Posts de junho de 2007


iPhone começa a ser vendido na sexta – mas já tem reviews

27 de junho de 2007, 10:22

O iPhone, apelidado pelo pessoal do Gizmodo de "Jesus phone" (nada mais apropriado), estava sendo testado nas últimas semanas pelo pessoal do Wall Street Journal, New York Times, USA Today e Newsweek. Estrategicamente, os reviews começaram a ser publicados há alguns dias.

David Pogue, do NY Times, conta que ele é maravilhoso, mas imperfeito. O design é (obviamente) lindo, a tela é maravilhosa, o teclado na tela é ruim de usar e a câmera é boa apenas se tiver muita luz ambiente ou o objeto fotografado estiver parado. Ele conta também que você escolhe o seu plano com a operadora de celular (AT&T) pelo iTunes mesmo, sem ter que ligar para algum 0800 e esperar horas por uma atendente, o que é bem prático.

Além disso, Pogue fez um vídeozinho bem-humorado mostrando que você não pode retirá-lo do bolso na rua ou sequer mencionar que tem o aparelho, pois isto vai fazer com que hordas de pessoas corram atrás de você pedindo pra vê-lo…

Edward Baig, do USA Today, pareceu gostar mais do iPhone, mas alerta que ele é caro (não diga!), não tem suporte aos jogos do iTunes, a câmera é meio ruim de usar e ele não grava vídeos. Mas é leve e confortável. A famosa click wheel do iPod, obviamente, desapareceu, mas Baig não sentiu a menor saudade e achou a nova interface – com CoverFlow e tudo – bem melhor.

Walt Mossberg, do Wall Street Journal, resume dizendo que "apesar de algumas falhas e da falta de algumas funcionalidades, o iPhone é, no geral, um lindo e revolucionário computador de bolso". Pra ele a bateria realmente dura bastante e o teclado na tela não é lá tão ruim – embora você tenha que alternar para um teclado de símbolos para digitar uma vírgula ou um ponto final, o que não é nada prático.

Steven Levy, da Newsweek, se esbaldou com o aparelho: "Durante minhas viagens e esperas em aeroportos, eu pude checar meu email, me localizar no centro da cidade, pegar umas dicas de lugares para ver com um velho amigo cujo número eu não tenho sempre à mão, ver a previsão do tempo para Nova Iorque e Washington, acompanhar a pontuação de jogos de baseball, ler uns blogs, ouvir um antigo show de Neil Young e me distrair com uns vídeos bestas do YouTube ou um episódio de 'Weeds' – tudo com uma carga de bateria". Segundo ele, o iPhone é um raro exemplo de convergência onde as coisas realmente convergem.

No geral, todos ficaram loucos com a resolução da tela – que parece ser mesmo durável e resistente a arranhões, a interface maravilhosa, a funcionalidade do navegador web e o voice mail visual – nada de caixa postal com voz gravada dizendo "você… tem… dois… recados". E todos detestaram a operadora à qual o iPhone está amarrado (AT&T). Pra mim isso é um bom soco no rim da Apple: quem manda fazer essas parcerias esquisitas e tirar a liberdade do usuário?

Outros possíveis incômodos revelados pelos reviews:

- O conector para o fone de ouvido é meio "afundado" no aparelho, o que pode inviabilizar o uso de outros fones de ouvido diferentes do original;
- A interface não tem copiar/colar;
- O iPhone NÃO tem MMS (apenas SMS);
- O iPhone NÃO permite usar seus MP3 como ringtones. Sim, você leu certo. Eu espero que um upgrade de firmware da Apple corrija isto rapidinho, senão…


Compras musicais d’O Primo

26 de junho de 2007, 23:55

Tudo comprado na eMusic, como de costume. E só os melhores dessa vez, porque comprei muita coisa e não posto sobre meus discos há um tempão.

E, André, pode pular este post :)

Asobi Seksu – Citrus

Isso é bom. Muito, muito bom. Imagine My Bloody Valentine com vocais em japonês e em arranjos menos “shoegazer” e mais “The Strokes” e você terá uma leve idéia do rock intenso e agradável que o Asobi Seksu produz.

“Citrus” é o segundo disco deste quarteto novaiorquino que, nos vocais, tem uma talentosa menina chamada Yuki. Ora em japonês, ora em inglês, ela entrega uma performance com um toque “rock grrl” adolescente e, ao mesmo tempo, a segurança de uma cantora com vários anos de carreira. Seus “band mates” fazem um som cuja comparação sonora com o My Bloody Valentine é inevitável. Mas isso não é ruim: não se trata de plágio, e sim de estruturar músicas modernas sobre uma sonoridade que funciona desde que foi inventada nos anos 80/90.

E, pra completar, “asobi seksu” significa… “sexo divertido”. Que beleza!

Colleen – Everyone Alive Wants Answers, The Golden Morning Breaks e Les Ondes Silencieuses


Os Bit Cousins – projeto musical meu e do meu primo – brincaram muitas vezes com uma faixa do Anal Cunt chamada “Windchimes are gay”. Nosso terceiro disco, Poligonal, tem nada menos do que cinco remixes da música. A fixação foi tanta que acabou sendo até mencionada num trabalho sobre música lésbica e gay, publicado na Universidade da Califórnia.

Trabalhos acadêmicos à parte, os windchimes – que são aqueles penduricalhos de metal que você pendura na janela e que tocam ao sabor do vento – são matéria-prima bastante presente nos discos de Colleen. Ela também usa violoncelos, clavicórdios, caixinhas de
música e tudo quanto é coisa que produza sons… delicados. E nos últimos dois meses eu comprei três discos de música feita apenas com estas delicadices.

É que Colleen é muito competente ao trabalhar estas texturas mais suaves. Justamente hoje em dia, em tempos de exageiro nos baixos, com as Pussycat Dolls da vida abusando de sub-frequências graves – aquelas que parecem que vão explodir o seu tórax -, Colleen trabalha no extremo oposto: o dos agudos, das frequências leves, dos harmônicos, da parte do som que é construída para relaxar ao invés de estimular. Nas músicas, as notas são longas, justamente para permitirem que os “restos” do som ecoem com tanta presença quanto as notas em si, já que, melodicamente, as músicas são construídas sem pretensão, sem pressa, apenas passeando calmamente por um lugar sonoro cheio de ressonâncias, ecos e harmônicos.

Pois é, pra vocês verem o que eu, aquele mesmo cara que metia o pau nos windchimes, anda ouvindo…

Além dos discos, a própria vida de Colleen é interessante: ela vive em Paris e passa os dias dando aulas de inglês em um colégio. Em um artigo do site Boomkat ela conta os discos que marcaram sua vida, mostra fotos dos seus CDs e fitas cassete (!?) gravadas na adolescência, conta que não compõe usando batidas por causa de um disco do Autechre (“eles eram tão bons com ritmo que eu decidi não usá-lo em minhas músicas”), que toca seus instrumentos devagar porque não sabe tocá-los bem e que acha o “Isn’t Anything”, do My Bloody Valentine, melhor que o “Loveless”.

Uma nota rápida sobre os discos: Everyone Alive Wants Answers é o primeiro e o mais experimental. Por ser catalogado como música eletrônica (só porque usava samples) acabou impulsionando a carreira de Colleen. Já em The Golden Morning Breaks e Les Ondes Silencieuses, o segundo e terceiro discos, Colleen assume o amor pelas caixinhas de música – às vezes desmanchadas e tocadas com as próprias mãos – e com o violoncelo. O sugestivo título do terceiro disco refere-se às “ondas silenciosas”, produzidas por terremotos prestes a acontecer, e que só são captadas pelos animais.

Lemon Jelly – ’64 – ’95

Há tempos eu procurava alguma coisa boa como Nightmares on Wax: leve, com um bom balanço, fácil de ouvir como música pop mas com tanta substância quanto música independente. Lemon Jelly atendeu direitinho às minhas expectativas.

As faixas de ’64 – ’95 são longas e repetem temas simples, amistosos e com um belo swing, o que provoca ótimos momentos de viagem mental descompromissada. Cada nome de cada faixa começa com o número de um ano, indicando que a música segue a estética da época: o retrô instrumental dos anos 60 e 70, o pop com sintetizadores dos anos 80 e as produções modernas dos anos 90. E o conjunto da obra desce redondo como uma Skol.


The Office ganha prêmio

26 de junho de 2007, 22:13

W00t! O pessoal da contabilidade do The Office (uma de minhas séries pediletas) ganhou um Webby Award de “outstanding broadband program – Comedy” (Melhor programa para banda larga – Comédia) pelos seus webisodes!…


"Dedos médios, dedos médios, onde estão? No meio do seu…"

25 de junho de 2007, 22:30

Uau.

Abaixo, a apresentadora Eliana – aquela, da música dos “dedinhos” – fazendo uma participação especial em uma peça de teatro e cantando o mais novo último clássico da internet, o “Vai tomar no cu”.

Éééé rapá… já deu até na Folha já.

É por isso que eu digo: jamais subestime o poder da internet…

(Via Boteco)


Um mouse deitado que promete acabar com as tendinites

25 de junho de 2007, 22:21

Este é o VerticalMouse 3, da empresa Evoluent, que promete alívio para os tendões cansados pelos mouses convencionais.

Este estilo “mouse derretido” é, na verdade, o resultado da ajuda de especialistas em ergonomia da Universidade de Berkeley, na Califórnia. Eles dizem que a posição de “aperto de mão” que você usa para manusear este mouse é a mais confortável possível para a musculatura do braço aguentar horas e horas de cliques. E dizem também este é o único mouse vendido no campus deles. Aposto que é um sucesso no curso de Belas Artes…

(Fonte: Slashdot)


Galeria de fotos das imensas fábricas chinesas

25 de junho de 2007, 21:40

A revista Wired preparou uma galeria com fotos de fábricas na China, o país aonde são produzidos todos os produtos do mundo (ou pelo menos os que vendem nas lojas de R$ 1,99)…


Linha de (des)montagem de frangos
Galpões imensos, cheios de gente vestida com cores sugestivas (como as da foto acima) são mais baratos do que linhas automatizadas com robôs: a mão-de-obra na China é tão barata e abundante que investir nos robôs não compensa. O negócio é continuar fazendo filhinhos.

O autor das fotos, o canadense Ed Burtynsky, conta mais detalhes:

“Eles produzem 90 por cento dos enfeites de Natal existentes do mundo, e sequer são cristãos. Eles nem sabem pra que os enfeites servem ou o que representam, mas os produzem – porque nós os compramos. Eles não dão a mínima para o que estão produzindo, desde que nós compremos”.

Eu vou rezar pra eles não descobrirem que aqui embaixo, na América Latina, as pessoas compram CDs de funk…

(Fonte: BoingBoing)


Pen drive em forma de pasta!

24 de junho de 2007, 9:43

Enquanto o embasbacante teclado Optimus Prime não sai, parece que os designers do Art Lebedev Studios estão gastando o fosfato restante da cabeça deles com pensamentos supercriativos: “Hmm… pessoas… pessoas guardam arquivos em… pastas!”.

E aí lançaram este pen drive cuti-cuti aí embaixo.

Então, pegou a metáfora? Uma pasta real que guarda pastas virtuais. Uau.

É muito bonitinho e tal, mas essa largura toda não é nada funcional, já que a maioria das portas USB que conheço tem pouco ou nenhum espaço em volta do conector.

(Fonte: Gizmodo)


As piores cenas de filmes de todos os tempos

22 de junho de 2007, 20:41

E eu que achava que não havia nada pior do que Anaconda…

(Via Boteco)


Você sabia que seu telefone fixo pode receber SMS?

22 de junho de 2007, 19:51

Eu também não. E descobri sem querer.

Há alguns minutos meu telefone (fixo, da Oi, antiga Telemar) tocou. Eu atendi e veio aquela temida voz de locutora de spam automatizado da Oi. Achando que lá vinha alguma propaganda inútil, eu já ia desligando quando a gravação disse:

“Seu telefone recebeu uma mensagem de texto que foi transformada em um recado de voz”

As minhas duas sobrancelhas deram um pulo pra cima. A mensagem continuou explicando que eu não pagaria nada para ouvir a mensagem e, na sequência, uma voz de “text-to-speech” ditou o telefone do remetente (era o celular da minha esposa) e leu a mensagem:

“Demora muito ainda?”

É que ela estava me esperando sair do trabalho e, ao invés de mandar pro meu celular, mandou a mensagem pro telefone de casa por engano. E acabou me fazendo descobrir esta funcionalidade que, segundo esta notícia, existe desde 2005 (no site da Oi eu não encontrei nada sobre o assunto).

Quer ouvir como é a mensagem? Fiz um outro teste e gravei: ouça aqui. A mensagem que enviei dizia: “Testando esquema de ler mensagens do telefone fixo. Ae pessoal do boteco, funciona!” (tudo porque o pessoal do Boteco HardMOB duvidou que funcionava)…


A música-tema do Super Mario tocada por uma… bobina de Tesla?

21 de junho de 2007, 21:45

Bobinas de Tesla podem gerar tensões de centenas de milhares de volts, faíscas de vários metros de comprimento e, eventualmente, diversão pra molecada da rua.

“Chocante”, hein!


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