Assistir American Idol me lembra por que eu gosto tanto de música
No último sábado eu apresentei à Bethania um clássico do YouTube: o vÃdeo do “American Idol” belga onde a participante canta uma música de Mariah Carey chamada… “Ken Lee”.
Risadas à parte, isso só me fez lembrar por que eu acho música uma coisa tão legal. É que, quando a performance é tosca, não é incomum que a intenção do artista seja a mais pura possÃvel.
Música é uma coisa acessÃvel, talvez mais do que todas as outras artes. Mas música também é muito acessÃvel do ponto de vista emocional. É fácil se identificar com aquilo que está tocando, mesmo que a música seja em inglês e a pessoa não saiba uma palavra do que o cantor está dizendo. Ou mesmo se o ouvinte não souber distinguir qual é o som de uma guitarra e qual é o de um violão. Ainda assim a pessoa é tocada – e de uma forma muito intensa, tão intensa que a vontade de “participar” dessa coisa chamada música fica tão grande que ofusca a noção do ridÃculo.
É claro que há muitos casos onde a pessoa se expõe por vaidade, mas falo aqui dos casos onde a falta de noção fica muito evidente. Como exemplos cito Delfin Quishpe, o equatoriano que canta a tristeza de ter o amor de sua vida assassinado nos atentados de 11 de Setembro…
Ou então Ednaldo Pereira, o cantor e compositor paraibano que, de tão “bom”, foi parar até no Programa do Jô.
Música é legal por isso, por ser algo que converte, facilmente, um sentimento intangÃvel em algo tão concreto que afeta profundamente as pessoas. Aà a vontade enorme de “viver” a música – e principalmente a emoção/sensação/sentimento que aquilo representa – fica maior do que qualquer preocupação com reputação ou amor-próprio. O resultado pode até ser um mico, mas nenhum dos “artistas” dos vÃdeos acima pareceu arrependido…








Nossa, esses são os tipos de vÃdeos que dá vergonha de assistir, mesmo quando se está sozinho.. :p
só sei dizer uma coisa amooooooo musicas