Posts de julho de 2007


Cinema ruim, robôs, decepções e arte moderna.

23 de julho de 2007, 16:20

Sexta-feira eu assisti Transformers. Que é um filme bem mais ou menos. Eu fui animado por ver os reviews que alguns blogueiros postaram após uma pré-estréia, mas me decepcionei.

Transformers é um episódio de Malhação com eventuais aparições de robôs.

O roteiro é patético e só não cai aos pedaços por causa do carisma de Sam Witwicky, o personagem principal (interpretado por Shia LaBeouf). Falar dos efeitos especiais é desnecessário – bons efeitos são commodities em qualquer filme não-independente feito depois de 2001 – mas o diretor exagerou. O combate final, por exemplo, fica impossível de acompanhar: tem coisas demais acontecendo na tela e roteiro de menos para dar sequência àquilo tudo.

Por sinal, acabei decepcionado em todas as vezes que fui ao cinema este ano. O que diabos aconteceu em 2007? Onde estão os filmes realmente bons? Eu devia ter lido o Vilaça, que deu duas estrelas pra essa joça, antes de gastar R$ 7 no ingresso…

No domingo eu finalmente visitei o Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho, à uma hora de carro de Belo Horizonte.

O Inhotim é um mashup (hehe) de museu de arte moderna com parque e jardins planejados. É um ótimo programa para um domingão de sol.

O acervo do Inhotim é excelente, mas uma obra em particular me chamou a atenção: foi Samson, de Chris Burden (foto ao lado). Samson (“Sansão”) é uma escultura conceitual, composta por uma máquina com dois pilares de madeira pressionando as paredes laterais da galeria. No meio deles há um martelo hidráulico de 100 toneladas, que fica conectado à roleta que dá entrada para a galeria. O funcionamento (mostrado com detalhes neste vídeo) é assim: Cada pessoa que passa pela roleta aciona um mecanismo que aciona o martelo e afasta, milímetro a milímetro, os pilares que pressionam as paredes. Assim, se passar gente suficiente pela roleta, a escultura vai acabar demolindo a galeria.

Genial. É por isso que eu adoro arte moderna…


Não voe por Congonhas

20 de julho de 2007, 13:11

E finalmente temos algum movimento de protesto contra o acidente com o vôo 3054 da TAM.

button do CGH Não

Já vi no Inagaki e no Updaters.


Música brasileira – Diversidade, mistureba e… satanismo

20 de julho de 2007, 11:41

Esses dias o eMusic publicou uma “dozen” – lista temática com 12 discos – sobre música brasileira, feita por Peter Margasak, e batizada de The New Sound of Brazil.

A lista ficou interessante não pelos artistas que selecionou, mas por mostrar a visão que o pessoal de fora tem sobre a nossa música – que é o oposto do que eu esperava.

O texto introdutório diz:

Considerando o que George W. Bush bem comentou, há alguns anos, com o presidente Lula, “Uau, o Brasil é grande.”, e baseando-se na música que a grande nação sul-americana exporta – bossa nova e samba – alguém poderia pensar o contrário. Mesmo com estes dois ricos, maravilhosos meta-gêneros musicais, a verdade é que o Brasil é o lar de uma variedade espetacular de estilos e tradições, equiparando-se, ou até ultrapassando, a diversidade musical dos Estados Unidos. A famosa Tropicália – que elevou artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé e Os Mutantes ao nível internacional – continua a exercer influência pelo país; o tempo todo, artistas absorvem, trasmutam e colidem todos os tipos de estilos, tanto domésticos quanto estrangeiros.

Além disso, o tamanho do Brasil e seu senso de orgulho lutam ativamente contra o imperialismo cultural; a música americana e européia é popular, mas não apaga a música brasileira das paradas. Enquanto a cultura americana regularmente descarta seu passado, o Brasil abraça-o e adora-o, mesmo quando seus artistas o fatiam e misturam de forma criativa com novos sons e abordagens. Existem incontáveis estilos regionais, ainda bem vivos – entre eles o coco, forró, axé, brega, choro, frevo, mangue beat, pagode, funk carioca e sertanejo – tanto em suas formas puras quanto em iterações pós-modernas. Os brasileiros também conseguiram dar seu toque característico ao hip-hop, jazz, funk e rock, e os melhores músicos acrescentam uma qualidade regional muito distinta às suas criações. Infelizmente, é difícil o não-brasileiro conseguir se orientar pela prolífica cornucópia de lançamentos espetaculares, embora difíceis de achar, que a indústria musical brasileira produz.

Mesmo com lançamentos agradáveis e interessantes no mercado internacional, como Bebel Gilberto, Céu, Cibelle, CSS e Bonde do Rolê, existe muito mais a ser explorado. Em uma viagem que fiz ao Brasil no ano passado, fiquei impressionado ao constatar que havia muito mais acontecendo do que eu esperava – e minhas expectativas já eram altas. Este guia é apenas a ponta do iceberg; a maior parte desta seleção vem de jovens artistas com uma sensibilidade aguçadíssima, mas também estão incluídos alguns da linha mais tradicional e também alguns veteranos que se recusam a deixar sua música ficar no passado. Mas cuidado: quando o bichinho te morder, vai ficar difícil parar de explorar mais e mais.

Confesso que fiquei feliz ao ler tudo isso. Eu não diria que nós “lutamos ativamente contra o imperialismo cultural”, nem que temos uma “cornucópia” de lançamentos espetaculares, mas se o pessoal de fora acha que estamos com essa bola toda…

Os doze discos elencados incluem muita coisa regional (principalmente pras bandas de Recife), funk carioca (obviamente) e outras coisinhas. São esses:

- “Cabeça elétrica coração acústico”, de Silvério Pessoa
- “Cão”, de Rômulo Froes
- “Res Inexplicata Volans”, do Apollo Nove
- “Narradores de Javé Remix”, do Instituto & DJ Dolores
- “Tocar na banda”, de Comadre Fulozinha
- “Sincerely hot”, de Domenico + 2
- “Dadi”, de Dadi
- “Simples”, de Jair Oliveira
- “Lenine”, de Lenine
- “E o método túfo de experiências”, do Cidadão Instigado
- “Slum Dunk presents Funk carioca”, coletânea feita por Tetine.
- “Futura”, da Nação Zumbi

Essa lista é uma vergonha. Vergonha pra mim, que só conheço um dos doze discos: o da Nação Zumbi. Confesso que meu gosto e minhas explorações musicais sempre passaram longe do Brasil, acho que mais por hábito do que por preconceito. Tanto que comecei a querer corrigir esta falha e descobrir coisas boas, do lado alternativo, aqui na terrinha. E a melhor das minhas descobertas foi o Satanique Samba Trio.


O trio em um culto satânico (vulgo “jam session”)

SST foi a novidade brasileira mais genial que já ouvi. O som dos caras (que são quatro, e não três) só pode ser descrito como sendo um encontro do Primus com a gafieira; uma soma de jazz moderno com samba de roda que, no fim, dá algo parecido com um chorinho errado.

A habilidade deles é a de cuidadosamente destruir o fluxo original dos ritmos brasileiros. Digo “cuidadosamente” porque, no meio da bagunça toda, o cavaquinho soa bem, o pandeiro soa bem, tudo soa bem, como um bando de instrumentos bem tocados, mas em pânico. O esmero técnico só faz melhorar algo que, com uma premissa genial dessas, tinha tudo pra dar certo por si só.

O trio tem dois lançamentos, Misantropicalia (disponível no eMusic) e Sangrou (disponível no site da gravadora). Ouça algumas músicas do “Sangrou” no MySpace dos caras.


Uma mente brilhante (no caixa do restaurante)

19 de julho de 2007, 15:22

No lugar onde trabalho pelo meu projeto atual, em se tratando de restaurantes na vizinhança, estamos mal servidos (pegou o trocadilho? Hein? Hein?).

São apenas duas opções. Uma delas foi apelidada por nós de extreme self-service, porque você não só se serve como também frita seu próprio bife e pega sua própria bebida na geladeira. É isso mesmo: você entra, passa pelo bufê e do lado dele tem uma grelha e um balde com um tanto de bifes semi-crus. Aí você frita seu bife e, logo adiante, tem a geladeira com as bebidas. Só tem funcionários na balança e no caixa e mesmo assim desconfiamos que, se o Brasil fosse um país de gente honesta, nem eles estariam lá.

Além do extreme, tem apenas outro restaurante, bem mais apresentável. Ele é um pouco mais caro, mas oferece um desconto de 15% pros funcionários da nossa empresa-cliente. E é aí que a coisa fica interessante.

Um dos nossos colegas notou que a menina do caixa anotava o preço com desconto na comanda. Ela pegava o papel, via o preço sem desconto, escrevia o preço com desconto – instantes depois, e sem usar calculadora – e recebia o dinheiro. Na velocidade com a qual ela escrevia ela tinha que ser uma geniozinha para, mentalmente e naquela rapidez, calcular o desconto e subtraí-lo do preço.

Como bons consultores que somos (cof, cof), tínhamos que investigar. Então, ontem, aproveitando que ela não estava no caixa, fiz uma pergunta para a funcionária que estava no lugar dela:

- Vem cá, como é que aquela menina calcula os 15% de desconto tão rápido?
- Ela não calcula. Ela decorou todos os valores.

Não podia ser verdade. Os valores variam centavo a centavo. Supondo que os pratos de comida custam de R$ 2 (anoréxica) a R$ 15 (peão de obra) ela teria que saber, de cor, dois mil e seiscentos números diferentes.

Ontem eu contei isso para o outro assistente e pro líder do projeto, que, obviamente, não acreditou quando contei. Então ele bolou um plano simples para uma auditoria no desconto: antes de ir para o caixa a gente faria a conta de qual seria o desconto, pra conferir se o valor que ela escreve não é invenção da cabeça dela.

Assim, depois do almoço de hoje, usamos a calculadora dos celulares para determinar o valor de cada um com o desconto correto. Memorizamos os números e fomos os três para o caixa, para a hora da verdade.

Primeiro foi o assistente. A mocinha pegou o papel e, de imediato, anotou o valor com desconto. Pela cara que “putaqueoparéu” que ele fez, ela provavelmente tinha acertado na mosca.

Na sequência, entreguei minha comanda. A mocinha pegou, olhou e escreveu o valor exato (até os centavos!), sem pestanejar. Depois veio o líder do projeto. Ela pegou a comanda, parou por um segundo…

- Hmm… esse eu esqueci…

Aí pegou a minha comanda novamente, olhou sabe lá Deus o quê, lembrou-se do desconto e escreveu na comanda do líder.

Confesso que, depois disso, eu acabei ficando meio triste. Pense bem: temos ali uma pessoa com uma habilidade que é fantástica e inútil ao mesmo tempo. Além do mais, considerando a facilidade dela com números, ela deveria estar é num escritório de contabilidade ou em alguma faculdade de alguma ciência exata – e não num caixa de restaurante.


Fones de ouvido – Os bons, os ruins, as dicas

18 de julho de 2007, 11:48
Princesa Léia e seus fones

Não, eu não vivo sem meus fones de ouvido. Pra vocês terem uma idéia, eu ando com três deles na minha mochila, o tempo todo.

É uma delícia botar um bom fone nas orelhas, se desligar da barulhada usual do mundo e descobrir detalhes das minhas músicas que nunca seriam audíveis em caixas de som normais.

Acontece que é difícil separar o joio do trigo ao tentar comprar bons fones de ouvido. Portanto, aqui vai um pouquinho da minha modesta experiência pra ajudar quem se interessar. Não sou um audiófilo experiente, então posso ter errado em alguma coisa. Neste caso, me xingue nos comentários que eu conserto.

Tipos de fone de ouvido

Earbuds (às vezes chamados intra-auriculares, embora não seja o correto): São aqueles pequenos que você enfia na orelha. A maioria dos fones que você vê por aí são do tipo “earbud”. Fones desse tipo são muito fáceis de achar. Fones bons desse tipo são bem difíceis de achar.

Como são muito pequenos, os earbuds – tanto os vagabundos quanto os de qualidade – não conseguem reproduzir com perfeição os sons mais graves. Outra desvantagem é que eles não são bons para ambientes barulhentos, tipo ônibus ou avião. Aí você aumenta o volume pra compensar e, daqui a alguns anos, acaba trocando o fone por um aparelho de surdez…

Supra-auriculares (headsets): É o “fone de DJ”, aquele modelo grandão e almofadado que você usa sobre a orelha. São confortáves, fáceis de colocar e tirar, e os modelos com traseira fechada bloqueiam boa parte dos ruídos externos. Como são maiores, reproduzem o som com maior fidelidade e são menos nocivos à audição, porque ficam mais longe do seu tímpano do que os earbuds. Mas são mais caros, não são lá muito portáteis e nem discretos (se você tentar usar um deles durante a aula, sua professora vai notar).

Fones supra-auriculares são particularmente bons para usar com jogos de PC, principalmente os de tiro em primeira pessoa.

Intra-auriculares (in-ear ou canalphones): Eles tem um formato esquisito e um jeito ainda mais estranho de usar: você enfia os fones dentro do canal auditivo. E isso, meus caros, é a melhor coisa do mundo.

Fones intra-auriculares são tão discretos e portáteis quanto os earbuds, tem uma qualidade sonora maravilhosa e isolam praticamente TODO o ruído externo – o que é um perigo na hora do cooper, por exemplo. Você só vai perceber que entrou na frente do ônibus quando ele te atropelar, já que a buzina, a freada e o rugido do motor jamais chegarão aos seus tímpanos.

Claro que esse poder todo tem seu preço: fones intra-auriculares são caros. Além disso, o uso dentro do canal auditivo não é exatamente confortável. E, de vez em quando, você vai ter a desagradável tarefa de limpar restos de cera de ouvido deles.

Fones que conheço e recomendo

Qualquer fone que venha junto com algum produto bom (iPod, MP3 player, notebook, etc). Estes tem que ser no mínimo razoáveis, porque senão comprometem o produto que acompanham. Imagine se os fones do iPod tivessem um som ruim: ninguém ia culpar os fones, todo mundo ia sair dizendo que “o iPod é uma droga”. Por isso os fabricantes espertos não bobeiam e capricham na qualidade destes fones.

Os dois fones que uso diariamente são o do meu iPod e o que veio com meu finado m:robe MR100.

Philips SBCHP195. Esse é relativamente fácil de achar no Brasil. Ele é bom, durável, o cabo é grande e o som é muito bom, apesar de puxar um pouquinho pros graves. É a melhor opção que conheço para fones supra-auriculares.

Um aviso: estes fones são contra-indicados para filmes de terror. Pra vocês terem uma idéia, eu só tive coragem de assistir O Iluminado até o fim depois que tirei os fones. É que a música funciona muito melhor com eles – o que não é nada desejável quando o objetivo da música é tornar as cenas ainda mais assustadoras…

Shure E3C. Intra-auriculares com isolamento acústico. Não são baratos, mas são magníficos. Esses eu descrevi em detalhes neste post.

Fones que conheço e NÃO recomendo:

Qualquer um da marca Coby. Nunca vou me esquecer da última vez que ouvi algo através de um fone Coby: botei os fones nos ouvidos, apertei o play do meu Winamp e, conforme a música soava, eu me sentia fisicamente mal. O barulho que aquela porcaria produzia era uma mistura de rádio AM com telefone de latinha. Eu fiquei tão revoltado que joguei os fones no lixo, após alguns segundos de uso.

Na verdade, é bom você tomar cuidado com a maioria dos fones tipo earbud, mesmo os de marca boa (Philips, Sony, etc), pois vários são low end (feitos pra vender barato e, portanto, sem qualidade)

Koss Plug. Comprei um deles quando estava no Canadá e, na época, achei ótimo: baratinho, o isolamento acústico era uma beleza, na academia ele tapava aquelas músicas chatas vindas da aula de spinning, e ele era um bom apoio para amenizar 10 horas de motor de avião rugindo na sua orelha enquanto eu voava de volta pro Brasil.

Acontece que o The Plug puxa demais para os graves. Todos os detalhes mais agudos da música se perdem no oceano de “uoooomp, wuooomp” do baixo e da bateria. É como se você botasse um subwoofer dentro da orelha.

Bem, se você gosta de funk, vai fundo que o The Plug é ideal pra você…

Fones com controle de volume, no fio ou nos próprios fones. Esse controle de volume pode até ser prático, mas normalmente degrada a qualidade do som.

Dois cuidados básicos para seu fone de ouvido durar bastante

Guarde seu fone com o fio enrolado gentilmente, sem forçar – principalmente perto do conector, o primeiro lugar aonde o mau contato aparece quando o fone é maltratado.

JAMAIS sopre dentro dos fones para tirar sujeira ou poeira. Por dentro, o fone é uma micro-caixa de som, com um diafragma mais delicado do que a torcida do Cruzeiro. Estraga mais fácil do que você imagina.

Outras informações interessantes

O site Inside Home Recording tem uma avaliação de vários modelos, desde os foninhos do iPod até os modelos mais caros. Meus fones Shure E3C ficaram em segundo lugar na avaliação deles.

O Headphone Reviews tem avaliações de 298 fones diferentes, feitas pelos próprios usuários do site. Tem também um ranking com os TOP 10 fones de cada tipo.

Já ouviu falar em “amaciar” motor de carro? Pois é: dizem que fones de ouvido também tendem a melhorar conforme vão sendo “amaciados” com o uso.

É isso. Se você concorda, discorda ou quer acrescentar alguma coisa, os comentários tão aí para isso. Vai fundo.


Um comentário sobre a tragédia do TAM 3054

18 de julho de 2007, 9:02

Era mais ou menos uma e quinze da manhã, eu e Bethania ainda estávamos assistindo a GloboNews. O apresentador do “Em cima da hora” tinha acabado de receber a lista de passageiros do vôo, e começou a ler os nomes. A cena foi muito triste: o helicóptero mostrava o local do acidente, as chamas e os escombros, e o repórter ia dizendo, pausadamente, os nomes dos mortos.

E eu acompanhava a lista, nome a nome, para ver se conhecia alguém. A empresa de consultoria onde trabalho é muito grande, tenho centenas de “colegas de trabalho” que passam a semana toda voando pelo Brasil. A probabilidade de ter alguém conhecido naquele vôo era grande. Tanto que, logo que soube do acidente, tratei de me certificar de que um amigo, alocado num projeto no Rio Grande do Sul, estava bem. Felizmente, até agora não estou sabendo de nenhum colega morto no vôo.

Esse tipo de acidente tem um impacto muito forte pra nós, que viajamos muito e que, consequentemente, passamos por Congonhas o tempo todo. Ver as imagens do acidente, ontem, na TV, era mais assustador que o normal. A imagem do prédio da TAM atingido pelo avião não é uma imagem qualquer pra quem estava acostumado a passar em frente a ele, toda semana.

O susto também é pior para as famílias de quem viaja muito. Até meu pai me ligou ontem à noite só pra confirmar que eu estava realmente aqui em Belo Horizonte. Da minha parte a coisa foi pior ainda: Bethania havia passado o dia no Rio e estava numa reunião bem ao lado do Aeroporto Santos Dumont, que teve um princípio de incêndio. E ela tinha uma reunião hoje, em São Paulo, que acabou cancelando. Congonhas já voltou a funcionar, mas ela e eu não achamos que a pista é segura.

Antes de dormir, nós rezamos pelos mortos do vôo e pedimos a Deus – a última e, pelo visto, única esperança – para ajudar a resolver a irresponsabilidade e falta de profissionalismo da aviação brasileira.


Taquicardia

17 de julho de 2007, 15:44

Enquanto eu atualizava minhas finanças pessoais, um colega olha para minha tela e pergunta:

- Queisso?
- É um gráfico do meu fluxo de caixa previsto até o final do ano.
- Parece mais um eletrocardiograma.
- Bem… como se trata do meu dinheiro, não deixa de ser…


Bump, tick, scratch – desconstruindo para construir

16 de julho de 2007, 18:55

Tipo que eu parei de fazer posts que só replicam conteúdo de outros sites: o que eu vejo na net e acho interessante eu boto no meu del.icio.us e aparece ali na coluninha à direita.

Mas esse é muito foda e precisa ser mostrado aqui, com destaque.

Vi no Urbe um pequenino curta chamado “Bump, tick, scratch” que mostra o processo de criação de loops usado por John Pugh, baterista do !!! (leia-se “chk chk chk”). É lindo. É muito lindo. É genial. É um Ctrl+C, Ctrl+V só que de verdade.


8 dicas de um ex-atendente de call center para você ser bem atendido em um serviço 0800

13 de julho de 2007, 13:01

Dia desses, discutindo o assunto deste post no Fórum HardMOB, um ex-atendente de call center deu dicas preciosas de como lidar com os atendentes e fazê-los “estar resolvendo” seu problema sem muito stress. São essas aí embaixo (reproduzidas com a devida autorização – valeu, Fidel!):

Não tente brigar com o atendente, ele não tem culpa e brigar só vai piorar as coisas… pro seu lado.

Não se mostre TÃO bobão e gentil com atendentes, eles nao valorizam isso; pelo contrário, não surte efeito de “pressão” para resolverem seu problema.

Seja objetivo, preciso, mostre-se bem informado.

Não faça ameaças aos atendentes ou mencione seu “poderoso grau de influência”: normalmente colocamos no mudo e damos risada neste momento.

Quer que resolvam o problema? Anote tudo que o atendente está falando, peça prazo, anote horário, nome, etc… e ligue cobrando.

Seja educado. Nem muito, nem pouco, apenas educado o suficiente.

Se não resolver, mande um email descritivo para o “tronco de email” do departamento certo, por exemplo: suporte@terra.com.br. Nunca mande email de reclamação para algum email pessoal pois não vai causar o efeito desejado e pode até se perder. Normalmente estes emails-tronco vão com cópia para gerentes, coordenadores e, dependendo, até diretor.

Caso nada disso surta efeito, fale com a parte frágil e mais importante da empresa: a área comercial. Ligue esculhambando o suporte ou atendimento e fale que quer e VAI cancelar. Essa é batata, os departamentos responsáveis vão tomar uma comida e seu problema será resolvido mais rápido


Sexta-feira 13 é…

13 de julho de 2007, 10:03

…chegar no serviço às sete da manhã, entrar numa reunião e ouvir a seguinte frase:

“Nós vivemos uma situação dicotômica”…


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