Posts de janeiro de 2007


Galeão, sexta, 14:30…

19 de janeiro de 2007, 13:32

…ou “visão do Nirvana para o frequent flyer“.


Nem parece aeroporto


Exce lentes!

18 de janeiro de 2007, 22:17

Esta rotina de viagens impõe um mandamento bem sério sobre nós, consultores:

“Não serás negligente ao fazer a mala, ou haverá choro e ranger de dentes”

Esta semana eu pequei, e esqueci em casa o meu fiel Opti-Free Express, vulgo “aguinha de botar a lente de contato”. Normalmente eu compenso estes esquecimentos com uma visita rápida ao supermercado ou à farmácia, mas essa maldita “aguinha” custa muito caro (tipo R$ 40 um frasquinho de 120ml). Além do mais, em casa eu tenho inúmeros frasquinhos destes, alguns comprados justamente durante esquecimentos passados. Então resolvi passar a semana toda sem tirar as lentes.

Na terça-feira eu estava enxergando um pouco borrado, mas ainda dava pra trabalhar. Na quarta a coisa começou a ficar séria: meu olho direito estava todo embaçado, e lavar o rosto já não ajudava em nada. Aí hoje de manhã eu parecia o Mister Magoo, espremendo os olhos para poder enxergar alguma coisa na tela do notebook.

Mas eu sou muquirana e continuei achando que dava pra trabalhar assim. Mas lá pelas dez da manhã eu entrei em pânico: eu piscava e tudo borrava. Eu esfregava os olhos e via vultos. Era hora de medidas drásticas, ou eu teria que conduzir as reuniões do dia usando um modelo Stevie Wonder de gestão.

Você deve ter imaginado que “medidas drásticas” significavam “comprar a bendita aguinha de lavar lente”. Isso nem passou pela minha cabeça. Em vez de “aguinha”, fui até o banheiro, lavei as mãos, deixei a mão esquerda em forma de concha e enchi com água da torneira.

Pausa para reflexão: eu estava trabalhando numa filial da mesma empresa que visito em Windturn City. Consequentemente, era um banheiro sujo e fedorento, decorado com louça de 1920. A tubulação provavelmente era de cobre e devia ter uns 50 anos. E eu estava no Rio de Janeiro, no bairro do Caju, pertinho de um cemitério e da parte suja da baía de Guanabara. Rezei pra água ser pelo menos um pouquinho tratada, tirei a lente e joguei na conchinha de água que fiz na mão.

A luz refletiu na superfície da “pocinha” aonde a minha lente repousava, e pude ver claramente aquelas manchas coloridas de gordura. “Isso não foi uma boa idéia”, pensei comigo. Tentei não pensar (muito) em coliformes fecais, limpei a lente e coloquei no olho. Só quando repeti o processo com a outra lente é que percebi que a gordura na água era sujeira da própria lente.

Depois de recolocar as lentes, fiz um “test look” e passei os olhos no banheiro. Era como se eu estivesse revivendo aquele trecho da bíblia onde Ananias cura a cegueira de Saulo: “E então cairam-lhe dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista”(*). Não fosse por isso e eu não teria conseguido trabalhar.

(*) – Atos, cap. 9 vers. 18


O Primo no Fashion Rio

18 de janeiro de 2007, 21:48

Não, você não leu errado.

O negócio foi que alguns colegas ganharam convites para o Lounge Oi do Fashion Rio, aí resolvemos dar uma passadinha lá depois do trabalho. Sabe como é, tem que fazer o social, ir beber no open bar para agradar o cliente, essas coisas…

Além do mais, considerando minhas jornadas frequentes para Windturn City, eu bem que mereço um lazerzinho de vez em quando.


A pulseirinha da alegria: pra provar que é verdade!

O mundo da moda e da alta costura sempre foi uma incógnita para mim. Eu nunca entendi como esta indústria faz dinheiro, porque, aparentemente, ela só gasta: temos desfiles superproduzidos, com luzes, DJs e um tanto de modelos carésimas, usando vestidos que ninguém em sã consciência vai comprar pra usar em público. Quem diabos paga a conta??

Era o que eu pensava quando cheguei na Marina da Glória. Instantes depois eu já não estava nem aí. É que a tal da “gente bonita” começou a aparecer…

 
Dentro do lounge

Sabe aqueles lugares que dizem que estão cheios de “gente bonita”? Pois é. Eu acho que todas elas foram ao Fashion Rio. Eu NUNCA vi tanta gente bonita em toda a minha vida. Eram hordas e mais hordas de mulheres deslumbrantes e homens bonit… errr, “boa pinta”. Você olhava pro lado e era como se as capas de todas as revistas “Boa Forma”, “Cláudia” e “Nova” tivessem criado vida. O nível da coisa estava tão absurdo que eu tinha certeza absoluta que era, de longe, a pessoa mais feia do evento.

Além disso, a concentração de celebridades estava bem alta. Logo na chegada demos de cara com Mônica Carvalho, que passou por nós dizendo num tom afetado:

- Ai, cansei! Agora eu só dou entrevista se me pagarem!…

Dentro do lounge Oi ainda topamos com Léo Madeira e Carla Lamarca, da MTV. Tinha mais gente que meus colegas reconheceram e eu nem fazia idéia de quem eram, como um tal “repórter Smeagol” da ESPN e uma ex-BBB que nem me lembro quem era. Até tentei tirar fotos, mas eu não sou bom como paparazzi: a única que consegui fotografar foi essa aí embaixo…


Elke Maravilha e uma mulher xis dando entrevista para a TV


David Letterman anunciando a aposentadoria de Bill Gates

16 de janeiro de 2007, 22:39

É por isso que eu adoro o David Letterman.


A criminalidade causada pela paranóia

16 de janeiro de 2007, 16:06

Ontem à noite Bethania me ligou, assustada.

Ela disse que uma vizinha havia telefonado pra ela, dizendo que na madrugada anterior ouviu um barulho na garagem do prédio atrás do nosso, como se fosse um carro. Depois, ouviu passos na nossa garagem. E durante o dia, ela disse ter visto marcas de tênis na parede, como se alguém tivesse pulado o muro.

Tudo isso porque eu passei pela garagem às cinco da manhã, puxando minha mala com rodinhas, para pegar um táxi até o aeroporto.


Blaaastoooise!!

15 de janeiro de 2007, 20:06

Esse é parente do “Nintendo Sixty-Foooooooouurrr!!!”

(P.s.: Parece que Blastoise é uma carta rara do joguinho de cartas do Pokemon)


Copiou, dançou

15 de janeiro de 2007, 19:35

Timbaland, um dos nomes mais “quentes” da “música” pop (note bem as aspas) foi pego com a boca na botija, plagiando música de um compositor finlandês.

Mas ele não plagiou uma música qualquer, e sim um .MOD que circulou na demoscene: Sim aquela mesma demoscene que todo músico-nerd de vinte-e-muitos anos guarda num cantinho do coração.

Já que brigar na justiça contra a gravadora é suicídio, os sceners estão fazendo um rebuliço tão grande na internet que deu até no slashdot.


Na cara!

12 de janeiro de 2007, 19:44

Taí minha contribuição, direto de Windturn City, para a coleção de placas de advertência de Luiz.


Compras do mês d’O Primo

12 de janeiro de 2007, 19:40

(Edição extra)

J Dilla (aka. Jay Dee) – Donuts

Trinta e uma faixas, que duram pouco mais que um minuto cada uma. E no emusic a gente paga por número de faixas, portanto, quanto mais curta a faixa, mais mal gasto está sendo o meu dinheiro.

Assim, eu estaria levando prejuízo… se não estivesse comprando o melhor disco de 2006. Disparado.

J Dilla é (ou melhor, era, já que infelizmente morreu ano passado) o dono de uma sensibilidade musical fora do comum. Donuts é um disco onde cada faixa é um pequeno exercício desta sensibilidade. As faixas são simplesmente uma coleção de instantes, pedaços de músicas que o ouvido de J Dilla percebeu como especiais por algum detalhe, algum som, algum timbre de destaque. One for ghost, por exemplo, é uma faixa construída com base nos instantes finais de um sample onde alguém canta “when I was bad”. Estes instantes finais são, apenas o “ad” do “bad”. E esta pra mim é uma das melhores faixas do CD.

Assim, pelo vigor criativo sem precedentes, ritmo frenético, mesclagens inteligentes e um groove de lamber os beiços, Donuts é uma obra-prima que eu não consigo parar de escutar. Altamente recomendado.


Num muro da Via Dutra..

12 de janeiro de 2007, 13:01

…alguém deixou uma sábia pintura não autorizada:

“No país da corrupição, quem pode critica os pixadores?”


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