Jornalista se recusa, ao vivo, a noticiar a saída de Paris Hilton da cadeia

Na última quarta-feira, Mika Brzezinski, âncora do notíciario “Morning Joe” da MSNBC, recusou-se a dar a notícia sobre a libertação de Paris Hilton. No ar, ao vivo.

Segundo ela, haviam muitas outras notícias “de verdade” para serem relatadas. Ela rasgou, amassou, triturou e até tentou queimar o papel com a notícia.

Eu achei isso fantástico. Taí uma pessoa que tem princípios, e não abre mão deles mesmo que isso signifique armar um barraco em rede nacional.

A coisa foi tão empolgante pra mim que acabei legendando o vídeo pra que todo mundo, mesmo sem saber inglês, possa ver e mandar pros amigos:

Doido acha que é personagem do GTA

Quer munição pra ala dos “anti jogos violentos”? Aqui vai uma boa, fresquinha, do BoingBoing:

Homem que pensa estar vivendo no mundo de Grand Theft Auto é mandado para instituição psiquiátrica

Um jovem deu entrada na prisão de uma instituição psiquiátrica após relatos de que ele estava agindo de maneira bizarra. Ele havia sido preso por roubo de automóveis e ataques com armas. Durante entrevistas, foi constatado que ele imaginava ser um personagem de um jogo de computador (para adultos e amplamente disponível no mercado), onde se ganha pontos por roubar carros, matar rivais e evadir veículos da polícia.

Eu não entendo. No GTA, assim que você é pego, volta direto pras ruas! Tem continues infinitos! Malditos policiais cheaters

PowerPoint: de "slides medonhos" a "coisas lindas de Deus" em seis passos simples

Nota inicial: Botei este texto para concorrer no concurso de posts sobre produtividade pessoal do Efetividade.net, que está completando um ano de vida. Tem muito mais coisa legal por lá, vale a visita.

Comecemos com um exemplo de uma típica apresentação em PowerPoint, daquelas que dão mais medo do que a Preta Gil de biquíni na praia:

Ao contrário da Preta Gil, este slide tem salvação. Vamos aos passos:

1) Contraste: é preto no branco.

Contraste não é aquele botão da sua TV ou aquilo que você bebe pra fazer alguns exames médicos: é a diferença, de cor e luminosidade, entre duas partes de uma imagem. No slide acima, o pouco contraste entre o azul escuro do topo e o texto do título faz nossos pobres olhos sofrerem pra poder entender o que está escrito: azul escuro e preto são parecidas demais.

Para facilitar a leitura de qualquer coisa, quanto mais contraste, melhor. Pegue qualquer livro e tá lá: letras pretas sobre papel branco. Mais contraste que isso, impossível. Veja só a diferença quando removemos o fundo assustador do slide e deixamos tudo “preto no branco”.

2) Deixe o slide respirar

Talvez para tentar mostrar serviço pro chefe, o estagiário que fez esta apresentação (ora, só pode ter sido um estagiário!) entupiu cada um dos slides com o máximo de conteúdo que conseguiu.

Acontece que tem uma coisa vital para um slide ficar agradável de ler: é o que os designers chamam de espaço negativo. Não, isto não é nenhuma dimensão paralela: são apenas as margens, espaço entre figuras, entre parágrafos… ou seja, espaços em branco. Quando você tem pouco espaço negativo, o slide fica entulhado demais. No exemplo abaixo, eu reduzi o tamanho de algumas coisas para aumentar o espaço negativo e permitir que os olhos “descansem” melhor ao ler o slide.

3) A fonte de todos os seus problemas é a fonte.

Como em “O Inferno de Dante”, eu acredito que o inferno é dividido em camadas. Quanto mais profunda for a camada onde você fica, mais danado você está.

De cima pra baixo imagino que o inferno tenha divisões para: nazistas, estupradores, pedófilos, pedófilos estupradores, políticos e, logo abaixo, pessoas que usam Times New Roman em apresentações. E na última camada, a mais profunda, estão os que usam Comic Sans…

A partir de agora você fica, portanto, proibido de usar estas duas fontes no PowerPoint (Comic Sans você não deve usar em lugar NENHUM). E siga sempre três mandamentos básicos:

Mandamento 1: Jamais usarás mais de uma fonte na mesma apresentação;
Mandamento 2: Jamais usarás fontes serifadas (aquelas que, como a fatídica Times New Roman, tem aquelas “voltinhas” no pé das letras);
Mandamento 3: NÃO ESCREVERÁS TUDO EM MAIÚSCULAS, pois fica parecendo que você está gritando. E mamãe já dizia que quem grita perde a razão.


As terríveis serifas! (Figura “emprestada” da Wikipedia)Veja o slide com Arial no texto todo e sem maiúsculas. Agora não preciso mais me preocupar em ir parar no inferno…

4) Apague toda informação inútil

Vamos queimar um pouquinho de fosfato extra com o título do slide: “desempenho das equipes de vendas no quarto trimestre de 2006”. Precisa mesmo dizer que é no “quarto trimestre” se no gráfico ele está mais do que destacado? E no parágrafo logo abaixo você fala de novo do bendito quarto trimestre. Arranque fora.

Além disso, o destaque no gráfico é feito com a linha vermelha e também com a grande seta azul. Precisa mesmo destacá-lo de duas formas? Seria isto um backup para o caso de alguém não ver um dos dois itens? Arranque fora um deles, é redundância, não serve pra nada.

Agora, leia de novo o parágrafo do meio do slide: “As vendas apresentaram uma queda bastante expressiva nos últimos três meses de 2006, conforme mostrado no gráfico abaixo”. Este é um excelente exemplo de embromação. Afinal de contas, que informação nova este texto acrescenta ao slide? Já sabemos que é em 2006 (o título mostra isso), que é no último trimestre e que as vendas caíram (o gráfico mostra isso, e durante a apresentação isso vai, obviamente, ser citado). Arranque fora, sem dó. E veja a diferença…

5) Agora que você já apagou toda informação inútil, apague toda informação inútil.

“Mas… mas eu já tirei tudo que podia!”, você poderia pensar. E eu estou apenas começando…

Lembre-se que o objetivo de qualquer slide é passar uma mensagem, dar uma informação. Todos os elementos do slide tem que ajudar a passar a informação. Tudo mesmo, desde o texto até as bordas, figuras e cores. Se alguma coisa no seu slide não está ajudando a passar a mensagem, é lixo. Não serve pra nada. Merece levar um delete nas fuças.

A logomarca da empresa, por exemplo, é importante em apresentações externas para clientes ou fornecedores, mas é completamente inútil para apresentações internas. Ora, você está apresentando para seu próprio pessoal: algum deles, por um acaso, não sabe em que empresa está trabalhando?

No título, você precisa mesmo falar em “desempenho”? O gráfico não deixa isto claro? E as “equipes”? Elas sequer são mencionadas no resto do slide. E o gráfico? Eu sei que os gráficos 3D do Excel são bonitos e tal, mas lembre-se: o que é que você quer com o gráfico? Mostrar o quanto coisas 3D são bonitas ou dar uma idéia visual da quantidade vendida em cada trimestre? Neste caso, um grafiquinho simples resolve.

Aquele textinho com os valores dos trimestres, ao lado do gráfico, também precisa sumir. Se colocarmos os valores de cada trimestre em cima de cada coluna do gráfico, e indicar com uma pequena frase a unidade de medida e escala de tempo, dá pra deletar não somente este texto como também as linhas de grade do gráfico (não ajudam em nada e poluem o visual), os rótulos do eixo horizontal e o eixo vertical inteirinho. A legenda (“série 1”? E daí?) e a borda também devem ser arrancadas fora.

Agora veja a diferença: temos muito menos informação visual inútil atrapalhando a informação realmente útil. Antes a pessoa lia o slide inteiro, com uma certa dificuldade, e entendia o conteúdo. Agora basta uma confortável passada de olho.

6) A hora do “plus”

Agora temos um slide realmente apresentável… o que ainda não é suficiente. Não se contente com pouco! Queremos um slide que seja tão lindo, mas tão lindo que faça seu chefe querer lamber a tela do computador quando ver a apresentação.

Existem várias maneiras de conseguirmos isto (não, trabalhar para um chefe louco não vale):

Em vez de usar a fonte Arial manjada, use a Trebuchet MS. É a fonte que uso nos textos neste blog, inclusive. Ela é bonita, diferente e bem legível, principalmente nos números.
Em vez de usar uma cor “chapada” no gráfico, retire a borda das colunas e aplique um leve degradê (“efeitos de preenchimento”, no Excel), para dar a impressão de que as colunas são sólidas mesmo.
Ao invés de destacar o quarto trimestre com a “clássica” linha vermelha, por que não apenas mudar a cor da última coluna do gráfico, e dar um negrito no valor? Vai dar um destaque e ser discreto ao mesmo tempo (se é que isso faz sentido).
Em vez de dividir a área entre o título e o conteúdo do slide com uma linha preta, reta e chata, use também um degradê (da mesma cor do gráfico, pelo amor de Deus, senão daqui a pouco teremos um arco-íris de alegria colorida ao invés de um esquema de cores com aparência profissional).
Procure deixar os espaçamentos mais uniformes. O título, por exemplo, está mais distante do topo do slide do que da margem esquerda. Sim, parece ser o ápice da frescura e ninguém vai te dizer “UAAU que espaçamento lindo”, mas tenha certeza: inconscientemente as pessoas percebem.

Agora, contemple a beleza estética de um bom slide de PowerPoint. E por favor, não lamba seu monitor!

E então? Concorda? Discorda? Opine nos comentários.

Update: Uma ótima leitura para acompanhar este post – “O que não fazer numa palestra, né”

A doença, o vapor, a surpresa

E aí veio a sinusite e me deixou péssimo, fisicamente e emocionalmente.

A noite de ontem foi dureza. Me deitei cedo e sonhei muito, como sempre acontece quando vou dormir muito cansado ou debilitado de alguma forma. Sonhei que viajei de ônibus até a Argentina e que ela tinha prédios em formato de avião e que o gerente financeiro da empresa onde estou trabalhando hoje morava lá. Aí acordei às cinco da manhã com a boca seca, bebi uma água e lagarteei na cama até as 7:10. Pavlov me lambeu a cara até as 7:15, me levantei e fui tomar um banho longo e quente.

E, para minha surpresa, o vapor revelou uma mensagem secreta que Bethania (que está viajando) deixou escrita com os dedos no espelho do banheiro: era um grande coração, escrito "Zé, eu te amo" no meio.

Fisicamente, eu continuo péssimo. Mas agora só fisicamente.

Second Life – Bolha prestes a estourar?

“Eu já sabia!”

Na Folha:
Bolha do Second Life começa a murchar, apontam especialistasO Second Life completou quatro anos no último dia 23. O mundo virtual continua a crescer, mas isso não significa que a empolgação do mercado com o simulador seja a mesma de um ano atrás.

A revista de economia “Forbes”, na edição de julho, traz uma matéria sobre as decepções que algumas empresas tiveram no mundo virtual. Uma delas: o público efetivo não cresce como era esperado. (…)

No final do ano passado, David Churburk, vice-presidente global de marketing na web da Lenovo, enumerou pontos que ele considera negativos no mundo virtual. O mesmo fez Erik Kintz, vice-presidente de estratégia de marketing global da HP, em abril deste ano.

Eles destacam coisas como a dificuldade em medir estatísticas, o caráter sexual de grande parte do conteúdo e o controle frágil de propriedade intelectual dentro do SL.Além disso, considerando as ondas de escândalos sexuais e pedofilia do mundo virtual, é bom ouvir a opinião de um especialista. Lembram do discurso do Arquiteto da Matrix, no segundo filme da série?

“A primeira Matrix que criei era naturalmente perfeita, uma obra de arte, inefável, sublime. Um triunfo cuja grandeza é igualada apenas pelo seu fracasso monumental. A inevitabilidade de seu fim é, agora, aparente para mim como consequência da imperfeição inerente a cada ser humano.”

Pois é, o barbudo aí sabia das coisas. Como bem disse Jason Kottke, “não dá pra ter coisas legais na internet”, porque sempre aparece um bando de idiotas pra estragar tudo…

Aécio é vaiado em evento – e a imprensa mineira não dá a mínima

Eu quase nunca falo de política por aqui, mas esta merece. Deu na Folha:

Ao lado de Lula, Aécio é vaiado em evento do governo federal em Minas

Em evento do governo federal para assinatura dos convênios para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) hoje em Belo Horizonte, o governador Aécio Neves (PSDB) foi vaiado por parte da militância petista ligada aos movimentos sociais presentes ao Palácio das Artes, que estava com todos os 1.700 lugares ocupados.

Nem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva inibiu as repetidas manifestações dos petistas, sempre que o nome de Aécio era citado e quando foi chamado para discursar.

Aí você pergunta: “o que isso tem de mais?”. É que na cobertura do mesmo evento pela imprensa mineira as vaias não são mencionadas…

Os piores empregos do mundo envolvem urina, fezes, insetos e… Microsoft

Deu no Slashdot (que viu na Computerworld, que viu na Popular Mechanics) uma lista dos piores empregos do mundo.

Acontece que o item número 7 da lista é "trabalhar no Microsoft Security Response Center", responsável pelos patches (correções de vulnerabilidades) do Windows, Office e demais programas do Tio Bill Gates.

Também pudera. Imagine: 99% dos computadores do mundo usam seus softwares. 99% dos hackers do mundo querem hackear seus softwares, todo dia, o tempo todo. Você está sempre em menor número: devem haver uns 1000 hackers para cada funcionário do MSRC. O email secure@microsoft.com recebe 100 mil mensagens por dia, avisando de possíveis brechas de segurança, que tem que ser analisadas caso a caso. E cada brecha destas, quando descoberta, tem que ser corrigida em cada versão de cada programa em cada língua na qual ele é fornecido. E tem que ser rápido. Enquanto isso, a imprensa está metendo o pau nas brechas que você ainda não teve tempo de corrigir, e os hackers estão divulgando os  exploits e invadindo servidores por aí. E a pilha de serviço acumulado vai aumentando: para cada brecha consertada surgem outras três em aberto. Em suma, você se desdobra o dia todo num trabalho tedioso e sem fim, e ninguém diz "obrigado".

Segundo a lista, este emprego é pior do que passar os dias examinando baratas, lesmas e vermes (entomologista forense), ficar semanas amarrado numa cama e depois ser jogado numa centrífuga (cobaia de experimentos gravitacionais da NASA), vigiar atletas enquanto eles fazendo xixi em copinhos para exame anti-doping, ou até mesmo coletar fezes de baleia. Mas, felizmente, a lista tem empregos ainda piores, como o primeirão de todos: os hazmat divers, mergulhadores especializados em missões de resgate em ambientes agradáveis como esgotos e lagos contaminados por tudo quanto é lixo (hazmat vem de hazardous materials, ou seja, materiais tóxicos). Literalmente, eles passam os dias nadando na merda. Neste caso eu preferiria o emprego na Microsoft…