Posts da categoria ‘Canadá’


Open Cola é isso aí

24 de maio de 2007, 13:42

Viva o lado open-source da vida

Sim, existe uma receita de bebida à base de cola, de “código aberto”, licenciada sobre a Licença Pública Geral GNU.

A história da Open Cola é engraçada. Segundo a Wikipedia

“Embora tenha sido planejada como ferramenta promocional para explicar o software livre/de código aberto, a bebida ganhou vida própria e foram vendidas 150 mil latas. A empresa Opencola, com base em Toronto e fundada por Grad Conn, Cory Doctorow e John Henson, ficou conhecida mais pela bebida do que pelo software que pretendia promover. Laird Brown, o estrategista-sênior, considera este sucesso como resultado de uma desconfiança generalizada em relação às grandes corporações e à ‘natureza proprietária de quase tudo’”

Note que ela nasceu em Toronto, no Canadá. A cada dia que passa eu me convenço mais e mais de que, em termos de vanguarda cultural e tecnológica, Toronto é uma Nova Iorque disfarçada. Mas isso é assunto para outro post…


Winnie the Poo

23 de maio de 2007, 2:45

Depois o pessoal duvida do frio canadense.

Winnipeg, no estado canadense de Manitoba, é conhecida por ter duas estações: um inverno de 8 meses (com temperaturas de até 40 graus negativos) e depois 4 meses da “estação dos mosquitos”. Porque você não faz idéia do tamanho dos pernilongos no verão canadense.

Mas aí estava eu aproveitando a queda do dólar e comprando meus disquinhos no eMusic e descobri que Aaron Funk, produtor de IDM/Breaks conhecido como Venetian Snares, fez um disco em homenagem a Winnipeg chamado Winnipeg is a frozen shithole (Winnipeg é um buraco de merda congelado).

A capa é alegremente ilustrada com uma granada, e todas as faixas são intituladas “Winnipeg alguma coisa”, então temos “Winnipeg é um dildo de cocô de cachorro”, “Morra Winnipeg morra morra morra seus bostas fudidos morra” e por aí vai.

E o mais legal é que, se fosse pra eu me mudar pra Winnipeg, eu iria. Ah, saudades do Canadá…


Cidade Maravilhosa

13 de abril de 2007, 16:22

Ranking das 100 melhores cidades para se viver, da Business Week.

Zurique, na Suíça, ganhou. Toronto, minha “melhor cidade” favorita, está em décimo quinto lugar – é a segunda melhor cidade canadense no ranking, perde apenas para Vancouver. Essa lista me deu saudades de Toronto…

Nossos “hermanos” vão bem também. Buenos Aires e Santiago estão na lista, respectivamente nas posições 79 e 83. Já as cidades brasileiras… não aparecem. Fora da lista das 100 melhores, a melhor colocação é de Brasília na posição 108. São Paulo e Rio são, respectivamente, 114 e 115, e perdem até pra Tel Aviv.

Minha cidade, Belo Horizonte, nem foi considerada neste ranking. Obviamente.


De volta a tudo de novo

8 de março de 2006, 8:16

Foi uma boa semana, essa a do carnaval. Acabou tão rápido quanto veio. Já estou de volta ao turbilhão de stress chamado São Paulo.

Depois do carnaval, como de costume, teve a grande reunião anual da minha empresa de consultoria. Os destaques(*) foram dois:

O pudim de leite condensado de depois do almoço. Meus caros, eu só sei de uma coisa: se existe um paraíso, ele é feito daquele pudim.

Rever o pessoal do projeto no Canadá. Eu dei muita sorte neste projeto: afinal, meus colegas de trabalho se tornariam também meus companheiros de casa, de quarto e de final de semana. Se eles fossem uns malas sem alça, o trabalho ia ser um saco, e depois das seis minha vida também seria um saco. Mas aconteceu exatamente o contrário. Conforme eu reencontrava o pessoal, só tinha coisa boa para lembrar.

Deu muita saudade daquela época.

(*) – Na verdade tem mais destaques, mas eu trabalho sob um contrato de confidencialidade e não posso ficar contando tudo por aí. Caso contrário eu iria dizer que teve uma palestra do Joelmir Beting que foi horrív… ops!


Voltei

15 de junho de 2005, 16:07

Pista do Pearson International Airport, em Toronto

14 horas de viagem e muito chá-de-sala-de-embarque depois, chegava eu, no sábado, em Belo Horizonte. O post aqui só veio dias depois: tinha muita saudade pra matar, gente pra ver, coisas pra arrumar…

A viagem transcorreu tranquila. Tive apenas meus dois últimos micos internacionais:

Ainda em Toronto, ao passar pelo raio-x do aeroporto, tirei a chave do cadeado da minha mala do bolso e… esqueci por lá.

Estavam servindo o jantar no avião. A aeromoça que servia as bebidas tinha um crachá escrito “ANA LUIZA”, tinha a pele bem morena, olhos negros e cabelo encaracolado. Assim que ela chegou no meu assento, soltei meu pedido em bom português:

- Eu queria um suco de maçã, por favor.

Lentamente, Ana Luiza se debruçou sobre minha cadeira e, com um ar confuso, perguntou: “What?”…

No domingo minha primeira providência ao chegar em casa foi fazer as malas e… sair de novo. Passei o dia dos namorados (e os dois seguintes) com Bethania na Estalagem do Mirante, na Serra da Moeda.


Encosta da Serra da Moeda, com os chalés da Estalagem

Um pouco da vista da pousada…

Pôr-do-sol visto de dentro dos quartos

Essa pousada recebe o “selo Primo” de recomendação: excelente, desde as instalações até o atendimento. Vale cada centavo.

Agora, prosseguindo com nossa programação normal (de viagens da minha cabeça)…

Filmes para ver (ou não)

Curiosamente, uma coisa que eu fiz todos os dias desde que cheguei aqui no Brasil foi assistir algum filme. Até no sábado (dia em que cheguei), de noite eu já estava no cinema pra ver o tal filme da Angelina Jolie e do Brad Pitt…

Sr. e Sra. Smith

Até agora eu não descobri se o Sr. e Sra Smith era pra ser comédia, ação ou romance. Mesmo porque o filme fracassa em todos estes aspectos. A ação, bem executada mas ainda assim no lugar-comum, acaba sendo algo colocado no roteiro como “cenário” para o romance, que é insosso devido à falta de profundidade dos personagens, que tentam parecer engraçados ao mesmo tempo que precisam manter a cara de “agente misterioso e durão”. Enfim, misturaram tudo e no final não deu nada. Dá pra se divertir um pouco com as forçadas de barra hi-tech estilo “Missão Impossível”, mas nada além disso.

O Vilaça deu duas estrelas, xingou o roteirista e viu méritos na direção e na “química” entre Pitt e Jolie…

Magnólia

Só agora consegui assistir o famoso filme de Paul Thomas Anderson. Assim que as três horas do longa terminaram, eu não conseguia pensar no filme como nada além de esquisito. Mas era um esquisito bom, bem filmado, com atuações consistentes e uma trama eficiente, que se estende por mais de três horas sem cansar o expectador.

O esquisito é por causa do roteiro. Você fica duas horas se perguntando onde diabos vai dar aquilo tudo, quando de repente tem a famosa cena da chuva e complica tudo um pouco mais. Diferentemente de Cidade dos Sonhos, eu não cheguei ao final do filme entendendo tudo o que aconteceu e completamente fascinado com a perspicácia do diretor. Já o Vilaça conseguiu…

O Informante

Eu já havia visto esse filme, mas acabei alugando de novo sem querer. É uma história muito bem contada, com Russell Crowe como ex-executivo da indústria do tabaco, prestes a dar revelações bombásticas no famoso programa 60 minutes, produzido pelo personagem de Al Pacino. Aí segue-se a trama de furações de olho, traições, chantagem emocional, corrupção e o escambau.

Um belo filme, despretensioso e eficiente, com destaque pras atuações de Pacino (sempre ótimo) e Crowe (surpreendendo). O roteiro é muito bem escrito, algumas frases do personagem de Pacino são simplesmente geniais. Só não gostei da trilha sonora, repetitiva em alguns trechos. O Vilaça deu cinco estrelas pra ele.

Kinsey – Vamos falar de sexo

Kinsey é aquele cientista que publicou, em 1948, o famoso livro intitulado “o comportamento sexual do homem”. Na época, o cara chocou a sociedade e provocou um belo avanço no estudo da sexualidade humana.

O filme é a história de Kinsey, e . Mais parecia um documentário, e o roteiro é um insulto: algumas cenas eram, claramente, a posição do roteirista sobre as idéias e ações de Kinsey. A atuação de Liam Neeson e de todo mundo é OK, o figurino, cenografia e etceteras foram todos OK, mas a história, na minha humilde opinião, poderia ter sido mais “bem contada”.

Discordo das quatro estrelas do Vilaça. Daria no máximo duas…

Curiosidade: o filme é escrito e dirigido por Bill Condon


O último post no Canadá

10 de junho de 2005, 15:40

Frenchmen’s Bay, janeiro

Eu não sei se você sabe, mas os canadenses reclamam o tempo todo do clima. Se você mencionar que é brasileiro, aí eles ficam malucos: “Mas o que diabos você veio fazer aqui com essa neve toda?!?”.

Se você pensar bem, eles tem toda razão pra reclamar. O número mágico pra mim é 34. Em janeiro eu vi trinta e quatro graus negativos. Em junho, trinta e quatro graus positivos.


Frenchmen’s Bay, maio

Aí você sai dos extremos do clima e vai para os extremos culturais: educação extrema, disciplina extrema… a maioria dos brasileiros acha um saco essa devoção canadense às regras e leis. Eu gosto. Parece extremismo, mas eu prefiro pensar nisso como zelo por um país que eles querem manter como está: estável, seguro e funcionando. E funciona que é uma beleza.


Highway 401 – Exemplo da boa infraestrutura canadense

E isso até justifica um pouco o comportamento normal do canadense: um pouco individualista, até meio retraído, se você comparar com o padrão brasileiro de ser. Bom, se eu tivesse um país desenvolvido como o deles, eu realmente não faria como os americanos, que ficam se achando os melhorzinhos e fazendo pouco caso do resto do mundo: eu simplesmente aproveitaria, quietinho, o ótimo lugar onde eu moro. É mais ou menos isso que o canadense faz.

E é por isso que ele reclama do clima. Porque o resto é excelente, não tem mais nada pra reclamar…


Fim de tarde no parquinho “mais ou menos” que tem perto de casa

A minha estadia aqui não foi fácil ou difícil, ruim ou boa. A única coisa que eu afirmo é que aprendi muito, principalmente sobre a diferença. Viver uma outra cultura é bom justamente por isso: ver gente fazendo tudo ao contrário do que você conhece, e sendo feliz do mesmo jeito. E me senti bem por poder experimentar um mundo onde você pode deixar a porta de casa destrancada, onde os bancos não tem detector de metal na porta, e onde o guarda-volumes do parque de diversões não precisa de cadeado. Eu queria muito que meus filhos vissem um Brasil assim um dia.

Resumindo: o Canadá é um país e tanto. Vou sentir saudades daqui. Mas o inverno, aff…


Fatos do dia

7 de junho de 2005, 17:55

Tou com sinusite de novo. Este vai ser um looongo dia…
A noite passada foi longa também. Sempre que eu durmo mal ou cansado eu me lembro dos sonhos que tive, e dessa vez não foi diferente. Sonhei com meu irmãozinho, que não vejo há uns quatro meses.

Meu pai (o da foto acima) me enviou por email aquela notícia do urso que matou uma mulher aqui no Canadá. Acho que ele ficou meio impressionado, embora seja mais perigoso uma gaivota fazer cocô na minha cabeça do que eu encontrar um urso na rua.
Se você não parar de olhar para a cruz no meio dessas bolas roxas, aparece uma bola verde, depois as roxas somem. Ilusão de ótica…
Como sobreviver a um chefe mau. A cada dia que passa eu gosto mais dos artigos do Scott Berkun.

É nessa sexta o meu vôo de volta pro Brasil. Ô saudade.


Wonderland – Que maravilha!

6 de junho de 2005, 0:44

(Eu sei, é um trocadilho ridículo, mas não resisti)

Este foi o meu último fim de semana no Canadá. O programa de domingo foi um passeio no famoso parque de diversões chamado Wonderland.

O dia foi cheio de surpresas: a primeira delas foi o inacreditável calor de 34 graus. Há uns quatro meses eu estava batendo queixo debaixo de 34 graus negativos, e agora eu suei o dia todo e até peguei um daqueles bronzeados ridículos de camiseta.

As pessoas passeavam pelo parque de bermudas e roupas leves, e várias mulheres andavam somente de biquini. E não faz nem dois meses que caiu a última neve…

O parque é enorme e tem a maior variedade de montanhas-russas da América do Norte. Apesar das filas deu tempo de ir na maioria delas e ainda ver uma ou outra coisa diferente.

As atrações que eu visitei foram essas:

Thunder Run
Destaque: Os carrinhos são vagões de trem e a montanha-russa passa por dentro da enorme montanha artificial que fica no meio do parque.
Emoção: Ih, nem pega nada. Eu e um amigo que me acompanhava (o Alladin) ficávamos conversando durante o passeio: “Ué, você viu aquilo ali passando?”, “Vi… que coisa né…”

Shockwave
Destaque: As fileiras de cadeiras giram sobre o próprio eixo enquanto a máquina chacoalha tudo pra tudo que é lado.
Emoção: Agora eu sei como a minha roupa se sente dentro da secadora…

Tomb Raider: The Ride
Destaque: Você anda deitado no melhor estilo Super-Homem. E sabe o que isso tem a ver com Tomb Raider? Absolutamente nada…
Emoção: Os giros e as curvas eram legais, mas na maior parte do tempo você ficava é batendo a cabeça dos lados da cadeira.

Top Gun
Destaque: Os carrinhos são invertidos (presos nos trilhos por cima) e o trajeto, com inúmeros loops e giros, foi projetado para dar a impressão de que você está voando num jato F-14.
Emoção: Eles conseguiram.

The Bat
Destaque: Assim que o carrinho passa por todo o trajeto, ele começa a correr de trás pra frente e você refaz tudo ao contrário.
Emoção: A descida inicial é alta: dá muito medo!

Vortex
Destaque: Os carrinhos são suspensos por cima e o trajeto percorre um belo cenário, com laguinho e tudo.
Emoção: Normal, até os segundos finais. Antes da freada final, o carrinho deu uma balançada e eu podia jurar que ele ia bater numa viga de metal.

Dragon Fire
Destaque: Dois loops seguidos.
Emoção: A descida inicial nem dá medo. Até que você dá de cara com os dois loops…

Drop Zone
Destaque: Essas cadeiras aí são elevadas até o topo da torre, 70 metros acima do chão. Depois, eles soltam você lá de cima, caindo a 100km/h por quatro segundos.
Emoção: Essa vai ter que ser no detalhe.

Quando chegou a minha vez de ir, eu vi uma menina descer da cadeira chorando e tremendo. “Bobagem”, pensei eu.

Sentei lá, a subida começou e foi ficando tudo muito pequeno lá embaixo. A máquina deu um estalo quando chegou no topo da torre e ficou um segundo parada. Depois, outro estalo, e a cadeira começou a cair numa velocidade assustadora.

No primeiro segundo da queda eu agarrei as alças da cadeira como se fosse morrer. Tentei gritar: não saía nada.

No segundo segundo da queda eu já estava em pânico, abraçado com as alças da cadeira no melhor estilo “mulherzinha”. Até fechei os olhos, desesperado.

No terceiro segundo, não me pergunte como, eu pensei: “CALMA que isso é só um brinquedo e você não está aproveitando nada assim, de olhos fechados”. Abri os olhos, vi o chão chegando, e me arrependi.

No quarto segundo, os famosos superfreios eletromagnéticos a prova de falhas foram acionados. A cadeira levou meio segundo para reduzir a velocidade para agradáveis 5km/h e instantes depois eu estava no chão.

A foto abaixo sou eu, logo depois da queda, sem saber se ria ou se chorava.

Wonderland é meio que como a vida: você sofre mas se diverte.


The Beautiful Canadian Landscapes

31 de maio de 2005, 10:21

Antes que eu esqueça: A nova Miss Universo é canadense. Na verdade ela nasceu na Rússia e veio pra Toronto com 12 anos, mas isso não importa.

O que importa é que ela é uma boa amostra do quanto as mulheres são bonitas por aqui…


Toronto

30 de maio de 2005, 19:00

pelos olhos desse fotoblog. Nem se compara com minhas patéticas fotos.

O mais legal foi que eu descobri que é em Toronto ao ver esta foto e ver que eu sabia exatamente onde era: em frente ao Eaton Centre, esquina das ruas Yonge e Dundas.


« Posts anteriores