Como se lia as horas nos anos 80

Minha última compra no DealExtreme incluiu:

Sim, um relógio, daqueles com display retrô estilo “letreiro de aeroporto das antigas”.

Relógio "Flip-digit" 

Confesso que não esperava que a sala da minha casa fosse ser decorada por quinquilharias importadas de Hong Kong, mas o relógio é realmente legal.

Blip.fm – Um Twitter que faz barulho

Na última sexta-feira só se falava no Twitter de um tal site novo chamado Blip.fm. À noite, chegando de viagem, liguei o computador e fui conhecer a razão de tanto hype.

Usei o Blip.fm por cinco minutos. Foi o suficiente para dar o meu veredito final sobre o site, que pode ser resumido nesta frase: “A coisa mais genial que vi na internet este ano”.

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O Blip.fm é um microblog, como o Twitter, mas com um diferencial matador: músicas anexadas aos seus micro-posts (chamados de “blips”). Então, na verdade, o que você posta são as músicas, junto com pequenos comentários sobre elas. Ou o inverso: comentários sobre qualquer coisa, mas “ilustrados” por músicas.

Se no Twitter a pergunta era “what are you doing?” (“o que você está fazendo?”), no Blip.fm a pergunta é “what are you listening to?” (“o que você está ouvindo?”).

“Ah, mas a RIAA vai fechar o Blip.fm rapidinho!”. Sim, eu e metade da internet pensamos exatamente a mesma coisa, mas enquanto eu escrevia este post percebi OUTRA sacada genial dos caras: as músicas que o Blip.fm toca NÃO estão hospedadas no próprio site – ele simplesmente toca músicas que estão espalhadas por toda a internet e que são facilmente encontráveis através do próprio Google ou de serviços especializados, como o Seeqpod.

É só dar uma olhada na barra de status do Firefox na hora em que você dá “play” numa faixa qualquer: cada hora os dados são lidos de um site diferente…

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Uma olhadinha no FAQ do Blip.fm parece confirmar esta suspeita (grifo meu)…

Eu blipei uma música ontem e hoje ela está “não disponível”, o que houve?

As músicas são armazenas por toda a internet em diferentes servidores e websites. Às vezes o servidor cai e a música não está disponível para tocar, ou o dono do arquivo o removeu da internet de uma vez por todas.

Assim eles têm o maior acervo de músicas do mundo, não tem problemas com largura de banda ou capacidade de armazenamento e – o melhor de tudo – não são legalmente responsáveis por eventuais quebras de copyright. Bom, pelo menos eu acho.

E não é só isso: além de tudo o Blip.fm já tem integração com o Twitter, Last.fm e vários outros (FriendFeed, Pownce, Tumblr, Livejournal e Jaiku). Você pode “blipar” músicas que ouviu recentemente – e que ele “pesca” do Last.fm pra você – e twittar automaticamente a cada vez que você “blipa” uma música. É muito prático.

Genial, fácil de usar, integrado com o que você já usa… o Blip.fm é quase bom demais pra ser verdade.

Sobre a terceira dimensão, foie gras, browsers e largura de banda

Dia desses eu li, não lembro onde, que uma das estratégias de Hollywood para – adivinhe! – coibir a pirataria eram os filmes em 3D. Neles a “experiência” só é completa para o espectador se ele estiver no cinema, com os tais óculos especiais, então as cópias piratas não fariam sentido.

Mas hoje eu vi que a nVidia está anunciando uma tecnologia de 3D “real” para jogos de computador onde você usa – adivinhe! – óculos especiais e enxerga as cenas do jogo em três dimensões.

Aí eu fiquei pensando no futuro da pirataria de filmes, somei uma coisa com a outra e… adivinhe!

Hoje aconteceu a pesagem oficial do “Perder Para Ganhar” que a equipe aqui do projeto de Dead Cow City organizou. É um concurso inspirado no programa de TV homônimo, onde a meta era perder 5% do seu peso em um mês – e quem perdesse menos que isso pagaria para quem perdesse mais peso.

Sim, tinha dinheiro no meio. Sim, é ridículo. E, sim, eu estava participando. Mas eu empurrei a coisa com a barriga (hein, pegou essa) e não mudei muito minha rotina ou meus hábitos alimentares – que, felizmente, já estavam bem saudáveis desde meu último exame de sangue, que deu colesterol altchééézimo e uma leve esteatose hepática – vulgo “fígado gorduroso”. Sabe foie gras? Pois é. 

Saldo final da brincadeira: perdi 2,5 kg. E também 40 reais, já que fiquei bem longe dos 5% de meta.

Acabou que com o Firefox 3 eu abandonei mesmo o meu browser predileto: o Opera, que usei consistentemente pelos últimos cinco ou seis anos.

Tudo começou quando, no lançamento da versão 3, o Slashdot publicou um teste dizendo que o Firefox novo era muito mais eficiente no uso de memória que todos os outros browsers. Aí resolvi pagar pra ver, já que o abuso de memória do FF era um dos fatores que me afastava dele.

Em termos de velocidade o Opera continua sendo, comprovadamente, absurdamente mais rápido pra tudo – MENOS para as coisas do Google (Gmail, Google Reader, Google Calendar, etc), que uso o tempo todo. E aí veio o golpe de misericórdia: as extensões do Firefox, que nunca me atraíam o suficiente porque o que muitas delas faziam já era funcionalidade nativa do Opera. Acontece que eu só conhecia mas nunca tinha usado Greasemonkey, Firebug, FoxyTunes e a mais super-duper-útil de todas: Read It Later – a salvação dos que trabalham sob firewalls e precisam separar links para ver depois, na internet livre e desimpedida do hotel…

… que por sinal é excelente e me permite até o luxo de ver minha esposa pela webcam. E também meu cachorro, que fica desorientado quando ouve minha voz e não me vê no apartamento. Hoje ele até chorou, tadinho.

Quem diria: no século XXI, “largura de banda” significa “qualidade de vida”…

Olimpíadas 2008: um quadro de medalhas com uma comparação diferente

Hoje, com o fim dos jogos olímpicos, eu me peguei pensando no critério para classificar os países no quadro de medalhas. O Comitê Olímpico (e o resto do mundo) acha que é a quantidade de medalhas de ouro e coloca a China em primeiro lugar. Já o New York Times acha que é a quantidade de medalhas de qualquer tipo e coloca os Estados Unidos na frente…

Mas o que me incomoda no ranking é que ele compara países que levam delegações com mais de 600 atletas (como a China) com outros que levaram apenas seis. Então fiquei pensando: e se comparássemos não apenas as medalhas conquistadas, mas sim quantos atletas de cada país voltaram pra casa com medalhas? E se contássemos o número de “medalhas per capita“? Aí a comparação seria mais justa, pois o que conta não seria o número de atletas para cada país, e sim a qualidade deles…

Foi assim que bolei rapidamente um “índice de aproveitamento olímpico”, um percentual do quanto cada delegação olímpica rendeu nas olimpíadas, calculado assim:

 Fórmula do Índice de Aproveitamento Olímpico

Assim, se um país levou cinco atletas e os cinco voltaram com medalhas de ouro, considera-se que o país teve 100% de aproveitamento na Olimpíada. Os percentuais multiplicados para as medalhas de prata e bronze na fórmula servem para que um país onde todos os atletas ganharam medalha de bronze, por exemplo, não fique também com os 100% de aproveitamento. Além disso, no caso dos esportes coletivos, contam-se as medalhas “físicas” recebidas, ou seja, o ouro do Brasil no vôlei feminino conta como 12 medalhas para não avacalhar o cálculo.

E como ficaria o resultado das olimpíadas deste ano sob este critério? Um domingo inteiro e muitas gambiarras no Excel depois (muitas MESMO, até macro eu fiz), eis o meu quadro de medalhas com os 20 primeiros colocados ordenados pelo percentual de aproveitamento:

Quadro de medalhas (com % de aproveitamento)
Clique na imagem para ver o quadro completo (JPG) ou aqui para baixar a planilha Excel.

Sob este critério o Brasil fica em vigésimo, três posições acima de sua posição no ranking oficial. E ainda tem algumas surpresas interessantes:

  • O grande destaque é a Nigéria, onde três de cada quatro atletas voltaram pra casa com medalhas. Mas como nenhuma delas foi de ouro, no ranking oficial a Nigéria ficou na posição 61. E alguns dos seus vizinhos africanos também tiveram ótima performance: a Etiópia e o Zimbábue tem o sétimo e oitavo melhor índice, respectivamente, e mesmo com apenas 56 atletas o Quênia obteve um melhor aproveitamento do que o Brasil – inclusive no ranking oficial.
  • A segunda maior delegação dos jogos é a dos Estados Unidos, com 596 atletas – e mais da metade deles recebeu medalhas. É, de fato, um desempenho impressionante. E mesmo com mais de 600 atletas e vencendo mais competições, a China ficou apenas na posição 13 deste ranking, com uma medalha para cada três atletas.
  • Países com delegações pequenas e performances invejáveis, como a Islândia, o Panamá, as Bahamas ou a Indonésia mal aparecem no ranking oficial. A Islândia competiu apenas no handebol mas foi a segunda melhor, levando a medalha de prata. O Panamá levou apenas três atletas, mas um deles fez o melhor salto em distância da competição e levou o ouro.
  • Na América Latina o destaque são nostros hermanos da Argentina, que mandou menos da metade de atletas que o Brasil e obteve 22,8% de aproveitamento – 6,4 pontos percentuais a mais do que nós.
  • A pior performance é da Venezuela, que mandou 109 atletas e voltou apenas com uma medalha de bronze. Mas ainda assim ela foi melhor do que os 117 países (e seus mais de 800 atletas) que voltaram pra casa de mãos vazias.

Barba, cabelo, bigode, lipo e botox

Um aviso rápido: demorou mas hoje eu terminei de classificar, na unha, 1768 (mil setecentos e sessenta e oito) posts que não pertenciam a nenhuma categoria.

E quem ganha é você, que agora pode revisitar com muito mais facilidade o meu sofrimento em Windturn City, meus dias no Canadá, as histórias épicas apelidadas de “sagas”, a vida e obra de Pavlov (meu cachorro), meus comentários sobre cinema ou música, os vários links e vídeos que postei aqui (e que hoje vão pro delicious, ali do lado) e até os raros momentos onde arrisquei escrever pequenos contos e postar aqui no blog.

Aproveite!

Meus melhores de 2008 (so far)

É uma lista altamente parcial (no sentido de “incompleta”, não de “tendenciosa”), já que eu não fico caçando lançamentos do ano pra ouvir. Tanto que meu vício mais recente tem sido “Heaven or Las Vegas”, disco do Cocteau Twins lançado em 1990. Além do mais faltam links e imagens das capas dos discos porque a maldita internet desse maldito hotel dessa maldita cidade está, mais uma vez, me deixando na mão.

Mas chega de disclaimer, vamulá:

Girl Talk – Feed The Animals

É o último trabalho de Greg Gillis, o mestre do mashup pop/rock/rap/Billboard top 100. Infelizmente, “Feed The Animals” repete EXATAMENTE a mesma fórmula do disco anterior, o “Night Ripper”, validando a afirmativa de que Girl Talk é um mágico de um truque só.

Só que o truque dele é MUITO divertido!

Vampire Weekend

É a melhor coisa que ouvi em 2008. O som dos caras – que por alguma estranha razão anda sendo chamado de afro-pop – é muito amistoso, as letras são espertas e a dinâmica das músicas passeia num espaço agradável entre o vigoroso e o tranquilo. Mexidas no andamento, nos instrumentos (um órgão retrô ali, uma flauta acolá, um bongô mais adiante) e até na “estética” do som (às vezes puxando pro punk, pro caribenho ou pro kitsch) mantém o interesse firme e forte ao longo do disco. E ainda tem os competentes vocais de Ezra Koenig – que é homem, apesar do nome.

É uma obra-prima cujo único problema é ter apenas 34 minutos.

E, sim, tem muito hype em cima dos caras, mas não se deixe levar por isso.

Portishead – Third

Yeah, yeah, terceiro e antecipadíssimo disco dos papas do trip-hop e tal. Normalmente expectativas elevadas geram uma decepção proporcional, que, felizmente, não aconteceu. Mesmo depois de um hiato de 10 anos, o Portishead entrega o que todos esperavam – e com muita classe.

O disco é denso e construído sob os velhos (e funcionais) pilares do trip-hop: arranjos espartanos, tocados lentamente e em performances fortemente emocionais. Puxa pra baixo o mesmo tanto que o Vampire Weekend puxa pra cima – o que, portanto, o torna des-recomendável pra quem não curte navegar em emoções tristes.

Fly Pan Am – Ceux Qui Inventent N’Ont Jamis Vecu (?)

Olha, apesar deste disco fazer parte desta lista eu confesso que não entendo direito o rock experimental dos franco-canadenses do Fly Pan Am.

As músicas não parecem ir à lugar algum: os caras constróem uma “cena sonora” repetindo acordes nas guitarras por longos minutos, depois misturam live recordings com ruído e vocais perdidos, depois passam longos minutos em hiatos semi-silenciosos, depois “estragam” de propósito trechos das músicas, fazendo-as soar como se fossem glitches de um CD riscado ou um MP3 mal “encodado”, e assim por diante. Só que existe uma “moral da história” no meio dessa bagunça: uma construção abstrata mas palpável e, num nível muito estranho da mente, perfeitamente compreensível.

E é isso que, de alguma forma, os torna geniais.

Bonus Tracks: Comentários rápidos sobre outros lançamentos 2008itenses que ouvi.

Daedelus – Love To Make Music To é delicioso como todos os outros discos de Daedelus. Mas, diferentemente do “Daedelus Denies the Day’s Demise”, esse investe numa atmosfera mais neutra ao invés daquela “animação toda” de sempre e, portanto, demora um pouco mais pra “bater”

“Með suð í eyrum við spilum endalaust” (também conhecido como “disco do Sigur Rós com os caras pelados na capa”)… bem, esse aí é uma grande incógnita. Comprei, ouvi e ele ficou lá, encostado na prateleira virtual do meu iTunes. Não que o disco seja ruim, mas, sei lá, parece que foi apagado pela sombra do disco anterior (o absurdamente maravilhoso “Takk”).

A faixa 4 de “The Midnight Organ Fight”, do Frightened Rabbit, é tão boa que, sozinha, me fez comprar o disco na hora. Agora pergunta se eu tive tempo de ouvir o resto das músicas… :/

A eMusic inventou uma tal selo chamado “eMusic Selects” para promover bandas. Sim, é jabá, então fiquei olhando torto até que, de repente, apareceu “Keeper’s”, do Deastro

E o Tape lançou “Luminarium” em 2008, disco atmosférico e rico de texturas que, infelizmente, não tive tempo de ouvir direito até agora.

HTC S621 – Primeiras impressões

Na semana passada eu comprei celulares novos pra mim e pra minha esposa, por ocasião do nosso glorioso aniversário de dois anos de casamento.

O timing não podia ser pior, considerando que o iPhone 3G está chegando ao Brasil no próximo mês. Mas em Dead Cow City não tem 3G e eu estou preso a este projeto até o ano que vem, então resolvi me permitir este pequeno regalo.

O escolhido foi um smartphone, o HTC S621.

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(Foto by Gabofr)

Ele tem teclado QWERTY, Wi-Fi, Bluetooth, câmera de 1.3 megapixels, slot para cartão MicroSD e roda Windows Mobile. Estou muito satisfeito com o aparelho… e muito insatisfeito com o Windows Mobile. Pra você ter uma idéia:

  • Transferir meus contatos do telefone antigo para o novo foi um tormento: tive que instalar, a contragosto, um Outlook no notebook para poder sincronizar os contatos do celular, depois o Outlook não quis ler o arquivo vCard com o backup dos meus contatos (e, quando finalmente leu, importou tudo com os acentos bagunçados), depois o ActiveSync deletou os contatos que já estavam no telefone e, por último, fui testar um MSN que vem instalado no telefone e ele jogou todos os contatos do Messenger (incluindo spammers e gente que eu nem me lembro quem é) pra dentro do celular. E eu só consigo deletá-los, um por um, no próprio aparelho…
  • Várias configurações só são possíveis alterando, manualmente, o registro do Windows do celular. Para retirar um bipe incômodo que toca sempre que eu mando discar um número (mesmo no modo silencioso!), só fuçando o registro. E para meu ActiveSync funcionar com o firewall do meu computador, também só com mexida no registro. Super intuitivo né?
  • E, para o grand finale, o Windows Mobile NÃO TEM COPIAR/COLAR. Sim, meu amigo, você leu certo! Pra ter esta funcionalidade, só instalando um programa de terceiros…

P.s.: Não posso deixar de mencionar meu celular recém-aposentado, um Sony Ericsson W200i, que é EXCELENTE: barato, rápido, ótimo software, funcional, versátil e ALTAMENTE RECOMENDADO. Tanto que se mantém no posto de melhor celular que já tive. Fica a dica.

Um pouco de muitos ou muito de poucos?

“Bati 2300 artistas no Last.fm”, disse um transeunte do meu timeline do Twitter. O mesmo que, alguns dias antes, disse também: “fico orgulhoso quando faço download de uma banda que não tem nada mencionado no last.fm”. Ficou claro que esse aí investe na variedade e se orgulha disso.

Já eu às vezes sofro com meus 65 downloads mensais da eMusic. É que eles expiram se você não utilizá-los, e às vezes eu estou apenas começando a realmente aproveitar as compras do mês anterior quando me vejo obrigado a apressar a compra do mês atual. Além disso, às vezes eu curto ouvir bandas e discos já “velhos de guerra” (especialmente com fones de ouvido) e perceber detalhes, nuances e tudo aquilo que normalmente só se revela depois que o disco é revisitado.

São dois prazeres distintos. Um é horizontal: varrer o mundo buscando novidades – e como o mundão musical é bem amplo ouvem-se muitos discos poucas vezes. O outro é vertical, onde a idéia é aprofundar audições em um número pequeno de discos e bandas “eleitas”. São poucos discos ouvidos muitas vezes.

Mas o que é melhor? Poucas bandas ouvidas com profundidade ou muitas bandas ouvidas superficialmente?

Pra piorar a escolha, alguns gêneros musicais parecem privilegiar uma ou outra abordagem. Discos esteticamente complexos, que investem mais em texturas e camadas, normalmente recompensam audições sucessivas. Isso é muito comum na música eletrônica, normalmente construída na base da “sobreposição” de sons. Já os álbuns que investem no clássico “verso-refrão-verso” e em conjuntos de timbres conhecidos (como o campeão “guitarra-baixo-bateria”) não costumam guardar muitas surpresas sonoras na manga – mesmo se forem, como o velho e bom rock’n roll, uma delícia de se ouvir várias vezes.

Taí uma discussão sem fim – o que não é exatamente um problema. De qualquer forma aguardo para saber o que meus colegas de Impop (e você, meu querido telespectoleitor) tem a dizer…

O prêmio, o lado negro da Força e os problemas musicais da minha equipe de trabalho

Aí me chega um email do Thomas

Caramba JC!
Comecei a caçar algumas legendas da 4ª temporada do the Office e lá está você nas traduções.
Você já é minha indicação pra personalidade-discreta-mais-presente-em-assuntos-genéricos/variados-da-net. – se houver esse prêmio…

Bem, se não havia esse prêmio, pelo visto ele acabou de nascer.

As legendas eu fiz na época deste post aqui, ó.

Hoje, ao voltar para o hotel, um dos líderes do projeto ia desabafando:

– Putz, hoje o Darth Vader me encheu o saco, eu não estava mais aguentando…

Aí virou pra mim e disse:

– Você está com sorte, hein? Até agora ele não pegou no seu pé.

De fato, tirando algumas tentativas ostensivas de me converter para o lado negro da força, o projeto corre bem. O que me preocupou MESMO foi algo que aconteceu agorinha, na academia do hotel.

Uma das meninas da minha equipe colocou um CD da Kelly Key para tocar enquanto ela malhava.