Trabalhe como os piratas!

Vez por outra eu gostava de ler o lifehack.org. Gostava, porque ultimamente ele tem bandeado para um conteúdo barato de auto-ajuda no trabalho.

Pra vocês terem uma idéia, quinta-feira passada botaram um post intitulado “Trabalhe como os piratas”.


Jack Sparrow, guru de gestão

“Piratas normalmente têm um navio (ou produto ou serviço) de qualidade inferior. Para compensar, eles precisam ser mais criativos e espertos ao lidar com os oponentes…”

“Piratas se movem rapidamente. (…) A flexibilidade é, portanto, um pilar da vida de pirata, e trabalha casada com ousadia e adaptabilidade…”

E a bobajada vai longe. Acho que essa é a coisa mais imbecil levada a sério que eu já li este ano.

Se você ainda não percebeu o quanto idiota é isso aí, vou seguir a mesma idéia do cara e escrever um post intitulado…

Trabalhe como o Super Mario!!


Super Mario, focado em resultados

Mario trabalha focado num único objetivo: Resgatar a princesa! Tudo que Mario faz durante o jogo é apenas para aproximar-se cada vez mais de seu objetivo. Mario não perde tempo ocupando-se com coisas que não agregam valor nem tem sinergia com suas metas.

Mario passa por uma fase de cada vez: Cada fase do Super Mario é como os problemas da vida corporativa: devem ser atacados decisivamente e resolvidos até o fim. Mario não pode, simplesmente, desistir de completar uma fase só porque ela é muito difícil…
<;br />Mario usa os oponentes a seu favor: No jogo, você pode usar o casco das tartarugas que te atacam para destruir outros oponentes. Também na vida corporativa, com alguma habilidade, podemos usar a força dos nossos opositores a nosso favor!

Filmes

Filmes com os X-Men são mais ou menos como sexo: mesmo quando é ruim, é bom.

Foi o que aconteceu com o X-Men 3. O roteiro é um queijo suíço de furos. Por exemplo: O Ciclope desaparece e ninguém está nem aí pra onde ele foi parar… a Fênix, que deveria ter uma personalidade com muito mais iniciativa que a Jean Grey normal, passa metade do filme acompanhando o Magneto com uma cara de “pastel” completamente incompatível com o seu personagem… a história paralela das crises da Vampira com seus poderes fica tão marginal que perde o sentido…

Mas no final o X3 acaba sendo divertido de assistir. E uma coisa: é impressão minha ou a Fênix ficou igualzinha a Kim Gordon??

Aí no domingo eu achei na locadora um filme que sempre quis ver: Cubo, produção canadense de 1997, baratézima, que foi rodada em 20 dias usando como cenário apenas uns cubos gigantes, aonde os personagens encontravam-se presos.

Via de regra, estes filmes tem sempre duas possibilidades: ou são mesmo horríveis ou são incrivelmente bons. Cubo é tão bom que entrou pro rol dos melhores filmes que já vi. Altamente recomendado.

Great Moments in Presidential Speeches

Isso passa no programa do David Letterman, e é simplesmente hilário. É um vídeo que mostra trechos famosos de discursos de presidentes americanos e, na sequência… um do George W. Bush.

Eu tenho ficado acordado até uma da manhã, todo dia, só pra ver isso. O de ontem me deixou chorando de rir, copiosamente, por cinco minutos ininterruptos. Até agora eu começo a rir sozinho só de lembrar.

Tem vários outros na net:

Esse é legendado em português
Bush falando de torta (?!?)
Bush fala de… cebolas!
Bush lendo o discurso e dizendo “condoms” (camisinhas) em vez de “condones” (ser conivente com algo)
“Bem, er… tomar decisões é… err…”

Reviews aleatórios de blogs randômicos

Lembram que eu fazia isso de vez em quando? A última vez foi em 2003. Bons tempos…

Lulipopi!

Impressões iniciais: Ah, as menininhas e seus blogs flófis… essa chama-se Luiza, tem 15 anos e, como eu, é libriana e belorizontina.

Layout: Hmm, verde, cinza, Lilo & Stitch e linhas pontilhadas estilo “recorte aqui”. É um caso típico de matemática invertida: você soma estilos e o resultado dá zero. Mas pelo menos o layout é caseiro, feito pela própria blogueira.

Conteúdo: Estilo “querido diário” básico, com recadinhos pros amigos e tudo. O duro é o português: “Código da Vince”, “anciosa”, “ultilitários”, etc. Se bem que podia ser em miguxês, então não posso reclamar muito.

Mas continuemos…

“Esse sábado eu fui num churrasco que alguns calouros do CEFET organizaram pra gente poder ir se conhecendo e tals…”

CEFET?? Putz, pontos para a menina. Quem me conhece sabe que, de longe, os melhores 3 anos da minha vida foram passados no meu curso técnico de informática industrial. Tecnicamente eu aprendi muito mais lá do que nos 4 anos de faculdade. E praticamente todos os meus bons amigos vieram de lá. Dois deles são até meus sócios hoje…

Aí você pergunta por que diabos eu dou pontos pra menina só porque ela estuda no CEFET. Bem, o review é meu e eu dou ponto pra quem eu quiser…

“…e não me deixando ir no show da Hilary Duff.. ela sabe q eu amo ela! x}}”

Ok, pontos retirados.

Conclusão: Hmm… tem potencial. Depois do terceiro ano de CEFET aposto que a menina vai estar tinindo. Próximo!

Menininhas…

Impressões iniciais: AGH! Meus olhos!!! É muito rosa!!!!

Layout: Você não está entendendo, é muito rosa mesmo!!!!

Conteúdo: Acho que a melhor forma de resumir o conteúdo do blog é assim: sabe os PowerPoints de fadas que aquela sua tia sem noção manda pro seu email? Pois é.

E… eu já disse que ele é rosa?

Conclusão: Melhor não. Próximo…

EU AMO OS SAPINHOS

Impressões iniciais: Respondo já, assim que parar de pensar em piadas envolvendo doenças venéreas…

Layout: Verde, como os sapinhos. O texto é escrito numa combinação de Times New Roman e – Deus tenha piedade – Comic Sans.

Uma nota, meu caro leitor, minha cara leitora: Comic Sans é uma fonte maléfica. Sabe o diabo? No inferno ele tem um PC, que foi montado pelo Bill Gates em pessoa. Neste PC o Diabo guarda a sua lista de nomes de gente que vai para o inferno. Esta lista é digitada no Word e todos os nomes estão escritos em Comic Sans. Entendeu?

Conteúdo: Bom, logo de cara, no primeiro parágrafo do primeiro post, a autora fica nostálgica ao se lembrar da sessões de, erm, sacanagem que fazia com os amigos em 1998.

“…pois os caras saíam com o saco doendo de tanto beijar peito, bunda, pernas e afins e a mulherada quase se afogava em suas calcinhas, mas PUTARIA q era bom, nada, muito infantil esse tipo de coisinha…”

E aí, pra completar o nonsense…

“…anotava jogo do bicho pra ganhar uma grana, mas fui expulsa depois de quebrar a banca com um bilhete falsificado, o q me rendeu ainda alguns hematomas e alguns dentes a menos, recuperados quando me empreguei numa boca de fumo, mas fiquei muito velha e eles tb me dispensaram, minha carteira profissional é uerro!”

Uau. Essa é pra casar.

O resto dos posts é basicamente a vida da senhorita aí, em noites de pegação desenfreada. Talvez nem sejam verídicos, mas pelo menos são escritos razoavelmente bem. Ou não.

“Bem, invejosas como só de minha beleza de caneta BIC e da minha sensualidade de radinho de pilha, resolveram jogar sal em eu decote… Tudo bem, aceito a brincadeira numa boa… Mas gritei: “Eu sou hiperTENSA, kerélio!”

Conclusão: Melhor não. É um blog “quase” bom, mas que é apoiado num pilar chamado putaria. E este pilar às vezes é bem, ehm, sacana

Nerdices

Nerdice light: Seen on slash, site que reúne os comentários mais inacreditáveis já postados no Slashdot. É divertido e deprimente ao mesmo tempo.

Nerdice hardcore: A Febre dos Vídeo Games (parte 1, 2, 3 e 4). Passou no Globo Repórter, em… 1991. Meu primo Luiz gravou e assistiu dezenas de vezes quando era criança. Eu também. Algumas partes eu até lembro de cor…

É incrível. Se bobear, a maioria dos jogos que apareceram no documentário eu consigo jogar, hoje, no meu celular. O que será que meus filhos vão jogar daqui a alguns anos?

Update: E o prêmio Primo de nerdice do dia vai para este link. Vou até traduzir o comecinho.

A noite passada eu tive um sonho (…)

Jon e eu estávamos na platéia de uma conferência sobre blogs, digitando nos nossos laptops. Eu dei uma olhada no que ele estava escrevendo e notei que ele não estava fazendo anotações da palestra, e sim conversando com alguém no iChat. Tentei não bisbilhotar, mas eu não resisto a esse tipo de coisa. No início eu acho que a luz fraca do salão está fazendo minha vista embaralhar, mas depois de piscar várias vezes eu podia afirmar com certeza que ele está conversando com Gisele Bundchen.

Tentei me conter o mais que pude, mas eu já sentia o gosto do sangue no lugar onde eu mordi a própria língua. Aí eu me inclinei e, como estávamos no meio de dúzias de pessoas, falei o mais discretamente possível: “Que diabos você acha que está fazendo??”, sussurrei, só que o que saiu foi mais parecido com um tiro de ar direto no ouvido dele.

Ele sentiu a raiva no meu tom de voz, e tentou me acalmar logo de cara: “Eu estou tentando explicar as diferenças entre MySQL e Perl pra minha amiga”, ele responde, como se fosse a coisa mais lógica do mundo…

“Tá, mas você é amigo da Gisele Bundchen?”, perguntei.

“Bem, sim”, diz ele. “Conheci ela num fórum de WordPress há alguns meses.”

Funk & Fast Food

E tou aqui mandando uns emails no aeroporto quando de repente, alerta vermelho: está tocando funk em algum lugar.

Tira a camisá!
Tira a camisá!
Tira a camisá!
Levanta pro alto e começa a rodá!

Aí eu levanto os olhos e tem uma criança, com pouco mais de 1 ano de idade, segurando um celular na mão. E o celular tocando esse funk aí na maior altura. E, mais adiante, estava a mãe desnaturada da menina, achando a maior graça.

Fiquei sonhando com um mundo perfeito onde o Estatuto da Criança e do Adolescente teria um artigo chamado “violações e maus-tratos envolvendo funk”…

Virou um costume social estranho o hábito de encher o saco de quem fuma com aqueles papos de “não é saudável”, “você vai morrer de câncer” e o escambau.

Até então eu achava que era só com cigarro.

Aí hoje estávamos eu, meu laptop cheio de serviço atrasado e uma promoção número 1 do McDonalds na minha frente. Entre uma batatinha e outra me aparece uma funcionária (desconhecida) toda serelepe, e diz:

– Que cheiro de McDonalds é esse??

Ela se vira e vê a famosa sacolinha de papel pardo do lado do meu computador.

– Ooolha olha hein! Isso aí não é nada saudável! Sabe quantas calorias tem essas batatinhas?

Dentre todas as respostas que pensei uma das mais legais era: “Calorias de sobra pra me dar energia suficiente pra te mandar ir para a puta que pariu”. Mas acabei optando pelo sorriso amarelo de sempre.

Aí, na hora de ir embora, um colega veio me chamar pra dividirmos o táxi. Viu a sacolinha de papel pardo e também não resistiu:

– Cara! Isso aí é terrível, não pode não!…

Acho que da próxima vez eu vou comer escondido no banheiro.

Notícias do front – Que front?

É, eu já saí de São Paulo. Vim para o Rio na última ponte aérea da terça-feira. Nunca peguei um vôo tão vazio: 150 lugares, apenas 30 deles ocupados (um deles pela Betty Lago, inclusive).


Avião vazio – Raridade…

Outra coisa marcante do vôo foi a aproximação para a aterrisagem. Normalmente, antes do pouso, os aviões voam por longos minutos em linha reta, descendo devagarinho. Mas neste vôo eu estava distraído na janela, do lado direito do avião:

– Olha, o Cristo Redentor ali em cima… ei, peraí, como assim ali em cima?

Aí olhei pra baixo e as montanhas estavam perigosamente próximas do avião. O cume do Corcovado fica a 710 metros do nível do mar, e estávamos voando bem abaixo disso. Aí surgiu a praia de Botafogo e eu fiquei assustado: estávamos a 400 metros de altitude, voando para sudoeste, e o aeroporto estava apenas 3km ao norte!

Aí, de repente, o piloto começou a virar e descer ao mesmo tempo e no exato momento em que ele terminou a curva, a cabeceira da pista apareceu e o avião tocou suavemente o solo…

A linha azul é uma aproximação “normal”. A vermelha é a que eu fiz…

Notícias do front – Madrugada…

Agora são mais ou menos 1:40 da manhã. Desde às cinco da tarde eu nem pisei fora do quarto do hotel, e fiquei no computador até agora, adiantando serviço e resolvendo coisas do casório.

As ruas estão completamente desertas desde às oito da noite, e faz um silêncio inacreditável, interrompido bem de vez em quando pelas sirenes da polícia, passando apressada. Eu estava acostumado a ir dormir com barulho de carro até umas três da madrugada: dessa vez é o silêncio que incomoda.


Avenida JK… não tem nem sequer um bebum ou mendigo na rua.

Lá pelas oito da noite, quando bateu a fome, tentei pedir comida pelo telefone: só na quarta tentativa eu consegui encontrar algum lugar cujo serviço de delivery estivesse funcionando.


Até canal da Net saiu do ar…

Uma curiosidade: os ataques acabaram impedindo um canal da Net de transmitir esta noite: esse aí é o canal 37, aquele que fica passando a programação. Estranho. Achei que ele era automático…

Amanhã o trânsito deve continuar ruim de manhã, já que o rodízio continua suspenso. Tenho que ver se vou conseguir ir para o Rio de Janeiro no final do dia, já que o aeroporto também está uma zona. Ontem de noite um amigo me ligou de Belo Horizonte, contando que o vôo dele pra Cuiabá (com escala em SP) estava mais de uma hora atrasado. Espero que não continue assim amanhã…