

A segunda foi para a BHTrans, relativa a minha corrida maluca de sexta-feira. Peguei um táxi no aeroporto com um motorista chamado Murilo, que dirigia como um louco. Mas como um louco MESMO. Vou provar com fatos e dados:

A corrida levou apenas 15 minutos. Com um táxi normal eu normalmente gasto meia hora pra chegar em casa. Levando em conta que eram seis da tarde de uma sexta-feira, acho que isso deixa bem claro a velocidade com a qual ele dirigia…

Quase batemos em um ônibus. Duas vezes.

O motorista, para sair da via expressa (pela direita), saiu da faixa da esquerda e fechou TODAS as outras faixas, quase provocando uma batida séria. Duas vezes!

Quatro motoqueiros quase foram derrubados pelas barbeiragens do motorista;

A distância média do táxi em relação ao carro que estivesse na nossa frente era de 20 centímetros. E durante a “aproximação” o motorista SEMPRE piscava o farol e buzinava.

Em 60% de todas as vezes em que o motorista mudou de faixa ou fez uma curva, ele recebeu uma buzinada ou xingamento de um motorista próximo.

Pra piorar, o cara não tinha um recibo pra me dar no final da corrida. Ficou de trazer no dia seguinte. No sábado à noite, depois de tocar o interfone do meu prédio como se estivesse jogando videogame, ele veio com uma nota de R$ 50 na mão, alegando que era a mesma que eu usei para pagar a corrida, e dizendo que era falsa. Quando eu disse que não podia fazer nada sobre a nota (que não era a minha), ele ameaçou chamar até a polícia.

E a terceira reclamação do dia foi mais tranquila: foi para a Blockbuster, pelo posicionamento de alguns filmes na prateleira. Simone, excelente drama estrelando Al Pacino, fica na prateleira de comédia, e As Bicicletas de Belleville fica na seção infantil.