Posts da categoria ‘compras’


Compras do mês do Primo

25 de March de 2008, 23:20

Antes, uma explicação: na “pesquisa Primo de satisfação do leitor” fiquei sabendo que meus posts sobre os discos que comprei no mês são, de longe, o assunto que todo mundo MENOS gosta.

Mas este é o assunto que eu mais gosto de escrever.

Assim sendo, cês vão ter que me desculpar. Quem curte (Luiz? Norton? Renata?), clique no “Mais >>” aí embaixo…

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Curando a saudade das montanhas geladas

28 de January de 2008, 22:31

No último sábado de manhã acordei cedo, saí de casa e comprei um par de patins.

Sim, você leu certo. Comprei um par de patins Powerslide Freeskate Cell 2.

20080127

Em meu juízo normal eu JAMAIS compraria uma coisa dessas, mas confesso que estou satisfeito com minha nova aquisição. É que, como temos o Ibirapuera aqui pertinho de casa, volta e meia a gente leva Pavlov pra passear por lá. Num desses passeios Bethania viu um cara dando aula de patinação debaixo da marquise, se interessou e perguntou se eu faria aulas junto com ela. Como bom marido que sou (e, dado o diâmetro da minha cintura e o grau elevado de sedentarismo), fui junto.

Acontece que andar de patins, para minha surpresa, começou a se mostrar um bom remédio para o que eu chamo de “dor-de-cotovelo da neve”, ou seja, a minha paixão incontrolável por esquiar, paixão esta que começou quando eu morei no Canadá e, de tão séria, foi a principal razão da minha lua-de-mel ter sido no Chile. A coisa é tão feia que eu mudo de canal quando vejo gente esquiando na TV, porque a vontade que dá de morar num país com neve fica absurdamente difícil de suportar.

Mas voltando ao Ibirapuera: aula vai, aula vem e eu começo a perceber que os patins tem algumas semelhanças com os esquis: as botas pesadas nos pés, o deslizar com o vento no rosto, as “remadas” ritmadas para pegar impulso, a dificuldade pra aprender a fazer as curvas e a parar, tudo é bem parecido… até a sensação deliciosa de alívio, de quando (depois de algumas horas) você tira os pés doloridos de dentro das botas, é bem igual. Obviamente, uma coisa não substitui a outra mas, como as “restrições orçamentárias” da vida paulistana devem me impedir de ver neve por um bom tempo, vou ficar matando a vontade - e tomando capote - na marquise do Ibira mesmo.

E quando eu tiver realmente bem, quem sabe não rola até um videozinho no YouTube…


TOP discos de 2007

4 de January de 2008, 23:59

Pra mim, 2007 foi um ano bem rico do ponto de vista musical. Ouvi muita coisa nova, descobri muita coisa boa. Mas muita coisa lançada em 2007 eu só estou ouvindo agora, por ocasião das inúmeras listas de TOP discos que me deixam com água na boca, querendo ouvir tudo ao mesmo tempo. Assim, esse meu TOP ficou um tanto quanto migué. Mesmo assim, vamos lá:

Simian Mobile Disco - Attack Decay Sustain Release

20080105 De longe, a melhor coisa musical que me aconteceu em 2007. É dançante, é divertido, é bem produzido, é original e atropela algumas centenas de lançamentos de gente que se considera moderninha mas que, no fim, é bem ruinzinha (cof cof LCD Soundsystem cof cof).

Os seis primeiros segundos de "It’s the beat" são suficientes para me dar arrepios, de tão boa que a faixa é; "Tits and Acid" é tudo que o canastrão do Fatboy Slim poderia mas não fez com sua TB-303. "Hotdog" é pra rir da letra e depois cantar junto, perdendo completamente a noção, numa pista de dança; e "Hustler" é, sem sombra de dúvida, a música do ano de 2007.

(Clique aqui para ver o clipe de "Hustler")

Justice - "Cross"

20080105_2 Esse eu nem comentei aqui antes, pois o disco entrou no páreo aos 45 do segundo tempo: baixei o disco no final de dezembro, seguindo a sugestão do blog de André X, o baixista da Plebe Rude. E o diabo do disquinho é simplesmente magnífico - a ponto de me deixar em dúvida se o troféu de "melhor do ano" vai pra ele ou pro Simian Mobile Disco!

Musicalmente, o disco do Justice (que não tem nome, só a cruz na capa, e que o faz ser chamado de "cross") é mais intenso, mais "rock", mais épico, enquanto o do Simian é mais eletrônico, mais classudo, mais musical. O que é ótimo e faz com que terminemos 2007 com duas pérolas divertidíssimas, perfeitas para serem ouvidas uma na sequência da outra.

Em tempo: já que "Hustler" roubou o título de música do ano, pelo menos o de videoclipe do ano tem que ir para "D.A.N.C.E.", a terceira faixa.

(Clique aqui para ver o clipe de D.A.N.C.E.)

Stars Of The Lid - and Their Refinement of the Decline

20080105_3 E, no extremo oposto do Justice e do Simian Mobile Disco, vem isto. "And their refinement…" é música ambient.

O disco - duplo e com duas horas de duração - se desenvolve sem pressa. Suas 18 faixas se espreguiçam ao longo do tempo, revelando beeem devagar do que são feitas. E são feitas de uma beleza magnífica, construída sobre harmonias simples mas sempre eficientes. Vocais? Bem, apenas DUAS frases são ditas durante todo o disco, em "humectez la mouture".

O fato de eu ter chegado neste disco é culpa do The Dead Texan, disco de 2004 que, de tão bonito, me fez pesquisar e descobrir que seu autor era Adam Witzie - uma das metades do Stars Of The Lid.

(Clique aqui para ver um "pseudo clipe" de Apreludes in C Sharp Major - Ignore as imagens, foi um muleque que montou o vídeo)

M.I.A. - Kala

20080105_4 Acho que só eu consigo gostar de M.I.A…

Sim, "Kala" é um disco tosco, com capa tosca. Mas a tosquice, o jeitão meio funk meio "world music" das faixas, os elementos indianos, as letras politizadas ("You think it’s tought now? Come to Africa!") e tudo o mais caem muito bem com a belíssima voz da diaba da mulher. Pensa bem: não existe NENHUM outro estilo musical para o qual a voz de M.I.A. serviria. Ela tinha que cantar exatamente o que canta hoje.

Mesmo quando a produção das faixas atinge níveis absurdos de tosquice, ao invés disto "esvaziar" as faixas, o efeito é o inverso: a voz de M.I.A. brilha ainda mais e músicas que tinham tudo pra fracassar (como, por exemplo, "World Town" ou "XR2") ficam ótimas.

(Clique aqui para ver o clipe de Boyz. Dói o olho mas é legal.)

Colleen - Les Ondes Silencieuses

20080105_5 "Les ondes" é, simplesmente, Cécile Schott - uma linda mulher francesa, professora de inglês de um liceu parisiense - brincando de tocar violoncelo, viola da gamba, clarinete, espineta (um tipo de clavicórdio) e outras coisas delicadas, como copos de cristal.

Digo "brincando" porque Coleen não é proficiente em nenhum destes instrumentos. Ela, inclusive, toca devagar porque não sabe tocá-los bem. E isto, que deveria servir de limitador para a música, acaba deixando aflorar melodias de um aspecto muito mais autêntico e poético. Em "Les Ondes Silencieuses", não são as notas que compõem as músicas, e sim os espaços entre elas. O foco não é produzir melodias bonitas, e sim naturais, fruto de uma exploração de como soa o instrumento, ao invés do que é possível fazer com ele.

(Não tem clipe deste disco, mas tem o de "I’ll read you a story", do disco anterior dela, que é absolutamente lindo)

Algumas observações adicionais

  • O novo do Of Montreal, chamado "Hissing fauna, are you the destroyer", possivelmente estaria nesta lista. Só que não tenho mais créditos para comprá-lo na eMusic, aí optei por esperar.
  • O do Panda Bear, que eu ouvi logo que foi lançado, que aparece na lista de melhores da eMusic e é campeão da lista do Pitchfork, também deveria estar aí, mas… sei lá.
  • O do Battles eu também só estou ouvindo agora, e me parece realmente bom.
  • Não, não dá pra gostar do LCD Soundsystem. Não sei o que as pessoas vêem nesses caras. E o "In Rainbows" do Radiohead é até legal, mas nem de longe é um dos melhores de 2007.
  • Vale mencionar as coisas boas lançadas em outros anos mas que descobri só em 2007, como por exemplo: Girl Talk, Asobi Seksu, Lemon Jelly, OOIOO, The Dead Texan e Laura.

Compras do mês d’O Primo

5 de December de 2007, 22:55

Esse mês quase não deu pra fazer esse post, por causa da mudança.

Como de costume, tudo comprado na eMusic, exceto o cabeça-de-rádio. E não, eu não ganho jabá da eMusic nem nada. Sou apenas um cliente feliz.

Simian Mobile Disco - Attack Decay Sustain Release

20071204

Este disco gira na esfera daquela modinha chata de lançamentos meio "electro" meio "new rave". Entretanto, meus amigos… ele é um dos melhores discos do ano de 2007.

Lembram de 1996, quando o Daft Punk lançou o "Homework", aquele disco que não tinha nada de mais, que havia sido produzido no quarto dos caras, mas que era absurdamente bom e virou um clássico? O A.D.S.R. é bastante parecido: não tem nenhuma firula de produção, não usa sintetizadores supermodernos, não tem vocalistas maravilhosas cantando letras poéticas nem nada. Mas é autêntico, é energético, é cru e vibrante como há muito tempo não se ouvia.

Chega a dar pena a comparação do Simian Mobile Disco com o resto das bandas da ondinha modernosa "electro new rave", que se levam muito à sério e fazem um esforço sobre-humano para soarem divertidas e parecerem cool - e falham miseravelmente ao fazer música prepotente e artificial. É justamente este o erro que o Simian Mobile Disco não comete e que o coloca anos-luz à frente dos seus compatriotas de gênero.

"Hustler", a faixa 4, é, de longe, a melhor música que ouvi este ano. Tanto que devo tê-la ouvido umas duas ou três vezes só enquanto escrevia este post. E, segundo meu iTunes, mais umas vinte vezes desde que comprei o disco. E "Hustler" não tem absolutamente nada de mais: bateria, texturas ácidas e uma menina contando (nem é cantando) algo sobre roubar discos de uma loja. Mas funciona de um jeito que chega a dar arrepios - literalmente. Os clipes de "Hustler" (tem duas versões) não deixam por menos e são imperdíveis. Destaque também para "Hotdog", cuja letra imbecil acaba ficando divertidíssima, e "It’s the beat", que vai te ganhar nos cinco primeiros segundos.

Radiohead - In Rainbows

20071204_3 Pois é. Eu fui uma das raras pessoas que pagou pelo In Rainbows. E confesso que foi uma das piores compras do mês.

Ok, neste momento eu tenho certeza que suas sobrancelhas subiram e/ou o queixo caiu. Talvez até minha mãe tenha sido xingada. Então vou medir muito bem as palavras que escreverei daqui pra frente, mas conto com você pra lê-las com atenção e sem preconceitos.

Observe que eu não disse que o "In Rainbows" é ruim - de fato, ele é muito melhor do que o que anda sendo produzido pelo mundo. Mas o Radiohead não é uma bandinha iniciante: eles tem uma carreira sólida, uma puta reputação (desculpe a cacofonia) e um histórico de lançamentos que inclui clássicos de renome, como o "OK Computer" e o "Kid A". Assim sendo, é natural que as expectativas para uma banda do cacife do Radiohead sejam, naturalmente, altos. O que se espera de um disco de uma grande banda - seja o segundo, o sétimo ou o décimo nono disco - é que ele apresente uma evolução da música que a banda produz - mesmo que o disco não seja melhor que o anterior.

Considere, por exemplo, o Sonic Youth. Thurston Moore não tem mais seus vinte-e-poucos anos. Kim Gordon já é mamãe. Lee Ranaldo hoje é um tiozão. Mas o som do Sonic Youth continua decidido a andar por caminhos diferentes e a buscar novidades. A raiz de experimentalismo dadaísta da época do "Confusion is Sex" foi se refinando até ficar quase pop com o "Dirty", depois melódica-desafinada em "Washing Machine", depois psicodélica e progressiva em "Sonic Nurse" e depois rock’n roll como-nos-velhos-tempos em "Rather Ripped". O Sonic Youth tem uma alma fixa e um corpo diferente a cada "encarnação" em forma de disco - e, pra mim, essa é a característica mais marcante de uma boa banda.

Acontece que, no caso do Radiohead, a sequência de inovação, de renovação que começou na dupla "Kid A/Amnesiac" começou a se perder no "Hail to the thief". E aí veio o "In Rainbows", que, sonoricamente, parece não pertencer a lugar nenhum dentro da linha do tempo do Radiohead. As músicas parecem ocas. Algumas faixas se apóiam apenas na voz de Thom Yorke, que, convenhamos, não é nenhuma Björk. E a produção, espartana, faz escolhas esquisitas como em "Faust Arp" - o que diabos aquelas cordas estão fazendo ali? E que violão estilo "Garth Brooks" é aquele?

Por isso, é com muita pena que eu digo que o In Rainbows é o Radiohead em um de seus piores momentos. É uma pena mesmo, considerando o contexto inovador do lançamento e a repercussão que teve. Pudesse eu pagar pelo disco depois de ouví-lo e eu não pagaria nem a metade do que paguei.

Harmonic 33 - Extraordinary People

20071204_4Viagens hip-hop inspiradas em soundtracks de antigamente, com uma levada sossegada, samples "amigos" e um eventual clima retrô para acompanhar. Até sua vó poderia gostar de "Extraordinary People" - e, não, isto não é uma ofensa. Pelo contrário!

Aparentemente o Harmonic 33 pertence ao time de bandas como o Nightmares on Wax ou o Lemon Jelly, que fazem discos para descansar as pessoas musicalmente, er, "ousadas". O "Extraordinary People" é uma massagem para os ouvidos estropiados com texturas dissonantes, contrastes exagerados e outras esquisitices. Desce macio e reanima.

E, por incrível que possa parecer, Mark Pritchard e Dave Brinkworth, os produtores do disco, NÃO são dois negões.

Kavinsky - 1986

20071204_2 Este EP segue o mesmo caminho despretensioso do Simian Mobile Disco, com a diferença de que soa mais anos 80, mais música de videogame - o que fica óbvio já a partir da capa.

É uma fórmula batida, eu sei, mas funciona que é uma beleza. Os únicos pecados deste disco são seu tamanho e a similaridade um pouco exagerada com o Daft Punk das antigas. Afinal, uma coisa é usá-los como inspiração, outra é usá-los como… bem, muita inspiração.

Destaque para "Grand Canyon", que parece ter sido tirada diretamente de uma propaganda do Commodore 64.

Telefon Tel Aviv - Fahrenheit Fair Enough

20071204_5 Em Fahrenheit Fair Enough, o nome de disco mais difícil de digitar que existe, o Telefon Tel Aviv fez algo que poderia ser resumido como "caprichado".

As músicas transitam numa faixa bem no meio do digital e do analógico, compondo um eletrônico "des-artificializado", melódico. Texturas acústicas, "normais", navegando entre batidas digitalescas que às vezes parecem estar prestes a ter um ataque de nervos - mas numa boa, sem perder a pose.

O resultado é um disco que, apesar de às vezes pegar emprestada a dislexia e a falta de coordenação de alguns gêneros de música eletrônica (leia-se IDM), acaba produzindo faixas ricas, narrativas, concisas. Como "John Thomas on the Inside Is Nothing But Foam" que, de tão bem concebida, parece uma música do Tortoise.


Compras do mês d’O Primo

22 de October de 2007, 16:48

Chegou o post que Luiz adora, onde o André só vê as capinhas dos discos e o resto do pessoal passa direto.

Fora o último disco, todo o resto foi comprado na eMusic. Cês viram o Radiohead e o Nine Inch Nails chutando a bunda das gravadoras, né? Pois é. Tou te falando. Daqui a uns 10 anos vocês vão estar todos comprando MP3 online como eu.

Clique nas capas dos discos para visitar a página correspondente na eMusic e dar uma sacada nas amostras das músicas. Ou clique no “play” abaixo:

Podcast do Primo 03 - Compras do mês de setembro

Tracklist
1) Manual - A.M. (0:00 - 2:12)
2) Proem - Sputterfly (2:12 - 4:03)
3) Farben - Beautone (4:04 - 6:15)
4) Isotope 217 - Looking after life on mars (6:16 - 9:00)
5) Oval - faixa 8, sem título (9:01 - 10:31)
6) Worm is Green - Love will tear us apart (10:32 - 12:47)

Manual - Ascend

Manual - Ascend Definição rápida para o som de Manual: é um Proem com guitarras e violões. Só que, possivelmente, só eu conheço Proem por aqui.

Portanto, detalhando, Manual é um eletrônico metade ambient e metade IDM “alto-astral”. É um Lemon Jelly sem vocais, com menos groove, mais reverb e mais sobriedade. A ilustração da capa é proposital, pois é o clima geral das músicas: um fim-de-tarde musical bastante sossegado.

Pela sua característica ambient, Manual não aprofunda muito a complexidade ao longo das faixas e, portanto, rende melhor como música de fundo (aquela que você coloca pra trabalhar ou ler).

Uma observação adicional: na minha ida ao FAD tive a grata surpresa de descobrir o Janete & Claire, duo mineiro que faz um som bem na linha Proem/Manual. Bateu um orgulho “roots” ao ouví-los :). Vale a conferida.

Proem - A Permanent Solution

20071022_2 Depois do Socially Inept, que é uma jóia, eu tinha que ouvir mais alguma coisa do Proem. Mas antes uma explicação técnica:

Pode-se separar discos em duas categorias distintas: os “glower” e os “grower”. Os “glower” (do inglês “glow”, brilhar) são os que te pegam na primeira audição e você adora e ouve até enjoar. Por outro lado, os “grower” (do inglês “grow”, crescer) não dão aquele estalo logo na primeira audição - muitos até parecem ruins da primeira vez. Mas conforme o tempo passa você percebe que o disco vai, gradativamente, ficando bom.

Confesso que o A Permanent Solution ainda está “crescendo” em mim (puta frase gay essa, viu). Mas o que já posso afirmar em relação ao disco é que ele não desenvolve idéias muito diferentes do Socially Inept, tornando-se, portanto, “mais do mesmo”. A diferença mais marcante é uma nota adicional de introspecção, aparente em faixas sem batida que usam instrumentos leves e analógicos (piano, flauta, etc.), introspecção esta que, conforme o final do disco vai chegando, fica um pouco auto-indulgente demais.

Farben - Textstar

20071022_3 Se você não é DJ, deve concordar comigo que a melhor forma de consumir techno é em sets mixados por um DJ. As faixas soam muito melhor coladas entre si, numa sequência infinita de transições de texturas sobre batidas bem marcadas. Afinal de contas elas foram feitas pra isso.

Só que de vez em quando aparece alguém que faz um disco multi-utilidade, servindo tanto pra colar num mix e ser dançado quanto para ouvir quietinho, sentado num sofá. É o caso de Textstar, do prolífico produtor Jan Jelinek.

Jelinek parece entender mais do que ninguém a razão do minimal techno ser tão bom: a sua característica analítica, de mostrar mais conteúdo e sofisticação com cada vez menos som. E ele parece entender também o porquê do techno propriamente dito ser bom: a música tem que ter um caráter, uma idéia, uma atmosfera que a coloque acima do tuntistum tradicional. Textstar - lançado apenas em CD, coisa rara para produtores de techno - tem tudo isso em abundância.

Outros discos comprados mas que não vou reviewzar com tanto detalhe:

Isotope 217 - Utonian Automatic - Comprei porque é da Thrill Jockey e é de uma banda “irmã” do Tortoise. O “Utonian Automatic” contém a mesma alma de jazz e toda a parte de “guitarras pós-rock” que o Tortoise usou no TNT e no Standards. Se você não suporta esse tanto de eletrônicos que eu fico colocando aqui, vá de Isotope. Mas passe antes pelo Tortoise.

Oval - Ovalcommers - A grande vantagem do Ovalcommers é que ele parece muito com “So” - feito pelo Markus Popp (Oval) e Eri (Microstoria), e que é um dos melhores discos da minha coleção. Mas, alto lá: se você não for um “iniciado” em bizarrices eletro-acústicas vai achar o Ovalcommers “um monte de barulho” e o So “um monte de barulho”. Já eu definiria o monte de barulho como “um delicioso paradigma musical”.

Worm is Green - Automagic - É melancolia eletrônica entremeada por belos vocais femininos. E ainda tem um cover de “Love will tear us apart” que é de chorar.

Cesar de Melero - Clap your hands vol. 2 - Bethania esteve na Europa mês passado e, ao passar pela Espanha, não conseguia decidir o que trazer para mim de lembrança. Aí entrou numa loja de CDs e decidiu trazer pra mim a coisa mais esquisita que encontrasse. É por isso que eu amo minha esposa :)

Cesar de Melero é um DJ, e “Clap your Hands” é um CD duplo mixado. E eu não sei definir que diabo de música esse cara mixou. Parece “disco house de brincadeirinha” - as músicas parecem saídas diretamente dos anos 80, tem aquela cara de amadoras, os vocais são simplinhos, as letras cantadas são óbvias (”move your feet, get on the dance floor”, etc) e o nome dos artistas das faixas mixadas são… er, bem, veja só, temos “DJ Weight Problem”, “Frank Chickens”, “El General”, “Manu Dibango” e por aí vai. Tem como não gostar de um disco desses?


A saga do notebook novo - Capítulo Final?

2 de October de 2007, 21:21

Resumo para quem ligou agora seu televisor (os links tem os posts detalhados): tive a idéia super-idiota de comprar um notebook no Mercado Livre. Quase levei um golpe, mas escapei. Aí oito meses depois o notebook novo começou a dar uns paus bizarros que muita gente pelo mundo também está tendo e não achando solução, então encomendei outro computador… que chegou na última sexta.

Assim sendo, este post está sendo escrito direto do notebook novo - um Dell Vostro 1000, comprado pelo site da Dell e "customizado" pra ficar com a mesma configuração do maldito HP Pavilion DV6045nl (série DV6000).

Até agora o notebook novo é só alegrias:

  • Tem garantia "de verdade" de 1 ano - coisa que só se sente falta quando precisa (meu caso);
  • Foi baratíssimo: o modelo mais básico custa R$ 1.700, e minha configuração, praticamente igual a do HP, saiu a uns R$ 1.200 a menos do que paguei (trouxa, trouxa, eu sei, eu sei);
  • Vou pagar em suaves prestações (10x sem juros);
  • É bem mais leve que o HP;
  • Não esquenta como o HP - que mais parecia um George Foreman Grill e era inviável de usar no colo ou por longos períodos;
  • Vem com Windows XP (que, na atualidade, é uma opção muito melhor que o Vista);
  • NÃO vem entulhado de crapware, aqueles programas inúteis que deixam o micro lento e você tem que ficar horas desinstalando.

Na funcionalidade ele está bem, mas por fora… ele é feio pra carvalho. A começar pelo nome: "Vostro"? Como assim? Parece uma palavra escrita errado - e toda hora me lembra a palavra "colostro". E a feiúra do nome reflete na máquina: ele parece um protótipo de chão de fábrica, ou um computador robustecido daqueles que instalam em viatura de polícia, ou simplesmente um notebook que esqueceram de pintar - o que é verdade, já que ele é, basicamente, a "caixa" de vários outros modelos da Dell sem nenhum acabamento.

Notebook Dell Vostro 1000

Também não gostei do teclado, que é meio duro, possivelmente por causa de um tal "revestimento de mylar", contra respingos. Outro ponto negativo são alguns conectores importantes (energia, rede e dois USB) colocados na parte de trás ao invés das laterais, ficando bem ruins de acessar.

O setup inicial foi até rápido - umas quatro ou cinco horas e a maioria dos meus programas do dia-a-dia já estavam "positivos e operantes". Agora é deixar passar um tempo e ver se a minha urucubaca não afeta esse novo notebook. Vou rezar pra Deus, Alá, Iemanjá, Plutão, Kratos e Alanis Morrisette pra não acontecer nada.

Quanto ao notebook maldito, se souberem de alguém que queira comprar um HP Pavilion seminovo e meio lesado (pra aproveitar as peças ou consertar e revender), me avisem aí nos comentários.


A saga do notebook novo, parte 2 - No leito de morte

10 de September de 2007, 10:50

No começo do ano eu vivenciei a terrível saga do notebook novo, onde tive a idéia idiota de comprar um notebook pelo Mercado Livre.

A saga havia terminado razoavelmente bem: depois de vários telefonemas, ameaças de processo e da necessidade de acionar contatos em Curitiba para poder trocar o computador pessoalmente (porque, por SEDEX, eu jamais ia vê-lo de novo), eu finalmente estava com meu HP DV6000 (modelo DV6045nl) funcionando.

Os meses se passavam e tudo corria bem. Até que, no meio do mês de julho, eu estava em uma reunião e resolvi checar meus emails. Apertei o botão de ligar o wireless e… nada. Depois de muitos boots e de um extenso diagnóstico no computador, eu comecei a desconfiar que minha plaquinha wireless havia ido pro céu. A confirmação disso veio quando descobri que no site da HP tem um fórum oficial, e o assunto “meu wireless parou de funcionar” é, de longe, o mais popular: o tópico mais popular sobre isso tem mais de 170 respostas de gente dizendo “o meu também” e descrevendo exatamente o mesmo problema que tive.

Acontece que antes de descobrir o fórum da HP eu fiz uma última tentativa de ressuscitar o wireless: baixei a atualização mais recente de BIOS do site oficial e instalei. Acabei tendo que dar um system restore porque o Windows parou de funcionar depois disso.

Durante o longo processo de reinstalar/reconfigurar tudo depois do system restore, o notebook começou a ter problemas pra ligar. Eu só consigo fazê-lo funcionar após o seguinte procedimento:

1) Ligar o computador e verificar que a tela fica preta e ele acende as luzes por uns 10 segundos, apaga todas, acende por mais 10 segundos, apaga, e assim vai, ad infinitum.

2) Quando as luzes ligarem, segurar o botão “power” por 4 segundos, o que força um desligamento. Nem sempre isso funciona, então tenho que tentar várias vezes.

3) Se o desligamento forçado funcionar, tenho que religar o computador em, no máximo, um segundo. Sim, é como se fosse um “tranco”. Depois disso ele, eventualmente, funciona.

Como esse “tranco” força o disco rígido eu passei a não desligá-lo mais, porque não tenho certeza que ele vai religar. Pra conseguir vir trabalhar hoje, por exemplo, eu trouxe o notebook ligado, dentro da mochila. No fórum da HP o tópico deste problema está, rapidamente, ganhando popularidade.

Mas espere! Ainda não acabou! Eu já mencionei que o computador fica absurdamente quente? O lugar onde fica a palma da minha mão direita é bem em cima do processador e do disco rígido, os dois maiores produtores de calor do computador. Durante o dia eu me sinto digitando em cima de um George Foreman Grill, tamanho o desconforto. O terceiro maior “esquentadinho” do computador é a placa de vídeo, que fica bem debaixo da plaquinha wireless. Coincidência? Eu acho que não. Pra mim os engenheiros não calcularam bem a dissipação de calor do computador, aí ele esquenta muito e vai estragando aos poucos. Em resumo, o notebook é bichado por design.

Assim, concluo que o notebook está agonizando lentamente e que em breve vai morrer de vez. Se eu quiser garantia, vou precisar ir até Curitiba e espancar um certo Neto Palone (o salafrário que me vendeu o notebook). A minha única saída vai ser vender o computador para alguma assistência técnica que queira “franksteinizar” o computador e aproveitar as partes que ainda funcionam. O preço vai lá pra baixo, mas é melhor do que nada.

Como preciso de notebook pra trabalhar, estou tendo que procurar outro. Até agora a opção vencedora é um Dell Vostro, que está em promoção no site da Dell esta semana, tem nota fiscal e garantia real (sem precisar espancar vendedor) e posso dividir no cartão em zilhões de parcelas, já que a grana anda curta. Pois é. Como dizia o famoso slogan… “dude! I’m getting a Dell!”


Compras do mês d’O Primo

9 de September de 2007, 11:24

Sim, eu comprei tudo na eMusic e continuo achando que você também deveria. E, sim, eu também fiz um “mini-podcast” com músicas de cada um dos discos, pra você ouvir enquanto lê. Aperte o play aí embaixo e seja feliz.

Podcast do Primo 02 - Compras do mês de Agosto

Tracklist
1) Girl Talk - Cleveland, Shake (0:00-3:38)
2) M.I.A. - Boyz (3:39 - 6:57)
3) Lusine - The Stop (6:58 - 10:32)

Girl Talk - Unstoppable

Capa do ‘Unstoppable’É engraçado: eu me lembro perfeitamente de, alguns meses atrás, ter dado uma olhada no “Night Ripper”, o disco mais novo do Girl Talk. Na época minha opinião foi algo parecida com “ah nem” e eu deixei o disco passar batido.

Agora, todas as (muitas) repetidas vezes em que eu escuto o Unstoppable, eu me pergunto como diabos não percebi o quanto a música desse cara é genial.

O processo criativo de Gregg Gillis é totalmente Frankenstein: as músicas são mashups, construídos com zilhões de samples de outras músicas. E é exatamente aí que a diversão começa: ele sampleia desde os píncaros da Billboard (50 Cent, Beyoncé, Justin Timberlake, etc.) até clássicos dos anos 80 e 90, e também obscuridades como Christian Fennesz ou - Deus que me perdoe! - Pixies. E o bicho que sai dessa mistureba toda pode ser definido com apenas uma palavra: divertidíssimo.

Tudo na música de Girl Talk evoca diversão. Desde a batida freneticamente acelerada até a distorção proposital dos vocais e a mistura de trechos da letra de um com a letra de outro formando combinações inimagináveis e bem-humoradas. O resultado final é extremamente diferente dos originais, mas continua sendo estranhamente familiar, porque, afinal, ali no meio daquela bagunça toda tem músicas que você, com certeza, já ouviu antes.

É daí que nasce outro aspecto divertido do Unstoppable: o de reconhecer os samples que Girl Talk usa. Para os viciados em música (como eu) é muito legal botar Cleveland Shake pra tocar e pensar: “ei, esta guitarrinha é do começo de Celebrity Skin!” (do Hole). E logo na sequência vê-la misturada com vocais que dizem “Shake that ass! Bitch here let me see what you got!”. Bem, eu, pelo menos, racho de rir.

Girl Talk consegue operar o milagre de transformar porcarias pop em música da melhor qualidade.

M.I.A. - Kala

Capa do ‘Kala’, de M.I.A.Pela popularização de M.I.A. depois do primeiro disco, e o consequente networking advindo desse sucesso, eu estava esperando que Kala fosse vir empesteado de participações especiais. É a maldição do “featuring”: avacalhou com o Daft Punk, matou e enterrou Fatboy Slim (lembram das músicas com a Macy Gray, que desastre?), deu um soco no rim dos até então inatacáveis Chemical Brothers…

Kala, felizmente, tem só três participações especiais: Timbaland (ugh!), Afrikan Boy e The Wilcannia Mob. Elas passam rápido e não obscurecem a verdadeira qualidade de Kala, que é, obviamente, a própria M.I.A.

A moça está cada vez melhor. Boyz, a terceira faixa, é a prova cabal disso: tudo que M.I.A. precisa fazer para cativar o ouvinte é cantar ”boys, eh!”. Acho que eu nunca vi tanto talento vocal em tão pouca letra. A produção do disco praticamente não mudou e continua lo-fi, multifacetada e com a quela cara de “foi feito no meio da rua” - o que é bom.

Lusine - Serial Hodgepodge

Capa do ‘Serial Hodgepodge’, do LusineDefinir o som de Lusine é difícil. Pense numa atmosfera entre o Boards of Canada e o minimal, tocando sobre uma base rítmica que transita entre o soul do Nightmares on Wax e o house do Basement Jaxx. É mais ou menos isso que este produtor de Seattle anda fazendo.

Esse trânsito amplo entre o som ambient intimista e o house mais largado faz com que o Serial Hodgepodge funcione tanto como música de fundo - pra ouvir no trabalho, por exemplo - quanto música “de frente”, aquela que você ouve atentamente, com um par de fones, consumindo todas as nuances, as viradas, as mexidas de textura, etc.

Do ponto de vista criativo, não tem nenhuma novidade no trabalho de Lusine. Nada é inédito, nada é inovador: é tudo mais do mesmo. E é justamente por isso que o disco é bom, pois funciona perfeitamente naqueles momentos onde você quer descansar o ouvido com sons familiares, de qualidade e que nem sempre requerem sua total atenção.


Compras do mês d’O Primo

4 de August de 2007, 19:31

Tudo via eMusic, como de costume. E, curiosamente, esse mês foi quase tudo da Thrill Jockey

Se você gostar da idéia de comprar MP3 online, me fale que eu te indico no site. Você ganha 50 downloads grátis pra fazer um “test-drive” e se, no final, quiser virar assinante, EU ganho 50 downloads, portanto, me ajuda aí.

Agora, aos discos:

OOIOO - Taiga

Depois do maravilhoso Gold and Green eu simplesmente tinha que continuar ouvindo a discografia do OOIOO.

“Taiga” soa como “tiger” e significa “grande rio” em japonês e “floresta” em russo, ou seja, podemos esperar mais daquela sonoridade estilo “no meio do mato comendo cogumelos alucinógenos”. De fato, a viagem começa nos nomes das músicas do disco: UMA, KMS, UJA, GRS, ATS, SAI, UMO e IOA. Sim, é sério: aparentemente, elas sortearam três letras pra formar os nomes das músicas e depois montaram as músicas partindo dos seus títulos. Digo isso porque as primeiras palavras cantadas em UMA e em IOA são, respectivamente, “uma” e “ioa”,e da segunda metade de UJA pra frente as meninas cantam alguma coisa que começa com “Uja, uja!”.

A beleza artística de Taiga reside justamente no fato de que o que, aparentemente, é uma bagunça aleatória de mulheres doidas, na verdade é um trabalho minuciosamente construído. Por isso é muito divertido ouvir o álbum repetidas vezes e, a cada audição, encontrar uma nova surpresa: por exemplo, descobrir que “UMO” é uma versão diferente para “UMA”, inclusive com a mesma letra tribal maluca. Eu bem que queria saber como diabos elas decoram aquilo. Taiga também tem referências a outros trabalhos da banda: a faixa final, IOA, repete o mesmo grito tribal de Ina, do Gold and Green.

As músicas longas (SAI tem 15 minutos!) e “desconstrutivas” de Taiga também dão asas para a imaginação: a terceira faixa, UJA, soa de um jeito psicodélico na primeira metade e de um jeito completamente oposto na outra metade, o que me faz lembrar que o próprio nome da banda é dividido ao meio. E isso não parece ser fruto do acaso.

Agora eu estou contando os dias para meus downloads do eMusic darem refresh e eu poder baixar o resto dos discos. Ééé, amigo… basicamente, Taiga é tão recomendado quanto o Gold and Green. Mas, novamente, apenas para os mais musicalmente doidos, como eu e Luiz.

Jeff Parker - The Relatives

The Relatives é o trabalho “solo” de Jeff Parker, também conhecido como “o negão guitarrista do Tortoise” (hehe).

Eu não entendo nada de jazz, portanto o que escreverei aqui é o que meus calejados ouvidos puderam perceber. E o que ficou mais evidente a eles é que The Relatives é como se você “decantasse” a parte jazz do som do Tortoise e fizesse um disco só com ela. Em alguns momentos a guitarra de Jeff Parker é bem melódica (como em Beanstalk), em outros bem experimental (como em The Relative). Mas a habilidade do cara em tecer belas melodias em real time é evidente em todas elas.

Lemon Jelly - Lost Horizons

Desde o título fica bem claro que Lost Horizons é feito para viajar. Seja com drogas, seja numa estrada, seja no espaço, não importa.

Os horizontes perdidos de Nick e Fred (os ingleses que compoem o duo) são compostos de muito groove, pitadas de jazz, de ambient e de dub, ritmos intensos mas nunca invasivos, e uma base melódica simples e classuda. É como se você pegasse o Nightmares on Wax e trocasse o estilo “moleque maconheiro” por “escritor beatnik usando LSD”. Vai por mim, é exatamente isso.

Como se não bastasse, o Lost Horizons, ao contrário do OOIOO, é ultra-acessível. A coisa toda é tão amistosa que você poderia usá-lo como trilha do filme do seu casamento. Altamente recomendado.

The Dead Texan (auto-intitulado)

Confesso que estava preocupado comigo mesmo quando comprei o disco do Jeff Parker. Pensava: “Putz… estou gostando de jazz… estou odiando essa modinhas novas de ‘new rave’, ‘electro rock’, ‘disco punk’… estou ficando musicalmente velho“…

Se minhas preocupações tiverem alguma realidade, The Dead Texan marca a minha entrada oficial no mundo dos velhos da música. É que, a
despeito da alcunha de “texano morto”, este é um disco de ambient. Sim, de ambient… faixas etéreas, que se esticam pelo tempo em texturas suaves e longas… como uma propaganda de amaciante em câmera lenta.

Piadas à parte, The Dead Texan tem bastante piano, notas longas de cordas sustentando uma base harmônica elegante e bonita… e nenhuma pressa de acabar. É um belo disco, perfeito para um final de sexta-feira ou uma manhã de domingo.


Importar,

12 de July de 2007, 17:23

Neguinho aqui no Brasil não sabe precificar coisas pra vender pela internet. Não é possível. Saca só:

Camisetas do Jaeh, site brasileiro: R$ 43
Camisetas do Camiseteria, site brasileiro: R$ 55
Camisetas do Threadless, da gringolândia: US$ 12 + US$ 11 pra entregar (R$ 46). Comprando mais camisas e meiando o frete com mais um amigo - como fiz recentemente - sai a R$ 35 - 24% de desconto.

Pra música digital é pior ainda. Por exemplo: se eu quiser comprar uma música chamada “roda”, da cantora Céu…

No Sonora (do Terra): R$ 1,89
No Uol Megastore: R$ 1,89
No eMusic: US$ 0,33 (R$ 0,66), usando o plano mais caro possível.


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