É de lei

Da lista de leis epónimas (aquelas batizadas com o nome de seus donos) da Wikipedia:

  • Lei de Muphry — Criada pelo editor australiano John Bangsund em 1992, diz que "se você escreve algo criticando a edição ou a revisão de um texto, haverá um erro no texto que você escreveu”. Achou estranho? Leia direito o nome da lei…
  • Primeira Lei da Tecnologia de Kranzberg – “A tecnologia não é nem boa nem má. Nem neutra”.
  • Lei de Hofstadter — “Sempre demora mais do que você imagina, mesmo se você levar em conta a Lei de Hofstadter”.
  • Falando em prazos, a Lei de Brooks diz que “adicionar mão-de-obra a um projeto de software que está atrasado faz com que ele atrase ainda mais”.
  • O Princípio Dilbert é um clássico. Diz que “os piores funcionários são sistematicamente movidos para o lugar onde eles podem causar menos prejuízo: a chefia”. Dizem que este princípio foi inspirado no Princípio de Peter, que diz que “numa hierarquia, todo funcionário tende a subir até o nível de sua incompetência”.
  • Ainda sobre trabalho: a Lei de Parkinson diz que “O trabalho se expande até ocupar todo o tempo disponível”. Já sobre os salários, seu autor, C. Northcote Parkinson, afirmou também que “Os gastos se expandem até igualarem as receitas”.
  • Lei de Godwin — Inspirada na internet, diz que “conforme qualquer discussão online se estende, a probabilidade de alguém fazer uma comparação envolvendo os nazistas ou Hitler se aproxima de 100%”.
  • Lei de Segal — “Um homem com um relógio sabe que horas são. Um homem com dois relógios nunca tem certeza da hora”.
  • A Lei de Stigler afirma que “nenhuma descoberta científica leva o nome de seu descobridor original”. Stephen Stigler, seu autor, diz que quem a descobriu foi o sociólogo Robert K. Merton.
  • Lei de Sutton — “Vá onde o dinheiro está”. Seu autor, Willie Sutton, era um ladrão de bancos. E mais: quando perguntaram a ele por que ele assaltava bancos, ele respondeu: “Porque é lá que o dinheiro está”.
  • Lei da Explanação de Wiltshire — “Definir é limitar”.

Sonhos e memórias

Essa noite sonhei que fui ao oftalmologista e ele cismou de fazer uma cirurgia a laser em mim, para curar meu meio grau de miopia. Só que eu estava na França. Um sonho bem “Victor Fasano hipocondríaco”, pelo visto.

Semana passada me veio uma lembrança de 1991, da sétima série, quando eu me sentava no fundo da sala e do meu lado ficavam os alunos mais hardcore da turma.

Aí reparei que um deles – um grandão, com o cabelo meio comprido – estava com um fósforo na mão. Ele retirou um estilete do seu estojo e, cuidadosamente, começou a raspar a cabeça vermelha do fósforo, formando um pequeno montinho vermelho sobre a carteira. Então ele coletou todo o pó vermelho sobre seu dedo indicador, colocou na narina e… cheirou.

Até hoje eu não sei o que dizer sobre isso.

Faz muito tempo que não tenho pesadelos. Eles eram bem mais comuns na minha infância. Alguns foram clássicos, tanto que eu me lembro até hoje de um deles, onde eu caía em um precipício e, na sequência, tocava uma vinheta da Rádio Cidade.

Um programa que eu mantenho no iPhone, para fins totalmente, digamos, “nostálgicos” chama-se Tapes. Ele é nada menos do que um gravador de fitas cassete.

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Eu tinha um desses gravadores quando era criança. Acho que foi um dos meus primeiros gadgets. O legal do programa é que ele emula a experiência do gravador de forma bem realista, incluindo desde o “clac clac” da fita entrando no gravador até a deliciosa imprecisão dos botões “REW” e “FF”.

Cinco reviews aleatórios de cinco coisas aleatórias

1) Sanduíche Subway de frango teriaki no pão integral com alface, tomate, cebola, picles, molho de mostarda e mel e uma pitada de pimenta calabresa

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Na foto você vê a versão “publicitário” (esq.) e a versão “cliente” (dir.).

Eu sempre peço exatamente este sanduíche, com estes ingredientes, quando vou ao Subway. É uma reação meio inconsciente, porque me lembra um frango teriyaki que eu comi uma vez, em algum restaurante de algum lugar do brasil (nem me lembro mais) e que estava delicioso. O do Subway nem chega perto, mas traz boas lembranças.

Um destaque é a higiene do Subway, que parece ser muito boa: hoje eu fui entrando na loja, distraído, com meu cachorro junto, a atendente quase teve um troço e me botou pra fora rapidamente.

2) Metal Gear Solid 4 – Guns of the Patriots, para Playstation 3

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Ganhei de presente de dia dos namorados. É um presente que passa uma mensagem interessante, tipo “eu te amo, agora vá ali se esgueirar atrás de um guarda, agarrá-lo e cortar a garganta dele”.

Ainda não devo ter jogado nem 50% do jogo – que é LOOONGO – mas já posso afirmar que no geral ele é mesmo um dos melhores títulos para o PS3. A jogabilidade é excelente: as centenas de armas/itens/gadgets de Snake te permitem ser o quão, er, “criativo” você quiser ser para passar de fase. Estou me divertindo horrores.

A jogabilidade do MGS4 é tão boa que acaba compensando um problema muito chato: as cutscenes, aquelas animações entre as fases que contam a história do jogo. Aparentemente Hideo Kojima, o autor da série Metal Gear, tem um ego enorme e está se achando o J. R. R. Tolkien dos games: entre cada “ato” (Kojima chama as fases de “atos”, afinal, na cabeça dele isto não é apenas um jogo, é um épico) você acaba sendo obrigado a ver cutscenes ENORMES, contando todos os mínimos detalhes de uma história bem mais ou menos. Tipo, logo que você mata o primeiro chefão, te chamam no rádio e ficam CINCO MINUTOS te contando a história de vida do chefão que você acabou de matar. E entre os atos 2 e 3 você é obrigado a assistir UMA HORA DE CUTSCENE. Sim, meus amigos, UMA HORA.

3) Tag “Via Fácil” para pagamento automático de pedágio

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Esse eu comprei quando estava na Fernão Dias, indo pra BH de carro. Perguntei quanto custava, a mocinha disse que tinha apenas uma taxa de adesão de 3 parcelas de R$ 18,76 que valia por CINCO anos.

O tal “tag” ainda tem a praticidade de pagar automaticamente o estacionamento de um monte de shoppings de São Paulo, o que é MUUUITO prático. Acabou aquela novela de toda vez eu virar pra Bethania e perguntar do ticket do estacionamento e ela ficar meia hora revirando a bolsa até descobrir que o ticket estava no bolso da minha calça. Mesmo eu não viajando tanto, desembolsar 11 reais por ano e nunca mais pegar fila de guichê de estacionamento de shopping me pareceu razoável…

…até eu descobrir uma mensalidade de R$ 10 que a mocinha que me vendeu acabou se “esquecendo” de mencionar e que eu só fiquei sabendo que existia quando recebi a fatura. Aí o valor anual passou de 11 para 131 reais e eu tratei de devolver logo essa porcaria.

4) Balas de alga marinha

image Eu fui apresentado a estas balinhas pelo meu amigo Marcos. Segundo a embalagem, elas são 100% naturais e contém agar-agar, um extrato de algas marinhas “riquíssimo em fósforo, iodo e sais minerais. Combate flacidez, age como vitalizante celular, retarda o envelhecimento dos tecidos, evita rugas, fortalece unhas, revigora o couro cabeludo evitando a queda dos cabelos…”, ou seja, é o tipo de coisa que spammers venderiam em emails intitulados “V1AGRA C1ALIS AG4R AG4R”, etc.

O gosto não lembra algas marinhas, e sim jujubas, mas mais duras e sem todo aquele delicioso açúcar em volta. Cada bala de algas tem 21 calorias, o equivalente a sete ou oito jujubas. As balas são boas, mas prefiro jujubas. Já disse que adoro jujubas?

À venda na Liberdade ou naquelas lojinhas de produtos natureba. Só não recomendo o site do fabricante, que não é nada natural (ou seja, foi feito em flash).

5) Solução de desinfecção de lentes de contato Opti-Free RepleniSH

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Quem usa sabe como é: você coloca as lentes no começo do dia, elas vão ressecando e à noite parece que você tem dois post-its nos olhos, prestes a descolar. Aí vem o tal Opti-Free “RepleniSH” (com SH maiúsculo, sei lá por quê) e promete que vai “reter a hidratação, intensificando o conforto”, ou seja, você não vai chegar à noite parecendo o Mr. Magoo.

E não é que o troço funciona mesmo? No fim do dia meus zóios estavam muito mais confortáveis, mesmo depois de mais de 12 horas olhando mulher pelad… err, planilhas de dados no computador. Mas não espere milagres: as lentes continuam ressecando, mas bem menos que o normal.

O rótulo diz que o poder reidratante vem de uns compostos químicos com nomes assustadores, tipo “ácido nonanoil etilenodiaminotriacético” e “miristamidopropildimetilamina”. Acho que se eu pingar isso direto no olho eu vou sair soltando raio igual o Ciclope.

 

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Por que o Twitter precisa – e rápido – ser comprado por alguém

Crescimento exponencial do número de usuários, inúmeras aparições nos jornais, na TV, em capas de revista… a essa altura ninguém mais duvida da capacidade revolucionária do Twitter. Biz Stone e Evan Williams criaram muito mais do que um sucesso de internet.

E eu acho que eles não entenderam a dimensão do que criaram.

Um exemplo disto ocorreu ontem à noite:

Este último anúncio sobrescreveu as duas atualizações anteriores (onde o Twitter informa que vai parar e depois acrescenta que não tem como controlar o horário da parada), então, para quem não acompanhou, parece simplesmente que o Twitter foi o mais bonzinho e fez de tudo para adiar a manutenção – quando de fato ele nem sabia da importância que estava tendo para a democracia de um país naquele momento.

Esse ostracismo do Twitter me deixa muito incomodado. Quando fiz o Blablabra acabei ficando mais próximo da comunidade de desenvolvedores e do pessoal do Twitter responsável pelas APIs – e eles cometem alguns deslizes que são assustadores. Um exemplo é o problema recorrente da API de busca do Twitter, feita para funcionar em tempo real mas que eventualmente fica defasada, às vezes em mais de 1 hora (o que faz o Blablabra parar de funcionar). Da última vez que isso aconteceu, eu já estava arrancando meus cabelos quando vi que Doug Williams (@dougw), o líder de desenvolvimento da API, estava twitando tranquilamente de dentro do “Twitter Tea Time”, uma reunião informal da empresa aonde o pessoal para, bebe chá e fica batendo papo sobre o Twitter.

Sabe, eu não sei se é deslumbre do pessoal, ou se eles são jovens demais, ou se o dinheiro dos investidores não permite investimentos maiores, mas o que é inegável é que a turma do Twitter tem muito mais nas mãos do que conseguem lidar. Os problemas com a operação do serviço vão se arrastando há ANOS e o Twitter ainda assim vai ficando mais popular – e sem a menor previsão de aparecer com algum modelo de negócio para fazer dinheiro e tornar-se auto sustentável. O momento onde a moçada não vai mais dar conta está se aproximando rapidamente. E é por isto que a única solução possível, na minha opinião, é alguém graúdo (Google, Yahoo, Microsoft) comprar o Twitter e incorporar a operação do serviço em sua própria infra-estrutura… antes que a baleia morra.

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O texto no balão diz: “Eu prefiro ir de trem”, mas é também um trocadilho com o Ruby on Rails, o framework de programação usado pelo Twitter.

A lojinha dos presentes anti-sociais

Na verdade é uma lojinha de presentes, fica aqui perto de casa.

Primeiro você vai lá e compra este capacho…

capacho

Aí aquela pessoa chata vai te visitar, chega na porta da sua casa, lê o capacho, dá uma risadinha, você ri de volta e fica tudo naquele clima “sarcasmo-chic”. Aí, para terminar a programação neurolinguística, em algum momento posterior você menciona, casualmente, que “toda brincadeira tem um fundinho de verdade”.

Agora, um bibelô DESSES não é somente anti-social, é TRAUMATIZANTE para toda a vida:

bibelo

Eu nem sei o que dizer desse bibelô. Tentemos algumas alternativas:

  • É uma estatueta que espanta maus espíritos. Vivos ou mortos.
  • É um dispositivo de segurança: se um ladrão entra na sua casa, ele vê isso e sai correndo.
  • Isso é do cenário de Friends, daquela temporada onde o Joey Tribbiani decorou seu próprio apartamento.
  • Foi feito por um artista que morreu de overdose. Serve de lembrete, para que eu nunca, NUNCA use drogas.

Uma internet cada vez mais síncrona

O boom do Twitter, o (atualmente meio esquecido) YouTube Live, e agora o Google lançando o Google Wave deixam uma tendência bem óbvia no mundo online: conteúdo cada vez menos assíncrono e cada vez mais em tempo real.

Pensa bem: antes o conteúdo ficava lá guardado, parado num site, numa caixa postal ou num agregador de RSS, esperando a hora que você quisesse acessá-lo. Claro, haviam os instant messengers, mas eles sempre pareceram estar meio à parte do resto. Agora você tem experiências como as transmissões do Roda Vida, da TV Cultura, na internet, com sua tela subitamente mostrando vídeo ao vivo num canto e, no outro, os comentários feitos numa sala de chat e no Twitter, pipocando na tela conforme vão nascendo. E o que passa a valer é não somente o conteúdo, mas o conteúdo entregue na hora em que é gerado.

Claro que uma tendência ao “tempo real” é convenientemente boa pra quem ganha dinheiro com a internet, afinal te obriga a ficar menos “multitarefa” e mais tempo atento ao que acontece – e a um eventual anunciozinho enfiado ali no meio. Mas eu não duvido nada que a própria velocidade do mundo (corporativo, social, whatever) comece a puxar a fila do tempo real. Logo logo, aquelas trocas de emails vão ser consideradas lentas e ser rapidamente substituídas por alguns tweets ou uma sessão de edição colaborativa no Google Wave.

Pequenas sagas do meu filho devorador de tweets

Quando me perguntam quando é que eu vou ter filhos, usualmente eu respondo:

– Eu já tenho um cachorro e um website, e eles já dão trabalho suficiente.

As encrencas que Pavlov me arruma eu já vivo contando por aqui. Já as do Blablabra

Mini-saga 1: O backup que desbeckapeia

Foi assim: era sexta feira e eu estava mexendo na parte do código do Blablabra que separa as palavras de dentro dos tweets. Era cedinho e eu havia acabado de colocar uma alteração na versão de produção (a que fica no ar), e notei que uma coisa estava errada e algumas palavras poderiam estar sendo duplicadas na tabela onde elas ficam guardadas. “Ah, tudo bem. Vou voltar um backup e consertar os registros errados”.

Aí fui lá no painel de controle do meu provedor de hospedagem (Dreamhost) e mandei voltar o backup de duas tabelas – tabelas que, é bom salientar, são o “coração” do site. Como elas são enormes (a maior delas tinha DEZ MILHÕES de linhas na época), deixei o backup restaurando e fui fazer outras coisas. Aí chega um email todo serelepe do Dreamhost, avisando que o backup havia sido restaurado.

Maravilha. Me ajeitei na cadeira, dei aquela esticada nos dedinhos sobre o teclado e falei, sorridente: “Vamulá acertar isso agora”. Tentei abrir uma das tabelas e… erro de “Table not found”. Tentei abrir a outra e deu o mesmo erro. Achando aquilo meio esquisito, resolvi olhar o banco de dados e meu queixo caiu: não somente o backup não havia sido restaurado como as tabelas originais haviam sido apagadas.

Sim, as tabelas tomaram Doril e simplesmente desapareceram. Aí eu morri, ressuscitei, fiquei branco de medo, vermelho de raiva e, sobretudo, furioso pela injustiça da coisa toda: pô, eu teoricamente tomei minhas precauções, eu tinha backups, backups são como uma vacina para a lei de Murphy, eles são feitos pra SALVAR a sua vida nessas horas – não complicá-las ainda mais!

Então, com o coração na boca, abri um chamado no suporte do NightmareHo… digo, Dreamhost. Eles tem uma opção no formulário que serve pra você indicar a gravidade/urgência do problema e eu fiz questão de escolher a mais séria delas, intitulada: “OMG TÁ TUDO DANDO PAU TEM GENTE MORRENDO!!!!” (não, isso não é exagero, a opção do menu deles tem exatamente este texto). E ainda assim eles demoraram QUATRO HORAS para me responder. E ainda disseram:

“Pedimos desculpas. Tudo que eu posso fazer é restaurar um backup mais antigo do seu banco de dados que esteja funcionando”.

Só que isso ia me fazer perder AINDA MAIS dados de outras tabelas. O retrabalho seria enorme, eu perderia umas 24 horas de tweets monitorados e, pra piorar, dali a algumas horas eu tinha pegar Bethania no trabalho e, de carro, viajar 600 kms para passar o fim de semana em Belo Horizonte.

A sorte é que ela foi bastante compreensiva e me deixou ficar o sábado e o domingo debruçado em cima do notebook, pegando carona no wi-fi da casa da sogra e reprocessando MILHÕES de tweets gravados na base para recompor as tabelas perdidas. Era a opção menos pior – e mais rápida, considerando que a simples troca de dois emails com a turminha do Dreamhost levou quase oito horas. Mas no fim deu tudo certo e o Blablabra se recuperou plenamente de sua primeira grande baleiada.

Mini-saga 2: O backup que AINDA desbeckapeia

Aí ontem, depois do almoço, eu estava dando uma conferida nos trending topics do Blablabra quando o site, de repente, sai do ar. E não somente o site: o banco de dados não entrava mais, FTP caiu, Shell/SSH caiu, e até este blog, que fica na mesma hospedagem, havia ido pro limbo. “Pfft, aposto que alguém chutou a tomada do servidor lá no Dreamhost”, pensei.

Deve ter sido o caso, porque uns cinco minutos depois foi tudo voltando pro ar. Só que o Blablabra parou de mostrar os gráficos e os resultados das buscas. Fuça daqui, fuça dali, e achei o problema: uma tabela corrompida no banco de dados.

Acontece que não era uma simples tabela: era uma daquelas tabelas da mini-saga anterior. E, sim, era a de dez milhões de linhas – que, naquela altura do campeonato, já tinha VINTE milhões. Aí apertei o botãozinho vermelho que desliga tudo (bem, na verdade é uma variável de configuração do Blablabra cujo nome é, convenientemente, “SERIOUSLY_BROKEN_MODE”) e, com o coração na boca, fui pensar no que fazer.

É óbvio que “restaurar um backup da tabela” é a opção mais óbvia, simples e indolor, mas depois da saga anterior eu estava feito cachorro mordido por cobra que fica com medo de linguiça (especialmente agora, que não tem mais trema na palavra). Mas dessa vez não tinha jeito, eu precisava dos dados do backup, então fui lá e marquei uma opção de “restaurar a tabela com um nome diferente e não mexer nas tabelas originais”.

Enquanto o sistema restaurava os dados, fui pesquisar minhas opções e resolvi tentar dar um comando chamado REPAIR TABLE. Eu estava descrente, já que a tabela estava realmente detonada e eram vinte milhões de linhas. “Nunca vai funcionar”, pensei eu. Mas dei o comando mesmo assim e fiquei lá, com o coração na mão, feito um médico que deu um choque pra reanimar um paciente e agora está lá, olhando o monitor cardíaco, esperando que ele dê algum sinal de vida. Acontece que, no meu caso, este instante de suspense demorou mais de uma hora.

E quando eu já estava achando que era EU quem ia precisar de desfibrilador, *plim*! O “repair table” terminou de “repairzar” a tabela e – surpresa! – eis que ela havia ressuscitado dos mortos, perfeitinha, com todos os dados, como se nada tivesse acontecido. Deixei tudo funcionando e fui resolver outras coisas.

Aí, no finalzinho da tarde, eu fui checar meus emails e tinha um do Dreamhost, avisando que a restauração daquele backup que eu pedi havia terminado. “Bom, nem preciso mais da tabela antiga, deixa eu ir lá apagá-la”. No banco de dados a tabela antiga estava lá e havia sido restaurada com um nome diferente, do jeitinho que eu pedi. Só que a tabela original, a que eu tinha consertado milagrosamente… desapareceu.

Mas dessa vez foi mais fácil recuperar os dados. Bastou ficar urrando de ódio por uns cinco minutos, esmurrar bastante as paredes e depois reprocessar alguns milhares de tweets para recompor os dados perdidos…