Posts de junho de 2006


Áudio Binaural – uma experiência impressionante

14 de junho de 2006, 0:41

Instruções:

1) Pegue um fone de ouvido. Qualquer um.
2) Acesse este site e clique na setinha onde está escrito “Cerenic – Holophonic”.
3) Segure o queixo.

Este é um exemplo delicioso de gravação binaural. Tem gente que chama de “3D Audio”, mas eu prefiro chamar de “áudio tão real que dói”.


Nerdice mental abstrata

14 de junho de 2006, 0:13

Ontem de noite eu fui ao supermercado, fones de ouvido nos ouvidos.

Nos dois segundos iniciais de Iera, música do Autechre (que dá pra ouvir aqui), eu imaginei um cabo de rede, e o cabo de rede conectava-se na minha orelha, e o som que eu ouvia era a música.

“Ah, então esse é o barulho que todos esses bits fazem”, pensei.

Tem coisas que só a música eletrônica faz por você.


Coisas que aprendi com revistas em quadrinhos

13 de junho de 2006, 23:50

Eu passei a maior parte do primeiro grau no colégio como um menino socialmente inepto e introspectivo. Consequentemente, enquanto meus colegas brincavam em grupo, eu me trancava sozinho no quarto, ouvia dance music e lia revistas em quadrinhos. Muitas revistas em quadrinhos.

Outro dia me peguei usando uma frase que aprendi com Silver Sable, a mercenária de roupa prateada das revistas do Homem-Aranha:

“O orgulho deve ser bem áspero, pra doer tanto quando é engolido”

Às vezes, quando quero realçar uma negativa, eu também costumo dizer “não sujeito a negociação”, que é uma frase que a mesma Silver Sable usou numa negociação de preços com J.J.Jameson…

- Eu ofereço quinhentos mil
- Um milhão. Não sujeito a negociação.
- Glup! F-feito…

Também não me esqueci de uma frase do Wolverine, no especial “Sede de sangue”. Pouco antes de ser atacado por umas criaturas estranhas, ele pensa:

A menina grita. Mas longe… como num sonho. Tô perdendo o controle.

Também é dele um outro conselho que costumo botar em prática quando estou no avião.

“Puxar um ronco” sempre que puder. Nunca se sabe quando vai precisar.


Nerdices

13 de junho de 2006, 23:08

YouTube… TV pra quê?

Bjork se irrita e sai batendo numa repórter. Só que no vídeo, botaram áudio de… Street Fighter!!!

Vídeo-aula de inglês para japoneses. É inacreditavelmente nonsense.

P.s.: Não perca a última frase da lição…

———

… veja algumas razões pelas quais o Pirate Bay fica fora do ar – e em quanto tempo elas são consertadas:

Tiamo fica *muito* bêbado e aí alguma coisa quebra – 4 dias

Anakata pega uma gripe daquelas e não tem ninguém por perto – 7 dias

O governo dos EUA e da Suécia fazem a polícia roubar nossos servidores – 3 dias.

… yawn.

Não fui eu, isso está no blog deles. E o lance do governo dos EUA foi mesmo verdade.


Momento Videoclipe

9 de junho de 2006, 15:55

Ah, o pop indiano

(Os finlandeses também não ficam atrás)


Uma semana de conteúdo num único post

9 de junho de 2006, 14:36

É estranho. Antes eu tava com insônia. Agora eu durmo sete, até oito horas por noite, mas continuo acordando com uma cara de “fui para a balada, saí às seis da manhã, só tomei um banho e já estou aqui trabalhando de novo”.

Se pelo menos minhas olheiras tivessem essa justificativa ainda estava bom. A coisa mais radical que fiz ontem à noite foi assistir O Silêncio dos Inocentes na tevê, pela quinta vez. Eu adoro esse filme, ele se torna cada vez mais genial toda vez que assisto.

Por sinal, ele consegue uma proeza que poucos filmes conseguem: ser bom até na versão dublada…

—–

Falando nisso… um filme que fica melhor que o original quando dublado é O Grande Dragão Branco, crááásico com Jean Claude Van Damme. O mais legal é o final: mesmo cego, ele derrota Chong Li, segura-o pelos cabelos e grita: “Diga!! DIGA!!!”

Fica tão tosco que fica legal.

—–

Ficar no Rio de Janeiro tem um inconveniente: todo lugar que eu vejo dispara uma música na minha cabeça.

Ao ver o Cristo Redentor: “No Corcovado… quem abre os braços sou eu…” (Paralela, música de Belchior)

Passando por Copacabana: “Copacabana, princesinha do mar…” (Copacabana, de Braguinha e Alberto Ribeiro) ou a Copacabana em inglês, de Barry Manilow, que de geografia não sacava nada:

“At the Copa… Copacabana…
The hottest spot north of Havana…”

Ao pousar no Santos Dumont, o nível melhora: Samba do Avião, de Tom Jobim:

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
(…)
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara…

Aí o táxi passa por Ipanema e dispara na minha cabeça a mais manjada de todas: a Garota de Ipanema. Só que na versão do dueto de João Gilberto com uma mulher que eu não faço a mínima idéia de quem é e que canta em inglês.

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O síndico do meu prédio deixou uma carta no nosso apartamento semana passada. Dizia assim:

“Srs. Condôminos,

Viemos através desta, solicitar à todos os moradores do Ed. XXX que respeitem a lei do silêncio, pois alguns condôminos tem reclamado do excessivo barulho de ruídos que incomodam a boa convivência em um condomínio…”

Além de zeloso, o cara é um gênio da língua portuguesa.

—–

E meu notebook está oficialmente indo para o saco. A lista de problemas dele é:

1) A tela não para mais em pé e eu tenho que usar uma caneta como alavanca (foto) pra conseguir trabalhar
2) O plástico da beirada da tela está trincado (na foto dá pra ver mais ou menos isso, no canto inferior direito)
2) Ao ligar, eu preciso empurrar a gaveta do drive de CD pra dentro com o dedo, caso contrário dá um “IDE #1 ERROR” e o micro não inicializa.
3) Faltam vários parafusos da parte de baixo do notebook. Está assim desde aquela vez em que o notebook foi pra conserto na péssima SOS Notebooks…
4) Ao andar com o notebook na mochila, a tela acabou arranhando ao se “esfregar” na superfície do teclado.
5) A bateria não dura nem o suficiente para ligar o computador: morre antes da tela de login do Windows
6) A saída do alto-falante (aonde a caneta está apoiada na foto) está amassada. Foi uma vez que coloquei a mochila nas costas e, no balanço da mochila, ela bateu na quina de uma mesa.


A Dança da Gripe Aviária

8 de junho de 2006, 20:07

É a mais nova moda na Costa do Marfim, na África.

Não, eu não estou brincando. Foi o Kottke que viu na National Geographic, inclusive.

A música tema (MP3 imperdível aqui) foi composta por um tal de 1Dance & Sample King. A dança é basicamente a galera imitando uma galinha esquizofrênica e chacoalhando os braços. Diversas pessoas estão dançando isso no You Tube. O troço espalhou como uma, hã, epidemia…

A letra é inacreditável…

Bo-bo-bo-bo-bird flu!
Everybody are catching it! Bird flu!
Dancing, disease is spreading! Bird flu!
Bo-bo-bo-bo-bird flu!


O Rio, os velhinhos e o esqui na neve

7 de junho de 2006, 14:21

Momento “cadê minha câmera quando eu preciso dela”: sabe aqueles superholofotes que o pessoal instala em festas e que projetam um facho de luz que vai até as nuvens?

Tinha um desse na Praia de Botafogo, ontem à noite, quando eu me aproximava do Aeroporto Santos Dumont. A orla, as luzes da praia, e esse holofote, visto de cima, compuseram a foto mais linda que eu poderia ter tirado e não tirei.

Esta semana o hotel está infestado de velhinhos. Literalmente infestado. É uma excursão, ao que parece.

E, como eu estou em Copacabana, os velhinhos estão por todos os lados. Pois é… nunca achei que “menos de 60 anos” fosse uma minoria étnica tão… mínima por aqui.

Semana passada arrumei uma motivação para voltar a fazer exercícios: a viagem de lua-de-mel. Mais precisamente… o esqui previsto para a viagem da lua-de-mel.

Eu fiquei terrivelmente viciado depois que esquiei no Canadá. Lembro que, numa das vezes que fomos a Blue Mountain, a simples visão da montanha e dos esquiadores descendo pela neve, conforme o carro ia se aproximando dela, já me deixava desesperadamente ansioso. Eu me lembro como se fosse hoje: a gente demorou mais ou menos 40 minutos pra estacionar, fazer check-in, deixar as coisas no quarto e sair. Foram os 40 minutos mais longos da minha vida.

A gente ficou dois dias na montanha. No segundo dia, todas as juntas do meu corpo doíam, e tinha um hematoma enorme na minha coxa direita. E eu não conseguia parar.

Não sei explicar por quê, mas o troço é realmente muito bom. Já faz mais de um ano que eu não vejo um par de esquis, e essa “síndrome de abstinência” com hora pra acabar têm funcionado como excelente motivação.


O careca da capa da revista

6 de junho de 2006, 14:17

Aqui no flat em São Paulo, de vez em quando a gente encontra no elevador com o vizinho do quarto ao lado. É um cara sorridente, que tem uma tatuagem enorme na cabeça e que toca violoncelo de vez em quando.

Aí hoje na hora do almoço eu passei em frente a uma banca de revistas e eis que lá está nosso vizinho na capa da Web Design


Coisas que você só descobre quando vai se casar

6 de junho de 2006, 9:09

Existe uma Associação de Culinaristas que cuida, entre outras coisas, do padrão para altura de bolos de casamento (que é de 8 a 10 centímetros)

Antes de você conseguir casar-se no civil, é preciso ir ao cartório e emitir um documento oficial dizendo que você e sua noiva pretendem casar-se. O pior é que este documento imbecil custa R$ 169,65.

Quando começamos a reforma do apartamento onde vamos morar, ouvi de várias pessoas o seguinte conselho: “Você vai gastar o dobro de tudo que orçar para a reforma”

Achei que era exagero. Não era…

Existem, literalmente, centenas de variações de amarelo que você pode usar para pintar a parede da sala da sua casa.

Quando você finalmente escolher uma… a sua noiva vai querer outra.

Falando em escolhas, para escolher o que o buffet vai servir na sua festa, não tem jeito: você vai até o buffet e come TODAS as opções de salgadinhos e docinhos que o buffet tem.

É divertido, mas só nos primeiros 10 minutos.

E, segundo os amigos que se casaram antes de mim, na festa mesmo você não consegue comer nem beber nada…


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