Compras do mês do Primo
Antes, uma explicação: na “pesquisa Primo de satisfação do leitor” fiquei sabendo que meus posts sobre os discos que comprei no mês são, de longe, o assunto que todo mundo MENOS gosta.
Mas este é o assunto que eu mais gosto de escrever.
Assim sendo, cês vão ter que me desculpar. Quem curte (Luiz? Norton? Renata?), clique no “Mais >>” aà embaixo…
Caural – Mirrors for eyes
…ou “o disco com a capa mais assustadora dos últimos tempos”. Sério, eu tenho MEDO desse bicho aÃ.
Mas o pior é que a capa tem muito a ver com a música: é um orgânico moderno, texturas bonitinhas de harpas, cordas e coisas bonitas misturadas de um jeito meio IDM meio hip-hop, entrecortado e quebrado. Elementos bonitos funcionando pra te deixar assustado e curioso ao mesmo tempo.
O disco tem bastante músicas “featuring” (músicos convidados cantando no meio). Normalmente isso é chato, mas “Transition Suite pt. 1″, com o rapper Racecar, ficou até boa.
yeah NO – Swell henry
É jazz moderno. Eu fico preocupado quando gosto de um disco de jazz; sempre achei que jazz seria o estilo para o qual minhas preferências musicais iriam, naturalmente, se deslocar conforme eu fosse ficando mais velho e de saco cheio de “novidades barulhentas metidas a coisa moderna”.
Felizmente, por enquanto, o gosto pelas “novidades barulhentas” caminha lado a lado com o de jazz.
Mas chega de falar de mim: “Swell henry” mistura, na medida certinha, improvisação, instrumentos pouco usuais (flauta, acordeon) e, principalmente, trumpetes e saxofones tocando belos temas. Esse é o forte do disco: o tema de “Camper giorno” é o melhor de todos, é uma delÃcia. O de “He has a pair of dice” é uma agradável surpresa porque é surpreendentemente… simples, quase pop. Os jazzistas metidos à besta teriam vergonha de tocá-lo. E o de “Kip Files” se costura com o violão dissonante do fundo para fechar o disco de um jeito genial.
Kiln – Sunbox
A natureza sonora da música eletrônica frequentemente faz os produtores se esquecerem de uma coisa muito importante chamada “esmero na produção”. Em alguns gêneros mais amalucados (glitch, IDM, etc) o cara sai jogando samples e barulhinhos a esmo, pensando mais em intensidade do que em qualidade.
O cuidado com os mÃnimos detalhes sonoros é a coisa boa de “Sunbox”. A segunda faixa, “Ghost”, é como uma massagem tailandesa nos ouvidos – especialmente quando ouvida com bons fones de ouvido. É como se um leque absurdamente amplo de texturas exóticas se abrisse de repente pra você admirar. Tudo preciosamente selecionado: sons com seu brilho único e sem disputar espaço uns com os outros.
Burial – Untrue
Eu li em algum lugar que “Burial” era, como o nome indica, música de enterro para o UK garage. Bem, depois de ouvir “Untrue” eu garanto que, sim, é música meio fúnebre e, sim, faz referência ao UK garage.
O legal disso é que o resultado final é um som taciturno, urbano e moderno, absolutamente PERFEITO para ouvir tarde da noite, num ônibus ou metrô, em uma metrópole grande, suja e impessoal – tipo São Paulo, Nova Iorque ou Londres. Em Londres o “Untrue” deve soar ainda melhor mas, infelizmente, não estou lá pra testar.






ÊÊÊÊÊÊ!!
Você ainda vai ser meu sócio, né?
Eu cliquei pra ver as capas dos discos, Zé…
eu sempre leio. e fiquei de olho nesse Kiln aÃ.
Aeeee!!!! Achei que nunca mais eu veria este post outra vez!
E por incrÃvel que pareça tenho todos aqui (comprados no eMusic tb), menos o Caural. Vô pegar!! Valeu!
Gente… só conheço o Burial porque já a vi a capa em um desses sites/blogs de leaking. Vou ver suas indicações. Ah, e gostei do seu blog também.
oi “primo”. achei seu blog ha um bom tempo no ueba.com.br e curti. fikei insatisfeito com as resposta no seu quiz sobre o q mais incomodava. Eu adoro suas compras do mes.. as musicais principalemnte, pois assim vou conhecendo muita coisa nova.
lalala
Cara , estou conhecendo o teu blog hoje, já te adicionei aos favoritos. Adoro saber o que as pessoas estão comprando (um voyerzinho do bem). Abraços