Toca uma pra mim!

Da série “links legais demais para eu simplesmente jogar ali no meu del.icio.us”… o Guitar Vibrator.

20071224

O cara teve a idéia genial de ligar uma guitarra, um plugue amplificador Vox e um OhMiBod – um vibrador originalmente feito para ser conectado ao iPod. Aí você toca a guitarra e o vibrador… digamos, “dança conforme a música”. Tem até um vídeo pra mostrar como a coisa funciona.

Imagine as possibilidades. O namorado toca, a namorada… bem, “se toca” ao mesmo tempo. Dá pra agradar sua parceira tocando coisas impensáveis como Sepultura ou Napalm Death – afinal, quanto mais hardcore, mais o troço vibra. Pensa bem, sua parceira, enlouquecida, gritando “Toca mais Ramones!! Mais Ramones!!!!!”.

(Link via AudioPornCentral – Também pudera!)

Batendo meu "personal me-fazendo-de-trouxa" record

Chamem o Guiness que eu simplesmente detonei. Nunca mentiram e me enrolaram tanto como na última semana:

Caso 1: A viagem

Na terça-feira eu iria trabalhar em Belo Horizonte. Na segunda à tarde eu recebo um email da minha empresa, informando que não teria como pagar as despesas da viagem para BH.

"Deve ser algum engano", pensei, enquanto ligava para o remetente do email. Para minha surpresa, ele disse:

– O email está correto, não podemos pagar a viagem. Quando você foi alocado no projeto, você ainda morava em Belo Horizonte, então não tem previsão de despesas com viagem.

Essa história de "morava em BH" é altamente questionável, porque eu só entrei formalmente no projeto depois da mudança pra SP. Mas mesmo assim tentei argumentar:

– Há duas semanas vocês pagaram uma viagem exatamente igual, que fiz para as reuniões de planejamento do projeto!
– Sim, mas nesse caso a gente não tinha escolha.
– Mas… mas não é possível isso. Da última vez eu, inclusive, fiquei na casa do meu pai, a economia que vocês tiveram com hotel dá pra pagar as passagens, com sobra ainda…
– Não dá. Você economizou numa despesa que, em tese, nem deveria ter acontecido.

E na segunda à noite, adivinha quem estava se enfiando num ônibus-leito, comprado às pressas, e com o próprio dinheirinho?

Caso 2: O cartão

Foi com um certo desespero que me lembrei que meu cartão 3 em 1 do Banco do Brasil (bancário, crédito e débito) iria vencer em 31/12, que eu só tinha esta semana em BH para resolver o pepino e que, provavelmente, o banco havia enviado um cartão novo para meu endereço atualmente desocupado. Ou seja, meu cartão estava num "SEDEX limbo" qualquer.

Liguei pra minha agência. Assim falou a funcionária de lá:

– Senhor, vou estar verificando e te dou um retorno.

Nada de retorno. Liguei de novo e a outra funcionária disse a mesma coisa:

– Senhor, vou estar verificando e te dou um retorno.

Depois de DOIS dias, SEIS ligações e SEIS respostas idênticas, eu comecei a ficar sem opções: eu ficaria poucos dias em Belo Horizonte, e no horário de atendimento do banco eu estaria trabalhando – BEM longe da minha agência, e SEM carro. Eu dependia da boa-vontade das atendentes, que no momento era inexistente. Tive que ligar pra Visa, descobrir o número da carta registrada que continha o cartão e rastreá-la pelo site dos Correios para confirmar que, sim, o cartão estava na agência. Aí peguei um táxi e, em CINCO minutos, me deram meu cartão.

Moral da história: "vou estar verificando e te dou um retorno" foi, em todas as vezes que ouvi, uma mentira descarada. Eu conversei com uns três ou quatro funcionários diferentes, todos me deram a mesma resposta, e NENHUM se dignou a usar CINCO minutos do tempo deles para me ajudar.

Caso 3: O celular

Eu já havia reclamado na Anatel por causa do meu celular belorizontino (história aqui) mas ninguém me deu retorno.

Liguei pra Tim de novo. Expliquei a história toda pra uma atendente, ela me transferiu pra outro setor. Expliquei tudo de novo pra outra atendente, ela, mais uma vez, falou que não podia fazer nada. Pedi pra chamar a supervisora dela e… desligaram na minha cara.

Liguei pra Anatel de novo. Disseram que a reclamação que fiz foi "reenviada" para a Tim e que vão me ligar na segunda-feira. Sim, claaaaro…

Caso 4: A mudança

Como trabalhei na sede da minha empresa nesta semana, queria aproveitar para:

1) Conversar com uma pessoa do RH sobre a minha mudança para São Paulo: o episódio da viagem completou uma suspeita que eu já tinha, de que, por alguma estranha razão, meus empregadores ficaram irritados com o fato de eu ter me mudado de cidade.

2) Conversar, novamente, com o cara que me negou o reembolso das despesas da viagem pra BH – mas dessa vez ao vivo e com a ajuda do meu consultor-líder!

Desde quarta-feira eu estou tentando falar no RH. Na quarta, disseram que iam me dar retorno na quinta. Não deram. Aí hoje liguei pra lá e a menina estava almoçando. Às duas da tarde, ainda almoçando. Às três da tarde, ainda almoçando. Até que, às 15:30, finalmente me disseram que ela não voltaria mais na empresa.

Só faltava tentar falar com o cara das viagens. Achei que meu consultor-líder iria ajudar, mas ele tentou ligar pro cara, disse que ele "está numa reunião" e foi embora, pois tinha uma consulta médica.

Apelei e fui até a sala do cara. Adivinha quem estava sentadinho em sua própria mesa, ao invés de "estar numa reunião"?…

Depois de bastante conversa, ele ficou de rever se tem alguma "sobra" no projeto para encaixar as despesas que tive com a viagem. Bem, se eu for me basear na atual tendência dos fatos, o prognóstico não é nada bom…

Post de natal

Não, este ano não vai dar tempo de fazer um novo. Então vou reciclar um post que fiz em 2005 mas que continua pertinente, e que falava de uma antiga campanha que levantei…

Daqui a algumas horas as pessoas vão começar a rotina natalina: se empanturrar na ceia, trocar “lembrancinhas” e tal. Eu já não estou tão “xiita” quanto antes em relação aos costumes natalinos, mas continuo achando a forma de comemorar o natal muito ridícula.

Os argumentos são velhos conhecidos: O consumismo da época, a simbologia que é usada no hemisfério norte (neve, pinheiros, etc) e que fica patética sendo usada no clima tropical do Brasil, a onda de boa-vontade assistencialista que dura só um dia, e tudo o mais.

Mas eu estou mais velho e já não fico mais batendo boca com os outros por causa disso – afinal, eu não vou mudar o mundo mesmo. Por isso, ao invés de ficar só reclamando, vou sugerir uma outra coisa para a noite de natal: dar os parabéns ao aniversariante.

Na noite de natal, tire dois minutos do seu tempo para rezar. Lembre-se do cara honrado que foi Jesus, e que este dia existe é por causa dele, não do Papai Noel. Feche os olhos por pelo menos uns instantes e tente encontrar um pedaço de Deus dentro de você – porque rezar é isso.

Uma boa oração vale muito mais do que você imagina.

E feliz natal para quem leu este post. Feliz natal para vocês, leitores…

Não se fazem mais infâncias como antigamente

Outro dia peguei uma das revistinhas da Turma da Mônica de Gabriel, meu irmãozinho, para folhear. E dei de cara com isso:

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Quem está chamando Xaveco é a mãe dele, pra avisar que o pai veio buscá-lo. "É o fim de semana dele", diz ela. Fiquei meio sem entender até que, alguns quadrinhos adiante, Xaveco diz: "Não sei porque se separaram. Papai e mamãe são tão parecidos"

Quem diria… agora a Turma da Mônica usa MSN e tem pais separados. Atualizaram a coisa toda para os tempos modernos da criançada.

Da última vez que folheei revistinhas do meu irmão também levei um susto ao ver que as histórias estão cada vez mais… digamos, "ousadas". Cheguei a ver uma história da Magali cujo tema era o cu do gato dela (não, eu NÃO estou brincando!).

20071220_3Parece que o esquema é passar direto daquela fase da inocência infantil e jogar os meninos direto na fase "reality mundo cão". O que eu já suspeitava desde quando vi os coleguinhas de Gabriel, na festinha de aniversário dele, há algumas semanas. Um deles, o da foto ao lado, me deixou deprimido: ele estava sem camisa, de boné, com uma calça de cintura baixa e com uma "correntona" prateada no pescoço – exatamente como um negão rapper, daqueles dos clipes com carrões e mulheres que passam na MTV. E devia ter uns seis anos, o pestinha. E ele estava com cara de mau e bancando o marginal, enchendo os bolsos da calça com docinhos "roubados" da mesa aonde estava o bolo. Como na música do 50 cent, que diz: "I’ll take you to the candy shop / and let you lick my lollipop"…

Enquanto eu pensava nestas coisas, como que de sacanagem, meu irmãozinho aparece na sala para me mostrar a fantasia de fantasma que ele ganhou. Aí meu mundo terminou de ruir…

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Tudo bem deixar as histórias de criança mais adultas, agora… fantasia da KU KLUX KLAN é sacanagem!!

Retrospectiva 2007

Fui visitar o Esparroman e acabei me lembrando que eu já ia fechando o ano sem retrospectiva. Bem, aí vai:

Janeiro

O grande marco deste mês foi o début de Pavlov na carreira de artista plástico. Custou um par de óculos e um de sapatos, mas, sabe como é, tudo em nome da arte…

Fevereiro

Mês agitado: Pavlov produz a todo vapor – haja mobília. E eu ainda estava trabalhando em Windturn City, onde vivenciei a reunião de trabalho mais sem sentido de toda a minha carreira e fiz uma orgia noturna com formigas, no quarto da hospedaria.

E, num avião, me dedaram pra aeromoça por manter o iPod ligado na aterrisagem.

Março

Março foi tétrico: teve a "Windturn City Logistics Saga" – que envolve Michael Jackson, crianças indo para a escola e um abraço aleatório em frente ao aeroporto de Congonhas. Mas que é engraçada e acabou bem. No entanto teve também a saga do notebook, que é deprimente, me tirou o sono por muitas noites, mas havia acabado bem. Acontece que eu não sabia que não tinha acabado.

Acho que neste mês o melhor foi mesmo o fim do projeto de Windturn City (YES!).

Abril

Abril marcou o início de uma coisa extremamente chata que persistiu (e persiste até agora) durante todo o ano: períodos em casa, sem projetos e sem trabalho. E ainda teve o pior filme nacional de todos os tempos – Ó Paí, Ó.

Maio

Mês amargo – continuei praticamente sem trabalho, em casa. Acho que a única coisa de destaque para maio é um post que fiz sobre as loucas promoções da revista Seleções, que por alguma estranha razão ficou popular no Google e vive recebendo comentários esquisitos.

Junho

Me arrumaram projeto em Belo Horizonte – é o paraíso!

A empolgação foi tanta que surtei e acabei colocando em prática uma idéia antiga: investir pesado no blog e cair de cabeça na blogosfera brasileira. Achei que o momento atual dos blogs brasileiros parecia bom e quis sair da minha ilha, fazer parte da "revolução". Dei um "banho de loja" no site, fiz uma publicidadezinha, procurei participar mais ativamente da cena. Também caprichei nos posts pra melhorar minha visibilidade. Alguns deles, com pequenos "lifehacks" exclusivos, foram bem populares: o das dicas de segurança não convencionais, o de como ligar um notebook e um datashow sem precisar "clonar" as duas telas e aquele das dicas de PowerPoint. Até reeditei o Gambiarra Sound System – que hoje é, de longe, o post com mais visitas.

Julho

O projeto em BH vai bem – até programa de rádio eu gravei. Pavlov, incansável, continua a fazer arte, desta vez com os controles remotos lá de casa.

A idéia de dar um boost no blog continua, com outros posts caprichados, como o dos fones de ouvido ou o das dicas do ex-atendente de call center, por exemplo. A coisa começou a dar frutos. O primeiro deles foi o maior dos elogios – um plágio.

Agosto

Como recordar é viver, fiz uma retrospectiva das 12 coisas mais bizarras que já ouvi no trabalho (com +3 no bonus track e tudo).

Setembro

E o trabalho começou, novamente, a "ralentar" – alternei dias em casa e dias no cliente. Mas teve uma reunião que foi impagável e envolveu, entre outras coisas, a revista Playboy da Mônica Veloso.

Setembro também marcou a volta aos aeroportos, depois de um longo hiato sem viajar. Para inaugurar o retorno, consegui a proeza de perder um vôo por causa de carteira de motorista vencida. E pra completar a urucubaca, o notebook novo começou a morrer.

Outubro

Foi o mês do meu aniversário – onde ganhei uma barata de presente do hotel do Rio e fui obrigado a me dar mais um pequeno regalo: outro notebook, já que o "novo" subiu de vez no telhado.

Também foi o mês onde migrei o Primo pro WordPress e mudei de hospedagem, ainda empolgado com a idéia de investir no blog, idéia esta que atingiu seu ápice quando o BlogCamp MG apareceu no horizonte e começou a esfriar já no "esquenta" para o evento.

E neste mês eu também impliquei abertamente com o trânsito de Belo Horizonte. Mal sabia eu…

Novembro

…que neste mês Bethania ia arrumar um emprego em São Paulo e nós iríamos nos mudar em tempo recorde. Foi assustador, desde a decisão da mudança até nossos móveis estarem todos no apartamento novo passaram-se só uns dez dias.

Por causa da mudança eu perdi o BlogCamp MG. O que acabou sendo ótimo, pois me deu tempo de, finalmente, perceber aonde estava querendo amarrar a minha égua com esse papo de investir no blog: o que eu queria era fazer parte de um universo de gente interessante, que gosta de escrever, que é criativa, que tem idéias legais e que poderia influenciar positivamente a internet brasileira. E o que percebi foi que a blogosfera está altamente contaminada por oportunistas que vêem blogs como um negócio e o exploram ao máximo. Uma "latrina mambembe", como bem definiu o Caio César. Aí cansei e chutei o balde com essa história.

Dezembro

E em dezembro o trabalho, ainda ralentando, me levou pra Brasília, onde conheci o André X, da Plebe Rude. Fora isso eu mal parei na nova casa paulistana direito. E agora, caí novamente num "limbo trabalhista" – sem nenhum novo projeto em vista. Isto tem sido, sem sombra de dúvida, a coisa mais chata do ano.

Se eu fosse um S.O.

Eu seria o Palm OS!

You are Palm OS. Punctual, straightforward and very useful.  Your mother wants you to do more with your life like your cousin Wince, but you're happy with who you are.
Which OS are You?

Traduzindo: "Focado, direto-ao-ponto e bastante útil. Sua mãe quer que você faça mais da sua vida, como seu primo Wince, mas você está feliz consigo mesmo". É, foi legal.

O duro foi que esse papo de "palm" me fez lembrar do "face palm", um dos GIFs animados mais engraçados que já vi. Perfeito pra postar em fóruns, logo depois de algum comentário decepcionante.

20071218

Vinte por cento

O bom de ser consultor é que você fica bom em achar explicações razoáveis, baseadas em fatos e dados, para praticamente tudo.

Meu estresse atual, por exemplo, pode ser explicado por um simples calendário:

20071213

Conforme ilustra a figura acima, me mudei para São Paulo dia 17/11. Deste dia até o fim do ano temos 45 noites. Neste intervalo, eu dormi ou dormirei na minha própria cama apenas nove vezes, o que equivale a 20% do total.

Estes vinte por cento ficam ainda melhor representados num gráfico de pizza, que, coincidentemente, fica igualzinho a um Pac-Man:

 20071213_2

Pequenas pílulas de sabedoria

1) Operadoras de celular são como cassinos – Você acha que está se divertindo, mas no fim, "a casa sempre ganha".

Digo isso porque hoje eu tava indo pro aeroporto e inventei de ligar pra Tim pra cancelar meu celular de Minas Gerais. Antes da mudança eu liguei pra lá, querendo saber como mudar minha conta pra São Paulo, já que eu estava "amarrado" contratualmente – havia pego um desconto em aparelho que me obrigava a continuar cliente deles por 12 meses, e faltavam quatro. Liguei pra lá e a mocinha me disse que não tinha problema: bastava eu habilitar um celular em SP e, na hora de cancelar o de MG, falar pra transferir essa "fidelidade" contratual pro de SP.

Aí, até dar a hora de embarcar, eu passei UMA HORA E DEZ MINUTOS brigando com o atendente da Tim, que disse que não tinha como transferir nada. Não adiantou dizer que foram ELES que me instruíram pra fazer isso: a anta do atendente não somente não entendeu como me tratou mal e tentou me enrolar pra não transferir a ligação para um supervisor.

Que emoção, amanhã vou fazer minha primeira ligação para a Anatel…

2) Às vezes, bom português deixa tudo mais agradável

Esta me ocorreu no avião. Entre um cochilo e outro eu olhei pra um saquinho de vômito, aonde estava escrito: "Para seu conforto, em caso de indisposição".

Pensa bem: é um saquinho de vômito, mas aquela frase era tão amistosa, tão bem escrita… ela não diz nada sobre excrementos, estômago embrulhado, o cheiro acre do ácido gástrico ou a náusea e espasmos estomacais. Ela fala apenas do "meu conforto". Chega a dar vontade de ficar indisposto…

De fato, o poder de um bom português costuma ser muito subestimado. Mas isso é assunto para outro post…

3) Trate mal os turistas de negócios: eles vão continuar vindo – afinal, quem escolhe o hotel é a empresa que reembolsa as despesas deles.

Essa é por causa do hotel aqui de Brasília. Creio que o haitiano do Heroes andou passando por aqui e apagou as palavras "por favor", "bom dia", "obrigado" e "de nada" da cabeça dos funcionários. Um deles chegou a desligar o telefone na minha cara enquanto eu ensaiava um agradecimento.

Esse hotel tá osso. A comida é cara, ruim e demorada. Assim como a internet – gratuita, mas que me dá saudades do quanto meu modem de 56Kbps era rápido. O quarto é novinho, limpo e bem decorado, mas eu não me iludo mais com isso depois do episódio da barata, no Rio.

4) O pior erro do consultor é se basear em deduções.

Essa eu ouvi do meu primeiro consultor-sênior, há cinco anos, logo que entrei pra consultoria. Segundo ele, definir suas ações baseando-se no que "alguém disse" ou no que "você acha" é o melhor caminho para o desastre. Decisões tem que se basear em números, dados e fatos concretos – o resto é viagem.

Faz todo o sentido. Afinal, todo consultor chega na empresa com a credibilidade equivalente a de um Renan Calheiros. Conforme ele vai "mastigando dados" e fazendo suas análises, a sua credibilidade… bem, ela continua igual a do Renan Calheiros. Mas todo mundo acredita nas conclusões que vem junto com os gráficos e tabelas que ele bota no PowerPoint.

O engraçado é que hoje eu me peguei repetindo essa frase aí para a trainee do projeto. Eu vivo fazendo isso quando me encontro com trainees. Afinal, como diz aquela propaganda da Fundação para Uma Vida Melhor: "passe adiante".

"Dizia ele, estou indo pra Brasíliaaaa"…

20071206
É mais ou menos isso o que João de Santo Cristo viu ao descer do ônibus.

Tou trabalhando em Brasília, nesta e na próxima semana.

Está sendo um saco porque, por todo lugar que passo, me lembro das músicas da Legião Urbana. De manhã eu vejo a rodoviária e penso em Faroeste Caboclo, quando João de Santo Cristo “saiu da rodoviária e viu as luzes de natal”. Aí alguém menciona a Ceilândia e eu me lembro que foi lá, em frente ao lote 14, que Jeremias, “um hooomem que atirava pelas costas”, matou o pobre João. E tem também o Parque da Cidade – que é escrito em maiúsculas porque não é simplesmente um parque numa cidade, é um nome próprio – e que foi onde Eduardo se encontrou com Mônica. Ela de moto, ele de “camelo”.

O cliente brasiliense é, obviamente, do governo. Então passo os dias usando gravata, debaixo de ar condicionado, e me deprimindo ao ver como o dinheiro dos meus impostos é mal gasto.

Até que, no final da tarde de hoje, tive uma surpresa espetacular.

Eu e a trainee estávamos trabalhando quando um dos caras do governo entra na sala pra discutir umas coisas. Depois do assunto de trabalho, ele pergunta:

– Ei, vocês vão passar o fim de semana na cidade?
– Só ela vai – digo eu, apontando para a trainee – Por quê?
– É que vai ter show da minha banda no sábado…
– Ah é, você tem banda? Legal! O que vocês tocam?
– Uhh… nossas próprias músicas mesmo. Eu toco baixo. É a Plebe Rude.
– Cover do Plebe Rude? – pergunta a trainee.
– Não, é a banda original mesmo. Eu sou o baixista da Plebe Rude.

Sim, meus amigos. Aquele cara engravatado ali na nossa frente era ninguém menos do que André X, o baixista da Plebe Rude – famosa banda brasiliense formada nos anos 80, período áureo do rock nacional, e autora de vários sucessos como “Proteção”, “Até quando esperar” e “Sexo e Caratê” (minha predileta, hehe).

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André X (esq.) e seus colegas de banda, na atual formação da Plebe Rude (foto deste site aqui)

Eu estou estupefato até agora. E eu perdendo tempo pensando em Legião Urbana…

Update: Dica da LoriO blog do André X