Sim, ele vive

O blog tá meio desmaiado, mas eu estou bem vivinho da silva.

É muito difícil conciliar a vida de blogueiro e “dono-de-casa”, principalmente nos dias logo após o casamento e a lua-de-mel. Na terça-feira, por exemplo, eu passei o dia arrumando casa e botando roupa pra lavar.

Pois é… casar é bom, mas tem dessas coisas: as roupas deixam de ser auto-limpantes.

Pra piorar mais as coisas, voltei a trabalhar na quarta. Mas aos pouquinhos: fui ao Rio e voltei hoje mesmo, e só volto pra lá na terça que vem. E nesse meio tempo eu tive meu primeiro episódio sério com os taxistas de lá…

Foi logo que pousei no Galeão, na quinta de manhã. Entrei no táxi e falei: “Toca pro Leblon”. A corrida normalmente leva meia hora e custa por volta de R$ 30. Mas no táxi que peguei, só a bandeirada já estava dando mais de R$ 7. E o taxímetro ia pulando nervosamente… mas tão nervosamente que, minutos depois e mal saído do aeroporto, a corrida já estava em R$ 17.

– Meu amigo… – disse eu, com a voz mais tranquila do mundo – quando eu vou pro Leblon a corrida fica mais ou menos em trinta reais, e seu taxímetro já tá marcando quase R$ 20…
– Colé irmão, cê tá enganado…
– Não estou não, seu taxímetro tá meio nervoso, a gente mal saiu do aeroporto e a corrida já está mais da metade do que eu normalmente pago…
– A gente está quase chegando já, já passou mais da metade do caminho
– Tá maluco? A gente mal entrou na linha vermelha!

Aí o cara percebeu que eu não seria enganado e usou o plano B:

– Pô aí, então vamo fazer assim, eu vou te cobrar a tarifa da cooperativa, que é R$ 32, e não se fala mais nisso…

E desligou o taxímetro. No ritmo que ele estava, a corrida ia dar mais de R$ 100 fácil, fácil. Mas com a tarifa “da cooperativa” (entre muitas aspas) combinada e o taxímetro desligado eu relaxei e coloquei de novo os fones do iPod no ouvido…

Aí os leitores atentos do blog se perguntam: “Como assim, iPod?”. E eu respondo: o meu planejamento financeiro pré-casório foi tão eficiente que eu pude reservar uma graninha para um auto-presente de casamento…


Yeah, baby. A felicidade tem 30 GB e cabe todinha aí dentro…

Pois é… eu fiquei com o iPod Video de 30 GB, e Bethania com o Nano de 4 GB.


Esse é o da Bê. Casal que iPoda unido, permanece unido…

Mudando de assunto, acho que amanhã sai o mega-post contando da lua-de-mel. Aguarde…

MMS

Estava perfeito: A van ia ganhando a auto-estrada rumo ao Valle Nevado. Na minha mente eu pensava em “Autobahn”, uma das melhores musicas do Kraftwerk..

..até que o motorista da van bota um cd da Ivete Sangalo pra tocar. E arremata com uma piadinha em portunhol:

– Esta é una buena cantora chilena, he he he..

O playlist dele ainda incluiu um Carlinhos Brown e um Bee Gees antes que chegassemos na montanha.

Ontem foi nosso segundo dia de esqui. No dia anterior fomos a outra estaçao de esqui chamada El Colorado. Pra variar, a operadora de turismo local atrapalhou nossa vida de novo: Atrasou o horario de saida da van, depois apareceu antes da hora. Ai acabamos saindo do hotel sem tomar café e nao tivemos energia suficiente pra esquiar por muito tempo.

Em compensaçao, os ultimos dois dias foram excelentes. Por incrivel que pareça, estava fazendo calor no Vale. O céu estava com aquele azul de inverno e nao tinha nem meia nuvem pra avacalhar o cenario.

Quanto a minha performance, eu tenho apenas duas coisas a dizer:

1) Eu passei horas esquiando, passei por pistas faceis, médias e dificeis, e levei apenas UM tombo durante todo o dia de ontem;
2) Na hora do tombo, Bethania estava me filmando…

Quando eu voltar de lua-de-mel vai ter um video novo de esqui no YouTube…

¡Hola Santiago!

É isso aí, já cheguei no Chile.

Voamos de Buenos Aires a Santiago num Boeing 777, enorme, surpreendentemente silencioso e com o melhor café-da-manhã que já comi no ar. Na janela, pra completar, uma vista da cordilheira dos andes que é de cair o queixo. Da cidade não dá pra ver tão nitidamente por causa da poluição.

Até agora já fizemos um city tour básico e visitamos a vinícola Concha y Toro, com direito a degustação e tudo. O hotel é meio velho como o de Buenos Aires, mas pelo menos o quarto é limpo e arejado. Está sendo complicado fazer os passeios porque a operadora de turismo local está se embolando toda. O pessoal é muito ruim de serviço: pra vocês terem uma idéia, o guia que nos buscou no aeroporto conseguiu a proeza de quebrar o pé da nossa mala de viagem, e está fazendo a maior cera pra se responsabilizar e resolver o problema.

Santiago tem uma peculiaridade engraçada: as pessoas são mais baixas que no Brasil. Bethania, com seus 1,75m, virou a Ana Hickman local…

O Último Tango na Arrrrentina

Pois é, sao seis da manha e estamos prestes a pegar o voo pro Chile.

Os ultimos dias aqui foram bem legais. Comemos a famosa carne argentina, primeiro no tal “Siga la vaca” que é MUITO barato, e depois no jantar do “Señor Tango”, o show de tango que estava no nosso pacote.

O show foi uma das melhores coisas da viagem. Era uma superproducao, com elenco enorme, chuva de papel no final, cavalos no palco, dezenas de trocas de roupa e música ao vivo.

Eu tenho muito mais pra falar do show e do nosso “city tour nao oficial”, mas a van pro aeroporto chegou. O resto vai via celular mesmo…

MMS

Segundo dia em Buenos Aires..

Ontem o dia foi meio preguiçoso, porque so tinhamos dormido no aviao, entao passamos o dia alternando entre a cama e os restaurantes proximos do hotel.

Por sinal, o hotel (Dazzler Tritonia) nao se parece em NADA com o que foi mostrado pra nos no site. O hotel eh velho e meio sujo. Passamos metade do dia reclamando com a operadora de turismo. Falamos até com um funcionario no brasil via msn, mas nao teve muito jeito.

Hoje fizemos um city tour basico, ja deu pra ver muita coisa e tirar milhoes de fotos que depois vou colocar aqui. Também ja experimentamos alguma coisa da culinaria argentina, inclusive os famosos alfajores. So que levou um tempao até descobrirmos que tinhamos que dizer “alfarror” e nao “alfajor”. Deixamos muito vendedor com cara de interrogaçao até descobrir isso..

Algumas curiosidades da viagem até agora:

– Logo que chegamos no hotel, liguei a tv pra sacar os canais locais. Qual nao foi a surpresa ao dar de cara com a Globo passando Turma do Didi…
– Ontem, em um dos restaurantes, a tv passava cenas de uma torcida num estadio de futebol. E so. Mesmo quando tinha gol a tv so mostrava a bendita torcida. O André deduziu que era porque o canal nao devia ter os direitos de transmissao da partida.
– Outra coisa que o André notou eh que nao tem nenhum negro na cidade. Devo ter visto no maximo dois deles nesse tempo todo..

Agora a noite vamos jantar num lugar chamado “siga la vaca” (?), pra comer a famosa carne argentina.

MMS

E acabou. Ja casei. Foi excelente.. Legal mesmo. Coisa pra nunca mais esquecer.

Estou postando da estrada que leva do aeroporto de Ezeisa até Buenos Aires. Até agora a infra estrutura argentina parece muito boa.

É hoje!

Faltam apenas 3 horas para o casamento…

Estou curtindo meu “dia do noivo” que, até o momento, consistiu em:

Acordar às oito da manhã
Levar as malas da viagem de amanhã pra casa do André e da Ju, um casal de amigos e padrinhos do casamento que vão viajar na lua-de-mel conosco (sim, é sério!)
Participar de uma reunião de trabalho às 10:30 da manhã (sim, é sério!)
Almoçar uma comida de microondas qualquer em casa
Dormir até as cinco da tarde
Escrever este post. De cueca!

Acrescente aí um telefonema do cara do cerimonial de meia em meia hora e tem sido mais ou menos assim a minha rotina.

Por sinal, o cara do cerimonial chama-se André e foi muito bem recomendado por uma amiga nossa. Alguns meses atrás nós tivemos uma reunião com ele para combinar os detalhes do casório. Nesse dia, quando o vi pela primeira vez, percebi duas coisas importantes: a primeira, e já esperada, é que ele era gay. A segunda é que ele estava maquiado

Nada contra ele ser gay, eu até prefiro. Os gays tendem a ser infinitamente mais competentes nessas áreas. Mas a maquiagem estava me incomodando: durante a reunião eu não conseguia tirar os olhos do rosto dele, coberto por um pó branco. Parecia photoshop, só que ao vivo.

No fim da reunião ele acabou explicando o que diabos era aquilo:

– Gente, desculpem o meu rosto assim… é que hoje eu fiz um peeling

Aí, só pra me fazer pagar a maior língua, eu estou aqui aguardando Bethania me ligar pra dizer a que horas eu vou no salão passar maquiagem também. Ela está bem preocupada com o jeito que a gente vai sair nas fotos, disse que não queria “testa brilhando” em nenhuma delas. E nem queria que eu ficasse mais baixo que ela. Por isso, antes do casamento, devo passar numa papelaria e colocar algumas borrachas Faber-Castell no calcanhar dos meus sapatos.

Ah, os micos que a gente paga por amor…

Outra coisa que fiz “por amor” foi gastar dinheiro num terno novo para o casamento. Ele custou o equivalente ao PIB de um pequeno país africano, mas valeu cada centavo. Por sinal, eu tive certeza que estava gastando bem além do meu padrão usual quando notei que o presidente da empresa em que trabalho estava na mesma loja comprando umas camisas…

Bem, é isso. Deixa eu ir ali me casar. Daqui pra frente, atualizações só via celular, direto da Argentina e do Chile. Se eu não postar nada nisso aqui, principalmente na segunda semana de viagem, é porque estarei ocupado esquiando como um louco pelos Andes. Até mais…

E, Bethania, eu te amo 🙂

Casório Countdown: DOIS dias…

Pois é, preparar um casamento e atualizar um blog são tarefas mutuamente exclusivas, como vocês devem ter notado.

A maioria das coisas do casamento já está resolvida. Eu e Bethania já até estamos devidamente “acondicionados” no nosso novo lar. Modéstia à parte, a reforma e decoração do apartamento ficou excelente. Depois eu boto algumas fotos aqui.

Agora só falta lidar com a miríade de coisinhas pra resolver. É até engraçado como as coisas simples dão trabalho: outro dia eu fiquei duas horas perambulando pela cidade pra conseguir comprar cabides. Até brócolis ninja eu achei pra comprar, mas cabide que é bom…

Os probleminhas de casa que a gente andou resolvendo são até engraçados: tive que comprar uma extensão pro fio da máquina de lavar, que não chegava até a tomada (faltava apenas um centímetro!). Depois, tivemos que trocar praticamente toda a roupa de cama, porque a cama era maior que os lençóis. E no fim do dia, apesar de ter fogão, xícaras, colheres e vasilhas, não dava nem pra fazer um cafezinho porque não tinha gás. Mas tá tudo se ajeitando.

A partir de domingo estarei, oficialmente, em lua-de-mel. Se o roaming da Tim colaborar comigo, devo mandar pequenos posts para este blog via celular mesmo.

P.s.: Vocês viram a história da porta do avião da Tam que caiu em pleno vôo né… semana passada eu entrei num vôo da Gol, senti calor e fui ligar aquele ventiladorzinho de cima do assento. Assim que botei a mão nele ele se soltou e caiu pra dentro do painel.


Meu dedo ficou meio “alien” nessa foto, eu sei.