Posts de outubro de 2007


Irritando seu cliente ao tentar vender pra ele

14 de outubro de 2007, 21:56

Agora a indústria do entretenimento atingiu um nível sobrenatural de falta de noção.

Ontem eu aluguei um DVD do filme Perfume, que por sinal achei bem chatinho. Mas o que foi chato MESMO foi a surpresa que tive ao apertar "Play": minutos e minutos de trailers… e comerciais, daqueles que não tem como pular.

Numa boa: eu estou pagando para ver filme, e não pra ver propaganda de pousada em Parati ou de secador de cabelo.

Depois eu vou assistir Tropa de Elite versão piratex e neguinho reclama…


A Saga do Esquenta

12 de outubro de 2007, 13:00

Então, como parte da preparação para o BlogCamp MG que rola em novembro, o pessoal resolveu fazer um "esquenta" – um encontro informal num boteco.

Eu, como estou apostando bastante nessa movimentação dos blogs belorizontinos, não ia perder uma coisa dessas, então fui direto do aeroporto (estava chegando do Rio) para o boteco combinado. Cheguei lá umas 22:30.

Do grupo eu conhecia no máximo duas ou três pessoas "ao vivo", mas fora isso o plano era alguém deixar uma "plaquinha" avisando que aquela mesa era a do BlogCamp. Então eu entrei, olhei, procurei… e nada. Aí fiquei "panguando" na porta do lugar por um tempo, olhando pras mesas, vendo se reconhecia alguém. Entrei no meu email (Deus abençoe o Opera Mini!) para ver se alguém havia mandado alguma mensagem, mudando o lugar do encontro ou avisando que havia sido cancelado. Nada. No Twitter, nada também. Tentei ligar pra Bethania, para dar um "abort mission" e pedir a ela pra me buscar, mas o telefone estava desligado (ela estava vendo uma ópera no Palácio das Artes). Aí, não me sobraram muitas outras opções senão achar o pessoal – isso se eles realmente estivessem reunidos em algum lugar.

Era hora do "plano B" – fui pra frente da Cantina do Lucas (um restaurante próximo que fica dentro do prédio e que é menos barulhento e mais seguro) e liguei para a ÚNICA pessoa do grupo que eu sabia o telefone: Jorge Rocha, o Exu Caveira Cover.

Detalhe que eu nunca havia conversado ao telefone com o cidadão até aquele instante:

- Alô, Jorge?
- Sim…
- Aqui é José Carlos… "O Primo"… tudo bem?
- Fala cara, beleza?
- Tranquilo. Onde você está?
- Uhh… em casa?

E mais uma vez eu estava sem opções de como encontrar o pessoal. Mas, de repente, enquanto os punks e demais criaturas mutantes do Edifício Maletta passavam na minha frente, eu tive um outro lampejo de criatividade e bolei um "plano C" – descobrir o telefone de Esparroman.

Esparroman trabalha na mesma empresa que eu, lê meu blog, eu leio o blog dele, e nós NUNCA nos encontramos ou falamos pessoalmente. Acontece que Michael Jackson (o trainee da época de Windturn City) conhecia Esparroman e uma vez me disse o nome real dele. E Esparroman havia dito, na lista de discussão do BlogCamp, que iria ao "esquenta". Acionei o Opera Mini de novo, fui na extranet da nossa empresa e procurei o telefone dele na lista de contatos. E lá estava o nome dele (que, digamos, era "Eduardo").

- Alô, Eduardo?
- É.
- Eduardo… esparroman?
- É.
- Aqui é O Primo…

Momento épico! E ainda tem a diversão adicional de ver ele narrando este mesmo telefonema no blog dele. Mas no fim das contas descobri que Esparroman também não achou o pessoal no boteco e acabou indo parar em outro bar, com uma amiga.

Bethania continuava com o celular desligado, e eu continuava sem opções de achar o pessoal. Aí resolvi usar a última carta da manga, o "plano D". Eu não queria ter que usar o "plano D" porque ele, bem, geraria um certo desconforto. Mas peguei o telefone e disquei:

- Alô, Norton? Bão?
- Bão…
- Cara, posso te fazer uma pergunta muito esquisita?
- Manda.
- Me passa o telefone da sua ex-namorada..?

Pois é. Renata também tinha dito que ia ao "esquenta". Confesso que liguei pra ela esperando uma resposta do tipo "ah, estou em Sete Lagoas jogando Zelda no meu Wii". E qual não foi a minha surpresa quando ela disse:

- Estou no Redentor com o Bressane.

Bingo – o plano D, a última cartada que eu tinha, funcionou. Fui pro Redentor me encontrar com os dois. Foi bem legal. No fim das contas, pelo que entendi, os dois deram o "esquenta" como fracassado e saíram por conta própria. Naquela altura eu também tinha imaginado que todos haviam dado o bolo em todo mundo e que o "esquenta" sequer tinha acontecido.

Aí, hoje de manhã, começam a chegar os emails na lista do BlogCamp e eu não entendi nada:

"Excelente, deve rolar mais esquentas, a galera se entrosou bem e a conversa rolou solta!"

"Até o Carlos, caladinho aqui na lista apareceu!"

Peraí, o troço rolou? Mas eu não vi ninguém lá! E o comentário no email sobre as plaquinhas foi…

"As plaquinhas duraram só até a garrafa de Anisio chegar na metade, daí pra frente nós acabamos indo parar num mundo paralelo e esquecendo de levar as plaquinhas conosco."

Só esclareci o mistério hoje, depois de chamar Camila no GTalk. Ela me contou que, sim, rolou o "esquenta". Mas como o lugar estava "cheio, abafado e barulhento", eles se mudaram de boteco e foram para a Cantina do Lucas, e lá ficaram até pouco antes das onze da noite.

Lembra do quarto parágrafo deste post? A Cantina do Lucas era o lugar onde fiquei telefonando pro pessoal!

Resumo da ópera: aparentemente, eu cheguei por coincidência no lugar onde o grupo do "esquenta" oficial estava e me desencontrei deles por uma questão de minutos. E, por sorte, encontrei Renata e Bressane no que acabou se tornando um "esquenta paralelo". Maravilha!


O dia de aniversário do Primo

11 de outubro de 2007, 7:23

06:50 – O celular toca Squarepusher e eu acordo. Sem minha mulher do lado, já que estou no Rio, a trabalho.

06:53 – Ao entrar no banheiro eu lembro que, por alguma razão, o pessoal do hotel (Mar Palace Copacabana – logo vocês verão por quê estou citando o nome) me colocou em um quarto para idosos/deficientes, que não tem box. “O banho matinal vai ser uma lambança”, pensei.

Banheiro 07:00 – Dito e feito. Depois do banho eu nem consigo usar a pia direito porque tem um lago de água ensaboada correndo entre eu e ela.

07:30 – Frutas frescas, depois ovos mexidos no café da manhã. Adoro café da manhã de hotel. É uma das poucas vantagens de trabalhar viajando.

07:50 – Me encontro com o “Professor”, o colega-consultor que vai dar o curso de hoje, e pegamos um táxi. O trabalho de hoje é simples: eu tenho que assistir o treinamento de Gerenciamento de Projetos que o Professor vai dar.

Já é a terceira vez que assisto este treinamento. E, sim, eu vim ao Rio só pra isso. Mas é por uma causa justa: em algumas semanas eu vou me tornar “professor” do treinamento, então tem esse pequeno “calvário” de assistir o curso repetidas vezes como parte da minha formação.

Agora, imagine como é divertido rever por três vezes um treinamento de dois dias sobre um assunto que você está cansado de saber porque trabalha diariamente com ele desde que se tornou consultor…

09:47 – Começa o primeiro exercício em grupo do dia. Eu adoro os exercícios do curso, porque durante o tempo dos exercícios eu posso efetivamente FAZER alguma coisa: bancar o “monitor”, passando pelos grupos, ajudando o pessoal, tirando dúvidas e tal.

Só que, enquanto um dos grupos me explicava uma dúvida, eu senti um “encosto”, uma presença sobrenatural atrás de mim. Era o Professor, com a cara a apenas alguns centímetros de distância do meu ombro.

Aí, no exato instante em que eu comecei a responder a dúvida do grupo, o instrutor me interrompe e começa a responder ele mesmo. Só que o “interromper” dele significa falar no DOBRO do volume de uma pessoa normal, e com a cara colada no meu pobre ouvidinho.

Depois da terceira interrupção seguida eu desisti de tentar ajudar os grupos.

10:30 – Pra não morrer de tédio, abri o notebook, abri o Excel e comecei a montar um cronograma detalhado do curso, pra usar quando fosse a minha vez de dar o treinamento.

11:30 – Comecei a me empolgar com o cronograma…

15:32 – O que nasceu como “cronograma” acabou virando uma planilha que se atualizava automaticamente, em tempo real, mostrando o ponto onde o curso estava (de verde) e onde deveria estar (em vermelho), e também o atraso estimado, em minutos, em um outro canto da tela.

20071011

O legal é que a coluna “progresso” vai colorindo automaticamente, para mostrar o quanto cada item do cronograma deveria estar concluído. Assim, na hora do curso, você sabe visualmente quanto tempo tem para terminar de ensinar cada assunto.

Sim, eu exagerei. Quem mandou não me deixar tirar as dúvidas dos grupos?

(Update: Quem quiser baixar a planilha, clique aqui)

18:30 – Voltamos para o hotel. Eu até pensei em sair pra jantar num lugar legal, mas sozinho ia ser meio deprê. Aí fui pra internet, ver os scraps de parabéns do Orkut, ler meus feeds, terminar de baixar o Heroes novo, etc.

Só que a internet começou a cair. De cinco em cinco minutos eu dava de cara com a página de login do hotel.

Liguei para a recepção e perguntei o que estava acontecendo. A recepcionista só faltou me mandar pastar:

- Olha, senhor, não tem nada errado. Nesse exato momento tem outros 11 quartos usando a internet e ninguém reclamou. Aqui no lobby mesmo tem um senhor usando o computador há mais de uma hora.

- Tá, mas comigo não funciona. Alguém pode vir aqui e ver o que está acontecendo?

- O técnico da internet já foi embora.

Depois disso eu passei mais de uma hora tentando fazer a internet funcionar. Testei em outros navegadores, tentei com a rede sem fio, tentei com a rede com fio, tentei descobrir a senha da página da administração da intranet do hotel, mas não deu.

21:30 – Pedi meu jantar. Eu sempre me divirto com o inglês macarrônico do menu bilíngue do hotel. Você pode ir ao “looby bar” e pedir uma “ceazar salad” com um “sandwhiche”.

22:10 – Ligo de novo para a recepção:

- Eu pedi comida há mais de meia hora e não veio nada ainda!

- É mesmo, senhor?

Eu juro por Deus que o “é mesmo” do cara foi tão sarcástico que a primeira coisa que veio à minha cabeça foi…

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23:50 – Depois de comer e ver tevê, fui dormir.

05:30 – Acordo com um pernilongo dando “rasantes” na minha cabeça. Enfiei a cabeça debaixo da colcha, mas ela era muito fina e o pernilongo continuava me sobrevoando.

Passei alguns minutos pensando se era mais vantagem tentar dormir ou matar o maldito pernilongo. Alguns rasantes adicionais e eu decidi ir à caça.

Acendi a luz, botei os óculos e comecei a olhar em volta. O pernilongo eu não vi, mas em compensação, achei uma barata, enorme, passeando pelo chão do quarto. Dei nela uma sapatada e dei graças a Deus pelos rasantes do pernilongo: não fossem eles e eu nem teria visto essa minha “companheira” aí embaixo.

mar palace copacabana

O pior é que já é a segunda vez que eu acordo e dou de cara com baratas no quarto do hotel – a primeira, obviamente, foi em Windturn City.

E, só pra constar, o hotel onde estou é o Mar Palace Copacabana. Viu, Google? Quando indexar esta página, lembre-se: “baratas, Mar Palace Copacabana”, ok?

05:40 – Eu não ia conseguir dormir de novo e, como o celular ia despertar daqui a uma hora mesmo, resolvi escrever este post.

P.s.: Veja você, tem mais seis anos de aniversários registrados aqui no blog. Em 2006 eu também estava no Rio, em 2005 eu estava trabalhando no mesmo hospital onde nasci, em 2004 teve festinha com chapeuzinhos da Turma da Mônica e tudo, em 2003 eu escrevi um post “socialmente responsável” que hoje me dá vergonha porque parece emo demais, em 2002 eu não tive tempo nem de almoçar no dia, e em 2001 Luiz ainda postava aqui e me deu um “remix” de aniversário.


Por que eu fico desanimado com a internet brasileira

9 de outubro de 2007, 23:34

Justifico fazendo uma análise rápida de uma coisa bem web 2.0: sites de confissões anônimas.

Confissão do famoso Post Secret.com:

20071009

O texto diz: “Este é o recibo que me deram no dia que abortei meu bebê. Eu ando com o recibo e olho para ele todo dia, para me lembrar. Tenho medo que Deus me castigue um dia, por ter feito essa escolha, mas hoje eu estou deixando isso para trás”.

Agora, uma confissão do Grouphug.us:

Toda noite, antes de dormir, eu rezo e peço para acordar e ter 18 anos novamente, para ter uma chance de fazer escolhas diferentes e não ferrar com a minha vida do jeito que ferrei…

Outra confissão, agora do unburdened.org:

Recentemente eu descobri que meus pais faziam “swing” no final dos anos 60, início dos anos 70. Sem problemas, eu pensei. Eles eram os clássicos hippies “flower power” na época. Depois do meu choque inicial e de me divertir imaginando meu pai pegando uma hippie numa sala cheia de gente cabeluda, eu me toquei de uma coisa:

Ele pode não ser meu pai biológico.

A minha cara quando me toquei disso deve ter sido bem óbvia, poruqe minha mãe disse “pois é, nós não sabemos”. Tomara que meu pai biológico seja rico.

Agora uma confissão brasileira, do (extinto) EuConfesso.com.br:

confesso que eu só consigo cagar peladão !!!


Sessão Primo de filmes ruins com mulheres dando porrada

8 de outubro de 2007, 19:24

Este ano tem sido bem ruim para o cinema norte-americano. Lançamentos horríveis, pouquíssimos roteiros originais, uma overdose de continuações toscas, adaptações de livros/filmes/quadrinhos/jogos que chegam a dar pena, etc. Assim, para comemorar este estado catastrófico de Hollywood, resolvi fazer uma sessão de "filmes ruins com mulheres dando porrada", pra poder fazer piadas aqui no blog.

As vítimas os escolhidos foram duas adaptações caça-níquel, uma de um jogo e outra de um desenho animado: Dead Or Alive e Aeon Flux!

Dead Or Alive (DOA – Vivo ou Morto)

Cartaz DOA Provavelmente as instruções do diretor para a equipe, ao começar as filmagens, foram: "temos que fazer um filme sexy, mostrar muita mulher de biquíni, muita porrada, mas tem que ser um filme pra criança! O filme NÃO pode ser classificado pra maiores de 12 anos!". Ele acertou na mosca.

Dead Or Alive é, basicamente, mulheres de biquíni quebrando o pau, ora entre elas mesmas, ora com uns personagens masculinos patéticos de roupas (e cabelos) coloridos, ora com centenas de milhares de inimigos com apenas 1 HP – aqueles, que desmaiam com um chute na canela, sabe?

É desnecessário dizer que eu não esperava um bom roteiro ou personagens legais, mas o pessoal abusou. Pra começo de conversa, o filme tinha vinhetas entre as cenas. Vinhetas!! Um letreiro bizarro "DOA" que voava pra dentro e pra fora entre uma cena e outra. Os atores também iam de mal a pior. Eu quase tinha um troço de tanto rir quando via, por exemplo, o ninja Hayabusa, que atuava como se fosse o Moss do "The IT Crowd". A personagem principal (Kazumi) é interpretada por uma atriz que mais parece um zumbi sem expressão. Se ela fosse a atriz mais bonita do elenco o destaque até se justificaria, mas ela é uma das mais sem-graça. Principalmente quando comparada àquela que me deixou babando o filme todo… Tina Armstrong.

Tina Armstrong
A Tina original dos jogos e a versão de "carne e osso". E que carnes!

Vou te contar, a Tina – interpretada pela belíssima Jaime Pressly – ficou de cair o queixo. Coincidentemente, eu só jogava Dead Or Alive no fliperama com a Tina. Lembro que até andava com uma lista dos golpes e combos dela, dobradinha na minha carteira, pra consultar quando eu fosse jogar (pô, eram dezenas de golpes, e eu era um adolescente nerd! Eu mereço um desconto!).

O final do filme – que não dura nem 1:15h – não poderia ter sido mais manjado. O vilão aciona uma autodestruição, aparece um contador regressivo e todos escaparam no último minuto de uma explosão que aniquila tudo – mas não sem antes encher o malvadão de porrada.

Pablo Vilaça, meu "deus" particular do cinema (como diz Bethania), deu ao filme a classificação mínima – uma estrela, e falou mal de tudo. Tenho pena do Vilaça, que tem que avaliar a sério filmes que nem eram pra ser sérios.

Ah, e tem o trailer no YouTube, pra vocês sentirem o nível.

Aeon Flux

20071006_3 Aeon Flux foi a "zebra" da minha sessão cinema. Eu esperava um filme horrível, e o que vi foi até interessante!

A primeira boa surpresa vem do ponto de vista estético. Aeon Flux é um filme muito bonito. Tudo é elegantemente "muderno": as roupas, as locações (muito bem escolhidas por sinal), os diálogos, a tecnologia e armamentos inventados para a época futurista aonde o filme se passa, etc. Além disso, o roteiro gira em torno de um mistério interessante – tanto que nem precisei prestar atenção nas "belezas naturais" de Charlize Theron para não dormir.

Claro que a Aeon Flux original, dos desenhos de Peter Cheng, é um personagem muito mais legal do que o que Charlize Theron representou. Nos desenhos, Aeon é mais fria, mais ágil na "hora do pau" e tem um toque fetichista muito legal que não apareceu em momento algum do filme. E o roteiro, além de algumas inconsistências, é muito reticente em alguns momentos, o que acaba deixando tudo meio blasé demais. Mas, somando tudo e noves fora, Aeon Flux é legal – embora os desenhos originais da MTV continuem sendo melhores.


Inscrições abertas para o BlogCamp MG

5 de outubro de 2007, 14:28

E em novembro vai rolar aqui em Belo Horizonte o primeiro BlogCamp MG.

20071005

O BlogCamp é um encontro de blogueiros no formato “desconferência” – uma conferência sem programação prévia. Quem quiser falar, vai lá e inscreve sua palestra na hora. Assiste e participa quem quiser. É tudo informal e aberto – e, portanto, divertido.

Este formato é famoso na internet e conhecido como BarCamp – assim, “BlogCamp” ficou sendo o BarCamp dos blogueiros. O primeiro BlogCamp brasileiro rolou em agosto, em São Paulo. Vão rolar outros no Rio, em Curitiba, no Ceará e, agora, aqui na terrinha.

Para o evento de Beagá, a coisa é promissora. A Oi Futuro está por trás da divulgação e tem patrocínio do BlogBlogs e do Dinheirama.

Data: 17 e 18/11, sábado e domingo
Horário: 9:30 às 18:00
Local: Oi Futuro – Museu das Telecomunicações – Avenida Afonso Pena, 4001, térreo

Eu, que sempre tive preguiça da web brasileira, já estou inscrito. Essa movimentação atual dos blogueiros brasileiros é uma coisa ímpar que muito me anima.

Aguardem ampla cobertura aqui no blog e “drops” ao vivo via Twitter nos dias do evento.


Os problemas econômicos do golpe do baú

4 de outubro de 2007, 21:19

Segundo este site, uma mulher apelou e colocou um anúncio no Craigslist pedindo ajuda para um problema… diferente:

Eu sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. (…) estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso? Vocês poderiam me mandar algumas dicas? Eu namorei um homem de negócios que ganha por volta de 200 a 250 mil. Mas eu não consigo passar disso. 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West. Eu conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego no nível dela?

Sim, a mulher estava pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Mas isso não é o mais legal, o melhor da história é que um cara, possivelmente um economista ou investidor, deu a ela uma resposta tão bem articulada e fundamentada que eu não resisti e tive que traduzir tudo pra postar aqui (os negritos são meus, pra mostrar as melhores partes):

Eu li seu anúncio com grande interesse e pensei com cuidado sobre seu dilema. Fiz a seguinte análise da situação.

Primeiramente, não estou gastando seu tempo, pois me qualifico como um homem que atende seu orçamento; ou seja, eu ganho mais de 500 mil por ano. Isto posto, eu considero os fatos da seguinte forma:

Sua oferta, quando vista da perspectiva de um homem como eu, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro. Ótimo, fácil. Mas tem um problema. Sua aparência vai se acabar e meu dinheiro vai continuar existindo, perpetuamente… de fato, é bem possível que meus rendimentos aumentem, mas é certeza absoluta o fato que você não vai ficar nem um pouco mais bonita!

Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como esta depreciação sempre aumenta! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar gostosa pelos próximos 5 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. Então o fim de sua aparência começa cedo. Aos 35 anos você já estará acabada!

Então, usando o linguajar de Wall Street, nós a chamaríamos de “trading position” (posição para comercializar), e não de “buy and hold” (compre e retenha) – que é o que você deseja… daí o problema… casamento. Não faz sentido, do ponto de vista de negócios, “comprar” você (que é o que você quer), portanto prefiro alugá-la.  Se você estiver pensando que estou sendo cruel, eu tenho a dizer o seguinte: Se meu dinheiro vai se acabar, você também vai. Então, quando sua beleza se esvair eu tenho que ter uma opção de saída. É simples assim. Um negócio razoável, portanto, é um namoro, e não casamento.

Paralelamente a isso, bem no início da minha carreira me ensinaram sobre mercados eficientes. Assim, eu me pergunto com uma garota “articulada, com classe e maravilhosamente linda” como você ainda não achou seu tio Sukita. Acho difícil acreditar que você é tão bonita quanto diz e os 500 mil dólares ainda não te encontraram, nem que fosse pra um “test drive”.

Por sinal, sempre há um jeito de você descobrir como ganhar dinheiro por conta própria, para que não precisemos ter essas conversas difíceis.

Com tudo isso dito, devo dizer que você está tentando da maneira certa. É a clássica “capitalização via golpe do baú”. Espero que tenha sido útil e, se quiser negociar um contrato de aluguel, fale comigo.

Update: Mais um cara respondeu


Leasing barateia aluguel e permite aluguel de carros zero quilômetro na Europa

3 de outubro de 2007, 22:23

Está na Europa e quer alugar um carro com 50% de desconto? Algumas locadoras podem te dar um em contrato de leasing!

Além do preço mais baixo, o carro é novinho, zero quilômetro, com seguro, pode vir com os opcionais que você quiser como GPS e CD player, não tem limite de quilometragem, impostos ou taxas e você pode pegá-lo num país e devolver em outro!

A oferta só vale para turistas (ou qualquer pessoa que não more na União Européia) e você precisa ficar com o carro por um mínimo de 17 dias.

Parece bom demais para ser verdade, mas o truque por trás é bem simples – e genial. Está explicado no site:

A razão destes contratos de leasing existirem é simples: evitar impostos. Carros novos na França sofrem tributação muito maior do que carros usados. Fazer leasing com turistas assegura um estoque amplo de carros com pouquíssimo uso para revender aos consumidores franceses em busca de preço baixo.

É uma Idéia fantástica. E provavelmente é viável porque na Europa deve ser moleza fazer um contrato de leasing que dura só 17 dias. Aqui no Brasil o leasing ia levar 17 dias só pra ser aprovado…

(Via populares do del.icio.us)


Leis de trânsito para Belo Horizonte

3 de outubro de 2007, 17:53

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Cena típica do trânsito belorizontino. Repare no nome da auto escola e na marca do carro…

Você, leitor de outros estados, quando vier à bela capital mineira, é bom saber como o pessoal daqui costuma dirigir.

  • Dar seta aqui é PROIBIDO. Na verdade, as setas dos carros de Belo Horizonte tem apenas uma função: indicar que você quer pegar a vaga daquele carro que está saindo, no estacionamento do BH Shopping.
    Por sinal, a fábrica da Fiat, em Betim (responsável por 99,9% da frota de veículos da cidade) até tentou vender a seta como opcional, juntamente com ar condicionado e direção hidráulica, mas o prefeito não deixou – o risco de guerra civil no BH Shopping por causa de vagas era muito grande.
  • Algumas pessoas dão seta quando fazem barbeiragem, como quando vão pegar um retorno proibido ou fechar três faixas da via expressa, de repente, para não perder a rua onde queriam virar. Isto é ERRADO. Nestes casos, o correto é enfiar metade do corpo pra fora do carro e sinalizar com a mão mesmo.
  • Dar seta ou sinalizar com o braço é terminantemente proibido quando você reduzir bruscamente a velocidade numa avenida porque está procurando um endereço e precisa ler os números das casas.

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99% dos carros de BH são Palio prata. Destes, uns 50% tem um amassado no porta-malas parecido com o da foto acima.

  • O pisca-alerta ligado anula todas as leis de trânsito num raio de 50m do veículo. Assim, com o pisca-alerta ligado, você pode parar em fila dupla, parar no passeio, ficar no meio de um cruzamento, etc. Isso é bastante usado, principalmente no centro da cidade.
  • Carros lentos devem, obrigatoriamente, trafegar à esquerda e ignorar carros mais velozes que queiram passar.

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A frota da cidade é constantemente renovada com a ajuda dos carroceiros.

  • Se você quiser mostrar gentileza, uma boa pedida é parar de repente no meio de uma avenida para deixar outro carro passar – mesmo quando o "Pare" é para o OUTRO carro.
  • Quando há uma fila grande de carros (tipo pra entrar no BH Shopping – eu já disse que todo mundo adooora shopping aqui em BH?), sempre é permitido furar fila. Passe todo mundo pela direita e fique lá na entrada do estacionamento, esperando alguém lhe dar passagem, como quem não quer nada. NÃO dê seta para sinalizar que quer passar na frente: lembre-se, o correto é botar metade do corpo pra fora da janela, dar um sorriso malandro e fazer um "joinha" com o polegar.
  • A Polícia Militar sempre fecha duas faixas das avenidas para fazer blitz na sexta-feira, às 18 horas, na Savassi. Tudo pela sua segurança.
  • Quando o Governo anuncia um aumento no preço da gasolina para o dia seguinte, o belorizontino forma filas quilométricas nos postos pra pegar o último dia de gasolina mais barata. Mesmo se o aumento for de R$ 0,05, o que significa uma economia de APENAS DOIS REAIS para encher um tanque de 40 litros. Mas o que vale mesmo é a tradição.
  • As cores dos sinais de trânsito de Belo Horizonte são assim:
    Vermelho – Pare. Pare também de olhar para o sinal. Pense na vida. Relaxe. Esqueça que está dirigindo. Ignore que, eventualmente, o sinal vai abrir.
    Amarelo – Siga APENAS se for fechar um cruzamento.
    Verde – Aguarde o carro atrás de você buzinar. Depois, siga.
  • E, em Beagá, é assim que se estaciona:

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Site analisa seu perfil do last.fm e calcula se você é mesmo eclético

3 de outubro de 2007, 16:12

Agora aquelas típicas discussões de boteco sobre música onde um fica tentando provar que é mais "indie" que o outro estão encerradas para sempre.

A culpa é do OMI Generator, site que calcula matematicamente o quanto você é mente aberta usando os dados dos artistas que você ouve no last.fm. OMI, segundo os autores do site, é o "open mind index" (índice de mente aberta), que varia de zero (fanático obsessivo que só ouve um estilo musical a vida toda) até 200 (aquele cara que começa o dia ouvindo Sandy & Júnior, depois ouve Massacration, depois umas sonatas de Bach e no fim do dia põe um Einsturzende Neubaten pra tocar antes de dormir).

Meu OMI deu exatamente 100 pontos, só um pouquinho mais "eclético" que a média. Confesso que achei que daria mais. Mas o gráfico de gostos musicais deixa claro que o que eu mais escuto mesmo é música eletrônica com pitadas de indie/post rock. O legal é que minha atual fase ambient e meu recente apreço pelo turntablism ficaram bem evidentes no gráfico.

Depois conte aí nos comentários quanto deu o seu OMI.

(Link via Twitter do @emfoco)

 


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