Posts de abril de 2006


Limpeza pesada de disco rígido

19 de abril de 2006, 21:19

O meu notebook tem um HD de 40 GB que, quando eu assustei, tinha apenas 500 MB livres. Aí tive que parar pra dar uma faxinada nele.

Em pouco mais de duas horas, liberei quase 5 GB de espaço, sem apagar nenhum arquivo pessoal ou de trabalho. O segredo? Método.

Antes de faxinar de verdade seu disco, é bom fazer duas coisas:

Painel de Controle, Adicionar ou Remover Programas. Sempre tem alguma bobagem instalada que pode ser removida sem dó.

Rodar o CCleaner (Crap Cleaner) para limpar arquivos temporários, logs do Windows e outras inutilidades. Na minha faxina, ele achou 130 MB pra limpar!

Reduzir o tamanho da lixeira do Windows. É só clicar com o botão direito nela e, em Propriedades, ajustar o tamanho pra 1 ou 2% do tamanho do disco. No meu caso, 2% dá uns 800 MB, que são mais que suficientes.

Depois, é hora de partir pra limpeza mais “refinada”. A melhor opção é usar o gratuito e maravilhoso WinDirStat, que lê seu disco inteiro e desenha um treemap com a ocupação de cada arquivo numa grande figura colorida.

Quando você passa o mouse sobre os pontos coloridos, ele lhe mostra que aquivo é. Olha só como ficou um pedaço do meu disco…

Aí fica moleza achar arquivos grandes e ver as pastas que mais consomem espaço no seu disco.

Lembre-se também que existem outras alternativas de economizar espaço sem apagar arquivos. É só gravá-los em CD ou DVD, ou em arquivos ZIP ou RAR.


Ausência, malas, aeroportos e fotos

19 de abril de 2006, 0:34

Você sabe que está viajando muito quando, no quado de cortiça do seu quarto, encontra um bilhete pregado:

“Zé, não esqueça do seu pai! Ass.: Pai”

Os caras do Belle and Sebastian cantam uma frase assim: “I believe in traveling light”

Eu também. É engraçado como tudo que você precisa usar por uma semana cabe dentro de uma mala.


Cabe uma semana inteira aí dentro

De duas, uma: ou eu me planejo bem, ou me visto mal.

Nota mental: Não chegar em São Paulo por Guarulhos. É que eu passo mais tempo num táxi do que no avião.

Dessa vez ainda valeu porque eu pude ver duas preciosidades no caminho: Um depósito de materiais de construção chamado “Casanova” e um frigorífico cuja logomarca era a mesma do Chicago Bulls (eu JURO que é verdade).

Da série “fotos de celular”…


A clarabóia do Diamond Mall

De Páscoa eu ganhei este ovo aqui.

É que eu e Bethania combinamos de trocar livros em vez de ovos na páscoa. É mais saudável.

Pequenas alegrias: agora, quando abro/fecho meu celular, ele faz o mesmo barulho das portas do Doom quando estão abrindo/fechando.

Ah, bons tempos aqueles do Doom…

Mais da série “fotos de celular”…


Ingredientezinhos do Spoleto


Três Manias

12 de abril de 2006, 18:03

Com figurinhas!

Mania Um: Fones de ouvido no ouvido.

Quando não estou no trabalho, eu ligo o computador e já coloco os fones. Às vezes, horas depois de botar os fones, eu lembro que não botei nenhuma música pra tocar.

Mania Dois: O vidro do meu carro pode ficar em apenas três posições: Totalmente fechado, semi-aberto e totalmente aberto, conforme a figura abaixo:

Note que, na posição “semi-aberto”, o vidro deve estar perfeitamente alinhado com o ângulo que o espaço da janela faz com a coluna do carro (conforme destacado na figura). Quaisquer outras posições são ERRADAS e terminantemente PROIBIDAS.

Pra não dar dúvidas, veja uma foto da posição correta, linda e ordeira, do vidro.

Mania Três: Se eu estiver usando o notebook, o Opera vai estar aberto. Mesmo que eu não esteja acessando nenhum site.


O artista arteiro

12 de abril de 2006, 0:10

Em janeiro de 2006 o artista plástico japonês Souzousareta Geijutsuka foi convidado especial do Museu de Arte Contemporânea de Fortaleza, com a mostra “Geijitsu Kakuu”. Os jornais publicaram belas resenhas do cara, que até deu entrevista por e-mail.

Aí no dia da exposição não tinha obra nenhuma do cara. Nem mesmo o cara tava lá. Só umas mensagens na parede. Uma delas dizia:

“O que me interessa é interrogar sobre a qualidade do que compõe todo esse sistema de legitimação estética: críticos, jornais, artistas, curadores, galerias, museus e o próprio público”

Souzousareta Geijutsuka, em japonês, significa “artista inventado”. Geijitsu Kakuu (o nome da mostra) significa “arte e ficção”. Ou seja, era tudo inventado. O golpe todo aí foi obra de um artista plástico real, cearense, chamado Yuri Firmeza.

Eu li isso no avião hoje, e achei simplesmente magnífico. Pena que o link com mais informações que achei saiu do ar.


Auto ajudando-se a si mesmo

10 de abril de 2006, 22:25

Domingo eu tava no aeroporto. Bethania quis passar numa livraria e, enquanto eu esperava, vi que minha irmã estava na vitrine, rindo alucinadamente.

Fui até lá e descobri a razão…

Escrito pela turma do Casseta e Planeta. O timing não podia ser melhor.

Mas o mais legal foi ver que, no Submarino, eles tem uma promoção ainda mais engraçada: compre um livro de sátira da auto-ajuda e ganhe… um livro de auto-ajuda!


Post duplo – agora com figurinhas!

9 de abril de 2006, 1:31

…tudo graças ao celular novo. Que beleza!

1) O Táxi Voador


Um dos muitos taxistas que eu vejo por semana

No meu MP3 player estava tocando Sigur Rós enquanto eu descia do avião, em Belo Horizonte, já tarde da noite de sexta-feira.

Só fui retirar os fones de ouvido ao entrar no banco traseiro do táxi. E aí notei que o motorista estava ouvindo a transmissão ao vivo do Axé Brasil no rádio. Os fones voltaram rapidinho pra dentro do ouvido.

Eu sei, não fui lá muito educado. Mas integridade mental é mais importante. E o táxi pegou a estrada (o aeroporto é loooonge) enquanto eu me distraía com a música.

Algum tempo depois notei que o mato da beirada da estrada estava passando mais rápido que de costume. Espichei o pescoço e olhei o velocímetro do táxi, que marcava… cento e quarenta por hora.

Não sei se foi o axé com aquele papo todo de “sai do chão”, ou o fato de termos saído do aeroporto, mas o táxi estava voando baixo. Fiquei com medo, tentei colocar o cinto de segurança… e ele não travava na fivela. Estragado.

“Eu vou morrer muito hoje”, pensei. Mas felizmente não foi dessa vez.

2) Essa porta é boa pra c…

Outro dia fui comprar coisas pra reforma do apartamento e achei essa preciosidade pra vender.


It’s a fuckin’ door, man!


A aposta

6 de abril de 2006, 9:39

Garoto conversa com a namorada:

- Ah, qualquer site besta de internet consegue milhares de acessos, simplesmente pelo fato de que as pessoas sempre estão mortas de tédio.
- Você é um idiota! Você jamais poderia fazer um site que tivesse milhares de acessos!
- Ei! Você me chamou de idiota!
- Chamei sim, e você jamais faria um site que conseguisse milhões de acessos…
- Quer apostar?

- Então os termos da aposta são esses: Se eu fizer um site e ele não tiver 2 milhões de visitas, eu admito que sou um idiota. Mas se o site conseguir mais de 2 milhões de visitas, você vai fazer um menage a trois comigo e com outra menina… apostado?
- Tá apostado.

Agora, o mais legal: essa história é verdadeira. E o site estava com 2.300.000 hits quando eu escrevi este post.


Agora chega

5 de abril de 2006, 23:12

Este post não vai conter nada sobre tecnologia, nerdices, games nem nada. Vou falar de mim e pronto:

Ah, a vida de consultoria. O projeto na emissora de tevê acabou. O projeto na indústria química ainda vai, mas venderam a indústria química e não sei o que o novo dono vai fazer conosco, os consultores. Isso chama-se limbo, senhoras e senhores.

Mocoloco. Amo muito tudo isso.

Hoje de manhã. Colega de quarto sai do banheiro:

- Ou, cara, eu já vou indo pro trabalho que eles vão fazer aquela reunião sobre a venda da empresa às oito da manhã.

Na esquerda da minha cama tem um relógio. Ele me diz: “Dez para as oito”.

Oito e cinco e eu estava de terno e gravata, dentro do elevador do trabalho. O estômago roncando de falta de desjejum, o cabelo meio esgadanhado e a cara toda cortada de fazer a barba com pressa. “A primeira faz tchan”… ah tá.

Retomei meu esporte predileto: cooper sem regularidade. No Ibirapuera.

Eu não sei se foram as endorfinas ou o cansaço ou as duas coisas, mas andei tendo diálogos irreais durante a corrida. Diálogos comigo mesmo:

- Aff, vou parar aqui e dar uma andada pra descansar.
- Que mané parar!! Continua aê, lembra de quando você fazia spinning e o professor gritava: ‘Deixa doer’? Pois é!
- Putz, mas meu joelho tá meio esquisito já…
- É isso que dá, quando você pesava 15 quilos a menos você nunca saiu pra correr, agora tá aí carregando mais peso e por isso fica mais difícil. Tudo culpa sua. Agora guenta!

Mais ou menos no meio da segunda volta (de 3 km), andei por um tempo depois retomei a corrida:

- Pronto, agora você vai até o final sem parar!
- QUEISSO! É impossível isso, num dá…
- Só é impossível porque você ainda não conseguiu.
- Ma que frase mais Paulo Coelho, pelamordedeus, essas endorfinas tão me deixando lesado já.
- Deixa de moleza e vai, pô. No final você vai se sentir bem. Lembra do runner’s high? Aposto que cê nunca teve isso de verdade.
- Hmpfh… vou me arrepender disso…

Algum tempo depois:

- Ah não, num guento não, vou parar.
- Não vai não! Vai aguentar! Olha, depois daquela curva falta pouco!

Depois da curva aparece uma reta de 500 metros:

- Argh!! Esqueci desse trecho! Agora que eu não consigo mesmo.
- É, calculei errado. Mas agora vai, se você parar agora, no final vai ficar se sentindo um pior por ter desistido.
- Isso é chantagem emocional.
- Claro que é. E está funcionando até agora. Vamo!

Nos 50 metros finais, já quase esgotado, tem um velhinho correndo na minha frente:

- Aeeee, não falei que não era impossível? E então, você ainda consegue dar um pique ou vai perder pra esse velho aí?

No final, passei o velho e finalmente parei. Confesso que valeu a pena, pelo desafio e pela recompensa em endorfinas.

A música que eu ando mais consumindo é do tipo mixada.

É porque o firewall da emissora de tevê não barra MP3s e é rápida pra carvalho.

Nessa, uma das minhas melhores descobertas mixadas é DF Tram, que toca um gênero de música eletrônica que eu nunca tinha prestado atenção: o ambient/chillout.

Os sets do cara são uma delícia.

Tem sets do DF Tram pra baixar no Ambi-sonic e no site do Chillits 2005 (baixe o do Chillits, se estiver na dúvida)

“Ah, mas eu não entendo nada quando esse cara posta coisas sobre música eletrônica!”

Então TOMA!

Novo hobby pras horas vagas: aterrisar aviões no YS Flight Simulator. É feioso mas é grátis e roda bem no notebook. E aterrisar aviões é difícil, então dá uma boa diversão.

Sabe o papo de não postar nada sobre tecnologia, games e tal? Não deu.


Como Bill Gates trabalha?

5 de abril de 2006, 14:16

Basicamente, com 3 monitores pra ver email e internet.

O mais engraçado é ele falando daquela notificação de email que o Outlook mostra no canto inferior direito da tela: “A gente chama aquilo de torrada“…

Sei lá, eu acho meio bizarro ver o CEO de uma das maiores corporações do mundo batizando uma coisa de “torrada”…


Willkommen zurück, Siemens!*

3 de abril de 2006, 0:56

* – Bem-vinda de volta, Siemens!

E essa rotina de viajar trouxe um efeito colateral terrível: conta de celular altíssima por causa de taxa de deslocamento. Pra fugir dela, só em outra operadora.

Já troquei. E, de brinde, pude trocar também o aparelho e finalmente voltar para a marca de onde eu nunca deveria ter saído: a Siemens.


Siemens SL65, em standby, com o teclado fechado…

A regra é clara:

Você quer um celular tradicional, que há 10 anos é a mesma coisa: vá para a Nokia.
Você quer um celular modernoso, bonito, mas ordinário: vá para a Motorola.
Você quer um celular não tão bonito, mas versátil e cheio de recursos: vá para a Siemens!

Foi só usar meu novo SL65 por um dia pra relembrar as razões pelas quais os celulares Siemens são absurdamente superiores a quaisquer outros: enquanto a concorrência só faz telefone bonitinho, a Siemens preocupa-se com usabilidade, funcionalidade e flexibilidade. Então você tem um telefone que funciona, que é fácil de usar, que é versátil, que é cheio de recursos bons e úteis e que é totalmente customizável.

O Nokia que usei antes deste telefone era até bom, mas tinha um monte de “mas”: era bom, mas era um suplício navegar naquele menu lento; era bom, mas o infravermelho só recebe e não transmite dados; era bom, mas não tinha jeito de configurar atalhos no teclado; era bom, mas complicava umas coisas simples, como ver as horas no escuro; era bom, mas às vezes dava mau contato no chip ou desligava sozinho quando eu colocava em cima da mesa (é sério!).

O Siemens S45 que eu tive antes dele não tinha nenhum “mas”. E agora, o SL65 tem só um “mas”: ele é como meu antigo S45, mas… melhorado.


Siemens SL65 com o teclado aberto e as luzes acesas…

Ainda é cedo pra dizer que o SL65 é o melhor telefone do mundo, por causa do pouco tempo de uso. Mas pelo que já pude ver do cuidado com os detalhes no software, acho que teremos um futuro proveitoso pela frente…


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