Top Chef – Comida Caseira Edition

Aqui em casa anda-se comendo muito bem. Méritos todos de Bethania, já que minha participação se resume apenas a arrumar a cozinha depois.

Uma das causas disto é que outro dia uma amiga mineira veio nos visitar e acabou emprestando um livro de receitas: “Revolução na Cozinha”, de Jamie Oliver. Eu sempre achava que “culinária de TV” era tudo picaretagem, até que Bethania começou a fazer algumas receitas do livro.

Meu amigo, minha amiga, eu fiquei perplexo. Cê junta meia dúzia de ingredientes (as receitas são surpreendentemente simples) e de repente sai comida nível “restaurante grã-fino que ganha estrelas Michelin”. Sem exagero.

A última que fizemos foi um stir-fry de salmão, à moda asiática. A combinação do peixe com o leite de coco e o curry ficou, simplesmente, espetacular. E o tempo de cozimento foi o mesmo de um miojo: TRÊS minutos.

 

Mas foi no carnaval que a gente abusou do livro. Fizemos um salmão com molho pesto, vagens e batatas amassadas que, meu amigo…

Nunca imaginei que molho pesto ia tão bem com salmão. Acho que daí é que vem a genialidade do livro: combinações inusitadas, simples e surpreendentemente boas.

Outra delas é a ideia de enrolar frango em presunto parma, temperar e fritar. Fica inacreditavelmente crocante.

Outra variação dessa história de enrolar que achamos no livro envolvia bacalhau e nada menos do que bacon – a iguaria predileta de toda a internet. Claro que bacon transforma tudo em uma bomba de colesterol, mas eu simplesmente TINHA que comer aquilo.

 

O livro é tão bom que acabou “sequestrado” aqui em casa, e estamos deliberadamente enrolando pra devolvê-lo para sua dona original (que, por sinal, fez um frango indiano incrível pra nós – em receita também retirada do livro). Mas é questão de tempo até comprarmos nossa própria cópia – que custa uns R$ 60, mas que rende dezenas de jantares que com certeza custariam o triplo disso.

Explosions in the PowerPoint

Outro dia, na agência, o cara de uma produtora de software foi lá apresentar seus serviços pra ver se a gente o contratava.

Aí a gente se sentou, ele ligou seu Macbook no projetor, lascou um F5 no seu PowerPoint e, de repente, WHOOSH! – um raio luminoso corta a tela inteira, deixando partículas eletrificadas no ar que, lentamente, vão desenhando uma frase: “Inovação em Software”.

E eu pensando: “Não.”

Mas os raios e trovões continuavam: ZAP! “Soluções em TI”. BZIIIUM! “Resultados”. E, estupefato, tive que aceitar os fatos: eu estava diante de uma daquelas infames introduções em Flash. Mas era no PowerPoint.

A cena final tinha o nome e logomarca da empresa… e um meteoro de luz caindo ao fundo e explodindo na forma de uma galáxia. KA-BOOM!

Foi um arraso.