Coisas como "marketing viral" e "SEO" são o câncer que vai matar a internet
Propaganda real, de um tal “Mestre SEO”. E eu achando que as pessoas faziam sites para que outras pessoas gostassem…
Sabe o que é mais legal? Agora eu vou opinar sobre marketing e publicidade mas não entendo nada disso. No entanto aqui é meu blog e nele eu posso dizer seja lá o que for que eu pense sobre o assunto. Quem ler pode ignorar, dar umas risadinhas, xingar a minha mãe ou até achar legal e botar um link pra esse post no blog dela, por exemplo.
E aí é que está a mágica da internet: se o que eu escrever for realmente interessante ou relevante, mais e mais pessoas vão botar links apontando pro que eu disse. Note então que o próprio esquema de se fazer referências na internet (ou seja, o link) retira da vala comum o conteúdo relevante e serve como um filtro razoavelmente bom do que é legal ou não. Tanto que os caras que sacaram isso antes de todo mundo ficaram gazilionários.
Aí vem o publicitário, olha pro Sergey Brin e pro Larry Page, se enche de inveja e pensa: “Hmpf, eu quero ser rico igual esses caras”.
Mas aí, ao invés de dançar conforme a música, ele inventa o Search Engine Optimization: técnicas para fazer seu site aparecer mais em resultados de buscas. Mas a internet é terra de ninguém, então vale tudo: encher seu blog de palavras muito procuradas (como o clássico “sandy nua”), forçar a barra pra fazer seu site ser linkado e conseguir maior pagerank no Google (usando link baiting e vários outros métodos)… e aí não é mais o conteúdo relevante que é automaticamente promovido por sua popularidade, e sim o conteúdo do publicitário, que, malandrops como só ele, força as regras pra se promover mais que os outros.

“Olhem para mim! Eu sou um publicitário carente!”
E a espontaneidade democrática da internet – sua característica mais importante e uma das principais razões pela qual ela ganhou a importância absurda que hoje tem – vai indo pro buraco para que os marketeiros capitalistas encham os respectivos rabos de dinheiro.
Mas o que mais tem me irritado é o marketing viral. Recentemente circulou por aí uma história do “maior desenho do mundo” – um cara que botou um GPS numa maleta e saiu enviando-a pelo mundo, de modo que a trajetória da maleta formasse um desenho sobre o mapa-múndi…
E enquanto todos ficavam maravilhados com a criatividade da idéia, os publicitários pulam e gritam “RÁÁÁ! Pegadinha do Mallandro!” e você descobre, dias depois, que o esquema todo era mentira e serviu só para fazer propaganda da DHL, empresa de entregas expressas.
Sabe, senhor publicitário, não tem problema nenhum você querer usar a internet pra se promover. Mas faço minhas as palavras de Lainey Taransky, filha do personagem de Al Pacino no genial filme chamado “S1mone“:
“Seu erro não foi fazer algo falso, papai. Não nos importamos com coisas falsas – desde que você não minta sobre elas“.






Vixe… prepare-se para algumas pedradas.
Eu caí como uma patinha uns meses atrás numa campanha viral. Ainda bem que não dei link, porque realmente era o tipo de coisa que não faz o menor sentido eu divulgar (a meu ver).
Eu divulgaria alguma coisa se achasse realmente bom e merecedor de divulgação. Mas faria questão absoluta de esclarecer, caso isso fosse algo feito como pau mandado de alguma agência de propaganda (o que, pra mim, não é demérito nenhum, aliás).
Ah, e a frase do S1mone que você usou aí no fim do post é perfeita pra definir os posts publicitários.
é, é bem isso: faça o que fizer, não minta para o público. se fizer vídeo com celular estourando pipoca, não faça de conta que era de verdade. um cartãozinho indicando teaser no final do vídeo já serve.
só tenho lá minhas dúvidas se são os publicitários a serem identificados por operar em SEO e afins; é uma técnica menos ‘publicitária’ que de informática, e ainda assim sujeita ao uso de qualquer mané com um computador na mão. longe de ser corporativo, eu!
o que precisamos é de mais comunicadores sociais e comunicólogos, e menos técnicos em comunicação.
e sim: câncer.
Pois é, essa frase final me lembrou uma aula de um excelente professor de redação publicitária: “Nunca, jamais, sob hipótese alguma MINTAM para seus clientes”.
Infelizmente a profissão de publicitário não é regulamentada, então temos que considerar que alguns dos “publicitários capitalistas que estão enriquecendo” geralmente são “Arquitetos, engenheiros e tantos outros carentes”.
“Olhem para mim, sou um publicitário carente” foi ótimo!
De propaganda enganosa o mundo tá cheio e isso não é peculiaridade da internet. A diferença é que agora as propagandas têm uma embalagem tão intimista, que as mentirinhas que os publicitários contam acabam ofendendo a dignidade do incauto.
[...] Leia mais sobre SEO e propaganda viral [...]
Nossa, essa frase retirada do filme é a melhor definição que já encontrei, para o que eu penso sobre virais e campanhas publicitárias.
Aí está exatamente a diferença abismal entre publicidades feitas de brincadeiras bacanas, e fakes.
Belo texto, vou recomendar.
Frase escolhida a dedo, essa de S1m0ne! E muito bom o texto. Os caras estão errando a mão.
É um perigo isso mesmo. Mas, a propaganda sempre teve dessas atitudes. Por exemplo, colocar gostosas numa tampinha de cerveja pra usar de jogo de futebol de tabuleiro e não querer que pensem q é propaganda pra criança.
Na propaganda, viral não é memética, é negócio. Tem valor de compra e venda. O meme tem valor, quem inicia taxa seu preço e assim vai até alcançar quem não sabe nada disso. Ainda há incautos no mundo, não é porque estão online q deixam de ser menos incautos.
O lado bom é que sempre tem gente ligadona. Qdo começou o viral de pular corda, no mesmo dia vi comentarem no Twitter, que cheirava viral… daí, que tinha as cores da Coca-Cola… daí, q seria óbvio um refrigerante tentar se ligar a um esporte saudável.
E era Coca-cola mesmo.
Mas, tem o outro lado. A internet favorece também q os esclarecidos divulguem seus alertas para os deslumbrados. Seu post, certo?… os comentários…
O que realmente preocupa é essa questão do SEO, a ditadura do page-rank, a nivelação do conhecimento que pode ocorrer se as pessoas se preocuparem só com os primeiros resultados mais populares e não os mais relevantes para elas (em termos de conhecimento/educação… não de negócio$). O Nicholas Carr esbarra no assunto tb aqui – Nick Carr: Is Google making us stupid?
http://news.cnet.com/8301-13505_3-9962935-16.html
A sua preocupação está por aí sim… tem gente discutindo isso.
Muito bom seu texto, é um daqueles que vão me deixar pensando por um bom tempo.
É, não é só você, muitos de nós também estamos completamente de saco cheio de marketing “viral”. Mas acho que uma das piores consequências do “viral boom” é que agora quando aparece algo viral todo mundo fica se perguntando “Hm, será que é viral?” ao invés de julgar se é legal ou não. Metade de tudo agora gira em torno de “Viral ou não?”, e, em palavras plebéias, isso enche o saco.
Taí, esse é um texto que merece link. E mesmo um link tipo o do Alessandro, direto e na lata, sem ficar escondido no meio do texto. Parabéns.
Eu tb odeio a publicidade, pois além de vender mentiras ainda emnte sobre elas. e eu odeio concorrência quando o assunto é mentiras (baseado no depoimento da minha ex-esposa).
então, mas preciso corrigir.
SEO não foi feito por publicitáris, pois eles não consegue pensar em semântica web. SEO veio de rato de código mesmo, que sacaram como funfava o algorítimo do google e era isso.
Eu trabalho com SEO do bem, sem chapéu preto, sem cheat, sem querer ganhar dinehiro de ad-sense e patrocinio no meu blog.
CONTEÚDO RELEVANTE é exatamente isso que precisamos. De merda o mundo está cheio.
ps.
quando puderes exiba o código fonte do novo site das sandálias melissa e veja que eles rechearam de nomes de concorrentes nas keywords. Belo tiro no pé! Que ética exemplar.
abraço.
Clap Clap Clap.
+)
Olá José,
Vim conhecer o seu site através da referência que você fez ao site da empresa.
Bom, eu não sou Marketeiro, mas sou profissional em SEO, então vou me ater ao SEO que você se referenciou no seu artigo.
Acho que você falou apenas a parte ruim do SEO, que é considerado o Black Hat. Quando falamos, na imagem que você colocou, que construímos sites que os mecanismos de busca gostam, é que fazemos com que o seu código, o que monta o seu site, seja bem recebido pelo webcrawler. Isto realmente faz diferença no dia de hoje, tanto que existe o SEO.
Não é nenhuma mentira, ou manipulação, mas sim é aproveitar o jeito que a banda toca para você se adequar ainda mais. Não inventamos fórmulas mágicas, mas sim trabalhamos com o que foi testado e funciona.
Convido-o a visitar mais os tópicos do MestreSEO Blog para saber mais sobre SEO e aprofundar os seus conhecimentos em White hat SEO.
Abraços
Fábio Ricotta
Como dona de casa me revolta profundamente quando percebo quase sempre tardiamente que fui lograda por algum tipo de propaganda enganosa. Eu estou farta desses anúncios com as atrizes (cargas d’água, são sempre “globais”) que anunciam tinturas para cabelo ou cremes e depois aparecem em alguma revista contando que só usam uma marca importada. Os atores ou atletas que anuciam produtos de ginástica onde sequer se dão o trabalho de experimentar durante o anúncio ou o supermercado onde nenhum deles conhece sequer uma filial. Os anúncios de carro onde voçê é obrigado a assistir a mente delirante do pessoal da agência e pura e simplesmente não sabe um detalhe do veículo. E os programas de televisâo, me desculpe, mas agora eu tenho um recado para voçê comprar. Tem mais, ser feito de idiota prestando atenção naqueles artistas cantando e participando de esquemas mentirosos sobre uma suposta grande estória de amor que nunca passou de um trambique para venderem mais ou mesmo conseguirem um contrato com aquela pseudo-grande gravadora. Pelo amor de Deus, isto já deixou de ser marketing para ser um atestado de débilóide no consumidor. Em outros países, ao se ver enganado o consumidor processa a agência ou mesmo o fabricante, pois o mesmo tem que ter algum dircenimento sobre o que se passa. Eu estou cansada de ser feita de otária e não vou mais comprar aquela marca que me engana.
Calma… calma… calma, No Stress!