Twitter – Os favoritos

É verdade, eu desenvolvi um viciozinho bem sério depois que comecei com essa de Twitter. Virei heavy user mesmo, especialmente porque ele funciona maravilhosamente bem no meu celular e é o passatempo perfeito para quando você está sozinho em fila de check-in, corrida de táxi, espera de comida em restaurante, etc. É como se você conjurasse centenas de pessoas legais pra te fazer companhia, instantaneamente.

De uns tempos pra cá comecei a colecionar (via “favorites”) algumas twittadas muito bem boladas. Muita relevância e genialidade espremida em 140 caracteres. Sente só:

“Jesus é um cara legal. Ele nasce, eu ganho presente; ele morre, eu ganho chocolate”
(felds, cristão recém-convertido e futuro diabético)

ah claro, nas tetas da bovina todo mundo mama; mas quando chega a hora de dar um alô pro bezerro, a galera PRIMA na conversação (neemau – previously “weewaa” -, zeloso pela retidão do vernáculo pecuário)

Pedro Simon (PMDB-RS): “Está na hora de uma sacudida. Cadê os jovens?” Tão em casa ouvindo Radiohead, senador.
(danielpoeira. Eu votaria nele.)

Às vezes eu acho que o Rio é tipo aquela mulher gostosona que não toma banho direito e não usa desodorante
(loumartins, uma menina que ama o Rio mas que bota ele pra dormir no sofá de vez em quando)

Eu acho que a melhor fase da Britney [Spears] começou quando ela raspou o cabelo
(ligelena. Ela gosta de circo, especialmente quando ele está pegando fogo)

O cara pagou 4.000 dólares por uma putinha de 1,60 de altura? São 25 dólares por centímetro!
(danielpoeira, o homem que tem dado para justificar um argumento)

INTERNET: onde homens são homens, mulheres sao homens e garotinhas de 12 anos são agentes federais
(rsanvicente, relembrando um clássico)

Tenho orgulho de ser católico. Um dos novos pecados capitais é o “Drug Abuse”. Concordo, “Drug use” é o correto, “Drug Abuse” é pecado.
(opiumseed, cristão “old school”)

…produção do Fantástico tem essa pauta, para o próximo domingo. Originalidade da Globo tem nome: mídia norte-americana
(louback. A gente se vê por aqui)

Minha calça tá pegando frango. Ou melhor, tô com uma calca pega-frango. Isto me incomoda. Sou vegetariano.
(luizzz, meu primo. Essa família vai longe!)

“We live in a culture where everything tastes good but nothing satisfies” by Daniel Pinchbeck
(mas twittado pela ematoma)

Se ser muito rico é pecado, raspem as paredes de ouro do Vaticano e doem as lascas aos necessitados da África, do Sertão e vítimas da guerra
(nopaisdofutebol. Alguém disse “dedo na ferida”?)

…e conforme eu colecionar mais twittadas vou postando aqui.

Anonymous – O dia em que a internet saiu às ruas

Tudo começou em janeiro deste ano, quando um vídeo de um culto da Igreja da Cientologia vazou e foi postado no YouTube. No vídeo, o ator Tom Cruise (famoso adepto da religião) fazia uma palestra para outros membros ao som da trilha sonora do filme de “Missão Impossível”. Os advogados da Cientologia, com ameaças de protesto, fizeram o vídeo ser retirado do ar.

Desde então a Cientologia virou alvo de protestos de um “grupo da internet” chamado Anonymous (“anônimo”, em inglês).

O tal Anonymous começou fazendo ativismo online: fez alguns ataques aos sites da cientologia, distribuiu documentos sigilosos da seita pela internet, etc. Até que, no dia 10 de Fevereiro, cerca de 7600 manifestantes mascarados saíram às ruas de 109 cidades de todo o mundo e fizeram piquetes em frente a prédios da cientologia. Os protestos se repetiram neste último sábado e devem acontecer mais uma vez no dia 20 de abril.

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Mas o que é realmente fascinante sobre estes protestos é o conceito por trás do tal “Anonymous”. Todas as definições que li na imprensa (“turma de arruaceiros online“, “hackers turbinados“, etc.) não fazem justiça ao que o Anonymous realmente é.

Para entender o grupo de verdade é preciso voltar às suas origens, nos porões da Internet, em fóruns obscuros, canais de bate-papo das antigas e, em especial, nas image boards – que são lugares barra-pesada MESMO, muitas vezes frequentados por pedófilos, racistas e outros maus elementos. Foi nestas image boards que passei o último mês, tentando entender mais sobre o Anonymous.

O porquê do nome foi a primeira surpresa…

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As image boards normalmente permitem (e estimulam) postagens anônimas. Cada post é “assinado” como anonymous, o que virou o nome de todo mundo e, ao mesmo tempo, de ninguém.

Além de não ter nomes, o Anonymous não tem hierarquia: A multidão que protestou em Atlanta no último sábado gritava para a polícia: “We have no leader!” (não temos líder), o que é a mais pura e impressionante verdade. A coordenação dos protestos aconteceu online e via ferramentas colaborativas (wikis, fóruns e salas de bate-papo), sempre por todo mundo e por ninguém em especial. Resumindo: não há lideranças no Anonymous.

Parece um contra-senso, mas o anonimato e a falta de hierarquia fortaleceu ainda mais o senso de comunidade: não se trata de indivíduos querendo criar reputações, e sim de idéias lançadas anonimamente e que, quando boas o suficiente, começam a ser reproduzidas por outros anônimos, o que resulta numa cultura própria totalmente criada de forma viral. Uma cultura simplesmente fantástica.

As máscaras, por exemplo, vieram direto dessa cultura.

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20080317_3Esta máscara é usada nas image boards pelo Epic Fail Guy (ou EFG), o personagem aí do lado, que sempre fracassa em longas e elaboradas piadas feitas colaborativamente. É um meme que saiu da internet e ganhou as ruas…

Note que entre as faixas de protesto há uma que diz que “o Longcat é loooooooooooooongo”. Esta é referência a outro meme: o Longcat, o gato com corpo absurdamente longo.

A frase “Anonymous is legion – Anonymous does not forgive, anonymous does not forget” (o anônimo é legião – anônimo não perdoa, anônimo não esquece), usada meio que como slogan e estampada em vários cartazes, veio de outro elemento dessa cultura: as regras da internet, um conjunto bem-humorado de 48 diretrizes criadas a várias mãos. Algumas delas:

1) Não fale sobre o /b/
2) NÃO FALE sobre o /b/
3) Anonymous é legião
4) Anonymous não perdoa, anonymous não esquece
(…)
34) Existe pornografia de tudo. Sem exceção.

Eu deixei a regra 34 aí porque, vou te contar… os caras não estão brincando. Já viu pornografia dos Mythbusters? E do Calvin e Haroldo? Não queira, é traumatizante.

Eu podia ficar horas falando dos memes do Anonymous que apareceram nos protestos (são muitos, dizem até que os Lolcats surgiram lá) mas vou citar só mais um deles: Em Londres um dos manifestantes botou pra tocar “Never gonna give you up”, o antigo sucesso de Rick Astley, para delírio da multidão. Aquilo era um “Rick roll” ao vivo: uma versão real da brincadeira virtual de enganar seus amigos pra fazê-los assistir ao videoclipe.

Esta imersão na cultura do Anonymous deixou bastante claro que os protestos não são exatamente um ato de rebeldia de “hackers politizados”. Muitos manifestantes foram mais pela diversão ou pelo sentimento de grupo do que pelo protesto em si (este relato do protesto em Londres – de onde saíram as fotos deste post – deixa isso bem claro).

Quer seja ou não ativismo, o mais interessante de toda essa história é a demonstração de até onde é possível chegar com um modelo de atuação descentralizado e anônimo. Ainda mais num mundo como o nosso, cheio de regras, líderes, chefes e presidentes. Um mundo onde você não é ninguém se não for devidamente identificado e onde coisas como o direito autoral – o vínculo entre o autor e sua idéia – costuma ser mais importante que a idéia em si.

Essa história mostrou que, quando se retiram os nomes, os líderes e os autores da equação, o resultado nem sempre é uma anarquia. Sobram apenas idéias que, sem restrições, florescem por sua própria força, ganham dimensões às vezes absurdas e resultam em coisas como o Anonymous – esta mente coletiva descentralizada que se tornou grande o suficiente para extrapolar a internet e ganhar as ruas de várias partes do mundo.

Ao contrário do que normalmente acontece, o virtual, pela primeira vez, se tornou real. O dia dos protestos marcou, sem dúvida nenhuma, um momento histórico: o dia em que a internet criou vida e saiu às ruas.

P.s.: Este post foi escrito especialmente para o dia da “Blogagem inédita”, promovido pelo Interney como estímulo para que a blogosfera produza mais conteúdo relevante e inédito. Eu sou absurdamente a favor desta causa e simplesmente não podia deixar de participar. Espero que tenham gostado…

Elevator Action

Cena 1 – O futuro da tecnologia

Algumas semanas atrás. Eu e mais dois colegas entramos no elevador conversando sobre o iPhone, o Google e outras coisas de tecnologia. Aí um deles me pergunta:

– Quem você acha que vai ser líder de mercado daqui a 10 anos, Apple ou Google? Eu acho que é a Apple.
– Não mesmo. É o Google, com certeza – respondi.
– Mas por quê?

Aí me bateu uma inspiração maluca e eu dei uma explicação ultra mega-boga elaborada:

– Por causa do mercado do Google, que é muito mais significativo que o da Apple. Os produtos do Google lidam com o commodity mais importante do século 21, que é a informação. A missão do Google é facilitar o seu acesso a essa informação – a TODA a informação que ele puder. Atualmente ele é o melhor que há nesse mercado – tanto que aposto que você já é cliente do Google, basta ter um Gmail ou um Orkut. O concorrente mais próximo está muuuuito longe. A Apple pode até revolucionar um mercado inteiro com um produto excepcional como o iPhone, mas ainda assim ela vai estar no mercado de dispositivos físicos de acesso à informação, que é limitado,  concorrido, sujeito à modismos, flutuações de demanda e o escambau. Aí, enquanto a Apple é dona do meio físico de acessar a informação, o Google é o dono de algo muito mais valioso: a infraestrutura virtual que indexa, guarda e te entrega esta informação.

Parei de falar, sorridente e satisfeito. Então ele me respondeu:

– Ah, mas com o iPhone dá pra acessar o Google!

Meu amigo, minha amiga… nada, absolutamente NADA podia me preparar para aquela resposta. Pra explicar o que senti, só usando um GIF animado:

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Felizmente, fui salvo pelo elevador, que chegou no nosso andar.


Cena 2 – Qual é a música?

Hoje. Eu e mais um colega da equipe entramos no elevador. Tinha mais umas três pessoas, uma delas assobiando o último (e famoso) movimento da nona sinfonia de Beethoven, mais especificamente a parte (a mais famosa) chamada “Ode à Alegria“. O assobiador desceu do elevador e comentei com meu colega:

– Esse aí é chique, assobiando a nona sinfonia…
– Qual nona sinfonia?
– Uhh… a nona sinfonia, de Beethoven.
– Ah é? Achei que fosse aquele “Jesus Alegria dos Homens”
– Bem, essa aí é de Bach.
– Ahhhh bom…
– Se fosse Bach, pode crer que ele estaria assobiando muito mais notas do que aquilo.

Eu estava tentando ser engraçadinho e me referia ao fato de que Bach “usa mais notas” – ou seja, normalmente compõe coisas mais técnicas, rápidas, com muitas notas curtas, às vezes chegando à extremos de dificuldade (especialmente nas composições para clavicórdio).

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Uma partitura de Beethoven (esquerda) e uma de Bach (direita). Cada bolinha é uma nota.

Mas… meu amigo, minha amiga… nada, absolutamente NADA podia me preparar para a resposta que veio:

– Como assim “notas”?
– Uhh… notas musicais.
– Ah é? Tipo… “plim plim plim” e tal?
– Err…. sim, cada “plim plim” desse aí seu é uma nota diferente – respondi, sentindo no peito um pânico incontrolável.
– Como assim?

Meu pânico interno estava ficando incontrolável. Era hora de medidas extremas:

– Você já assistiu “Qual é a música”?
– Já…
– Lembra daquela hora que o Sílvio fala “maestro Zezinho, quatro notas!” e o cara toca?
– Aaaahhhh, entendi!!


Cena 3 – Quão profundo é seu amor?

Eu, sozinho, entro no elevador do hotel. Mas está estranho… faltando alguma coisa…

Aí comecei a assobiar “How deep is your love”, dos Bee Gees e ficou tudo bem.

Internet via celular – Futuro próximo mas distante do Brasil?

Saiu anteontem, no Slashdot: Ericsson prevê para breve a extinção dos hotspots wi-fi. O motivo?

O crescimento rápido da banda larga via celular vai tornar os hotspots Wi-Fi irrelevantes… hotspots em lugares como a Starbucks estão se tornando as cabines telefônicas da era da banda larga.

Ou seja, todo mundo vai ter internet rápida, via celular, em qualquer lugar.

Enquanto isso, no Brasiu-siu-siu, para enviar este post eu ligo meu celular no notebook e uso a rede GPRS da Tim, com velocidade de dial-up, caindo toda hora e pagando R$ 50 por 1 GB de transferência (é a opção mais barata, por incrível que pareça).

Lá fora fala-se em WiMAX, HSPA e o escambau, e aqui o melhor que temos, até onde eu sei, é a Vivo com seu EV-DO, que funciona só em algumas cidades e que, às vezes, fica num cai-não-cai danado. E meu 1GB de transferência ficaria em R$ 100 na mão deles.

Rápidas

Aqui no prédio onde eu trabalho pode até ter revistas pornográficas à venda na lanchonete. Mas em compensação também tem uma galeria de arte com pinturas de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e outros grandes nomes. É um contraste, no mínimo, curioso.


Mesmo com mulheres peladas disponíveis (tanto na banca quanto na galeria de arte), os funcionários públicos daqui estão se rebelando e querendo fazer greve.

Durante a tarde tinha um carro de som na porta do prédio, aonde os piqueteiros discursavam no último volume. Mas o melhor era a “música ambiente” que tocava quando não tinha ninguém falando: “How deep is your love”, “Unchained Melody” e outros clássicos do cancioneiro mela-cueca. Não me perguntem por quê.

O duro foi que, à tarde, durante uma reunião com o CIO da empresa, tivemos que parar por uns cinco minutos porque, no meio do protesto, soltaram uma looooonga saraivada de fogos de artifício. No final, o CIO fez uma cara contrariada e disse:

– É complicado. Quanto mais os sindicatos vão enriquecendo, mais longo fica o foguetório…


Durante o dia, no Twitter, um protesto bem-humorado virou um meme divertidíssimo: o pessoal postava nerdices nostálgicas com a tag #anteriorr, relembrando coisas de outrora como:

A coisa se estendeu até a noite e o pessoal acabou numa sessão de nostalgia hardcore coletiva no jurássico Bate-Papo do UOL… que continua exatamente igual o de 1996 mas ainda é uma das maiores audiências do portal (segundo um certo funcionário)

20080311

A regra de ouro do sampling

…é a seguinte: Não sampleie músicas melhores do que a música que você está fazendo.

Sabe, isso é tão óbvio, mas só hoje me dei conta. Músicas que usam samples de músicas muito boas tendem a ser uma droga.

É um caso de matemática bizarra, onde o resultado final piora conforme você vai somando músicas boas a ele. Um exemplo: Funky Shit, do Prodigy. A música abre com um sample de Root Down, dos Beastie Boys – com Mike D gritando “Oh my god that’s the funky shit”. Desse instante em diante, meu cérebro passa a ignorar a música do Prodigy e eu só consigo pensar no quanto o Ill Communication é um disco bom…

E o mais legal é que o inverso também funciona: você soma um monte de porcarias que não valem nada e o resultado final pode ficar 10 vezes melhor que as músicas ruins todas juntas. Quer um exemplo? Girl Talk, o cara que joga um monte de maluquices no liquidificador e, no fim, serve o melhor milk shake que você já viu. Ou você acreditaria que “Bounce That”, mostrada no vídeo abaixo, usa samples de Britney Spears, Ludacris + Ciara, Elastica e Stevie Wonder?

(Por sinal esse vídeo aí não é oficial: foi feito por Matthew Soar – professor da Universidade de Concórdia, em Montreal – junto com seus alunos, como contribuição para o Open Source Cinema Project. Ficou duca.)

O que te impede de ser honesto?

Toda vez que eu converso com alguém sobre ética eu acabo ficando chateado.

Ontem, na hora do almoço, o pessoal aqui do projeto entrou num papo sobre questões corriqueiras que envolvem honestidade: comprar recibos ou “superfaturar” gastos na declaração do Imposto de Renda, molhar a mão do policial que está ameaçando te multar, etc. E eu tenho uma posição extremamente radical quanto a isso, que é ser absolutamente honesto, a qualquer custo. Se meu IR custar mil reais a mais sem recibos frios, eu pago os mil reais. Se a multa do policial custar R$ 500 e o suborno apenas R$ 10, eu pago os R$ 500. Pior: se o policial ameaçar guinchar meu carro, me deixar a pé e me fazer perder meus compromissos, eu perco o carro, fico a pé e perco meu compromisso sem nem pensar duas vezes. Pra mim, o custo real da desonestidade não são os reais que vou gastar a mais, e sim o custo de saber que eu estou me juntando à massa de idiotas que, dia a dia, fazem o mundo apodrecer.

Não estou escrevendo isso aqui para tirar onda de “sr. retidão moral” nem nada, e sim porque a conversa de ontem terminou aonde todas as outras conversas que tive sobre o assunto terminaram: com as pessoas me dizendo “você tem toda razão mas eu não consigo agir como você”. E por que não? Existe alguma coisa que impeça as pessoas de tomar a decisão certa nestas horas?

Eu não tenho uma resposta para essa pergunta e isso me incomoda bastante, então queria aproveitar este blog pra tentar entender melhor o problema. Nos comentários deste post, me diga: O que te impede de ser honesto?

Sites úteis para internet lenta

Está conectado pelo celular? A internet do seu hotel é horrivelmente lenta? A do meu hotel é, e de dia só tenho internet pelo celular, graças aos administradores de rede paranóicos do meu cliente.

Como a necessidade é a mãe da invenção, eis o que ando fazendo pra sobreviver nessa vida sem largura de banda:

1) Navegar com as imagens desligadas

Firefox: Ferramentas/Opções/Conteúdo/desmarque “Carregar imagens”
Opera: View/Images/No images.
Internet Explorer: Ferramentas/Opções da Internet/Avançadas/Em “Multimídia”, desmarque “Mostrar Imagens”

2) Usar as versões “mobile” dos sites

Vários sites tem uma versão “para celular”. Gmail tem, Google Reader tem, Twitter tem, Wikipedia tem. Não fosse isso e eu já teria enlouquecido por passar um dia inteiro sem ler meu email.

3) Usar o proxy para celulares do Google

Tio Google, gente boa como sempre, tem um proxy que reformata as páginas num HTML simplinho e que gasta pouca banda. Ideal para celulares e conexões lerdas.

Diálogos no telefone do hotel

– Recepção, boa noite.
– Boa noite. O seu cardápio não tem o ramal do restaurante, você podia me dizer qual é o ramal?
– É 2547, senhor.
– Obrigado.

(desliga)

(disca disca disca disca)

– Restaurante, boa noite.
– Boa noite. Eu queria uma torta de limão.
– Ok… certo. Em 20 minutos eu levo pro senhor.
– 20 MINUTOS?
– Er… sim, senhor.
– Você vai levar VINTE MINUTOS pra cortar um pedaço de torta e trazer aqui?!
– Ah, você quer que corte um pedaço da torta?

(pausa dramática)

– Olha, eu quero uma torta de limão. Tá aqui no seu cardápio, na parte de “sobremesas”. Eu imagino que isso aqui não signifique “uma torta inteira de limão”.

(pausa dramática)

–  Só um segundo que vou ver no restaurante.
– Mas não é aí que é o restaurant…

(espera telefônica. A música é “Let it be”, dos Beatles)

– Senhor?
– Grrhmph? (Grunhido. Significa “sim”)
– O senhor quer uma torta de limão, é isso?
– Sim, mas você vai demorar vinte minutos?
– Não, não… demora só uns 10 minutinhos.

(Pausa dramática. Cabeça entre os joelhos. Cérebro tentando entender qual o critério de estimativa de tempo desse cara e por que é tão difícil dizer “levo num instante” ou simplesmente “ok, tchau”.)

– Er… senhor?
– Sim.
– Eu… posso anotar o pedido?
– Pode sim. Mas tente não demorar 10 minutos.
– Err… ok.

Aproximadamente oito minutos depois, a “torta” chegou.

20080304

Esse tartelete aí custa R$ 5 na doceria cara que tem lá perto de casa, em São Paulo. Aqui custou R$ 10 + R$ 1 (os 10% do garçom). Mas que se folha-se, vão me reembolsar os R$ 11 e eu queria um doce para amenizar a frustração do meu dia de trabalho.