Posts de julho de 2006


Fitness Lua-de-mel

14 de julho de 2006, 8:52

Hoje de manhã tive uma grata surpresa: tive que apertar o cinto da calça porque, no buraco de sempre, ele estava largo. Pois é… devo ter perdido uns 4 kg nos últimos dois meses.

Tudo isso é resultado do meu programa fitness lua-de-mel. Este é um avançado programa de emagrecimento, inventado por mim mesmo, e que pode ser resumido em dois itens:

1) Feche a boca, e…
2) Vá correr.

Ou, se preferir:

1) Alimentação leve, muita verdura, pouco carboidrato e nenhuma sobremesa (no fim-de-semana pode), e…
2) 30 minutos de cooper ou outro exercício aeróbico, três vezes por semana, no mínimo.


Um jantar típico de dia de semana: salada!

É sério: eu nunca achei que emagrecer fosse tão fácil. Essas receitas e regimes que tem por aí não valem absolutamente NADA. O problema maior está na cabeça do gordo (no caso, eu). É uma questão de atitude mental: se você tiver uma motivação realmente boa e vincular a dieta e os exercícios na sua mente como algo positivo, fica tudo facílimo.

Eu quero entregar um marido menos gordo pra Bethania no dia do casamento (motivação um), e quero ter pique para aproveitar ao máximo a minha semana de esqui no Chile (motivação dois). E eu realmente quero muito fazer as duas coisas, então meu esforço tem sido fácil.

Outras estratégias que me ajudaram foram:

Esquecer a balança. Parece um contrasenso, mas pensa bem: não é nada estimulante subir na balança, ler “94 kg”, exercitar-se por uma semana, subir de novo na balança e ler “93,7 kg”.

Eu costumava traçar metas ousadas, me pesar todo dia, fazer planilhas no Excel pra controlar o peso… e, ironicamente, eu só consegui emagrecer quando não controlei nada disso.


Essa é uma das minhas antigas planilhas de controle da perda de peso. Tinha até gráfico. Não durou nem cinco semanas…

Pegar leve nos exercícios. Parece outro contrasenso, mas lembra do que eu falei sobre atitude mental positiva? Não dá pra ser positivo quando se está morrendo de dor e sem fôlego em cima de uma esteira. “No pain no gain” é o caraio. Eu fui forçando devagarzinho a cada dia e hoje estou correndo feito um desembestado.

Mas o fator decisivo, pra mim, foi ter boa música tocando. Eu não consigo correr sem música. Pra vocês rirem da minha cara, olha aí minha “configuração musical para ginástica na academia do hotel”…


MP3 player (da minha irmã), embrulhado no saquinho plástico da touca de banho do hotel (pra proteger do suor), pendurado no meu pescoço com uma cordinha de crachá de uma das empresas onde trabalho. Totalmente “elite”.

E, crianças, não se esqueçam: alongamento antes e depois, e muita água.

Comer de 3 em 3 horas. Religiosamente, às 10:30 e às 16h, eu como uma barrinha de cereal. Tapeia a fome e mantém o metabolismo num nível bom.

Usar a regra do “metade que eu comeria”. Eu almoço fora todo dia e sempre caía no truque do prato grande e do buffet variado e acabava botando 500g de comida no prato. Agora me acostumei a me servir sempre da metade do que eu acho que devo: em vez de duas colheres de arroz, sempre uma. Dois pedaços de frango? Não, só um. Verdura pode à vontade. É um truque barato mas funciona que é uma beleza.

Não me culpar por furar o regime de vez em quando. Talvez essa tenha sido a estratégia mais importante. É mais um aspecto do que eu falei sobre atitude mental. Se você exagerou na comida em um dia, ou não foi na academia, em vez de pensar “ahhh que droga eu sou um fraco, um pior, amanhã vou comer só alface” (tortura), é preferível pensar “bom, amanhã o regime continua normalmente” (atitude positiva).

Se você gostou das dicas e quer tentar emagrecer também, tem uma dica especial: esqueça tudo que você leu aí em cima. Essa receita aí funciona comigo. Talvez a sua seja diferente, talvez você prefira fazer duas horas de academia por dia e ficar vidrado na agulha da balança. Talvez “pegar mais mulé” seja motivação suficiente pra você. Se isso funciona pra ti, vai fundo…


Kiko fritando na rave

13 de julho de 2006, 18:40

Eu nunca imaginei que Kiko curtisse psytrance

(Tá bom, prometo, chega de vídeos do YouTube por hoje)


Som na caixa, louro!

13 de julho de 2006, 12:15

Com vocês… the beatboxing parrot!

(Via CDM. Por sinal é a primeira vez que eu “embedo” um vídeo aqui no blog…)


Ghetto Music (da Europa)

12 de julho de 2006, 13:34

Já estou contando os dias pra sair uma matéria numa revista Veja da vida falando que o grime é a versão inglesa do funk carioca…


O novo carioca

12 de julho de 2006, 9:46

Ontem eu pousei no Rio, entrei no táxi, o taxista puxou conversa…

- E aí, São Paulo tá com chuva?
- Nada… hoje até fez sol…
- Viajou pra lá hoje?
- Não, fui ontem…
- É bom voltar pra casa, né irmão?
- Uhh… mas minha casa é em Belo Horizonte!
- O quê?? Você não é carioca??
- Não, ué… o que te fez pensar que eu era carioca?
- Pô, tu tá com todo o sotaque…

Isso é um mau sinal. Tá certo que, daqui pra frente, nenhum taxista vai querer me enganar por achar que eu sou um forasteiro, mas… isso é realmente um mau sinal.


E a copa acabou…

11 de julho de 2006, 17:36

“Esta mala também torce pelo Brasil”,
na esteira de bagagem do aeroporto. Viajou legal…

Ontem, nos momentos em que eu acidentalmente passava em frente a uma tevê, só dava a cabeçada do Zidane. À noite meu colega de quarto ligou a tevê, e dá-lhe mais cabeçada do Zidane. Só na segunda-feira eu vi a cabeçada do Zidane, no mínimo, umas trinta vezes.

Estou repetindo “a cabeçada do Zidane” toda hora pra vocês terem uma idéia de como é chato ver repetidamente a cabeçada do Zidane o tempo todo.

E todos os links são para piadas com a cabeçada do Zidane.

Update: Ah, nem clica nos links todos não. Vai nesse aqui que tem um vídeo com os melhores.


O Primo vs. Caixa Econômica

11 de julho de 2006, 17:33

Casório tá chegando: Faltam 32 dias…

Semana passada eu ganhei um presente de casamento da minha finada mãe: foi uma correção de saldo de FGTS dela, do antigo Plano Verão, que saiu numa decisão judicial. Eu, minha irmã e meu pai tínhamos direito a receber uma parte do valor, só precisávamos ir numa agência da Caixa pra receber.

Hoje eu fui numa agência tentar sacar o dinheiro. Fiquei quarenta e cinco minutos na fila do, er… caixa da Caixa, e ele me disse que não estava liberado. Aí fiquei mais quarenta e cinco minutos na fila do guichê do FGTS. A mulherzinha me atendeu e, meia hora depois, me disse que não podia liberar o saque enquanto eu não comprovasse o vínculo empregatício da minha mãe com as empresas onde ela trabalhou… em 1970. “A carteira de trabalho dela serve”, me disse a atendente.

Observe que eu precisava de um documento de uma pessoa morta há quase dez anos, para comprovar algo completamente inútil: afinal, teriam as empresas recolhido FGTS pra minha mãe apenas por caridade, sem que ela trabalhasse nelas? A atendente achava que sim. Pra piorar, meu pai já tinha conseguido, em outra agência, liberar o saque da parte do dinheiro que era dele sem essas canseiras.

O problema só se resolveu quando eu virei pra atendente e disse que não levantaria daquela cadeira enquanto ela não liberasse o saque.

No total eu fiquei duas horas e meia na agência. Agora, só preciso voltar semana que vem, encarar novamente a fila de 45 minutos do caixa, e tirar o dinheiro…


O Primo NÃO recomenda – Ticketmaster

5 de julho de 2006, 14:09

Não, peraí, vou repetir:

O Primo NÃO RECOMENDA DE JEITO NENHUM e está a fim de processar a Ticketmaster

Pronto. Agora posso contar a minha história.

Na última quarta-feira eu acessei o Ticketmaster pra comprar quatro ingressos para o Cirque du Soleil; dois pra mim e Bethania, e dois pra um casal de amigos. Combinamos de passar o feriado de Finados no Rio, fazer um turisminho básico (afinal eu só vou lá a trabalho e ainda não conheço nada), e assistir ao espetáculo.

Fazer a compra foi um suplício, já que o Ticketmaster é, sem dúvida, um dos sites de e-commerce mais confusos da internet brasileira. Ele é lacônico nas instruções, abre popup em cima de popup, complica coisas simples (como a compra de “inteiras” e “meias” num mesmo pedido), e por aí vai. Neste ponto eu já estava insatisfeito o suficiente pra escrever um post “desrecomendando” o Ticketmaster. Mal sabia eu…

Quando eu ia finalmente terminando, notei que a “taxa de conveniência” (conveniência?? mal sabia eu!) que eles cobravam era de R$ 140. Veja bem, CENTO E QUARENTA reais, 20% do valor dos ingressos. E não é só isso, tem também mais R$ 6 de “taxa para retirada dos ingressos no balcão no dia do evento”(*). Aí desisti e, como contei há alguns dias, tentei comprar os ingressos pessoalmente na quinta-feira, mas a fila me fez voltar à internet e pagar essa roubação em forma de taxa.

Recebi a confirmação do pedido por email, que dizia o seguinte:

“ATENÇÃO: Sua compra estará sujeita a confirmação do pagamento do cartão de crédito e a disponibilidade de lugares em nosso sistema. Sua confirmação de venda deverá ser enviada em um prazo máximo de 3 dias úteis, por e-mail ou telefone.”

Ontem era o quarto dia útil e eu não tinha recebido nada. Acessei o site, tentei fazer o login com o email que usei na compra dos ingressos, botei a senha, e deu “senha inválida”. Estranhei, fui no “esqueci a senha” pra ele me mandar o lembrete da senha por e-mail, e deu “E-mail não cadastrado”.

Gastei uns cinco minutos procurando um telefone de contato no site, desisti, liguei pro tele-vendas e só lá, escondido nos menus, achei o telefone do SAC (que é (11)6846-6200).

Liguei para o SAC e fiquei uns dez minutos esperando pra ser atendido. A sorte é que eu estava em São Paulo, caso contrário seriam 10 minutos de interurbano pra onerar ainda mais meu pobre bolso judiado pelo casamento. Quando finalmente consegui falar, a atendente me disse:

- É que seu pedido foi recusado, senhor.
- Como é que é??
- Foi recusado, senhor.
- E ninguém me avisa disso não??
- Pois é, seu pedido foi recusado, provavelmente por algum problema de cadastro ou no cartão…

Note que ela fica repetindo a primeira resposta e ignora o que eu disse. Isso aconteceu em todas as vezes que liguei pra lá, com três atendentes diferentes. É extremamente irritante, principalmente quando é sobre uma compra de mais de R$ 800 em ingressos que naquela altura já estavam esgotados e que foi cancelada sem aviso.

Pra piorar, perguntei a atendente porque diabos eu não conseguia nem entrar no site pra ver o status do pedido. A resposta que recebi foi a coisa mais espetacular que já ouvi:

- É que quando um pedido é recusado o sistema apaga o cliente do cadastro do site

Eu juro que, depois de ouvir essa frase, fiquei dez segundos paralisado, segurando o telefone, sem conseguir dizer nada. Eu nunca havia me sentido tão ridicularizado em toda a minha vida. Era como se eu estivesse em pessoa, na bilheteria, comprando os ingressos, e de repente dois seguranças me agarrassem e me chutassem pra fora da fila.

Pelo MSN, Bethania sugeriu ligar para a Visa e ver se foi problema no limite do meu cartão de crédito. A resposta deles?

- Senhor, não consta nenhuma operação recusada no seu cartão…
- Mas olha aí direitinho, na última quinta-feira… ou nos dias subsequentes…
- Pois é senhor, não tem nenhuma.

Ou seja, meu pedido foi recusado e sequer tentaram fazer a compra. Eu mal podia acreditar. Liguei de novo pro SAC do Ticketmaster. Dessa vez foram vinte minutos de espera. Expliquei a situação pela segunda vez, contei que liguei para a Visa e tal. E achei que não tinha jeito da coisa ficar pior.

Mas eu subestimei a incompetência do Ticketmaster…

- Senhor, consta aqui que o pedido foi cancelado pelo senhor mesmo, por telefone, na última segunda-feira…

Aí eu perdi a paciência por completo e comecei a gritar no telefone como nunca havia gritado antes. Nem da vez que precisei ligar 52 vezes pra Oi eu fiquei tão nervoso.

- Minha filha, você ficou maluca??? De onde você tirou que eu cancelei esse pedido??? Me prove que eu liguei pra vocês!! Vocês não gravam as ligações?? Provem AGORA!! QUERO VER!!!
- Senhor, peço que mantenha o nível dessa conversa…

Já não dava mais. Quanto mais eu perguntava, pior ficava:

- Senhor, me fala o que você está fazendo de errado pra entrar no site e ver o status do seu pedido que eu te ajudo…
- De onde você tirou que sou eu que estou fazendo coisa errada??? Vocês que sumiram com meu cadastro!!!
- Mas o cadastro está aqui, o email é carolinaxyz@hotmail.com…
- Hein??
- carolina xis – ipsilon – zê arroba rótimêio…
- Meu email NÃO É ESSE!!!
- Mas está aqui, o endereço é “Estrada da Vendinha número xis, Barra da Guaratiba, Rio de Janeiro”…
- Eu moro em BELO HORIZONTE!! Esse cadastro aí é outro!!!
- Bom, mas nós não temos como alterar os dados aqui no sistema, ele é só pra consulta.
- Minha filha!!! Este NÃO É MEU ENDEREÇO!!!!
- Sim, mas nós não temos como alterar os dados aqui no sistema…
- Dãããã! Isso você já me disse! Não quero nem saber, quero saber onde estão os ingressos!
- Mas foi cancelado, senhor…
- Eu quero falar com a sua supervisora.
- Ela vai lhe dar as mesmas informações que eu, senhor.
- Eu quero falar com a sua supervisora!!
- Ela vai lhe dar as mesmas inf…
- EU QUERO A SUA SUPERVISORA AGORA!!

Recomecei o papo com a supervisora, dessa vez segurando pra não mandá-la pra aquele lugar. Ela veio com o mesmo papo que eu é que havia cancelado, eu expliquei de novo que sequer tinha ligado pra eles e que eles é que tinham sumido com meu pedido e com meu cadastro, ela me deixou na espera por uns dois minutos e, no final, disse:

- Bom, senhor, acabei de ter uma desistência de quatro lugares aqui, me confirma seu email e endereço corretos por favor…

Que conveniente… “desistência” agora significa “putz, fizemos uma bela cagada e vamos te arrumar assentos senão você nos processa”…

No final a supervisora até admitiu que o pau no meu cadastro tinha sido por erro de sistema mesmo, contradizendo as duas informações anteriores. Não peguei mais detalhes na hora porque precisava correr pro aeroporto (onde, por sinal, perdi o vôo).

Hoje de manhã chegaram novos emails do Ticketmaster, confirmando o novo pedido e, algumas horas depois, confirmando a compra. Agora é rezar para que nada mais dê errado até o dia do show. E aprendi a lição: “Jamais comprarás do Ticketmaster”. Aprenda você também.

(*) – E ainda me cobraram essa taxa em duplicidade, mas ainda estou criando coragem pra ligar pra lá novamente.


TOP 5 razões pelas quais foi bom o Brasil ter sido eliminado da Copa

4 de julho de 2006, 15:18

Os jornais vão dar mais notícias de verdade e menos notícias do tipo: “A devoção de Dona Lindusnéia, esposa do preparador físico da seleção, que reza todo dia pelo Hexa”
Ninguém mais vai buzinar na sua orelha com aquelas cornetas malditas
Os bêbados que brigam e dão tiro nos outros, ou que matam gente no trânsito, vão voltar a “atuar” apenas nos finais de semana.
O preço das TVs vai cair. Com meu casório chegando, o timing não podia ter sido melhor.
Todas as camisetas, bonés e brindes com os dizeres “rumo ao hexa” continuam valendo pra próxima copa :)


Perguntas

4 de julho de 2006, 11:19

Fim-de-semana? Foi porreta. Teve festa “julhina” do prédio de um amigo meu (que também lê este blog. E aí, Gabriel, beleza?)

Teve o kit básico de festa junina: comida típica, quadrilha e um bingo no final. O bingo foi interessante: tinha um legítimo “cowboy viado” cantando os números. E eu estava com sorte e acabei completando a cartilha. Aí corri todo orgulhoso para pegar o meu prêmio. Na hora de conferir os números… faltava o 28.

Eu queria sumir. O cowboy viado pegou o microfone e disse:

- Ahhh gente, ele não ganhou…

E emendou uma péssima piadinha:

- Ele é um boy… um boy… um boiola!

Esse foi um daqueles momentos em que, se eu tivesse uns oito anos de idade, iria ficar traumatizado pelo resto da vida e precisar de um analista para superar minha fobia de cowboys e bingos. Mas só fiquei sem-graça mesmo e voltei pra mesa.

Alguns minutos depois, o cowboy pega o microfone e, para minha surpresa…

- Aquele rapaz que faltava o número 28, pode voltar aqui por favor… o número tinha saído mesmo…

Casamento? Vai a todo vapor. Só que eu fico meio inútil porque passo a semana inteira longe de casa e Bethania é que acaba resolvendo tudo.

Tem gente que acharia isso uma beleza, mas eu me sinto culpado. Aí hoje de manhã resolvi ajudar Bethania e montar, sozinho, a lista do casamento no site do Ponto Frio.

Passei metade da manhã escolhendo produtos. No final, a lista tinha a estupefaciante quantidade de seis itens.

Depois do almoço Bethania me aparece no MSN e manda um link pra lista que ela fez nas Lojas Americanas, “no restinho da hora de almoço”, disse ela. Dezenas de itens, todos muito mais bem escolhidos que os meus.

“Tudo bem, de noite eu vou pro hotel e faço alguma coisa”, pensei. Adivinha se a internet de lá estava funcionando…

Algo mais?

Sim, tem o fato de que eu recebi a coisa mais improvável do mundo: um spam, pelo correio, num envelope escrito à mão.

Na foto eu nem borrei o telefone do alfaiate que é pra vocês alugarem alguma coisa com o cara, porque ele deve realmente estar precisando.