A Saga do Esquenta

Então, como parte da preparação para o BlogCamp MG que rola em novembro, o pessoal resolveu fazer um "esquenta" – um encontro informal num boteco.

Eu, como estou apostando bastante nessa movimentação dos blogs belorizontinos, não ia perder uma coisa dessas, então fui direto do aeroporto (estava chegando do Rio) para o boteco combinado. Cheguei lá umas 22:30.

Do grupo eu conhecia no máximo duas ou três pessoas "ao vivo", mas fora isso o plano era alguém deixar uma "plaquinha" avisando que aquela mesa era a do BlogCamp. Então eu entrei, olhei, procurei… e nada. Aí fiquei "panguando" na porta do lugar por um tempo, olhando pras mesas, vendo se reconhecia alguém. Entrei no meu email (Deus abençoe o Opera Mini!) para ver se alguém havia mandado alguma mensagem, mudando o lugar do encontro ou avisando que havia sido cancelado. Nada. No Twitter, nada também. Tentei ligar pra Bethania, para dar um "abort mission" e pedir a ela pra me buscar, mas o telefone estava desligado (ela estava vendo uma ópera no Palácio das Artes). Aí, não me sobraram muitas outras opções senão achar o pessoal – isso se eles realmente estivessem reunidos em algum lugar.

Era hora do "plano B" – fui pra frente da Cantina do Lucas (um restaurante próximo que fica dentro do prédio e que é menos barulhento e mais seguro) e liguei para a ÚNICA pessoa do grupo que eu sabia o telefone: Jorge Rocha, o Exu Caveira Cover.

Detalhe que eu nunca havia conversado ao telefone com o cidadão até aquele instante:

– Alô, Jorge?
– Sim…
– Aqui é José Carlos… "O Primo"… tudo bem?
– Fala cara, beleza?
– Tranquilo. Onde você está?
– Uhh… em casa?

E mais uma vez eu estava sem opções de como encontrar o pessoal. Mas, de repente, enquanto os punks e demais criaturas mutantes do Edifício Maletta passavam na minha frente, eu tive um outro lampejo de criatividade e bolei um "plano C" – descobrir o telefone de Esparroman.

Esparroman trabalha na mesma empresa que eu, lê meu blog, eu leio o blog dele, e nós NUNCA nos encontramos ou falamos pessoalmente. Acontece que Michael Jackson (o trainee da época de Windturn City) conhecia Esparroman e uma vez me disse o nome real dele. E Esparroman havia dito, na lista de discussão do BlogCamp, que iria ao "esquenta". Acionei o Opera Mini de novo, fui na extranet da nossa empresa e procurei o telefone dele na lista de contatos. E lá estava o nome dele (que, digamos, era "Eduardo").

– Alô, Eduardo?
– É.
– Eduardo… esparroman?
– É.
– Aqui é O Primo…

Momento épico! E ainda tem a diversão adicional de ver ele narrando este mesmo telefonema no blog dele. Mas no fim das contas descobri que Esparroman também não achou o pessoal no boteco e acabou indo parar em outro bar, com uma amiga.

Bethania continuava com o celular desligado, e eu continuava sem opções de achar o pessoal. Aí resolvi usar a última carta da manga, o "plano D". Eu não queria ter que usar o "plano D" porque ele, bem, geraria um certo desconforto. Mas peguei o telefone e disquei:

– Alô, Norton? Bão?
– Bão…
– Cara, posso te fazer uma pergunta muito esquisita?
– Manda.
– Me passa o telefone da sua ex-namorada..?

Pois é. Renata também tinha dito que ia ao "esquenta". Confesso que liguei pra ela esperando uma resposta do tipo "ah, estou em Sete Lagoas jogando Zelda no meu Wii". E qual não foi a minha surpresa quando ela disse:

– Estou no Redentor com o Bressane.

Bingo – o plano D, a última cartada que eu tinha, funcionou. Fui pro Redentor me encontrar com os dois. Foi bem legal. No fim das contas, pelo que entendi, os dois deram o "esquenta" como fracassado e saíram por conta própria. Naquela altura eu também tinha imaginado que todos haviam dado o bolo em todo mundo e que o "esquenta" sequer tinha acontecido.

Aí, hoje de manhã, começam a chegar os emails na lista do BlogCamp e eu não entendi nada:

"Excelente, deve rolar mais esquentas, a galera se entrosou bem e a conversa rolou solta!"

"Até o Carlos, caladinho aqui na lista apareceu!"

Peraí, o troço rolou? Mas eu não vi ninguém lá! E o comentário no email sobre as plaquinhas foi…

"As plaquinhas duraram só até a garrafa de Anisio chegar na metade, daí pra frente nós acabamos indo parar num mundo paralelo e esquecendo de levar as plaquinhas conosco."

Só esclareci o mistério hoje, depois de chamar Camila no GTalk. Ela me contou que, sim, rolou o "esquenta". Mas como o lugar estava "cheio, abafado e barulhento", eles se mudaram de boteco e foram para a Cantina do Lucas, e lá ficaram até pouco antes das onze da noite.

Lembra do quarto parágrafo deste post? A Cantina do Lucas era o lugar onde fiquei telefonando pro pessoal!

Resumo da ópera: aparentemente, eu cheguei por coincidência no lugar onde o grupo do "esquenta" oficial estava e me desencontrei deles por uma questão de minutos. E, por sorte, encontrei Renata e Bressane no que acabou se tornando um "esquenta paralelo". Maravilha!

7 thoughts on “A Saga do Esquenta”

  1. precisamos redimir isso aí, chapa. e – terrivel simnetria – vc me ligou no exato momento em que eu estava no ápice de uma briga com minha máquina de lavar roupas eqto fumava meu tradicional charuto mensal. sim, é estranho praca. eu sei.

  2. Cara, eu TAMBÉM fui até a Cantina do Lucas. Mas nem me atinei em procurar as pessoas lá…

    Ps. Gostei do meu nome fictício. Pelo menos não foi “Du”, “Edu” ou pior ainda: “Dudu”…

  3. Nossa, ainda bem que eu desisti de sequer pensar em ir no esquenta. Se eu tivesse ido e não achado ninguém eu mega não iria nem na blogcamp. Não sou tão cheia de planos alternativos como você! Meu primeiro primeiro e único plano alternativo seria ligar pra uma das minhas amigas para fazermos o que fazemos melhor (beber e nos divertir!!!).

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