As lembranças que trouxe de Belém do Pará

9 de agosto de 2008, 15:29

É, eu fui lá dar um treinamento. E não me esquecerei de várias coisas, a saber: 

  • O calor. Onipresente. Sufocante. Absurdo. E no inverno. “Não é atoa que a criminalidade aqui é alta. Eu mataria por um ar condicionado”, pensei eu, nos dez minutos que esperei, ao ar livre, a porta da sala de treinamento se abrir. Outra coisa que pensei foi que deve ser impossível ter um computador com overclock em Belém.
    Continuo morrendo de vontade de morar num país com as quatro estações funcionando do jeitinho que eu aprendi nos livros de geografia…
  • O Rio Guamá. Mas foi tudo planejado pela turma que reformou os galpões antigos do porto e os transformou em um agradabilíssimo lugar com restaurantes e bares (e ar condicionado!). Aí você vai lá jantar à noite e dá de cara com aquele absurdo de rio e com o reflexo da lua batendo nas águas.
    Mas o mais incrível foi na hora de ir embora. O avião decolou e me deu, como grand finale da viagem, esse pôr-do-sol sobre o rio…

Pôr do sol sobre o Rio Amazonas

  • A comida típica. Inventei de pedir um “combo” de comida paraense com um monte de maluquices, incluindo maniçoba (a “mandioca brava”, cozida por sete dias e preparada como uma espécie de feijoada indígena) e o pato no tucupi (que faz sua língua ficar dormente e, no meu caso, dispara a música “confortably numb” em loop na sua cabeça imediatamente).
    A maniçoba era uma delícia. O pato no tucupi, nem tanto.
  • As dicas que recebi pelo Twitter. Nenhum guia turístico me traria resultado melhor. Graças ao Ian eu experimentei o sorvete de uxi (uma fruta doida – e deliciosa) na Cairu. Graças ao Doda Vilhena eu tenho um monte de bombons de cupuaçu na minha mochila nesse exato momento. E agora tem um a menos :)
    E fica aqui meu pedido público de desculpas ao Renmero, ilustre cidadão paraense e companheiro de Impop, a quem prometi umas cervejas no final da sexta-feira. Acabei antecipando meu vôo de volta e deixei o cara na mão. Shame on me.
  • O palco de música ao vivo montado no guindaste do galpão, nas docas, que fica se deslocando por cima das mesas. Idéia genial, só faltou tirar a música ao vivo.

Palco móvel das docas no Pará

Isso dá até uma reversal russa: No Pará, a música ao vivo passa por cima de VOCÊ.

  • A banca de discos que vi numa das ruas da cidade. Tinha tudo que é velharia em vinil. E tinha uma TV passando o videoclipe de “Neon Lights”.
    Imagine você, derretendo nas ruas de Belém do Pará, ao som de Kraftwerk. Surreal.

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2 comentários em “As lembranças que trouxe de Belém do Pará”

  1. doda -

    ô tinoco, só uma curiosidade: esses meses em belém são os mais quentes do ano mesmo (junho a novembro), de dezembro a maio a coisa é um pouco mais amena pq é a temporada de chuva. então mesmo que agora no resto do país tecnicamente seja inverno, lá em cima nós chamamos essa época em que vc foi lá de verão pq é quando o calor aperta pra valer (tanto que em julho a cidade fica bem mais vazia, principalmente nos finais de semana, pois com as férias escolares todo mundo se manda pra praia).

    numa próxima vez lá me avisa que eu te dou um roteiro de bares, baladas e roubadas :-)

  2. Luiz -

    “impossível ter um computador com overclock em Belém”… pensamento nerdasso!!!! hahahah

    (o pior é que eu pensaria a mesma coisa)

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