Bang on the putty pad all day

Nas minhas muitas aulas de bateria (leia-se: Google + YouTube) uma lição ficou bem evidente: estudar rudimentos. Sem parar. Mas como diabos poderia eu praticar quando se trabalha a mais de 1000 km de seu instrumento?

Felizmente você não precisa da bateria inteira pra estudar: basta um practice pad, ou “praticável”, ou “trequinho redondo que te dá o feeling de um tambor mas que não faz som”. Então no último sábado saí para procurar algo que eu pudesse usar e que não ocupasse muito espaço na mala. E tive uma grata surpresa.

Meu amigo, minha amiga, apresento-lhes o Remo Putty Pad.

image

“Pô, mas é muito pequenininho esse tambor, não?”. Calma, vai vendo…

image image

image

O Putty Pad é uma massa plástica, semi-rígida. Você tira do potinho, “desenrola” na mesa como se fosse massa de pão e, quando toca em cima, as baquetas repicam exatamente como num tambor.

Isso é a tecnologia a serviço da AWESOMENESS MUSICAL.

O Primo recomenda: God of War 3

Outro dia eu e Bethania estávamos na cozinha fazendo comida e pensando no que poderíamos ver na TV enquanto almoçávamos. Nossa opção normalmente são as séries que eu “obtenho” via internet, mas Lost tinha acabado, 24 horas também, Fringe também, então não restavam muitas opções. Daí eu tive uma ideia:

– Bom, eu posso ir jogar God of War 3.

Bethania pensou por alguns instantes. Depois disse:

– Mas comer e jogar ao mesmo tempo não vai te atrapalhar?

Pois é, meu amigo. God of War 3 é um jogo tão bom, mas TÃO BOM, que minha esposa para pra ASSISTIR o jogo. Normalmente ela brigaria comigo porque estou jogando videogame na hora do almoço. Em GoW3 ela briga comigo é quando eu faço alguma idiotice no jogo e acabo morrendo.

image

O bom do GoW3 é que não há limite nenhum para exageros nas cenas de ação. Afinal, como é um videogame ambientado num universo mitológico de deuses e titãs, vale tudo. Coisas que forçariam a barra em qualquer filme ficam perfeitamente factíveis – e absolutamente embasbacantes – no jogo. Como no fim da batalha contra Poseidon, aonde Gaia, a mãe-terra, desfere o golpe final (leia-se “SOCO DA ROÇA”) no monstro de água criado pelo deus dos mares, e impulsiona Kratos para que atravesse o “coração” da criatura e arranque Poseidon de lá. Essa foi uma das raras vezes que, em duas décadas de vivência com videogames, eu larguei o joystick, levei as duas mãos à cabeça e gritei “putaquepariu” em frente à TV.

É aos 3m50s do vídeo abaixo:

Detalhe: tudo isso acontece nos primeiros 20 minutos de jogo.

E sobram momentos embasbacantes em God of War 3: eviscerações de centauros, cavalgadas sobre cérberos cuspidores de fogo, olho de troll sendo arrancado e por aí vai.

Acho que o grande trunfo de God of War 3 é que ele, apesar de ser basicamente um “joguinho de porrada”, ele contém uma série de elementos de gameplay e detalhes visuais que não somente mantém o seu interesse no jogo como fazem com que ele fique cada vez melhor conforme você vai jogando.

É importante destacar também que GoW3 não é só bonito. A história da trilogia está no seu ápice – o que, no caso do God of War, significa que Kratos está matando todo mundo que ainda não morreu nos dois últimos jogos da série. E como Kratos está matando deuses, e estes deuses governam a Terra, Kratos está, efetivamente, acabando com o mundo. E não dá a mínima…