Tacos, burritos, Batman, Imagem & Ação, hotéis, mar e peixes.

O último fim de semana foi o “muito bom” em sua mais completa tradução.

No sábado recebemos amigos em casa, fomos todos para a cozinha e saímos de lá com um jantar mexicano absolutamente delicioso. Comemos, comemos, e aí quando nossos corpos já estavam saciados, fomos ao cinema saciar a alma com um bom filme: “Batman – O Cavaleiro das Trevas”.

Só que o filme do Batman não era um bom filme…

Na verdade, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” é um EXCELENTE filme. E um marco histórico pois, finalmente, os super-heróis foram usados no cinema com a nobreza que realmente merecem (lembra do fiasco do último Homem-Aranha? Pois é). Saí do cinema com a impressão de que eu não havia assistido um filme de super-herói, e sim um drama psicológico da melhor qualidade construído sobre os mitos das figuras do Batman e do Coringa. Tanto que ele não é um filme fácil, do tipo “vá ver para se divertir e esquecer da vida”, pois, como bem disse o Vilaça

…como os personagens soam humanos, distanciando-se das figuras unidimensionais presentes em projetos similares, nosso investimento emocional na história cresce exponencialmente, já que passamos a temer por seus destinos.

Só não é o melhor de 2008 por causa de Wall-E.

Destaque para Maggie Gyllenhaal – que, diferentemente da Katie Holmes “Cruise”, tem cara de ser humano normal – e para a trilha sonora, muito mais presente ao longo do filme do que o “normal” e que me deixou satisfeitíssimo ao apostar em texturas diferentes das de “orquestras padrão de filme” para indicar os momentos de suspense. Tanto que, em vários momentos, a música me lembrava as faixas mais assustadoras do “Telegraphs in Negative”, do Set Fire to Flames (que fui obrigado a ouvir novamente, enquanto escrevo estas mal traçadas linhas).

E no domingo casa cheia de novo, dessa vez para macarronada e partidinhas amistosas de Imagem & Ação. Impagável ver amigos de longa data fazendo mímica da “Britney Spears”.

O problema foi que os serviços do Prof. Primo haviam sido evocados para a próxima segunda e terça-feira, então o fim-de-semana perfeito acabou pontualmente às 18:30, quando tive que deixar amigos, esposa e cachorro pra trás, me enfiar num táxi, depois num avião, depois em mais outro para, às duas da manhã, chegar à Fortaleza.

O sono era tanto que não me lembro exatamente como fui parar debaixo das cobertas. Mas me lembro que acordei, abri a janela e dei de cara com ISTO…

Fortaleza (de dia)

…e que, à noite, voltei pro hotel e dei de cara com ISTO…

Fortaleza (de noite)

…e que estou escrevendo este post levemente amolecido após jantar uma moqueca de peixe.

Ah, e durante o treinamento eu fui ajudar um dos grupos a fazer um exercício. Olhei as caras femininas em frente ao computador e quis ser simpático:

– E aí, como está indo o grupo das meninas?

Olhei novamente para o grupo e completei, gaguejando?

– Erm… e do menino também?

2 thoughts on “Tacos, burritos, Batman, Imagem & Ação, hotéis, mar e peixes.”

  1. Que diferença ver o comentário sobre o filme do Batman por alguém sem comprometimento financeiro com o filme e inserido num contexto (o seu fds).

    Sobre sua viagem à fortaleza o que posso dizer é
    “…como os personagens soam humanos, distanciando-se das figuras unidimensionais presentes em projetos similares, nosso investimento emocional na história cresce exponencialmente, já que passamos a temer por seus destinos.”

    hehehe

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