Apple esconde informações do usuário nas músicas sem DRM

Nem bem foi lançado e o pessoal do Ars Technica já viu um problema muito, muito sério no iTunes Plus: As faixas “plus” (sem DRM) vem com o nome e o email do usuário que as comprou embutidos no arquivo.

Segundo o artigo, o palpite é que isso seria usado pela Apple para monitorar a “pirataria casual” – aquela cópia ocasional que você faz pra um amigo -, já que o fato de acharem seu nome em músicas que circulam pelas redes P2P da vida não vale como prova suficiente para um processo judicial.

Acontece que as faixas do iTunes que tem DRM também continham o nome de quem as comprava, o que me leva a pensar que tudo pode não passar de um esquecimento da Apple. Imagine só: antes do iTunes Plus, toda e qualquer faixa era “etiquetada” antes de ser entregue ao usuário. E se eles se esqueceram de reconfigurar esta parte do software na hora do lançamento do iTunes Plus?

Update: A coisa é pior do que eu pensava. A EFF achou, além do nome e email do comprador, mais 360 kb de informação oculta nos arquivos. Pois é…


Ainda sobre música online: li hoje no BoingBoing sobre o lançamento da PayPlay, loja de música online que, segundo eles, é “a maior de todas as que vendem MP3”, contendo um acervo de 1,3 milhão de faixas, a maioria de música independente e tal, vendida a US$ 0,88 (MP3 sem DRM) ou US$ 0,77 (WMA com DRM).

Este papo de “maior de todas” é marketing furado do pessoal do BoingBoing, já que a eMusic é maior, com mais de dois milhões de faixas em MP3. E o modelo de negócio da PayPlay parece ser a promoção de bandas minúsculas que se parecem com o que você gosta. Por exemplo, se eu procurar faixas do Nine Inch Nails no site deles, a resposta que obtenho é: “Não temos Nine Inch Nails mas temos 350 álbuns de artistas parecidos com Nine Inch Nails”… e segue a lista de bandinhas iniciantes de bairro que, quando se cadastraram no site, escreveram que “Nine Inch Nails” é uma de suas influências. Arcade Fire também não tem, mas tem 20 bandas “semelhantes”. Tortoise também não, mas tem 73 discos “parecidos”.

“Não temos tênis da Nike, mas temos este da marca ‘Naique’ que também é muito bom”… hmmm, não, obrigdo.

iTunes Plus: é "plus" mesmo?


Hoje de manhã a Apple liberou a versão 7.2 do iTunes. Ela contém correçõezinhas, suporte ao iPod Shuffle de segunda geração e (surpresa!) acesso ao iTunes Plus, a loja do iTunes que vende música sem o famigerado DRM (digital rights management).As faixas do iTunes Plus podem ser copiadas livremente em CDs ou outros MP3 players além do iPod e são gravadas em 256 kbps, o dobro da bitrate das faixas normais, o que significa uma melhor qualidade de áudio.

Isto deveria significar um marco na história do comércio de música online, não fossem as “pegadinhas” por trás deste lançamento. Pra começar, as faixas “plus” são são vendidas a US$ 1,29 – 30 centavos mais caras. E esta “melhor qualidade de áudio”, que até poderia justificar o aumento de preço, gera arquivos com o dobro do tamanho e é imperceptível para a maioria das pessoas normais. Duvida? Faça o teste você mesmo: compare uma música de um CD de áudio normal (equivalente a 1.411 kbps) com um MP3 da mesma música a 128 kbps. Se você não perceber nenhuma diferença, tente comparar as duas faixas usando bons fones de ouvido, em um lugar silencioso, e usando um bom aparelho de som. Ainda assim vai ser muito difícil notar alguma diferença.

(Update: Os caras do Gizmodo fizeram o teste! O veredito? “A diferença foi sutil. Muito pouca – às vezes nenhuma – diferença foi percebida. (…) Se qualquer pessoa alegar poder diferenciar um do outro, eu sugiro um teste cego para ver se consegue adivinhar corretamente em mais de 50% dos casos”)

O que eu quero dizer com essa história toda é que a melhoria de qualidade das faixas “plus” me parece apenas um esquema para justificar os US$ 0,30 a mais, que na verdade devem ser apenas uma transferência de possíveis perdas financeiras (com pirataria ou queda nas vendas de iPods) para o bolso do consumidor. É uma pena.

Agora eu fico na torcida para que a imprensa aproveite a oportunidade pra dar o devido valor à eMusic, o “ilustre desconhecido” segundo lugar na venda de música online. O acervo da eMusic é de mais de 2 milhões de faixas, todas em MP3 sem DRM e muito mais baratas (entre US$ 0,33 e US$ 0,27 por faixa). Eu sou um cliente satisfeito da eMusic há tempos e recomendo pra todo mundo – mesmo porque a loja do iTunes, vergonhosamente, não vende para o Brasil.


eMusic – Minha lojinha predileta.
O lançamento do iTunes Plus ainda não está 100% completo: até hoje de manhã as faixas “plus” ainda não apareciam, mas até o final da semana já devem estar disponíveis. O cliente que quiser pode fazer upgrade das suas músicas para as versões “plus”, pagando os US$ 30 de diferença por faixa.

Nonsense no shopping

Hoje, depois do trabalho, fiquei esperando Bethania me buscar. Combinamos de nos encontrar no shopping. Para matar o tempo, fiquei folheando as revistas numa das lojas.

Não tinha quase ninguém na loja, apenas eu, a vendedora e um casal: uma menina de calça e jaqueta jeans e um cara gordão, de camiseta roxa.

Enquanto eu passava o olho numa PC World, notei que a menina do casal estava na prateleira ao lado da minha, procurando uma revista. Acontece que aquela era a prateleira das revistas pornográficas…

“Como assim??”, pensei.

Depois de algum tempo a menina se cansou de procurar e perguntou para a vendedora:

– Vocês tem a revista Sexy? Aquela que tem a Thammy, filha da Gretchen, com a namorada dela?

“Mas como assim??”, pensei.

E enquanto a vendedora procurava, eis que surge o namorado, o cara gordão da camiseta roxa. E só então eu reparei que o namorado, na verdade, era… namorada.

Sem demora, ele foi logo explicando pra vendedora: “É que a gente vai levar pra ela autografar pra gente”…

“Mas… mas COOOMO ASSIM???”, pensei.


Ainda no shopping, enquanto passeava pela seção de eletrodomésticos do Carrefour (não pergunte por quê), inventei uma nova piada. Responda rápido: o que a galinha disse para o aspirador?


“Papapó”?

Três conselhos que tornam meu casamento mais feliz

Conselho 1

A posição das xícaras na mesa interfere diretamente no bem-estar da minha esposa.


Assim está ERRADO!! Esposa em pânico!! Morte, dor e sofrimento!!!


Assim está CERTO! Esposa feliz! Prosperidade conjugal!

Conselho 2

A qualidade da panela de pressão de seu lar interfere diretamente no branco do seu fogão e de tudo que o circunda. A razão disto é que, quando você cozinhar feijão preto numa panela vagabunda, a válvula de segurança vai estourar e você terá fotos bem nojentas para postar no blog.


…e ainda faltaram fotos dos armários (brancos) e do teto (branco), que ficaram imundos. É sério, voou feijão até o teto.

Conselho 3

As criações em artes plásticas dos seus animais de estimação (leia aqui e aqui para entender) interferem diretamente na integridade física da decoração do lar, bem como no nível de pressão sanguínea dos seus proprietários.

Digo isto porque Pavlov canalizou seu ímpeto criativo/destrutivo para os livros de arte que ficam na mesinha de centro da sala, num trabalho instigante que expressa, ao mesmo tempo, o desprezo pela arte e o desejo de consumí-la, devorá-la. Coisa de gênio.


“Hopper” – Técnica mista (mordidas/patadas) sobre papel impresso
Acervo do artista – 2007

P.s.: Falando em Hopper, alguém mais notou que a propaganda do Ford Fiesta tem um cenário “chupado” do seu quadro mais famoso, o “Nighthawks”?

O Primo recomenda: Joost

Eu ia fazer um loooongo post sobre o Joost. Porque o troço é revolucionário e, se deixar, eu falaria dele por horas a fio. Mas vou tentar me concentrar só no que interessa mesmo.

A idéia do Joost, criado pelos mesmos caras que fizeram o Skype e o Kazaa, é distribuir conteúdo legal de TV pela internet. Digo “legal” nos dois sentidos: “divertido” e “judicialmente nos conformes”. Por baixo do capô o Joost usa tecnologia peer-to-peer – ironicamente, a mesma usada pra piratear séries e filmes -, para garantir vídeo de qualidade sem “engasgar” na velocidade da sua internet.

O maior ponto forte do Joost é que ele, bem, ele é lindo, simples, poderoso e funcional. Coisa rara no mundo dos softwares de hoje em dia.


Assistindo um videoclipe. Note os controles no rodapé e nas bordas da tela, que aparecem e somem com apenas um clique.
A interface é de cair o queixo. Parafraseando o Unibanco, “nem parece software”. Você abre o Joost e ele ocupa a tela toda como se dissesse “agora você não está mais usando seu micro, está vendo TV. Senta aí e relaxa”. Não tem configurações, “settings”, “loading”, “connecting”, nada: Você liga e sai assistindo. A resolução é ótima, o som é ótimo e a quantidade de canais e programas, apesar do pouco tempo de vida do Joost, é enorme. Usar o Joost é tão intuitivo quanto usar uma TV normal. A experiência toda é tão esteticamente agradável e gratificante que o Joost parece ser um produto da Apple…


Cada canal tem esta tela para escolha dos (inúmeros) programas. Ao fundo está passando o impagável videoclipe do “Chacarron”, para fins… didáticos.
No entanto o Joost tem dois “comportamentos” que me incomodaram profundamente. O primeiro é que, ao “desligar” o Joost, ele vai continuar ativo na bandeja do sistema, “transmitindo” a programação que você já viu para outros usuários, e devorando seu link internet. Sem avisar. Aí você se pergunta: “Bem, se o Joost está retransmitindo o que eu já assisti, ele tem que ter gravado os vídeos no meu disco”. Pois é: o Joost não vai avisar que fez isto, não dirá onde gravou e sequer vai te deixar configurar o quanto de espaço em disco ele pode ocupar. Fuçando um pouquinho o meu PC eu acabei achando as gravações em “Documents and Settings\[nome do meu usuário]\Dados de Aplicativos\Joost\anthill”, num arquivo chamado “anthill.cache”. “Ant hill” significa “formigueiro” e, da última vez que eu conferi, o meu tinha consumido 854 MB de disco. Pode parecer picuinha, mas eu detesto software que vai chegando e fazendo o que quer. Pô, meu PC não é casa da mãe Joana…

Além disso, o conteúdo do Joost ainda gira muito em torno dos canais pequenos e independentes. A programação de “TV de verdade” depende de convencer aqueles velhos executivos das emissoras, com suas cabeças (e advogados) retrô, que liberar seus programas, de graça, pela Internet, nesses tempos de pirataria desenfreada, é bom. Pra mim o sucesso do Joost depende exclusivamente disto. Mas parece que os velhos executivos estão ganhando, já que o Joost recentemente implantou “bloqueios regionais” e parou de transmitir alguns canais para fora dos EUA, o que deixou vários usuários europeus xingando no fórum do Joost.com.

Ainda assim o Joost é muito promissor e vale uma boa olhada. Recomendado.

P.s.: Como o Joost ainda é beta, precisa de convite para poder usá-lo. Pegue um aqui, mas corra antes que acabem…

Open Cola é isso aí

Viva o lado open-source da vida

Sim, existe uma receita de bebida à base de cola, de “código aberto”, licenciada sobre a Licença Pública Geral GNU.

A história da Open Cola é engraçada. Segundo a Wikipedia

“Embora tenha sido planejada como ferramenta promocional para explicar o software livre/de código aberto, a bebida ganhou vida própria e foram vendidas 150 mil latas. A empresa Opencola, com base em Toronto e fundada por Grad Conn, Cory Doctorow e John Henson, ficou conhecida mais pela bebida do que pelo software que pretendia promover. Laird Brown, o estrategista-sênior, considera este sucesso como resultado de uma desconfiança generalizada em relação às grandes corporações e à ‘natureza proprietária de quase tudo'”

Note que ela nasceu em Toronto, no Canadá. A cada dia que passa eu me convenço mais e mais de que, em termos de vanguarda cultural e tecnológica, Toronto é uma Nova Iorque disfarçada. Mas isso é assunto para outro post…

Winnie the Poo

Depois o pessoal duvida do frio canadense.

Winnipeg, no estado canadense de Manitoba, é conhecida por ter duas estações: um inverno de 8 meses (com temperaturas de até 40 graus negativos) e depois 4 meses da “estação dos mosquitos”. Porque você não faz idéia do tamanho dos pernilongos no verão canadense.

Mas aí estava eu aproveitando a queda do dólar e comprando meus disquinhos no eMusic e descobri que Aaron Funk, produtor de IDM/Breaks conhecido como Venetian Snares, fez um disco em homenagem a Winnipeg chamado Winnipeg is a frozen shithole (Winnipeg é um buraco de merda congelado).

A capa é alegremente ilustrada com uma granada, e todas as faixas são intituladas “Winnipeg alguma coisa”, então temos “Winnipeg é um dildo de cocô de cachorro”, “Morra Winnipeg morra morra morra seus bostas fudidos morra” e por aí vai.

E o mais legal é que, se fosse pra eu me mudar pra Winnipeg, eu iria. Ah, saudades do Canadá…

"Oi, Frrrnanda!"

Este aí embaixo é o Josias.

Josias teve a brilhante idéia de gravar esse vídeo e mandar para Fernanda, uma menina que ele conheceu na balada. Pra, tipo, “jogar uma idéia”.

Acontece que o vídeo vazou. Pobre Josias. Ele e a Fernanda tiveram que sumir do Orkut, a comunidade dela já virou zona, começaram a aparecer respostas de gozação no YouTube e tal.

Agora Josias é uma celebridade da Internet, juntamente com outros vultos do mundo virtual, como Sônia, Jeremias e Ruth Lemos.

Legenders: os "Heroes" da Internet

Eu tenho uma rotina de downloads semanais das minhas séries favoritas: na terça eu baixo o Heroes novo, na quinta eu baixo o Lost novo e, na sexta, baixo o The Office novo.

Depois que vão ao ar, as séries mais quentes (como Lost) levam no máximo uma hora para aparecer na internet, normalmente via Bit Torrent. Isso acontece por volta de uma da manhã. A fomeagem é tanta que muitas séries são capturadas no Canadá porque passam mais cedo do que nos US and A.
Lá pelas quatro e meia da manhã já começam a aparecer as legendas, que são o tema deste post.

Na Internet brasileira há uma “cena” interessante e ativa de grupos de tradução. Uma molecada, boa de inglês, que se junta em equipes que se subdividem por função: tradutores, revisores e sincronizadores. Existem grupos de uma pessoa só ou equipes grandes com até treze pessoas, que ficam acordadas por madrugadas a fio e fazem tudo só por diversão… e para verem os seus nomes se espalhando nos créditos das legendas.

A série The Office, minha comédia favorita, não tem tanta competição: no site Legendas.tv apenas um grupo (The Office BR), de duas pessoas, faz as traduções. A legenda fica pronta no domingo, três dias após o episódio ir ao ar. Este fato, somado com o meu excesso de tempo livre, me despertou uma curiosidade: “E se eu legendar a série? Será que consigo lançar antes deles?”

Uma rápida conversa com o Tio Google e eu já tinha tudo que precisava para legendar o episódio 23, o penúltimo da temporada, ainda sem legenda até a semana passada. Graças a um software chamado VisualSubSync, o processo todo é estupidamente simples.

No canto esquerdo tem o áudio do episódio, em forma de onda sonora. Você seleciona o trecho onde alguém diz algo e digita a legenda naquela parte branca abaixo da tela. Acima dela fica a lista das legendas já digitadas. O programa, apesar de freeware, é estável, extremamente fácil de usar e poderoso: além das legendas ele tem uma função de checagem que mostra um relatório de erros nas legendas, indicando lugares onde ela ficou muito longa ou muito curta, ou onde o texto não fica tempo suficiente na tela para ser lido. Coisa linda de Deus.

Apesar de fácil, legendar um episódio de uma série leva tempo. Muuuuito tempo. Pelos meus cálculos, eu levei uns dez minutos para legendar cada minuto do episódio, contando o tempo de revisão. Um episódio de meia hora, que tem vinte minutos “úteis” de conteúdo, feito por uma só pessoa (eu, no caso), fica pronto em umas três horas e meia. Se contarmos cada fala – cada trecho de texto mostrado na tela – um episódio desses costuma dar umas 600 falas, digitadas e sincronizadas uma a uma. O “season finale” do The Office, que durou mais de 40 minutos, teve quase mil falas legendadas…

Como se o volume de trabalho já não fosse suficiente, ainda tem os problemas inerentes da linguagem, como quando dá briga e vários personagens falam ao mesmo tempo, trechos onde eles falam muito rápido e você tem que encaixar muito texto em pouco tempo ou ainda trechos com piadas com a língua inglesa, citações de personalidades americanas ou nomes próprios em inglês que são desconhecidos em português. E ainda tem os momentos onde o pessoal fala e você não entende nada, não porque você não sabe inglês, mas porque você desconhece o assunto que eles estão citando. Enquanto legendava o episódio 23, eu levei uma meia hora para “decifrar” uma piada que envolvia personagens do mundo de Harry Potter, já que nunca li os livros.

Depois de muito sangue, suor e lágrimas (e piadas), às 10 da manhã de sábado eu botei no ar a legenda do episódio 23, lançada mais cedo do que nunca, 36 horas após o episódio ir ao ar. Confesso que tive um prazer egocêntrico ao ver as pessoas baixando, às centenas, a legenda no Legendas.tv, e ao ouvir os comentários de “já tem legenda? valeu!” no Orkut. A versão do grupo “oficial” de tradução saiu apenas no domingo, como de costume. Eu baixei só pra comparar e ainda acho que minha legenda ficou melhor.

Eu me animei com a coisa e passei o dia de hoje traduzindo o “season finale” da série: 40 minutos de episódio, seis horas de trabalho para legendar. Mas, modéstia às favas, a legenda ficou ótima. Eu ia bater meu recorde e colocá-la no ar na tarde da própria sexta-feira, menos de 24 horas após a exibição do episódio, mas Lady Murfy não deixou: o Velox fez o favor de sair do ar às cinco da tarde, logo que terminei a legenda. Só consegui colocá-la no ar no sábado de manhã.

A moral dessa história toda é que temos que dar os devidos créditos pros legenders, que ficam trabalhando madrugada afora: não é nada fácil, eles nao ganham nada com isso, mas são eles que garantem a diversão “legalmente questionável” de muita gente. E digo mais: esse tipo de atitude virtual comunitária e voluntária para distribuir entretenimento é base da revolução que, pouco a pouco, vai apagar os antigos modelos de TV, rádio e copyright do mundo de hoje. É legal fazer parte disso, é legal ver isto acontecer. Pode me chamar de nerd, mas é algo que vou adorar contar pros meus netos.

Ah, antes que vocês perguntem nos comentários, sim, eu vou mandar um email pro grupo “oficial” de tradução da série e oferecer uma mãozinha: não faz sentido ficar morrendo de trabalhar só pra competir com eles, sendo que tenho muito a oferecer para ajudar. E além do mais, se Deus quiser, na próxima semana eu já não terei o dia inteiro para legendar: tem um projeto novo engatilhado pra mim, possivelmente aqui em BH. Será mesmo? Veremos…

Meu nome é Monome

Quando Daedelus esteve em São Paulo (e eu, obviamente, nem fiquei sabendo) ele se apresentou usando algo que foi descrito no fórum do Rraurl como “um controlador MIDI com 300 botões”.

Na verdade são 64 e a coisa se chama Monome 40h.

De acordo com o site deles: “O Monome 40h é uma matriz de 64 botões iluminados e configuráveis. Os botões podem ser configurados como chaves liga-desliga, agrupamentos e controles deslizantes, ou organizados em sistemas mais sofisticados para monitorar e disparar porções específicas de samples, exibir vídeo de 1 bit, interagir com modelos físicos dinâmicos e jogos. O pressionar dos botões e a indicação visual são, por design, independentes: a correlação é definida por cada uma das aplicações”

Eu ví o videozinho que tem logo na página inicial e… nerdgasm!!!! Bem que eu queria um, mas custa quinhentas doletas e não tem mais pra vender, já que o Monome 40h é feito à mão…