15 de maio de 2006, 17:16
É, foi só eu sair do prédio pra ver o caos que tá a cidade. Tá rolando um boato de toque de recolher às 20h. Como todos estão indo mais cedo pra casa ao mesmo tempo, aconteceu o inevitável: São Paulo parou.
Esse é o trânsito em frente ao hotel…
Esse é o ponto de ônibus do outro lado da avenida
Em dias normais tem gente neste escritório até umas dez da noite…
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15 de maio de 2006, 16:14
Algumas notÃcias diretamente deste caos que está sendo São Paulo…
Eu trabalho no Itaim e felizmente até agora nada grotesco aconteceu aqui nas proximidades. Não vi ônibus em chamas, nem gente metralhando policial.
Os paulistas aqui da empresa estão bem assustados, tanto que agora à s 16:30 a empresa vai fechar e o pessoal foi liberado pra ir rápido pra casa, pois o transporte público tá um caos por conta dos ônibus queimados e do rodÃzio suspenso. Realmente, da janela do prédio a cidade parece mais vazia que de costume.
O pior da história é conseguir separar os boatos dos fatos. Já me contaram histórias de que queimaram ônibus com gente dentro (boato) e que teve ameaça de atentado no Aeroporto de Congonhas (fato, deu n’O Globo).
Agora estou indo pro hotel e continuo acompanhando esse caos todo de lá.
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15 de maio de 2006, 10:10
Essa semana promete. No sábado eu comi alguma coisa que me fez mal, e agora meu intestino dói e não funciona. Além disso fiquei todo empolado e coçando.
Aà no domingo eu comecei com outra crise de sinusite. À noite, com o nariz congestionado, peguei um vôo (atrasado quase uma hora) e vim para São Paulo… que está um pandemônio de gente assassinada, ônibus incendiado, rebelião em presÃdio e o escambau. Aà dormi meio mal por causa do nariz entupido e à s sete da manhã acordei no susto, com Gilberto Gil cantando dentro do meu quarto: o hóspede anterior esqueceu de desprogramar o rádio-relógio…
P.s.: Um detalhe: no vôo, logo na primeira fileira do avião havia uma mulher de iPod, óculos escuros e boné, usado bem pra baixo, pra cobrir o rosto.
“Aposto que é celebridade”, pensei.
E era a Cicarelli…
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11 de maio de 2006, 21:18
O hotel aqui do Rio é bem legal, não fosse pela internet do quarto, que custa R$ 0,30 por minuto. Aí acabo tendo que apelar para os cyber-cafés de Copacabana.
A propagânda é a alma do negôcio
Surpreendentemente, Copacabana tem uns cinquenta cyber-cafés. Só no quarteirão do hotel eu já vi uns cinco.
É engraçado usar internet num cyber-café. Primeiro, pela falta de privacidade: ontem mesmo tinha um cara do meu lado acessando um site com… a foto dele mesmo, completamente pelado. Ele era gay e estava atualizando seu perfil num site de encontros “quentes”. Yuck.
Além do mais, cyber-cafés são locais tecnologicamente inseguros quando você não sabe usá-los direito: várias vezes eu sentei no computador e achei um Orkut ou MSN com usuário logado. Outra pessoa mais maldosa poderia roubar a identidade virtual de muita gente. Pra prevenir que isso aconteça comigo, eu tomo duas medidas básicas de segurança:
Sempre levo meu pen drive pro cyber-café com uma cópia do melhor browser do mundo – o Opera. Aí uso apenas o MEU browser no MEU pen drive, e NUNCA o Internet Explorer dos computadores. Assim, o histórico de navegação, cache e etc fica só comigo e ninguém mais que mexer no computador poderá xeretar.
Qualquer dono de cyber-café mais mal intencionado pode instalar um key logger nos computadores (programa que grava tudo que você digita) para capturar suas senhas. Isso é fácil de contornar: o Windows XP vem com um programa chamado teclado na tela (on-screen keyboard). Tá lá no menu Iniciar, Programas, Acessórios, Acessibilidade. Toda vez que eu tenho que digitar uma senha, eu digito nele, e assim um computador com key logger instalado não salva as minhas senhas. Isso não é 100% seguro (pois um screen logger grava sua senha do mesmo jeito), mas ajuda.
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11 de maio de 2006, 20:58
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Praia de Botafogo (da janela do trabalho!)
Na terça à noite eu matei a minha vontade de pousar no aeroporto Santos Dumont. Já tinha ouvido altas histórias que a vista durante a aterrisagem é linda, que parece que o avião vai cair no mar, que você dá de cara com o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor logo que pisa fora do avião e tal. Eu não tive a experiência completa porque estava de noite, mas achei muito divertido passar por cima da ponte Rio-Niterói (toda colorida dos faróis dos carros) e da Guanabara (toda colorida dos navios cargueiros). E realmente, parece que o avião vai cair no mar, já que só dá pra ver a cabeceira da pista meio segundo antes das rodas tocarem o chão. Sinixxxtro…
A quinta foi um dia de turismo no trabalho. Acordei cedo para uma reunião na Praia de Botafogo (a da foto ali em cima) e fiquei 50 minutos por lá esperando um colega da empresa-cliente. Quando ele chegou, descobriu que a reunião era no centro. Aí lá fomos nós para o táxi, mais atrasados do que nunca.
O Código Da Vinci + Guia do Mochileiro das Galáxias…
No final da manhã fomos almoçar no centrão. Antes, uma passada na rua sete de setembro pra ver uns livros. Até achei esse aí do lado, um marco da série de livros oportunistas, pois consegue pegar carona no vácuo de não apenas um, mas dois outros best-sellers.
Depois comemos num restaurante simplinho, galeto com comidinha caseira. Meu colesterol detestou, eu adorei. Na saída, passamos numa praça que eu não me lembro o nome, mas que me parecia familiar.
- Aê, essa praça aqui é o lugar mais fácil de ser assaltado aqui no Rio!… – disse meu colega.
E aí eu lembrei porque ela era familiar: sabe aquelas imagens da Globo, de trombadinhas batendo carteira de um monte de gente num mesmo lugar? Pois é, era ali. E eu com celular e carteira no bolso, notebook e câmera digital na mochila…