Sutileza
Ser enérgico ou autoritário é fácil. Agora, ser sutil – especialmente nas palavras – é uma arte.
Socialmente falando, a sutileza requer uma habilidade mais ou menos parecida com o dos lacônicos – o de colocar conteudo, digamos, intenso em frases ou gestos amistosos. Como meu chefe hoje, ao telefone, explicando que a demora em confirmar se vinha ou não à Brasília semana que vem era por causa da incompetência da agência de viagens:
- É que o cara que marca as passagens de avião está doente, tem uma menina substituindo ele, e ela não é assim muito… versátil.
Sutileza é o que faz música ambient ser boa: outro dia eu comentei no Impop que ambient, normalmente, significa longas faixas de coisa nenhuma acontecendo. Só que no meio da aparente “coisa nenhuma” a música vai, discretamente, se desenvolvendo: novos sons que entram ou saem, notas diferentes, mudanças de cor ou textura do som, etc. A mente tem que se esforçar pra perceber que, sim, existe alguma coisa sendo dita – bem sutilmente.
Ser sutil é roubar a cena de dentro das coxias. Sutileza é daquelas virtudes que eu quero ter quando mais velho…






Também não sou muito “sutil” com as palavras.
Como disse num commnet aí pra trás, faço mais o estilo do seu irmãozinho: – ESSE DOCE TÁ UMA PORCARIA!!
Ele também é do clube dos “não-sutis”, com certeza.
Coincidentemente estava lendo ainda agora uns textos de uma disciplina da faculdade chamada “Relações interpessoais” (faço engenharia) onde estava sendo exposto alguns pontos que a pessoa pode perceber para melhorar a convivência com os outros. Enquanto eu lia, pensava também sobre o poder de não falar nada (que não foi citado no texto).
Ai, eis que chega este seu texto que resume o meu pensamento. *MEDO*