Posts da categoria ‘Belo Horizonte’


Bode na trincheira

13 de setembro de 2004, 10:27

Hoje recebi um email de um colega. Ele conta que, numa trincheira recém-construída aqui em Belo Horizonte, fizeram também uma escultura de gosto bastante duvidoso…

Segundo o colega do email, ele passou por lá e confirma que a “escultura” está lá e é verdade. Nunca vi algo tão satânico.


Vê no céu

16 de janeiro de 2004, 17:05

… e eu vi isso com meus próprios olhos ontem!

Fiquei repetindo: “pena que não estou com minha câmera”. Felizmente, alguém estava…


Setas rulez!

10 de março de 2003, 14:11

Esqueci de mencionar um detalhe que eu sempre detestei em BH e adorei em Brasília.

Lá, os motoristas usam a seta do carro nas curvas. Todas elas. E pra mudar de faixa também!

Aqui em BH, seta só é usada nas seguintes circunstâncias, como por exemplo:

1 – Para o boy que está a 200 por hora colado na sua traseira piscando farol indicar que quer te passar
2 – Para ser esquecida por aquele velhinho dirigindo uma Belina naquele retão, o que faz com que você fique esperando ele virar e ele nunca vira.
3 – Para o taxista indicar que ele está na faixa mais à esquerda e vai fechar todo mundo porque quer virar à direita e faltam 10 metros até a curva

É claro que não podemos esquecer do pisca-alerta, quando se liga as duas setas para:

1 – Obliterar todas as leis de trânsito e dar automaticamente a qualquer veículo o direito de parar em fila dupla e pisar na janta de todo mundo.
2 – Ser usada na estrada, ligada o tempo todo, sabe-se lá por que.
3 – Comemorar, junto com o uso da buzina, a vitória do seu time no jogo que acabou de acontecer.


BH

10 de julho de 2001, 14:51

Coisas de Belorizonte…

Sabe aquele sinal da Tamóios com Afonso Pena…do lado da Igreja São José? Aquele, pra mim, é o sinal mais underground de BH. Tem uma lotérica à esquerda, também uma lojinha de óculos, e tem uma porta que desce e vai parar não-se-sabe-onde. E um hotel xis estrelas. O sinal demora propositadamente pra você ficar vendo o Edifício Acaiaca, com aquelas duas famosas estátuas dos “índios catarrentos” dos dois lados da fachada. Me lembro de perguntar porque aqueles índios ficavam com o nariz sujo pro meu pai e me lembro de que ele não soube responder.

O que me deixa mais intrigado são os vendedores. Tem uma família que vende bala naquele sinal…e todo santo dia as meninas estão estranhamente maquiadas, batom, sombra e tudo o mais, e bem vestidas, com suas caixinhas cheias de bala de café. Mais pra cima, na esquina com a Rio de Janeiro, tem um cego que vende loteria. Ele fica parado gritando “Olha hoje o Toto Bola, tá acumulado o Toto Bola…”, num mesmo tom de voz, sem parar. A manhã toda. Digo isso porque trabalhei uma época no Banco Mercantil que tem ali e ficava do sétimo andar ouvindo esse refrão Totobola até a hora do almoço. Mas no sinal mesmo tem também o cara dos mapas, que todo dia cisma com a minha cara e me empurra um mapa imenso da cidade. Fala a verdade, você compraria um mapa no sinal?? Eu sim. Quando eu me mudar, daqui a alguns dias, eu vou (mesmo) comprar um mapa daqueles e pendurar no meu novo quarto. Sério.

Mas o ápice do underground desse sinal é o vendedor de bilhete da loto. É um cara com seus 50 anos, baixinho e barrigudaço, com cabelo encaracolado, lambido, e com uma cara de tio tarado. Ele fica mexendo a boca, mascando um palito ou arrumando a dentadura, e para toda mulher que passa ele dá aquela olhada catastroficamente pornográfica. Aquele cara me dá medo. Aquele cara parou em 1940. Ele é o meu mascote, o ícone máximo do centro de Belo Horizonte.