Posts de junho de 2008


“Kind of Blue” – Um comentário sobre jazz feito por quem não entende nada de jazz

10 de junho de 2008, 23:22

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Semana passada eu ia lendo meus blogs e feeds quando topei com um post, favoritado pelo grande chapa Tiagón, sobre “Kind of Blue”, o megaboga disco de Miles Davis. O post dizia que era “o disco mais vendido da história do jazz”, “um dos mais importantes e influenciais de toda a música” e tal. Aí encasquetei que, naquela semana mesmo, ouviria “Kind of Blue” pela primeira vez.

O que me motivou foi o fato de que eu não sei nada de jazz. De fato, eu só tenho UM disco de jazz (“Giant Steps”, de John Coltrane) e li algumas coisas muito picadas sobre como é que os músicos fazem jazz. Então resolvi me usar de cobaia para ver qual o efeito que “Kind of blue”, erigido ao status de master-obra-prima-música-dos-deuses por quem entende da coisa, teria em meus ouvidos de neófito, despreparados para receber tais divindades.

Decidi ouvir o disco na sexta-feira, enquanto voava de Brasília para São Paulo – era o momento mais agradável do fim da semana de trabalho e ainda me dava a garantia de que eu não seria interrompido por ninguém durante uma hora e meia.

A primeira faixa, “So what”, abriu, cuidadosamente, os trabalhos. A primeira sensação foi de conforto por perceber que os músicos estavam seguindo o “padrão jazz” que eu já conhecia: apresentar um setting – tipo um tema musical – e depois improvisar por cima. O tema me pareceu simples, duas notinhas, uma longa e uma curta – que até parecem mesmo dizer: “so what?”. No entanto as progressões harmônicas eram bastante agradáveis – e desafiantes. Atualmente eu já ouvi o disco umas três vezes mas ainda não consegui me localizar totalmente nas mexidas de tom que os caras dão, especialmente em “Freddie Freeloader”, a segunda faixa, que de repente descamba para um tom diminuto que, sei lá, eu não queria ser o cara que ia improvisar em cima daquilo.

Falando em improvisos, eles eram bem do jeito que eu havia lido: o esquema não era exibir técnica e velocidade, e sim trabalhar o lado melódico da coisa – coisa que, pelo que percebi, nosso amigo Miles faz tomando um cuidado todo especial não somente com a melodia, mas com a dinâmica e a expressão. E se considerarmos a melodia como ostorytelling da música, a experiência de ver a história do disco sendo “escrita” em tempo real fez os quase 20 minutos das duas primeiras faixas passarem voando.

“Blue in green”, a terceira faixa, reduziu a marcha do disco ainda mais, o que deixou bastante espaço para os instrumentos ficarem ainda mais expressivos. Eu acho isso bastante interessante, essa coisa de dizer mais com menos, de colocar intensidade no meio de discrição (até comentei disso no meu blog “normal” outro dia), mas eu ainda não sabia que o melhor estava guardado para o final. Prosseguindo, em “All Blues”, a faixa seguinte, reparei que até então os músicos praticamente não haviam caído em nenhum daqueles “clichês melódicos” – sabe, aquelas sequências manjadas que você vê espalhadas por aí, desde o fim das frases na música clássica (seeempre voltando pro tom básico e resolvendo a tensão construída anteriormente) até nas melodias pop de rádio. E aí eu pensava na base de “All Blues” e aquilo parecia induzir as progressões mais óbvias. Mas é como eu disse antes, não entendo nada de jazz – talvez não seja nada disso, mas pra mim o aparente esforço dos músicos em andar por um caminho genuinamente criativo deixava tudo ainda mais interessante.

E aí veio “Flamenco Sketches” – “esboços de flamenco”, numa tradução livre. Meu amigo, minha amiga, eu lhes digo que “Flamenco Sketches” me propiciou uma experiência que tem que ser descrita no detalhe:

Nos primeiros 30 segundos, apoiado pelo piano e pelo contrabaixo, Miles expõe a primeira parte do tema no seu trompete. Melodicamente aquilo não tinha nada de mais, mas eram notas tão bem escolhidas, tocadas de um jeito tão bonito… era um daqueles casos onde o músico pega um punhado de notas simples, descompromissadas, e na hora de junta tudo acaba nascendo uma frase inesquecível – como as notas do tema de Star Wars ou da introdução de Come As You Are, do Nirvana.

Aí, na sequência, a base do piano/contrabaixo faz uma curva de, sei lá, um tom e meio e, para minha surpresa, vai parar num acorde ainda mais bonito. E Miles entra com uma nota – uma única nota – longa, alta e pungente em seu trumpete. Precisamente nesse instante me passaram algumas centenas de coisas na cabeça: a primeira foi “Uou!”; a segunda foi “ah, então é ISSO que aquelas cantoras ficam tentando fazer quando dão aqueles agudos chatérrimos e que todo mundo acha lindo e fica aplaudindo”. É que no caso das cantoras elas até acertam a nota, dão a entonação certinha, botam um vibrato pra dar “um plus a mais” mas ainda assim sempre faltava alguma coisa… precisamente a coisa que estava, de alguma forma, contida naquele agudo pungente do trumpete de Miles Davis. Daquele instante em diante a fama de obra-prima de “Kind of Blue” estava plenamente justificada pra mim.

Só na terceira (ou quarta parte, sei lá) do tema, quando o piano toca aquela sequência realmente típica de flamenco (sabe a música do Vega, do Street Fighter? Mais ou menos aquilo ali) é que a música explica seu nome. E Miles vai acompanhando e, de uma forma que eu nunca vi antes, colocando música em todo e qualquer movimento do seu trumpete – inclusive na hora de silenciar as notas ou de tocar, bem en passant, um semitom. É mais ou menos como se o cara produzisse beleza musical até quando está parando de tocar, revestindo tudo de uma expressividade com a qual eu, definitivamente, não estava acostumado.

Fechando o disco veio um take diferente da mesma “Flamenco Sketches”, também muito bom mas que não teve muita graça por causa do meu nível de fascínio com o take anterior. E aí o disco acabou e eu fiquei ali, perdido em algum ponto do céu do interior de São Paulo, sem saber que disco eu teria condições psicológicas de ouvir na sequência.

O veredito, portanto, é esse: eu posso não entender muito da coisa, mas achei o “Kind of Blue” fenomenal.


Cuidado

10 de junho de 2008, 17:29

Hoje à tarde, voltando da lanchonete, dei de cara com esse cavalete:

…que, pelo nível do desenho, bem que poderia ser…

Ou então, talvez…

Isso, meus amigos, chama-se “criatividade mal direcionada”.


Depois nêgo fala que é implicância com paulista…

10 de junho de 2008, 1:01

… que fala que foi tomar “um chopps e dois pastel”. Olha a conta do dia em que fomos ao Mercado Central de São Paulo:

Comanda da conta com dois "chopp" e um "pastéis"
Aí meu, tomamos dois “chopp” e comemos um “pastéis”!


A semana do presidente

7 de junho de 2008, 21:55

Eixo Monumental em Brasília, completamente vazio à 1 da manhã

Sabe, o ritmo de posts por aqui estava indo muito bem esta semana. Até no Impop eu postei, duas vezes. Mas na quinta-feira eu recebi um telefonema. Me pediram pra tomar uma decisão. Uma puta duma decisão que, por enquanto, não posso comentar.

Desde então eu estou me sentindo mais ou menos assim: imagine que você vai dar uma palestra para 1000 pessoas, sem poder errar e tendo se preparado muito pouco. Aí imagine que acabaram de chamar o seu nome e você está prestes a subir no palco. Agora aperte o pause bem aí, nesse instante; congele o que você estiver sentindo… e estenda indefinidamente. Deu pra ter uma idéia?

Nesse estado eu nem preciso dizer que fica difícil parir posts.

—-

Aí, pra piorar meu desespero, na quinta à noite eu chego no hotel, abro a mochila pra pegar meus fones de ouvido e eles não estão lá.

“Desencana e compra outro fone”, diria o leitor de primeira viagem. Mas os veteranos do blog sabem que não era qualquer fone, e sim meus Shure E2C, intra-auriculares, importados, caríssimos e profundamente amados por mim, que sou um fone-de-ouvidoófilo.

Revirei o quarto do hotel, nada. No dia seguinte, revirei o meu local de trabalho, e nada. Voltei ao hotel temendo pelo pior e disposto a extremos – como procurar no gramado externo do hotel para o caso dele ter caído pela janela do meu quarto – mas, felizmente, não foi preciso: a camareira havia achado os fones e, ao invés de deixá-los no quarto (eu ainda estava hospedado, catacilda!), levou pros achados e perdidos.

Pra que isso não se repita implementei duas contramedidas: uma é deixar uma etiqueta com nome e telefone dentro dos fones. Outra é andar sempre com os fones dentro do estojo e com o estojo preso na mochila…


Para ouvir agora – DF Tram

4 de junho de 2008, 23:25

No MySpace do cara tá escrito assim:

DF Tram is one of the most respected chillout djs/producers in north america and also one of the brains behind the band jumpcut and the ambisonic collective.

Os sets dele são simplesmente geniais: faixas clássicas de ambient temperadas com samples obscuros, divertidos ou inusitados: jingles de comerciais dos anos 60, trechos de palestras sobre drogas, canções infantis, áudio de missões da NASA e o que mais der na telha. Acontece bem do jeitinho que o slogan da Rádio AmbiSonic diz: “tuning you in, chilling you out”.

Uma boa iniciação ao trabalho de DF Tram são os sets da Chillits, pequena (e exclusiva) festa anual do gênero. Todos os sets de todos os DJs que tocaram na festa, desde o ano 2000, estão disponíveis para download. Os de 20052007eu garanto.


Isso não é música de gente séria

4 de junho de 2008, 23:24

Tom Zé, lá em 1973, abriu seu disco “Todos os Olhos” cantando:

Todo compositor brasileiro é um complexado. Porque então esta mania danada, essa preocupação de falar tão sério, de parecer tão sério, de ser tão sério…

Eu, particularmente, adoro quando a música perde a compostura e vira piada, sarcasmo, nonsense ou coisa que o valha. E tem gente muito boa nisso, como por exemplo…

Kid Koala

Like Irregular Chickens – Kid Koala

O garoto coala canadense pode até ser absurdamente habilidoso nas turntables, mas o que eu mais gosto no seu trabalho é o senso de humor. Quem clicou no “play” ali em cima deve ter percebido que “Like Irregular Chickens” é feita com scratches de sons de galinhas (e de gente imitando galinha!). “Flu Season” segue o mesmo processo criativo, mas dessa vez com espirros, tosse e outras pneumopatias. E “Barhopper 2″ é a primeira música da história a conter o som de um autêntico “silêncio desconfortável” em um encontro amoroso.

The Rip Off Artist

Sim, o nome do cara é “o artista da cópia descarada”. Todos os seus discos copiam nomes de discos famosos, como o “Pump” do Aerosmith, o “In through the out door” do Led Zeppelin ou o “Pet Sounds” dos Beach Boys. E, ironicamente, o som é um IDM/Glitch cuidadosamente preparado e absolutamente original. E bem humorado, como a faixa abaixo deixa bem claro:

Vibrating Vegetable – The Rip Off Artist

O site dele continha um monte de biografias fantásticas – todas falsas. Atualmente elas foram substituídas por uma mensagem informando que o artista “se aposentou”. Eu estou rezando pra que seja mais uma brincadeira…

Cex

Cex é, literalmente, um moleque. Seu primeiro lançamento foi em 1998, quando ele tinha 16 anos. Os discos da sua fase de IDM seriam um trabalho de altíssima seriedade… não fossem algumas faixas de gozação que sempre abrem, fecham ou entremeiam os seus discos: “High Scores”, por exemplo, é uma pegadinha sonora envolvendo um casal de lésbicas e um Playstation (sério!). “Furcoat” abre com um casal de músicos falsos chegando no tapete vermelho do MTV Music Awards e confrontando um Cex versão gangsta, com facas e tudo.

Beastie Boys

Os caras já são naturalmente espirituosos, mas o lado “piadinhas” dos Beastie Boys sai mesmo do armário é na coletânea “Anthology – The Sounds of Science”, cheia de faixas, digamos, “descompromissadas”, como o inesperado country em “Railroad Blues”“Country Mike’s Theme”, ou a hilária “Boomin’ Granny” que versa sobre o amor pelas velhinhas, e que merece um trechinho da letra reproduzido aqui:

Because I saw you at the check-out line
You dropped your coupons, and you were looking fine
Sophisticated, and so mature
I couldn’t really care if you’re sixty or seventy-four
Because I want ya, and I need ya…

Mas a melhor é “Netty’s Girl”, uma baladinha dor-de-cotovelo cantada por um Mike D. e um Ad Rock que, ou estavam realmente bêbados, ou fizeram a melhor performance pseudo-etílica da história. Ouça você mesmo:

Nettys Girl – Beastie Boys


Primo’s Phone Picture Parade!

4 de junho de 2008, 0:27

Além de twittar, eu uso o celular pra bater um bocado de fotos. Normalmente elas ficam guardadas nele por MESES até que eu me lembre de transferí-las pro computador.

E é nessas horas que me lembro do porquê de várias fotos tiradas – postar aqui no blog! Então vamos tirando o atraso:

1) A menina endemoniada do supermercado

No Extra do Itaim tem algumas fotos grandes de famílias e pessoas felizes, bem acima das prateleiras. Só que as fotos envelheceram e desbotaram. Uma delas, de uma menina, ficou, por assim dizer, tipo SATÂNICA!

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TENHA MEDO! TENHA MUITO MEDO!! Ah, e não perca as promoções da seção de frios.

2) Sou eu quem faz! (I make it myself!)

Ainda no gênero “supermercados”, olha o que tem pra vender aqui pertinho de casa…

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Sim, os biscoitos de polvilho de ninguém menos que Daltony, a lenda da internet! Além de fazer biscoitos, o cara tem uma história, er, tocante e é “ator, compositor, inventor e pai de família”. Um clássico.

3) The book is on the WHAT?

Lembre-se: em inglês, água sem gás ainda é água. E se você não souber escrever “Petit Four”, cê si fu.

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Eu não queria estar na pele dos gringos que visitam o Brasil…

4) O crachá de Adoniran Barbosa

No meu bairro tem uma gráfica rápida que faz crachás, cartões de visita e o escambau. Eu sempre me divirto vendo o mostruário deles…

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Psst, não conte pra ninguém, mas o nome real de Brad Pitt é “Adoniran Barbosa”. E Elis Regina não é cantora, e sim dentista…

5) E, para o Gran Finale…

Toda vez que vejo essa placa, a primeira coisa que me vem à cabeça é…

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Pô, vou ter que rodar DEZ QUILÔMETROS pra achar uma vaga?


Sério mesmo, Sr. Publicitário?

3 de junho de 2008, 13:28

Tem certeza que “Biba” é um nome apropriado pra mascote dos lanches infantis?


A série "bugs inacreditáveis" é, sim, uma série

2 de junho de 2008, 21:59

Depois que escrevi o último post fiquei me lembrando das vezes em que esbarrei com problemas de computador, digamos, “desafiadores”…

Lá pelos idos de 1998 eu trabalhava no suporte de um provedor de internet chamado Easy Way. Uma vez fui atender um chamado de um cliente no Ed. Acaiaca, famoso prédio do centro de Belo Horizonte. As ruas no entorno do prédio estavam uma confusão porque um cara havia pulado do prédio e caído em cima de um táxi. Achei que aquilo seria a única coisa bizarra do dia…

A conexão (via modem, lembra?) do computador do cliente estava instável: discava, ficava um tempo e caía. Testei todo o básico (configurações da internet, linha telefônica, etc.) e nada de descobrir qual era o problema. Até que, num dos testes, eu larguei o mouse pra falar alguma coisa com o cliente e a conexão caiu no mesmo instante.

Parecia bruxaria, mas naquele estágio eu já estava acreditando em qualquer coisa. Aí mandei conectar e fiquei mexendo o mouse sem parar. Tudo funcionou. Então tirei a mão do mouse e… PLEC! Desconectado!

O diagnóstico? Bem, os nerds mais old school talvez se lembrem que os modems tinham duas configurações físicas, que se ajustava com um jumper, na própria placa: A porta serial (COM) e o canal de interrupções (IRQ). E o modem estava configurado pra usar o mesmo IRQ do mouse.

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Um modem das antigas, com os jumpers da placa em destaque. Lembra?

Agora avance na linha do tempo de 1998 para 2008 e voilá! Estamos nos dias atuais, trabalhando com consultoria em gestão e usando um notebook Dell Vostro 1000, feio como a fome mas barato e funcional. Os tempos mudam mas os problemas bizarros continuam…

Sabe, tem certas funcionalidades tão básicas do seu Windows que você duvida que um dia elas vão dar problema – como o Ctrl+C, Ctrl+V ou o botão “Iniciar”. Eu também achava isso, até que, recentemente, precisei alternar para outro programa e o Windows cismou de não mostrar a famosa janelinha do Alt+Tab.

É isso mesmo, meu Alt+Tab parou de funcionar. Esta descrição por si só já é assustadora, mas o pior é que o Windows mostrava a janelinha com os programas abertos por uma fração de segundo – cada hora uma fração de segundo diferente – e depois sumia novamente.

Como todo bom ex-técnico de suporte, tentei isolar o problema: fechei todos os programas abertos, matei – um a um – todos os processos do Task Manager, entrei no Windows em modo de segurança, atualizei driver de vídeo, depois reverti para o driver que veio com o notebook, olhei BIOS… e o problema insistia em se repetir. Eu já estava começando a me conformar com um lento e doloroso system restore quando tive a idéia de testar se aquilo não era algum pau físico no teclado do notebook.

Baixei um tal Passmark KeyboardTest, programinha feito especialmente pra esse tipo de teste. É um belo programa: ele mostra a imagem de um teclado e indica visualmente quando alguma tecla é pressionada, mostra o código da tecla sendo recebido pelo sistema operacional, etc. Só que, sem que eu tocasse em NADA, o programinha mostrava a tecla “Power” sendo pressionada, religiosamente, de um em um segundo.

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E sabe o que é pior? Meu teclado NÃO TEM ESTA TECLA!

Deu medo, mas na verdade a investigação do problema ficou mais fácil a partir desse ponto. No fim, descobri que um programinha que veio com o notebook – um tal Dell QuickSet, que interfere no teclado porque ajusta o funcionamento daquelas teclas customizadas para notebook (Fn+F8 para projetar num datashow, por exemplo) – não estava sendo iniciado junto com o Windows. Foi só rodar o programinha e a “tecla fantasma” parou de ser pressionada. O Alt+Tab voltou a funcionar corretamente e todos viveram felizes para sempre.

Quero só ver no dia em que eu resolver fazer o upgrade pro Windows Vista…