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Por que Deus nunca te ajuda nos seus problemas com computadores?

9 de April de 2008, 22:45

Sabe, às vezes o CD com o trabalho de faculdade dá erro de leitura. Ou a senha do email não funciona. Ou então o pen drive (do seu chefe) com o trabalho de três semanas (do seu chefe) desaparece.

Ou então você liga o computador e dá de cara com isto:

20080409

…e, obviamente, não tem backup de nada.

Aí o cidadão, desesperado, apela para a divindade:

- Ai meu Deus me ajuda!! Se eu perder isso aqui eu tou ferrado!!

Tem gente que fecha os olhos e reza mesmo. Alguns prometem ir à missa todo domingo, ficar um ano sem beber, doar o salário todo pra caridade, se o computador voltar a funcionar.

Mas o que você não sabe é que, no instante em que você faz seu apelo, sua prece é automaticamente encaminhada para Deus através de um framework ultra-rápido, com 100% de disponibilidade (ser onipotente tem lá suas vantagens), que carrrega seu pedido diretamente para a “prayer queue” do desktop do computador da Inteligência Suprema. São milhões de pedidos por segundo, mas Ele analisa um por um no instante em que chegam (ser onipoten… ah, você já sabe).

E então Ele diz assim: “Vejamos. Problema de computador… urgente… ah, é Windows?”.

E pressiona DELETE.

DCF 1.0
“Aff… esses meus filhos, nunca aprendem”

Moral da história: Se Steve Jobs é Deus e você está pedindo a Deus que te ajude, é bom que você tenha um Mac…


Apple esconde informações do usuário nas músicas sem DRM

31 de May de 2007, 10:10

Nem bem foi lançado e o pessoal do Ars Technica já viu um problema muito, muito sério no iTunes Plus: As faixas “plus” (sem DRM) vem com o nome e o email do usuário que as comprou embutidos no arquivo.

Segundo o artigo, o palpite é que isso seria usado pela Apple para monitorar a “pirataria casual” - aquela cópia ocasional que você faz pra um amigo -, já que o fato de acharem seu nome em músicas que circulam pelas redes P2P da vida não vale como prova suficiente para um processo judicial.

Acontece que as faixas do iTunes que tem DRM também continham o nome de quem as comprava, o que me leva a pensar que tudo pode não passar de um esquecimento da Apple. Imagine só: antes do iTunes Plus, toda e qualquer faixa era “etiquetada” antes de ser entregue ao usuário. E se eles se esqueceram de reconfigurar esta parte do software na hora do lançamento do iTunes Plus?

Update: A coisa é pior do que eu pensava. A EFF achou, além do nome e email do comprador, mais 360 kb de informação oculta nos arquivos. Pois é…


Ainda sobre música online: li hoje no BoingBoing sobre o lançamento da PayPlay, loja de música online que, segundo eles, é “a maior de todas as que vendem MP3″, contendo um acervo de 1,3 milhão de faixas, a maioria de música independente e tal, vendida a US$ 0,88 (MP3 sem DRM) ou US$ 0,77 (WMA com DRM).

Este papo de “maior de todas” é marketing furado do pessoal do BoingBoing, já que a eMusic é maior, com mais de dois milhões de faixas em MP3. E o modelo de negócio da PayPlay parece ser a promoção de bandas minúsculas que se parecem com o que você gosta. Por exemplo, se eu procurar faixas do Nine Inch Nails no site deles, a resposta que obtenho é: “Não temos Nine Inch Nails mas temos 350 álbuns de artistas parecidos com Nine Inch Nails”… e segue a lista de bandinhas iniciantes de bairro que, quando se cadastraram no site, escreveram que “Nine Inch Nails” é uma de suas influências. Arcade Fire também não tem, mas tem 20 bandas “semelhantes”. Tortoise também não, mas tem 73 discos “parecidos”.

“Não temos tênis da Nike, mas temos este da marca ‘Naique’ que também é muito bom”… hmmm, não, obrigdo.


iTunes Plus: é "plus" mesmo?

30 de May de 2007, 10:20


Hoje de manhã a Apple liberou a versão 7.2 do iTunes. Ela contém correçõezinhas, suporte ao iPod Shuffle de segunda geração e (surpresa!) acesso ao iTunes Plus, a loja do iTunes que vende música sem o famigerado DRM (digital rights management).As faixas do iTunes Plus podem ser copiadas livremente em CDs ou outros MP3 players além do iPod e são gravadas em 256 kbps, o dobro da bitrate das faixas normais, o que significa uma melhor qualidade de áudio.

Isto deveria significar um marco na história do comércio de música online, não fossem as “pegadinhas” por trás deste lançamento. Pra começar, as faixas “plus” são são vendidas a US$ 1,29 - 30 centavos mais caras. E esta “melhor qualidade de áudio”, que até poderia justificar o aumento de preço, gera arquivos com o dobro do tamanho e é imperceptível para a maioria das pessoas normais. Duvida? Faça o teste você mesmo: compare uma música de um CD de áudio normal (equivalente a 1.411 kbps) com um MP3 da mesma música a 128 kbps. Se você não perceber nenhuma diferença, tente comparar as duas faixas usando bons fones de ouvido, em um lugar silencioso, e usando um bom aparelho de som. Ainda assim vai ser muito difícil notar alguma diferença.

(Update: Os caras do Gizmodo fizeram o teste! O veredito? “A diferença foi sutil. Muito pouca - às vezes nenhuma - diferença foi percebida. (…) Se qualquer pessoa alegar poder diferenciar um do outro, eu sugiro um teste cego para ver se consegue adivinhar corretamente em mais de 50% dos casos”)

O que eu quero dizer com essa história toda é que a melhoria de qualidade das faixas “plus” me parece apenas um esquema para justificar os US$ 0,30 a mais, que na verdade devem ser apenas uma transferência de possíveis perdas financeiras (com pirataria ou queda nas vendas de iPods) para o bolso do consumidor. É uma pena.

Agora eu fico na torcida para que a imprensa aproveite a oportunidade pra dar o devido valor à eMusic, o “ilustre desconhecido” segundo lugar na venda de música online. O acervo da eMusic é de mais de 2 milhões de faixas, todas em MP3 sem DRM e muito mais baratas (entre US$ 0,33 e US$ 0,27 por faixa). Eu sou um cliente satisfeito da eMusic há tempos e recomendo pra todo mundo - mesmo porque a loja do iTunes, vergonhosamente, não vende para o Brasil.


eMusic - Minha lojinha predileta.
O lançamento do iTunes Plus ainda não está 100% completo: até hoje de manhã as faixas “plus” ainda não apareciam, mas até o final da semana já devem estar disponíveis. O cliente que quiser pode fazer upgrade das suas músicas para as versões “plus”, pagando os US$ 30 de diferença por faixa.