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	<title>O Primo &#187; Cotidiano</title>
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	<description>Desde 2001 fazendo da internet um lugar mais sarcástico.</description>
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		<title>Retrospectiva 2011</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Dec 2011 03:45:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada poderia me preparar para 2011. E, de certa forma, não fosse tudo que vivi nas últimas décadas e eu não estaria pronto para 2011. O ano começou comigo pulando de cabeça num mercado completamente novo: o da publicidade. E aí os dias começaram a virar sagas épicas de caos, suor e muito, MUITO trabalho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada poderia me preparar para 2011. E, de certa forma, não fosse tudo que vivi nas últimas décadas e eu não estaria pronto para 2011.</p>
<p>O ano começou comigo pulando de cabeça num mercado completamente novo: o da publicidade. E aí os dias começaram a virar <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2011/01/o-dia-da-alpaca">sagas épicas de caos, suor e muito, MUITO trabalho</a>. Eu nunca trabalhei tanto quanto em 2011: meu horário &#8220;normal&#8221; de sair da agência é lá pelas nove da noite. Trabalhei várias madrugadas, trabalhei finais de semana, trabalhei até no carnaval.</p>
<p>Mas trabalhei todos os dias com gosto e com sangue no olho: eu não estava mais limitado a apenas sugerir coisas pro meu cliente e rezar pra ele ter a boa vontade (ou os colhões) de implementar. Ao contrário dos dias de consultoria, aquilo ali era a minha operação, meus projetos, minha equipe - <em>minhas</em> entregas.</p>
<p>Junte a isso o fato de eu estar finalmente trabalhando com o que eu sempre quis (internet) e pronto: eis um homem <em>totalmente pilhado</em>.</p>
<p>Tão pilhado que me envolvi até mais do que devia, e 2011 acabou também sendo o ano onde eu menos dormi. Eu já estou quase desenvolvendo um padrão de insônia onde eu durmo lá pela meia-noite, acordo <em>pontualmente</em> às 4 da manhã e não consigo mais pegar no sono porque fico pensando em trabalho. E o meu colesterol só tá em ordem graças às <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Statin">estatinas</a>.</p>
<p>Parte disso é justificado porque 2011 foi o ano dos problemas estapafúrdios: tive que lidar com fornecedor tentando me dar o cano, fornecedor abandonando projeto no meio, cliente reclamando porque puseram palavrão em código-fonte de site, princípio de incêndio em aparelho de ar condicionado (sério!) e até <em>sabotagem</em> em projeto. Eu fiz trabalho de psicólogo, diretor de arte, arquiteto de informação, atendimento, mestre de obra, RH, financeiro&#8230; fui até organizador de buffet para eventos. Carreguei caixa e montei computador, em pleno sábado, no dia em que tivemos que nos mudar do prédio em Recife porque não cabia mais todo mundo no anterior.</p>
<p>Mas todo o suor, stress e noites mal dormidas compensaram. Estou fechando o ano com <em>centenas </em>de projetos entregues, a grande maioria sem atrasos ou problemas de qualidade. Os problemas críticos da operação todos sumiram. Mesmo com a equipe triplicando de tamanho, o custo do homem/hora quase não variou e a rentabilidade da operação tá tinindo. E em menos de um ano de agência eu fui promovido a diretor.</p>
<p>E o mais legal: no meio desse caos todo eu ainda arrumei tempo (e dinheiro) para, finalmente, <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2011/09/if-i-could-settle-down-then-i-would-settle-down">comprar um apartamento</a>. A mudança deve ser antes do natal, bem na véspera da festa de fim de ano da agência.</p>
<p>Falando em festa, a imagem aí embaixo é o convite. O tema desse ano vai ser &#8220;Las Vegas&#8221;:</p>
<p><a href="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/vegasbaby.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-8190" title="vegasbaby" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/12/vegasbaby.png" alt="Vegas, baby!" width="248" height="400" /></a></p>
<p>Simbólico. O destino me deu boas cartas este ano &#8211; e, modéstia às favas, eu joguei bem pra caralho.</p>
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		<title>If I could settle down / then I would settle down</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Sep 2011 01:38:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Saga]]></category>

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		<description><![CDATA[Há quatro anos, quando me mudei para São Paulo, comentei que desde 2003 todo ano teve um mega-acontecimento significativo, que provocou mudanças drásticas na minha vida: 2003: Larguei minha carreira em TI 2004: Comecei oficialmente uma nova carreira de consultoria 2005: Morei no Canadá 2006: Me casei 2007: Me mudei para São Paulo 2008: Virei consultor-sênior e me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quatro anos, quando me mudei para São Paulo, comentei que desde 2003 todo ano teve um mega-acontecimento significativo, que provocou mudanças drásticas na minha vida:</p>
<p>2003: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2003/02/game-over-estou-tomando-meu-ltimo-caf">Larguei minha carreira em TI</a></p>
<p>2004: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2004/03/end-estas-ou-se-eu-devo-me-tornar-um/">Comecei oficialmente uma nova carreira de consultoria</a></p>
<p>2005: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2005/06/o-ltimo-post-no-canad-frenchmens-bay/">Morei no Canadá</a></p>
<p>2006: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2006/09/lua-de-mel-do-primo">Me casei</a></p>
<p>2007: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/11/trocando-a-serra-pelo-serra">Me mudei para São Paulo</a></p>
<p>2008: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2008/01/that-im-a-motherfucking-pmp">Virei consultor-sênior e me certifiquei como PMP</a></p>
<p>2009: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2009/01/o-fim-de-dead-cow-city">Fui retirado de um projeto</a>. Pode não parecer, mas isso foi muito significativo e provocou mudanças <em>boas</em>.</p>
<p>2010: <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/11/consultoria-o-fim">Larguei a consultoria e fui trabalhar numa agência de publicidade</a></p>
<p>&#8230;e agora veio a mudança drástica de 2011: <strong>eu vou, finalmente, comprar um apartamento em São Paulo</strong>.</p>
<p>Já faz um tempo que estávamos pensando nisso. Eu já não sou mais aquele jovem de vinte-e-tantos anos e, conforme vem a idade, chega o momento de começar a estabilizar a vida, formar um patrimônio, pensar no futuro, essas coisas que dizem nas propagandas de previdência privada ou seguro de vida.</p>
<p>Ter meu próprio imóvel na cidade também significa que eu estou colocando um &#8220;anel de compromisso&#8221; em São Paulo &#8211; significa que não estamos mais apenas flertando com a cidade pra ver no que dá. A partir de agora é nóis na vida loka, mano.</p>
<p>O processo todo para achar o apartamento, como tudo na minha vida, foi bem simples:</p>
<p>
<ul>
<li>Primeiro eu fui juntando dinheiro pra poder dar de entrada.</li>
<li>Enquanto isso veio o boom imobiliário e os preços tipo <em>duplicaram</em> num espaço de três anos.</li>
<li>Junto com os preços para compra, subiram também os aluguéis &#8211; e meu contrato de aluguel começou a ficar perigosamente próximo de vencer.</li>
<li>Trabalhar 12 horas por dia na agência não me deixa exatamente com tempo livre para ficar procurando imóveis. A solução foi usar uns 40 minutos que me sobravam de manhã cedo pra escarafunchar apartamentos na internet, e usar os finais de semana pra ir visitar os bons.</li>
<li>Durante estas visitas a gente via que 90% dos &#8220;bons da internet&#8221; eram um lixo na vida real: eram perto de favelas, eram longe de tudo, eram colados em avenidas barulhentas, eram debaixo da rota dos aviões de Congonhas, enormes mas velhos, novinhos mas minúsculos, etc, etc. Então todo final de semana terminava comigo frustrado e vendo os preços subindo 2% ao mês.</li>
<li>Repita os últimos 2 passos por SETE MESES.</li>
</ul>
<div>Até que, no último sete de setembro, enquanto todo mundo curtia seu feriadão, lá fomos eu e Bethania ver mais apartamentos &#8211; e vimos um com preço muito baixo (porque precisava de umas reformas), não muito pequeno e &#8211; o mais importante &#8211; extremamente bem localizado na <a href="http://wikimapia.org/1378911/pt/Bairro-Ch%C3%A1cara-Santo-Ant%C3%B4nio">Chácara Santo Antônio</a>, a 2km do trabalho de Bethania e com uma estação de trem pertinho, pra eu ir trabalhar. Fizemos uma proposta, a proprietária topou e a saga, finalmente, acabou&#8230;</div>
<div></div>
<div>Agora é encarar as próximas sagas que vem por aí: a <em>mudança maluca</em>, as <em>reformas recalcitrantes</em> e o <em>financiamento feroz</em>&#8230;</div></p>
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		<title>De por quê eu adoro transporte coletivo</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 21:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[14:10 &#8211; Estou na Vila Olímpia, após um almoço com um fornecedor. Ligo para a cooperativa e peço um táxi pra voltar pro trabalho. A menina me diz que me liga em seguida para informar qual o número do carro que vai me atender. Mau sinal. Se ela não me disse o número do carro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>14:10</strong> &#8211; Estou na Vila Olímpia, após um almoço com um fornecedor. Ligo para a cooperativa e peço um táxi pra voltar pro trabalho. A menina me diz que me liga em seguida para informar qual o número do carro que vai me atender.</p>
<p>Mau sinal. Se ela não me disse o número do carro na mesma hora é porque não tem carro livre&#8230;</p>
<p><strong>14:20</strong> &#8211; Cansei de esperar a ligação. Começo a andar até a estação do trem.</p>
<p><strong>14:30</strong> &#8211; Chego na estação e pego o trem.</p>
<p><strong>14:45</strong> &#8211; Desço do trem.</p>
<p><strong>14:50</strong> &#8211; Chego no trabalho, escovo os dentes.</p>
<p><strong>15:05</strong> &#8211; Entro numa reunião.</p>
<p><strong>15:20</strong> &#8211; Saio da reunião.</p>
<p><strong>15:25</strong> &#8211; O telefone toca. É a cooperativa, dizendo o número do carro e avisando que ele chega em 5 minutos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como perder o ônibus de maneira épica</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 04:02:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[8:45:33 &#8211; Estou terminando de comer meu café da manhã na padaria da esquina. A padaria é bem em frente ao ponto de ônibus que eu usaria para chegar ao trabalho (já que a CPTM tava de greve). Distraído, observo os ônibus passando enquanto dou minha última mordida no pão. Veio um, dois, cinco ônibus, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>8:45:33</strong> &#8211; Estou terminando de comer meu café da manhã na padaria da esquina. A padaria é bem em frente ao ponto de ônibus que eu usaria para chegar ao trabalho (já que a CPTM tava de greve).</p>
<p>Distraído, observo os ônibus passando enquanto dou minha última mordida no pão. Veio um, dois, cinco ônibus, e nenhum era o meu. Aí pensei: &#8220;aposto que, quando eu estiver pagando minha conta no caixa, meu ônibus vai passar e eu vou perder&#8221;.</p>
<p><strong>8:45:40</strong> &#8211; &#8220;Bom, já que é assim eu não vou levantar, assim não perderei o ônibus&#8221;.</p>
<p><strong>8:45:45</strong> &#8211; &#8220;Tá, mas se eu não me levantar eu não chego no trabalho, então não tenho muita opção&#8221;.</p>
<p><strong>8:46:02</strong> &#8211; Estou na fila do caixa. Olho para o lado e &#8211; adivinha! &#8211; é o meu ônibus. Sorrio um sorriso amarelo de descrença e <em>self-schadenfreude</em> e começo a me sentir duplamente um idiota: por acreditar nessa superstição de que eu perderia o ônibus e por ela <em>realmente</em> ter acontecido.</p>
<p><strong>8:46:04</strong> &#8211; Reparei que haviam mais dois ônibus na frente do meu, fazendo uma espécie de fila no ponto. Olhei para a fila do caixa e só havia uma pessoa na minha frente.</p>
<p>E me deu um estalo: se eu for rápido o suficiente e entregar o dinheiro trocado, dá pra correr até o ponto em tempo de pegar o ônibus.</p>
<p><strong>8:46:06</strong> &#8211; O primeiro ônibus arranca e vai embora. Olho pra conta na minha mão: 3,00 do suco de laranja mais 1,50 do pão na chapa. Abro a carteira apressado, retiro duas notas de R$ 2 e começo a escarafunchar o compartimento de moedas, rezando para achar cinquenta centavos.</p>
<p><strong>8:46:08</strong> &#8211; Olho de novo pro ponto. O segundo ônibus já havia parado e saído, e só sobrou <em>meu </em>ônibus, já abrindo as portas pro embarque/desembarque. A fila do caixa continuava parada e, no meio das minhas moedas, só achei uma de R$ 1.</p>
<p><strong>8:46:09</strong> &#8211; &#8220;Que se dane!&#8221;, pensei. Peguei os R$ 5, deixei em cima do balcão junto com a conta e comecei a correr em direção ao ponto.</p>
<p><strong>8:46:10</strong> &#8211; Meu ônibus arrancou e saiu.</p>
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		<title>Top Chef &#8211; Comida Caseira Edition</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 03:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui em casa anda-se comendo muito bem. Méritos todos de Bethania, já que minha participação se resume apenas a arrumar a cozinha depois. Uma das causas disto é que outro dia uma amiga mineira veio nos visitar e acabou emprestando um livro de receitas: &#8220;Revolução na Cozinha&#8221;, de Jamie Oliver. Eu sempre achava que &#8220;culinária [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui em casa anda-se comendo muito bem. Méritos todos de Bethania, já que minha participação se resume apenas a arrumar a cozinha depois.</p>
<p>Uma das causas disto é que outro dia uma amiga mineira veio nos visitar e acabou emprestando um livro de receitas: <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21560368/revolucao+na+cozinha">&#8220;Revolução na Cozinha&#8221;, de Jamie Oliver</a>. Eu sempre achava que &#8220;culinária de TV&#8221; era tudo picaretagem, até que Bethania começou a fazer algumas receitas do livro.</p>
<p>Meu amigo, minha amiga, eu fiquei perplexo. Cê junta meia dúzia de ingredientes (as receitas são surpreendentemente simples) e de repente sai comida nível &#8220;restaurante grã-fino que ganha estrelas Michelin&#8221;. Sem exagero.</p>
<p>A última que fizemos foi um stir-fry de salmão, à moda asiática. A combinação do peixe com o leite de coco e o curry ficou, simplesmente, espetacular. E o tempo de cozimento foi o mesmo de um miojo: TRÊS minutos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/stirfry.png"><img class="size-full wp-image-8127  aligncenter" title="stirfry" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/stirfry.png" alt="" width="535" height="357" /></a></p>
<p> </p>
<p>Mas foi no carnaval que a gente abusou do livro. Fizemos um salmão com molho pesto, vagens e batatas amassadas que, meu amigo&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/salmao.png"><img class="size-full wp-image-8126  aligncenter" title="salmao" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/salmao.png" alt="" width="299" height="334" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Nunca imaginei que molho pesto ia tão bem com salmão. Acho que daí é que vem a genialidade do livro: combinações inusitadas, simples e surpreendentemente boas.</p>
<p>Outra delas é a ideia de enrolar frango em presunto parma, temperar e fritar. Fica inacreditavelmente crocante.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/frango.png"><img class="size-full wp-image-8125   aligncenter" title="frango" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/frango.png" alt="" width="299" height="400" /></a></p>
<p>Outra variação dessa história de enrolar que achamos no livro envolvia bacalhau e nada menos do que bacon &#8211; a iguaria predileta de toda a internet. Claro que bacon transforma tudo em uma bomba de colesterol, mas eu simplesmente TINHA que comer aquilo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/bacon.png"><img class="size-full wp-image-8128  aligncenter" title="bacon" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2011/04/bacon.png" alt="" width="535" height="334" /></a></p>
<p> </p>
<p>O livro é tão bom que acabou &#8220;sequestrado&#8221; aqui em casa, e estamos deliberadamente enrolando pra devolvê-lo para sua dona original (que, por sinal, fez um frango indiano incrível pra nós &#8211; em receita também retirada do livro). Mas é questão de tempo até comprarmos nossa própria cópia &#8211; que custa uns R$ 60, mas que rende dezenas de jantares que com certeza custariam o triplo disso.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Explosions in the PowerPoint</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 02:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia, na agência, o cara de uma produtora de software foi lá apresentar seus serviços pra ver se a gente o contratava. Aí a gente se sentou, ele ligou seu Macbook no projetor, lascou um F5 no seu PowerPoint e, de repente, WHOOSH! &#8211; um raio luminoso corta a tela inteira, deixando partículas eletrificadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia, na agência, o cara de uma produtora de software foi lá apresentar seus serviços pra ver se a gente o contratava.</p>
<p>Aí a gente se sentou, ele ligou seu Macbook no projetor, lascou um F5 no seu PowerPoint e, de repente, WHOOSH! &#8211; um raio luminoso corta a tela inteira, deixando partículas eletrificadas no ar que, lentamente, vão desenhando uma frase: &#8220;Inovação em Software&#8221;.</p>
<p>E eu pensando: &#8220;Não.&#8221;</p>
<p>Mas os raios e trovões continuavam: ZAP! &#8220;Soluções em TI&#8221;. BZIIIUM! &#8220;Resultados&#8221;. E, estupefato, tive que aceitar os fatos: eu estava diante de uma daquelas infames introduções em Flash. Mas era no PowerPoint.</p>
<p>A cena final tinha o nome e logomarca da empresa&#8230; e um meteoro de luz caindo ao fundo e explodindo na forma de uma galáxia. KA-BOOM!</p>
<p>Foi um arraso.</p>
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		<title>A saga das contratações</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 02:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Como todo bom gestor brasileiro, estou com menos gente do que deveria na minha equipe. Só que, ao contrário do Esparroman, fui liberado para preencher minhas vagas faltantes. E, meus amigos, vocês não sabem o suplício que é contratar gente. Pra começar eu estava contratando gerentes de projeto (uma profissão relativamente nova), para tocar projetos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todo bom gestor brasileiro, estou com menos gente do que deveria na minha equipe. Só que, ao contrário do <a href="http://esparroman.blogspot.com/">Esparroman</a>, fui liberado para preencher minhas vagas faltantes.</p>
<p>E, meus amigos, vocês não sabem o <em>suplício </em>que é contratar gente.</p>
<p>Pra começar eu estava contratando gerentes de projeto (uma profissão relativamente nova), para tocar projetos online numa agência de publicidade (outra coisa relativamente nova), o que reduz consideravelmente meu público-alvo. Pra piorar, o RH da agência também está &#8220;<em>understaffed and overworked&#8221;</em> e não poderia me ajudar muito: eu teria que fazer a maior parte da seleção sozinho.</p>
<p>Outro agravante é que, no meu networking, só tem GPs que tocam projetos &#8220;analógicos&#8221; (construir prédio, etc.) e/ou GPs que moram em Belo Horizonte, então eu teria que sair buscando currículos no atacadão mesmo (ou seja, nos <a href="http://twitter.com/trampos">@trampos</a> da vida).</p>
<p>A outra opção seria evocar os poderes do PMP e buscar um GP usando a seção de &#8220;vagas&#8221; do site do <a href="http://www.pmisp.org.br">PMI São Paulo</a>. Só que, como eles estavam lançando uma versão nova do site, num ato de estupidez inexplicável, eles <em>tiraram a versão antiga do ar por uma semana</em>. E, claro, foi justamente na semana que eu tinha pra selecionar gente. Sei lá, eles devem achar que fazer um upgrade de website é igual uma reforma de prédio onde tem que fechar tudo antes.</p>
<p>Mas, sites &#8220;under construction&#8221; à parte, anunciei a vaga por aí e então começaram a vir os CVs. E então, meu amigo, abriu-se a caixa de Pandora:</p>
<ul>
<li>Se eu fosse considerar erros de português como critério eliminatório, não sobrava ninguém. Era &#8220;pretenção salarial&#8221; pra lá, &#8220;trabalhei a 4 anos&#8221; pra cá. Tinha de tudo. Tinha até um cara que se dizia &#8220;fluente em quarto idiomas&#8221;.</li>
<li>Eu achei que era lenda urbana, mas recebi uns 2 ou 3 currículos de mulher com foto. Uma delas, inclusive, tomou o cuidado de posar meio de lado pra deixar o decote bastante evidente.</li>
<li>Tinha gente que não tinha o perfil da vaga e, por isso, mandava uma carta de apresentação que mais parecia um testamento, implorando pelo emprego. Teve gente que argumentava dizendo que veio do nordeste, que era de família pobre. Chega a ser triste.</li>
</ul>
<p>E os CVs iam chegando, às dezenas. Me lembro que um dia já era quase meia-noite e eu lá, com os olhos ardendo do brilho do monitor, lendo currículos; eu abria um deles, fechava os olhos e rezava baixinho: &#8220;por favor, Deus, faça <em>pelo menos esse</em> ser bom, por favor&#8221;.</p>
<p>Como ainda não perdi as manias de consultor, eu tinha um <em>método</em> para peneirar os currículos: se o CV estivesse muito fora do perfil (você não imagina o quanto de currículo de <em>redator</em> que eu recebi), era desclassificado na hora.  O resto recebia duas notas: uma para <em>formação (escolaridade)</em>, outra para <em>experiência</em> e outra para <em>conhecimento</em>, todas numa escala de 0 a 10 e com pesos diferentes (formação tinha peso 1, conhecimento tinha peso 2 e experiência, peso 3). Daí a média ponderada das três notas dava um <em>score inicial </em>do candidato<em>. </em>Os mais bem-colocados eram entrevistados, e recebiam uma nota de 0 a 10 pela entrevista. A nota da entrevista era sempre <em>multiplicada</em> pelo score  inicial, o que resultava numa nota final variando de 0 a 100. A multiplicação é importante, porque fazia a entrevista valer muito: uma boa entrevista podia elevar muito o score de um candidato mediano &#8211; ou gongar um que era brilhante no CV mas ruim em pessoa.</p>
<p>E as entrevistas&#8230; bem, teve candidato que deu sono, teve candidato que tentou me enrolar quando não sabia responder alguma coisa técnica, teve candidato que, quando perguntado por que queria deixar o emprego atual, disse: &#8220;Pois é, eu me fiz essa mesma pergunta quando estava vindo pra cá&#8221;. E teve uns que foram brilhantes.</p>
<p>Mas como estávamos entrevistando gente para trabalhar com essa coisa moderna que é a <em>internetcha</em>, é óbvio que eu Googlei todo mundo antes, fuçei Twitter, Linkedin e o escambau. E para vários deles eu separei um tweet bem polêmico que eles tivessem postado (reclamando do emprego atual, falando mal de algum cliente, etc.), imprimi e, no meio da entrevista, botei na frente deles e disse: &#8220;me explica isso&#8221;.</p>
<p>Sacanagem? Bom, no dia-a-dia de gerente de projeto eles também teriam que rebolar diante de situações inesperadas &#8211; e era isso que eu queria testar. O assunto do tweet pouco importava. Alguns gaguejaram mas se saíram bem, outros debandaram para o desculpismo ou a negação.</p>
<p>E horas, horas, horas e <em>mais horas</em> de entrevistas depois, eu tinha os campeões. O último deles assumiu o trabalho ontem. Satisfeito por fazer a minha parte para as estatísticas de trabalho formal da Dilma Roussef, limpei o suor da testa e pensei: &#8220;Pronto. Não vou precisar mexer com contratações tão cedo&#8221;.</p>
<p>No mesmo dia saiu na imprensa a notícia de que a agência havia conseguido uma conta gigantesca. Mas gigantesca MESMO. E um email do meu chefe:</p>
<p>&#8220;Cara, vamos ter que contratar muita gente!&#8221;&#8230;</p>
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		<title>Pauta da reunião: urina</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 01:16:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Daí que ontem, no meio do caos de sempre, pintou uma reunião-surpresa com meu chefe, um dos VPs e o CEO da agência. Acho que o fato de eu estar trabalhando numa agência deixou Murphy mais criativo, então ele resolveu que eu não teria aqueles problemas de sempre de falar alguma gafe ou de escrever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Daí que ontem, no meio do caos de sempre, pintou uma reunião-surpresa com meu chefe, um dos VPs e o CEO da agência.</p>
<p>Acho que o fato de eu estar trabalhando numa agência deixou Murphy mais criativo, então ele resolveu que eu não teria aqueles problemas de sempre de falar alguma gafe ou de escrever onde não devo. Murphy resolveu inovar.</p>
<p>Foi a reunião começar e eu precisei, imediatamente, ir ao banheiro. &#8220;Ah, paciência, vou ter que aguentar até acabar&#8221;, pensei. E aí Murphy, com um inesperado, porém total, domínio das minhas funções renais, foi fazendo o aperto ficar rapidamente cada vez pior.</p>
<p>Cinco minutos de reunião e eu já me endireitei na cadeira e cruzei as pernas.</p>
<p>Dez minutos e eu já evitava me mover porque tudo ardia dentro da barriga.</p>
<p>Quinze minutos depois e me corriam uns arrepios na espinha que me faziam (discretamente) me contorcer na cadeira e agarrar os braços estofados dela, naquele estilo &#8220;orgasmo de pornô softcore&#8221;.</p>
<p>Obviamente o normal seria eu me levantar e ir ao banheiro, mas o assunto da reunião era seríssimo. Então eu fiquei esperando o assunto bandear pra alguma coisa irrelevante ou alguém vir com algum papo fora da pauta, porque isso sempre acontece em reunião. Mas não! Não naquele dia, onde todo mundo estava possuído por um espírito de praticidade que eu NUNCA havia visto em toda a minha carreira, e TUDO que era dito era relevante. E eu sequer conseguia pensar, com aquele pequeno oceano querendo vazar das minhas virilhas.</p>
<p>Eu aguentei até onde deu. Até a hora em que fiz que meu celular tinha tocado e saí da sala. Meus pensamentos no breve trajeto sala de reunião &#8211; banheiro &#8211; sala de reunião  foram:</p>
<p>- Putaquepariu putaquepariu putaquepariu putaquepariu putaquepariu putaquepariu putaquepariu putaquepAAAAHHHHH&#8230; putamerda tenho que voltar rápido putaquepariu putaquepariu putaquepariu putaquepariu putaquepariu&#8230;</p>
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		<title>Masturbação e caos aéreo</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 16:32:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Daí que esta semana eu fui à Recife e estava, com o coordenador geral de lá e com a líder da equipe de social media, entrevistando uns candidatos pra uma vaga que abriu no mês passado. Eu ainda não tinha participado de nenhuma entrevista pras vagas de Recife, e a primeira coisa que notei é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Daí que esta semana eu fui à Recife e estava, com o coordenador geral de lá e com a líder da equipe de social media, entrevistando uns candidatos pra uma vaga que abriu no mês passado.</p>
<p>Eu ainda não tinha participado de nenhuma entrevista pras vagas de Recife, e a primeira coisa que notei é que meu coordenador falava mais que a entrevistada. Bem mais. Mas tudo bem, eu me intrometia e perguntava outras coisas, tentava deixar a menina mais à vontade e apesar de tudo a entrevista seguia bem.</p>
<p>Acontece que na nossa equipe de social media tem um cara chamado Tomás, cujo apelido não é lá muito fraterno: &#8220;Tomás Turbano&#8221; (possível origem do apelido <a href="http://www.youtube.com/watch?v=CPYTnUw8OqE">aqui</a>). E na entrevista meu coordenador, falando pelos cotovelos, começa a contar da equipe de social media:</p>
<p>- Então, tem três pessoas, a fulana, a sicrana e o Tomás Turbano&#8230;</p>
<p>&#8212;</p>
<p>Eu achei que meu pior episódio com aeroporto iria acontecer na minha carreira de consultoria, mas não: foi agora, no voo de volta de Recife.</p>
<p>Pra começar não tinha nenhum voo em horário decente, então acabei obrigado a vir num que saía de lá às 23h e que, por causa do horário de verão, chegava em SP &#8211; ou melhor, em Guarulhos &#8211; às três da manhã.</p>
<p>E aí o voo atrasou nada menos do que TRÊS HORAS.</p>
<p>Pra piorar, no embarque tinha uma família barraqueira. Mas barraqueira MESMO. Não fossem os detectores de metal da sala de embarque eu tenho certeza que um dos tiozões lá tinha tirado a peixeira da cintura e cortado o bucho de alguém, no melhor estilo nordestino. Teve bate-boca, teve bate-bate na porta de vidro que dá acesso ao finger, teve de tudo. E o voo ia atrasando.</p>
<p>E pra piorar ainda mais, lá pelas duas da manhã, o povo da família barraqueira começou a passar mal. Primeiro foi uma das crianças, que vomitou no chão bem em frente ao portão. Aí uma senhora idosa começou a querer desmaiar e o pessoal, aos gritos, começou a pedir um médico. Veio um funcionário da Anac, que sem o menor tato avisou que o médico ia demorar porque estava atendendo &#8220;um caso muito mais urgente que esse aí&#8221;. Aí a família barraqueira perdeu a compostura que ainda restava e ficou berrando coisas tipo &#8220;CADÊ O MÉDICO DESSA PORRA?!&#8221; por uns quinze minutos, até que o médico finalmente apareceu.</p>
<p>Aí o embarque finalmente começou. Botei meus fones e pensei: &#8220;finalmente, agora vou conseguir dormir um pouco no voo&#8221;. Só que o piloto fez o favor de botar o ar condicionado numa temperatura POLAR e eu, ao invés de cochilar, tremi de frio por três horas.</p>
<p>Pra completar, quando pousei em Guarulhos, lá pras seis e meia da manhã, desorientado de cansado, já tinha engarrafamento na marginal, na Av. Stos Dumont e na 23 de maio.</p>
<p>Cheguei em casa com minha mulher já se arrumando pra ir trabalhar. Aí chutei o balde e resolvi que ia pra agência só à tarde. Troquei de roupa, me enfiei debaixo das cobertas e pensei: &#8220;pronto, AGORA eu durmo, pelo menos algumas horinhas&#8221;.</p>
<p>Mal sabia eu. Peguei no sono e, dez minutos depois, POU POU POU POU: havia alguém destruíndo meu quarto &#8211; a <em>marretadas</em>. Acordei em pânico e demorei uns minutos pra descobrir o que diabos era aquilo: meu vizinho está reformando o apartamento e estavam quebrando exatamente a parede que divide meu quarto com o dele. Mas o som era como se Thor estivesse tendo uma crise nervosa e quebrando toda a minha mobília. Pra piorar um pouquinho mais, entre uma marretada e outra, tinha um cara com a clássica <em>furadeira.</em></p>
<p>Foi lindo.</p>
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		<title>Retrospectiva 2010</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 20:40:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Janeiro &#8211; meh. Fevereiro &#8211; meh. Março &#8211; meh. Abril &#8211; New York. Mas fora isso, meh. Maio &#8211; meh. Junho &#8211; meh. Julho &#8211; Entreguei o maior projeto da minha carreira (o de Brasília) com sucesso. Mas no geral, meh. Agosto &#8211; meh. Setembro &#8211; meh. Outubro &#8211; meh. Novembro &#8211; OPA! Dezembro &#8211; AGORA [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Janeiro &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/01">meh</a>.</p>
<p>Fevereiro &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/02">meh</a>.</p>
<p>Março &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/03">meh</a>.</p>
<p>Abril &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/04/alguns-momentos-da-minha-viagem-de-dez-dias-pelos-eua">New York</a>. Mas fora isso, meh.</p>
<p>Maio &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/05">meh</a>.</p>
<p>Junho &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/06">meh</a>.</p>
<p>Julho &#8211; Entreguei o maior projeto da minha carreira (o de Brasília) com sucesso. Mas no geral, <em>meh</em>.</p>
<p>Agosto &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/08">meh</a>.</p>
<p>Setembro &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/09">meh</a>.</p>
<p>Outubro &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/10">meh</a>.</p>
<p>Novembro &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/11/consultoria-o-fim">OPA!</a></p>
<p>Dezembro &#8211; <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2010/12/os-primeiros-dias-do-primo-numa-agencia-de-publicidade">AGORA SIM!</a></p>
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