Imported Impopness

<SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA>

Interrompemos nossa programação para anunciar a criação de uma nova categoria de posts, chamada Impop, aonde estou guardando todos os posts que fiz durante minha estadia no (em breve finado) blog Impop, da Verbeat, o melhor condomínio de blogs da internet. Que por uma série de razões, está fechando.

Para seu meu maior conforto, os posts preservam sua data original de publicação.

</SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA>

(P.s.: Nem contei que fiz um Tumblr, né?)

Os primeiros dias d’O Primo numa agência de publicidade

Já vão-se aí umas três semanas de trabalho no emprego novo. Já tive que viajar pro nordeste, ainda não consegui sair do trabalho no horário em nenhum dia, já tive que apresentar trabalhos pro CEO, já tem duzentos mil pepinos pra resolver, e quando eu penso em uma palavra pra resumir estas duas semanas eu só consigo pensar em “lua de mel”.

Porque é a única expressão que resume aquelas situações onde você está sendo fodido mas adorando cada minuto.

A parte do “fodido” é por causa do tamanho da encrenca: dezenas de pessoas e de projetos na minha mão e nenhuma – eu disse NENHUMA – estrutura de gestão. O que no fim é ótimo, já que em vez de brigar pra mudar o status quo, eu tenho autonomia pra montar o meu próprio esquema de gestão, do zero, mas certinho.

Já a parte do “adorando cada minuto” é porque eu estou fazendo o que mais sei fazer num ambiente de trabalho que… bem, isso daria um post enorme se eu fosse contar tudo. Mas falemos de alguns destaques:

  • Não é incomum que, no meio do dia, sem aviso, o andar inteiro comece a aplaudir alguma coisa. Na última sexta, por exemplo, um dos caras percebeu que o colega havia tirado o aparelho dentário e começou a comemorar. Foram cinco minutos de aplausos.
  • Toda sexta-feira é feita a premiação da menina mais bem vestida da semana. Tem até um troféu, enorme, que a vencedora, sob efusivos aplausos e normalmente morrendo de vergonha, é obrigada a levar pra sua mesa. É hilário.
  • Todo mês tem uma festa, dentro da agência mesmo, para comemorar alguma coisa, seja uma conta nova ou algum outro bom resultado. Mas é uma festa mesmo, com open bar e DJ e o escambau. E pelas histórias que ouvi, a coisa é, digamos, intensa nessas festas. Como eu comecei a trabalhar em dezembro, não peguei nenhuma das festas mensais. Mas vou pegar a lendária festa de fim de ano. Quando recebi o convite (abaixo) no meu email, meu queixo caiu:

Serão doze horas de festa. O RH até mudou o horário de trabalho por causa dela.

  • Num dos cantos do andar fica o pessoal da criação, que é o epicentro da maior parte das maluquices que acontece durante o dia. A criação é um lugar absolutamente bizarro: é uma bagunça, tem brinquedos (pistolas nerf, frisbees) espalhados por toda parte, as paredes são cobertas de cartazes cujo mote predominante são pênis. Sim, pênis: de ilustrações de caralhinhos alados a fotos de gente com tatuagem de Pinóquio na virilha (aonde o nariz é… bem, você já entendeu). Às vezes você passa por lá e alguém bota pra tocar, bem alto, o vídeo do PUDDI PUDDI PUDDI, só de sacanagem. Semana passada o pessoal foi na lojinha de conveniência do posto de gasolina que fica atrás da agência, todo mundo comprou alguma quinquilharia (cerveja, DVD genérico, revista, etc.) e fizeram um amigo-secreto-relâmpago no meio do expediente.
  • Na hora do almoço ou nas conversas de corredor é possível conversar sobre assuntos dos quais eu jamais consegui falar em sete anos de consultoria, como jogos clássicos dos videogames ou a iminente (quase) morte do Delicious. Só para fins de comparação, mês passado, ainda como consultor, eu tentei conversar sobre o Planeta Terra num dos almoços de trabalho e as pessoas achavam que eu estava falando do planeta Terra mesmo.

Em resumo: tá tudo muito divertido, e assim dá gosto encarar a pressão. Mas ainda tem muito desafio pela frente.