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Dicas para o correto uso do toque de celular

21 de May de 2008, 14:28

Hoje em dia qualquer celular possui o prático recurso de personalização do toque. É uma ótima funcionalidade, deixa as pessoas felizes e com a impressão de que o celular que elas têm é único e exclusivo (a despeito do fato de ser fabricado em série e de existirem milhões de unidades iguaizinhas no mercado).

Mas o toque personalizado é como a cerveja: quando corretamente utilizado é uma fonte de alegria e diversão, mas que, se não for usado com moderação, provoca catástrofes irreversíveis - até mesmo guerras. Diz a lenda que Saddam Hussein foi facilmente encontrado em seu esconderijo iraquiano por causa do seu celular, que começou a tocar: tudo que os soldados americanos tiveram que fazer foi descobrir de onde vinha aquela musiquinha da “macarena”.

Assim, para que você não tenha o mesmo infortúnio do ex-ditador bigodudo, é bom seguir as dicas abaixo:

1) Não utilize, em hipótese alguma:

  • Toques de suspense/terror (”Psicose”, “Família Adams”) quando a esposa liga.
  • Funk carioca. Este é especialmente des-recomendado, pois dizem que este tipo de música faz com que os celulares tentem se suicidar pulando dentro da privada.
  • Campainha de telefone antigo.
  • Dublagem da baratinha (ou da bicha) gritando “atende, atende!”
  • Ruídos relacionados à excrementos corporais (peido, arroto, etc.)
  • Jingle de propaganda de cerveja
  • “Nokia tune” (sim, aquele mesmo)
  • “Hellooo, Moto!”
  • Hino de time de futebol

2) Para usar uma música como toque, faça as seguintes perguntas a si mesmo:

  • O nome do cantor da música poderia ser facilmente usado como um apelido pejorativo? (exemplos: “Nelson Ned”, “Serginho Mallandro”, “Mara Maravilha”)
  • Meus amigos passaram a andar menos de carro comigo depois que botei essa música pra tocar?
  • Eu poderia ser demitido por justa causa por botar essa música pro chefe ouvir?
  • Os japoneses (criadores do sexo com tentáculos e do bukkake) consideram minha música sexualmente ofensiva?
  • Esta música ofende alguma etnia/classe social/raça/opção sexual que, eventualmente, poderá estar próxima de mim o suficiente para me atingir com um soco ou pontapé quando ele tocar?

Se você responder NÃO a qualquer uma das perguntas acima, é melhor escolher outra música.

3) Cientistas norte-americanos publicaram um estudo indicando que 90% dos profissionais bem-sucedidos nas empresas tem, em seu sistema nervoso, o chamado “vibra-reflex” (pronuncia-se “váibraurríflecs”): é um impulso instintivo que faz com que eles coloquem o celular em modo silencioso no exato instante em que pisam numa sala de reunião, cinema ou teatro. Felizmente, dizem os cientistas, este reflexo pode ser assimilado por pessoas normais, basta um pouco de treino.


Sites úteis para internet lenta

5 de March de 2008, 22:10

Está conectado pelo celular? A internet do seu hotel é horrivelmente lenta? A do meu hotel é, e de dia só tenho internet pelo celular, graças aos administradores de rede paranóicos do meu cliente.

Como a necessidade é a mãe da invenção, eis o que ando fazendo pra sobreviver nessa vida sem largura de banda:

1) Navegar com as imagens desligadas

Firefox: Ferramentas/Opções/Conteúdo/desmarque “Carregar imagens”
Opera: View/Images/No images.
Internet Explorer: Ferramentas/Opções da Internet/Avançadas/Em “Multimídia”, desmarque “Mostrar Imagens”

2) Usar as versões “mobile” dos sites

Vários sites tem uma versão “para celular”. Gmail tem, Google Reader tem, Twitter tem, Wikipedia tem. Não fosse isso e eu já teria enlouquecido por passar um dia inteiro sem ler meu email.

3) Usar o proxy para celulares do Google

Tio Google, gente boa como sempre, tem um proxy que reformata as páginas num HTML simplinho e que gasta pouca banda. Ideal para celulares e conexões lerdas.


Analisando as informações nutricionais do McDonalds

22 de February de 2008, 0:49

Essa idéia idiota me veio ontem, enquanto eu jantava uma Premium Salad Crispy (eita nome chique) e achava que estava fazendo um bom negócio do ponto de vista calórico.

Bastou uma olhada na tabela de informações nutricionais, que vem no verso do papel da bandeja, e vi o quanto eu estava enganado. Aí pensei no que mais eu encontraria se escarafunchasse direito aqueles dados…

Voltei pro hotel, baixei a planilha do site oficial do McDonalds, conjurei os poderes de Microsoft Excel e tive revelações bem interessantes, como por exemplo os…

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Esse valor do campeão da lista, o Big Tasty, é só o sanduíche. 42% da sua necessidade diária de calorias tá ali. Não é atoa que, na TV, ele é marketeado como “o grande matador da fome”. Outra coisa interessante são os Super McShakes: tem três nesta lista, e o mais calórico deles concentra 621 calorias em um copo. São duas horas e meia de caminhada para perder isso tudo depois.

Tem gente que considera milk shake uma bebida normal, outros consideram uma sobremesa. Tanto faz, o Super McShake é o mais calórico de qualquer uma destas duas categorias.

Já no ramo dos entupidores de coronárias, temos:

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Big Tasty tá aí também, em segundo, mas o pior é ver meu jantar de ontem, a Premium Salad Grill, em terceiro lugar, cobrindo sozinha 34% da minha cota de colesterol diário recomendada. Note que grande parte desta lista é ocupada por coisas feitas com frango, então cuidado com aquele papo de que comer carne branca é mais saudável: No McDonalds isso não é exatamente uma verdade.

E agora, a pior de todas as vilãs… aquela que o Dráuzio Varela grita no Fantástico pra tocar o terror nas donas de casa… a gordura trans!

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Big Tasty está, mais uma vez, na liderança. A quantidade de sobremesas na lista também surpreende. Mas o engraçado é que, segundo a Wikipedia, dois biscoitos recheados tem quase tanta gordura trans quanto o Big Tasty. Parece que o McDonalds anda mudando as matérias-primas, fazendo o dever de casa para deixar o menu um pouco mais saudável - tanto que as McFritas, atualmente, não tem gordura trans.

O problema é que ainda tem umas bombas calóricas disfarçadas de opções saudáveis. A minha salada de ontem era uma delas. Sente o drama:

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Se fosse só a salada, tudo bem. Só que o frango grelhado (na salad grill) soma 205 calorias no prato. Os acompanhamentos dão o golpe final: se a salada for temperada com o molho “caseiro” e você comer os dois pãezinhos que acompanham, lá se vão mais 212 calorias - quase a metade das 479 do total da sua refeição.

A opção mais calórica, com o frango frito (”crispy”), o molho caseiro e os pãezinhos, fica mais engordativa que um Big Mac ou um Cheddar McMelt.

Mas o poder do McDonalds aparece mesmo é nas McOfertas. O preço é atraente, fica baratinho aumentar o tamanho da bebida e das batatas e, se a fome for grande, ainda rola uma sobremesa. Só que o resultado disso pode ter mais de duas mil calorias!

É isso que tentei deixar evidente na planilha abaixo. Clique para ampliar e, se quiser, imprima e pregue aí na sua mesa para te fazer pensar duas vezes antes de dar dinheiro para Ronald McDonald.

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Esta tabela, obviamente, não tem todas as combinações possíveis. Mas além do que está nela é bom citar que:

  • A Fanta, inocente e amarela, é o refrigerante mais calórico do McDonalds. Mas NÃO troque sua fanta por McFruit de laranja - os sucos McFruit são ainda mais calóricos que os refrigerantes - o de laranja tem 274 calorias em 500ml.
  • Várias sobremesas tem mais calorias do que refeições inteiras. Um McFlurry M&Ms (532 kcal) dá pra um cheeseburger, fritas pequenas e um refri light. E isso sem falar nos milk shakes…
  • Aumentar sua McOferta média (a versão com coca ou guaraná e fritas) significa 204 calorias a mais. Por outro lado, reduzir a McOferta significa 162 calorias a menos. Segundo o site Saúde Total, “uma McOferta média equivale a 4:04h de caminhada, 3:47h de natação, 3:15h de tênis, 2:32 de futebol ou 1:45h de judô”.

Bem, é isso. Se eu tiver errado em alguma coisa, diga aí nos comentários. E se você for um advogado do McDonalds, por favor não me processe :)


Usando o Excel como controle de tempo em treinamentos

25 de October de 2007, 21:35

Quando narrei aqui a odisséia do dia do meu aniversário eu mencionei a super-planilha que montei como cronograma/controle de tempo do curso. Aquela, que, como eu disse…

20071011

…se atualizava automaticamente, em tempo real, mostrando o ponto onde o curso estava (de verde) e onde deveria estar (em vermelho), e também o atraso estimado, em minutos, em um outro canto da tela. O legal é que a coluna "progresso" vai colorindo automaticamente, para mostrar o quanto cada item do cronograma deveria estar concluído. Assim, na hora do curso, você sabe visualmente quanto tempo tem para terminar de ensinar cada assunto.

Testei a planilha na prática, no treinamento que dei hoje. Funcionou muito bem - terminei o dia à frente do cronograma, por sinal.

Para baixar a planilha, é só clicar aqui (53 KB). Ela usa macros, então para que ela funcione você precisa habilitar macros no seu Excel. Coloque o nível de segurança "médio" em Ferramentas/Opções, aba "Segurança", botão "Segurança de Macro". Para poder usar a planilha e projetar um PowerPoint ao mesmo tempo, use outra dica minha: Como usar outros programas em um notebook sem interromper a projeção em um datashow.

Muita gente também quis saber como a planilha funcionava, então lá vai. Clique no "Mais >>" aí embaixo… (cuidado! conteúdo nerd!)

Mais »


Lata velha

20 de September de 2007, 19:48

Taí um jeito genial de proteger seu carro/moto/bicicleta contra roubos… os adesivos aí embaixo:

Adesivos anti-roubo

Sim, são adesivos que simulam arranhados e ferrugem. Você cola no carro e desestimula os possíveis ladrões a levar sua “lata velha enferrujada”. Quando você precisar do carro bonitão novamente (sábado à noite, balada, mulherada, etc.), arranque os adesivos e seja feliz.

Tá certo que aqui no Brasil isto não deve funcionar direito, já que ladrão anda roubando qualquer porcaria que vê pela frente, mas ainda assim a idéia é simples e genial. E eu adoro soluções anti-roubo criativas, tanto que inventei uma: o Gambiarra Sound System, som automotivo 100% invisível e à prova de roubos.

(Link dos adesivos via MocoLoco)


13 excelentes recursos online para descobrir novas bandas

29 de August de 2007, 18:54

Blogs sobre música

17dots - É um blog do pessoal da eMusic, minha loja de música online predileta. É atualizado com muita frequência e comenta a maioria dos lançamentos do site. O blog é “não oficial”, então nada impede que os editores desçam o pau nas bandas ruins ou ignorem os lançamentos pouco importantes, portanto pode ir com fé que as opiniões são imparciais.

Lúcio Ribeiro - Tem gente que detesta o cara, tem gente que idolatra o cara. Eu não dou a mínima pra essas rixas, mas presto bastante atenção nas bandas que ele menciona, pois ele usualmente está à frente de tudo que é hype. Uns são horríveis (vide Cansei de Ser Sexy), mas muitos são bem interessantes.

London Burning - Primeiramente tenho que citar que eu detesto o editor do site, o Luciano Viana. Ele é um babaca metido a fodão. Pra provar que não é implicância minha, acesse o site e veja a frase que ele deixa lá em cima, no topo do cabeçalho do site.

Egos inflados à parte, nada impede que eu faça uma visitinha ao seu site de vez em quando (hehehe). Principalmente na virada do ano, época das famigeradas listas de “Top 100″.

Fail - É de um paquistanês doido. Todos os lançamentos que ele comenta são eletrônicos experimentais obscuríssimos, ou seja, uma delícia.

Networking Social Musical

Last.fm - É a maior meca musical da Internet. Acho até que todo mundo deveria, diariamente, rezar ajoelhado e virado para Londres, onde o site fica hospedado.

Para recomendações esporádicas, vale usar a rádio streaming do site. Você digita um artista de sua preferência e o Last.fm monta um playlist baseado em artistas/bandas semelhantes. Mas o lado “social” do site é o mais legal: usando um plugin que manda todas as músicas que você ouve no computador (ou no seu iPod) pro site, ele casa seu gosto musical com o de outras pessoas e gera as recomendações musicais mais personalizadas que já vi.

eMusic - Sim, além do blog que mencionei ali em cima, o próprio site da eMusic é um achado. Mesmo que você vá “adquirir” seus MP3 por meios cuja legalidade é questionável, a visita vale o boi só pra ouvir umas amostras das músicas, dar uma sacada nos “similar artists” das bandas que você curte, etc.

Como se não bastasse, o eMusic tem também “dozens” - listas de 12 discos criadas em volta de um tema. Dá pra perder horas achando coisas legais nestas listas. Tem dozens sobre gêneros musicais (como a de microhouse/minimal techno ou a de pós punk inglês), tem dozens criadas por artistas (como a de Sam Prekop, do The Sea and Cake)…

Orkut - Antes de torcer o nariz (”Aargh! Orkut não!!”), faça uma visita nas comunidades das bandas que você gosta. Quando o bate-papo nelas é bom, rola de descobrir coisas boas e similares. Um exemplo: Foi na comunidade do Godspeed You! Black Emperor, num tópico sobre projetos paralelos da banda, que descobri Explosions In The Sky, Set Fire to Flames e A Silver Mt. Zion.

Podcasts

XLR8R - O melhor podcast do meu iTunes. É bem alternativão e às vezes puxa muito pro lado do hip-hop/rap, mas frequentemente revela algumas pérolas: foi por ele que descobri Daedelus e J Dilla, por exemplo. E as músicas do podcast da semana ficam disponíveis pra download, de grátis, no site.

Banana Mecânica - Esse é brazuca. Muito bom para saber o que anda rolando fora do mainstream brasileiro, embora o podcast também inclua umas bandas gringas de quando em vez.

Outros

Musicovery - É uma rádio streaming que tem uma bela interface e um jeito muito criativo de dar sugestões musicais. Você escolhe os gêneros musicais que prefere e, usando um gráfico cartesiano (é sério!) marca se quer músicas mais calmas, energéticas, tristes ou alegres. Dá pra escolher também se você quer velharias ou coisas mais novas, hits ou não hits. A qualidade do áudio para a versão free do site é bem chinfrim, mas se o que interessa é descobrir bandas, ele dá pro gasto.

YouTube - Vale praqueles momentos onde você só quer saber como diabos é o som daquela banda que você vive ouvindo falar mas nunca se dispôs a baixar um disco e conferir. O “VocêTubo” normalmente tem um clipe ou um pedaço de show ao vivo do artista/banda que você procura.

Sites das gravadoras - Este é um estágio mais grave de vício musical: depois de descobrir de quais bandas você mais gosta, chega o ponto onde você descobre quais as gravadoras que tem mais bandas que você gosta. Eu, por exemplo, que adoro Tortoise, nunca me decepcionei ao experimentar outros artistas da mesma gravadora (a Thrill Jockey). Meus melhores eletrônicos estão em gravadoras que lembro de cabeça: Warp, Tigerbeat… Já Luiz, meu primo, é fã das bandas da Matador

Não negligencie a gravadora das suas bandas, especialmente se ela for mais alternativa/obscura/independente. Às vezes eles tem preciosidades escondidas…

Outras listas com recursos online para descobrir músicas que são muito melhores que os meus - Não gostou das minhas sugestões? Ora, vá pra… esta lista do Mashable com 90 itens (!!) e seja feliz.

Ah, e me conte nos comentários o que você faz pra achar bandas novas.


Como emagrecer indo ao psicólogo

9 de August de 2007, 14:12

Este post nasceu de uma conversa que tive ontem com Bethania, minha digníssima esposa. A gente estava comentando sobre o tanto que, nas empresas, as pessoas tentam resolver os problemas de forma errada, perdem tempo, fracassam e botam a culpa no mercado, no Lula, na corrupção, no aquecimento global, em macumba… mas nunca em si mesmos. Isso também vale para a “vida pessoal das pessoas humanas”. E considerando que Bethania, eu e mais 98% do mundo ocidental têm vontade de emagrecer, um assunto acabou puxando o outro.

Uma coisa muito legal que aprendi nessa vida de consultoria é uma receitinha para analisar e resolver problemas de um jeito que funciona. Funciona tão bem que serve até pra acabar com a barriga.

(Nesse ponto eu tenho certeza que meus colegas consultores que lêem esse blog já devem estar rolando de rir, mas eu vou continuar assim mesmo. Até porque eles podem rir um pouco mais…)

Resumindo, tudo que você precisa fazer é:

1) Defina bem seu problema

No caso do emagrecimento isto significa “entender a sua gordura”. Parece piada, mas você já parou pra pensar se seu peso varia durante o ano? Você sabe se engorda mais no inverno (já que frio dá fome) ou no verão? Você sabe se seu problema é o “efeito sanfona” ou se você sempre foi gordo? Quando você tenta responder essas perguntas acaba descobrindo que seu esforço de emagrecer pode ser muito mais focado: por exemplo, você pode concluir que basta atacar a comilança de inverno que a maior parte do problema se resolve.

Além de definir bem o seu problema você precisa definir bem aonde quer chegar, ou seja, precisa de uma meta. Tem que definir quanto peso você quer perder e até quando você vai perdê-lo. Além disso você precisa acompanhar frequentemente o quanto seu peso está diminuíndo. Isso faz toda a diferença: sem metas seu regime vai parecer que não está caminhando pra lugar nenhum. Sem acompanhar o resultado, vai parecer que seu esforço não está fazendo efeito, e aí você vai acabar se juntando àquela turma do “sempre fiz regime mas nunca funcionou”.

2) Descubra as causas fundamentais

Esse é o grande segredo. Quando as pessoas pensam nas causas dos pneuzinhos, a primeira resposta normalmente é “porque como demais” ou “porque não faço exercícios”, e acha que basta fechar a boca ou ir pra academia. Mas ninguém se pergunta POR QUÊ come demais ou POR QUÊ não faz exercícios, e é na resposta a esses “porquês” que está a causa real do seu problema. Uma garota poderia dizer que come demais porque é ansiosa, e nesse caso, antes de inventar qualquer regime ela precisa tratar a ansiedade (daí o título deste post). Outro homem talvez diga que não faz exercícios porque eles são tediosos ou porque tem vergonha de mostrar seu corpo feio no meio de gente musculosa. Esse cara poderia muito bem trocar a academia por um futebol com os amigos: é mais divertido e a alta probabilidade dos amigos serem feios e gordos como ele (afinal, homem é tudo feio) manda a vergonha toda embora.

Mas a análise não precisa parar por aí. A menina ansiosa pode descobrir que anda ansiosa porque tem um problema com o namorado. E aí o que ela realmente precisa fazer não é nem ir à academia, nem ao psicólogo, e sim dar um pé na bunda do salafrário. Aposto que você nunca imaginou que poderia emagrecer terminando um namoro, mas é a mais pura verdade. A dica, neste caso, é: não pare no primeiro “porquê”. As causas podem ter outras causas, e estas outras causas terem também outras causas ainda mais obscuras. Saia perguntando os “porquês”. Quando você não souber mais responder, voilá! Eis a sua causa fundamental.

3) Ataque apenas as causas fundamentais

Essa é a hora do “morrer na praia”: a pessoa analisa direitinho seu problema de gordura, se pergunta o porquê de tudo, descobre as causas reais do “engordamento” e, no fim, começa uns “regimes das sete luas” misturados com “a nova alimentação macrobiótica do Dr. Atkins”. E não emagrece.

Não tem escapatória: quando você for definir o que vai fazer para emagrecer, tem que pensar APENAS em atacar as causas fundamentais que descobriu anteriormente. E em NADA mais. Eu entendo que aquelas barrinhas que a Luciana Gimenez vende no Superpop parecem realmente milagrosas. Eu até reconheço que aquela sua amiga tenha perdido 400 Kg só comendo Herbalife. Mas o SEU problema não é esse, o SEU problema tem causas só suas, e é elas que você precisa resolver. Parece simples, mas muita gente se embola nesse ponto.

É isso. Depois conte aí nos comentários se você, finalmente, conseguiu emagrecer usando esse “método Primo” aí. Ou me xingue. Ou dê uma idéia melhor. Comentários são pra isso, meu filho: pra democracia. Fala que eu te escuto.


Fones de ouvido - Os bons, os ruins, as dicas

18 de July de 2007, 11:48
Princesa Léia e seus fones

Não, eu não vivo sem meus fones de ouvido. Pra vocês terem uma idéia, eu ando com três deles na minha mochila, o tempo todo.

É uma delícia botar um bom fone nas orelhas, se desligar da barulhada usual do mundo e descobrir detalhes das minhas músicas que nunca seriam audíveis em caixas de som normais.

Acontece que é difícil separar o joio do trigo ao tentar comprar bons fones de ouvido. Portanto, aqui vai um pouquinho da minha modesta experiência pra ajudar quem se interessar. Não sou um audiófilo experiente, então posso ter errado em alguma coisa. Neste caso, me xingue nos comentários que eu conserto.

Tipos de fone de ouvido

Earbuds (às vezes chamados intra-auriculares, embora não seja o correto): São aqueles pequenos que você enfia na orelha. A maioria dos fones que você vê por aí são do tipo “earbud”. Fones desse tipo são muito fáceis de achar. Fones bons desse tipo são bem difíceis de achar.

Como são muito pequenos, os earbuds - tanto os vagabundos quanto os de qualidade - não conseguem reproduzir com perfeição os sons mais graves. Outra desvantagem é que eles não são bons para ambientes barulhentos, tipo ônibus ou avião. Aí você aumenta o volume pra compensar e, daqui a alguns anos, acaba trocando o fone por um aparelho de surdez…

Supra-auriculares (headsets): É o “fone de DJ”, aquele modelo grandão e almofadado que você usa sobre a orelha. São confortáves, fáceis de colocar e tirar, e os modelos com traseira fechada bloqueiam boa parte dos ruídos externos. Como são maiores, reproduzem o som com maior fidelidade e são menos nocivos à audição, porque ficam mais longe do seu tímpano do que os earbuds. Mas são mais caros, não são lá muito portáteis e nem discretos (se você tentar usar um deles durante a aula, sua professora vai notar).

Fones supra-auriculares são particularmente bons para usar com jogos de PC, principalmente os de tiro em primeira pessoa.

Intra-auriculares (in-ear ou canalphones): Eles tem um formato esquisito e um jeito ainda mais estranho de usar: você enfia os fones dentro do canal auditivo. E isso, meus caros, é a melhor coisa do mundo.

Fones intra-auriculares são tão discretos e portáteis quanto os earbuds, tem uma qualidade sonora maravilhosa e isolam praticamente TODO o ruído externo - o que é um perigo na hora do cooper, por exemplo. Você só vai perceber que entrou na frente do ônibus quando ele te atropelar, já que a buzina, a freada e o rugido do motor jamais chegarão aos seus tímpanos.

Claro que esse poder todo tem seu preço: fones intra-auriculares são caros. Além disso, o uso dentro do canal auditivo não é exatamente confortável. E, de vez em quando, você vai ter a desagradável tarefa de limpar restos de cera de ouvido deles.

Fones que conheço e recomendo

Qualquer fone que venha junto com algum produto bom (iPod, MP3 player, notebook, etc). Estes tem que ser no mínimo razoáveis, porque senão comprometem o produto que acompanham. Imagine se os fones do iPod tivessem um som ruim: ninguém ia culpar os fones, todo mundo ia sair dizendo que “o iPod é uma droga”. Por isso os fabricantes espertos não bobeiam e capricham na qualidade destes fones.

Os dois fones que uso diariamente são o do meu iPod e o que veio com meu finado m:robe MR100.

Philips SBCHP195. Esse é relativamente fácil de achar no Brasil. Ele é bom, durável, o cabo é grande e o som é muito bom, apesar de puxar um pouquinho pros graves. É a melhor opção que conheço para fones supra-auriculares.

Um aviso: estes fones são contra-indicados para filmes de terror. Pra vocês terem uma idéia, eu só tive coragem de assistir O Iluminado até o fim depois que tirei os fones. É que a música funciona muito melhor com eles - o que não é nada desejável quando o objetivo da música é tornar as cenas ainda mais assustadoras…

Shure E3C. Intra-auriculares com isolamento acústico. Não são baratos, mas são magníficos. Esses eu descrevi em detalhes neste post.

Fones que conheço e NÃO recomendo:

Qualquer um da marca Coby. Nunca vou me esquecer da última vez que ouvi algo através de um fone Coby: botei os fones nos ouvidos, apertei o play do meu Winamp e, conforme a música soava, eu me sentia fisicamente mal. O barulho que aquela porcaria produzia era uma mistura de rádio AM com telefone de latinha. Eu fiquei tão revoltado que joguei os fones no lixo, após alguns segundos de uso.

Na verdade, é bom você tomar cuidado com a maioria dos fones tipo earbud, mesmo os de marca boa (Philips, Sony, etc), pois vários são low end (feitos pra vender barato e, portanto, sem qualidade)

Koss Plug. Comprei um deles quando estava no Canadá e, na época, achei ótimo: baratinho, o isolamento acústico era uma beleza, na academia ele tapava aquelas músicas chatas vindas da aula de spinning, e ele era um bom apoio para amenizar 10 horas de motor de avião rugindo na sua orelha enquanto eu voava de volta pro Brasil.

Acontece que o The Plug puxa demais para os graves. Todos os detalhes mais agudos da música se perdem no oceano de “uoooomp, wuooomp” do baixo e da bateria. É como se você botasse um subwoofer dentro da orelha.

Bem, se você gosta de funk, vai fundo que o The Plug é ideal pra você…

Fones com controle de volume, no fio ou nos próprios fones. Esse controle de volume pode até ser prático, mas normalmente degrada a qualidade do som.

Dois cuidados básicos para seu fone de ouvido durar bastante

Guarde seu fone com o fio enrolado gentilmente, sem forçar - principalmente perto do conector, o primeiro lugar aonde o mau contato aparece quando o fone é maltratado.

JAMAIS sopre dentro dos fones para tirar sujeira ou poeira. Por dentro, o fone é uma micro-caixa de som, com um diafragma mais delicado do que a torcida do Cruzeiro. Estraga mais fácil do que você imagina.

Outras informações interessantes

O site Inside Home Recording tem uma avaliação de vários modelos, desde os foninhos do iPod até os modelos mais caros. Meus fones Shure E3C ficaram em segundo lugar na avaliação deles.

O Headphone Reviews tem avaliações de 298 fones diferentes, feitas pelos próprios usuários do site. Tem também um ranking com os TOP 10 fones de cada tipo.

Já ouviu falar em “amaciar” motor de carro? Pois é: dizem que fones de ouvido também tendem a melhorar conforme vão sendo “amaciados” com o uso.

É isso. Se você concorda, discorda ou quer acrescentar alguma coisa, os comentários tão aí para isso. Vai fundo.


8 dicas de um ex-atendente de call center para você ser bem atendido em um serviço 0800

13 de July de 2007, 13:01

Dia desses, discutindo o assunto deste post no Fórum HardMOB, um ex-atendente de call center deu dicas preciosas de como lidar com os atendentes e fazê-los “estar resolvendo” seu problema sem muito stress. São essas aí embaixo (reproduzidas com a devida autorização - valeu, Fidel!):

Não tente brigar com o atendente, ele não tem culpa e brigar só vai piorar as coisas… pro seu lado.

Não se mostre TÃO bobão e gentil com atendentes, eles nao valorizam isso; pelo contrário, não surte efeito de “pressão” para resolverem seu problema.

Seja objetivo, preciso, mostre-se bem informado.

Não faça ameaças aos atendentes ou mencione seu “poderoso grau de influência”: normalmente colocamos no mudo e damos risada neste momento.

Quer que resolvam o problema? Anote tudo que o atendente está falando, peça prazo, anote horário, nome, etc… e ligue cobrando.

Seja educado. Nem muito, nem pouco, apenas educado o suficiente.

Se não resolver, mande um email descritivo para o “tronco de email” do departamento certo, por exemplo: suporte@terra.com.br. Nunca mande email de reclamação para algum email pessoal pois não vai causar o efeito desejado e pode até se perder. Normalmente estes emails-tronco vão com cópia para gerentes, coordenadores e, dependendo, até diretor.

Caso nada disso surta efeito, fale com a parte frágil e mais importante da empresa: a área comercial. Ligue esculhambando o suporte ou atendimento e fale que quer e VAI cancelar. Essa é batata, os departamentos responsáveis vão tomar uma comida e seu problema será resolvido mais rápido


PowerPoint: de "slides medonhos" a "coisas lindas de Deus" em seis passos simples

29 de June de 2007, 16:06

Nota inicial: Botei este texto para concorrer no concurso de posts sobre produtividade pessoal do Efetividade.net, que está completando um ano de vida. Tem muito mais coisa legal por lá, vale a visita.

Comecemos com um exemplo de uma típica apresentação em PowerPoint, daquelas que dão mais medo do que a Preta Gil de biquíni na praia:

Ao contrário da Preta Gil, este slide tem salvação. Vamos aos passos:

1) Contraste: é preto no branco.

Contraste não é aquele botão da sua TV ou aquilo que você bebe pra fazer alguns exames médicos: é a diferença, de cor e luminosidade, entre duas partes de uma imagem. No slide acima, o pouco contraste entre o azul escuro do topo e o texto do título faz nossos pobres olhos sofrerem pra poder entender o que está escrito: azul escuro e preto são parecidas demais.

Para facilitar a leitura de qualquer coisa, quanto mais contraste, melhor. Pegue qualquer livro e tá lá: letras pretas sobre papel branco. Mais contraste que isso, impossível. Veja só a diferença quando removemos o fundo assustador do slide e deixamos tudo “preto no branco”.

2) Deixe o slide respirar

Talvez para tentar mostrar serviço pro chefe, o estagiário que fez esta apresentação (ora, só pode ter sido um estagiário!) entupiu cada um dos slides com o máximo de conteúdo que conseguiu.

Acontece que tem uma coisa vital para um slide ficar agradável de ler: é o que os designers chamam de espaço negativo. Não, isto não é nenhuma dimensão paralela: são apenas as margens, espaço entre figuras, entre parágrafos… ou seja, espaços em branco. Quando você tem pouco espaço negativo, o slide fica entulhado demais. No exemplo abaixo, eu reduzi o tamanho de algumas coisas para aumentar o espaço negativo e permitir que os olhos “descansem” melhor ao ler o slide.

3) A fonte de todos os seus problemas é a fonte.

Como em “O Inferno de Dante”, eu acredito que o inferno é dividido em camadas. Quanto mais profunda for a camada onde você fica, mais danado você está.

De cima pra baixo imagino que o inferno tenha divisões para: nazistas, estupradores, pedófilos, pedófilos estupradores, políticos e, logo abaixo, pessoas que usam Times New Roman em apresentações. E na última camada, a mais profunda, estão os que usam Comic Sans…

A partir de agora você fica, portanto, proibido de usar estas duas fontes no PowerPoint (Comic Sans você não deve usar em lugar NENHUM). E siga sempre três mandamentos básicos:

Mandamento 1: Jamais usarás mais de uma fonte na mesma apresentação;
Mandamento 2: Jamais usarás fontes serifadas (aquelas que, como a fatídica Times New Roman, tem aquelas “voltinhas” no pé das letras);
Mandamento 3: NÃO ESCREVERÁS TUDO EM MAIÚSCULAS, pois fica parecendo que você está gritando. E mamãe já dizia que quem grita perde a razão.


As terríveis serifas! (Figura “emprestada” da Wikipedia)
Veja o slide com Arial no texto todo e sem maiúsculas. Agora não preciso mais me preocupar em ir parar no inferno…

4) Apague toda informação inútil

Vamos queimar um pouquinho de fosfato extra com o título do slide: “desempenho das equipes de vendas no quarto trimestre de 2006″. Precisa mesmo dizer que é no “quarto trimestre” se no gráfico ele está mais do que destacado? E no parágrafo logo abaixo você fala de novo do bendito quarto trimestre. Arranque fora.

Além disso, o destaque no gráfico é feito com a linha vermelha e também com a grande seta azul. Precisa mesmo destacá-lo de duas formas? Seria isto um backup para o caso de alguém não ver um dos dois itens? Arranque fora um deles, é redundância, não serve pra nada.

Agora, leia de novo o parágrafo do meio do slide: “As vendas apresentaram uma queda bastante expressiva nos últimos três meses de 2006, conforme mostrado no gráfico abaixo”. Este é um excelente exemplo de embromação. Afinal de contas, que informação nova este texto acrescenta ao slide? Já sabemos que é em 2006 (o título mostra isso), que é no último trimestre e que as vendas caíram (o gráfico mostra isso, e durante a apresentação isso vai, obviamente, ser citado). Arranque fora, sem dó. E veja a diferença…

5) Agora que você já apagou toda informação inútil, apague toda informação inútil.

“Mas… mas eu já tirei tudo que podia!”, você poderia pensar. E eu estou apenas começando…

Lembre-se que o objetivo de qualquer slide é passar uma mensagem, dar uma informação. Todos os elementos do slide tem que ajudar a passar a informação. Tudo mesmo, desde o texto até as bordas, figuras e cores. Se alguma coisa no seu slide não está ajudando a passar a mensagem, é lixo. Não serve pra nada. Merece levar um delete nas fuças.

A logomarca da empresa, por exemplo, é importante em apresentações externas para clientes ou fornecedores, mas é completamente inútil para apresentações internas. Ora, você está apresentando para seu próprio pessoal: algum deles, por um acaso, não sabe em que empresa está trabalhando?

No título, você precisa mesmo falar em “desempenho”? O gráfico não deixa isto claro? E as “equipes”? Elas sequer são mencionadas no resto do slide. E o gráfico? Eu sei que os gráficos 3D do Excel são bonitos e tal, mas lembre-se: o que é que você quer com o gráfico? Mostrar o quanto coisas 3D são bonitas ou dar uma idéia visual da quantidade vendida em cada trimestre? Neste caso, um grafiquinho simples resolve.

Aquele textinho com os valores dos trimestres, ao lado do gráfico, também precisa sumir. Se colocarmos os valores de cada trimestre em cima de cada coluna do gráfico, e indicar com uma pequena frase a unidade de medida e escala de tempo, dá pra deletar não somente este texto como também as linhas de grade do gráfico (não ajudam em nada e poluem o visual), os rótulos do eixo horizontal e o eixo vertical inteirinho. A legenda (”série 1″? E daí?) e a borda também devem ser arrancadas fora.

Agora veja a diferença: temos muito menos informação visual inútil atrapalhando a informação realmente útil. Antes a pessoa lia o slide inteiro, com uma certa dificuldade, e entendia o conteúdo. Agora basta uma confortável passada de olho.

6) A hora do “plus”

Agora temos um slide realmente apresentável… o que ainda não é suficiente. Não se contente com pouco! Queremos um slide que seja tão lindo, mas tão lindo que faça seu chefe querer lamber a tela do computador quando ver a apresentação.

Existem várias maneiras de conseguirmos isto (não, trabalhar para um chefe louco não vale):

Em vez de usar a fonte Arial manjada, use a Trebuchet MS. É a fonte que uso nos textos neste blog, inclusive. Ela é bonita, diferente e bem legível, principalmente nos números.
Em vez de usar uma cor “chapada” no gráfico, retire a borda das colunas e aplique um leve degradê (”efeitos de preenchimento”, no Excel), para dar a impressão de que as colunas são sólidas mesmo.
Ao invés de destacar o quarto trimestre com a “clássica” linha vermelha, por que não apenas mudar a cor da última coluna do gráfico, e dar um negrito no valor? Vai dar um destaque e ser discreto ao mesmo tempo (se é que isso faz sentido).
Em vez de dividir a área entre o título e o conteúdo do slide com uma linha preta, reta e chata, use também um degradê (da mesma cor do gráfico, pelo amor de Deus, senão daqui a pouco teremos um arco-íris de alegria colorida ao invés de um esquema de cores com aparência profissional).
Procure deixar os espaçamentos mais uniformes. O título, por exemplo, está mais distante do topo do slide do que da margem esquerda. Sim, parece ser o ápice da frescura e ninguém vai te dizer “UAAU que espaçamento lindo”, mas tenha certeza: inconscientemente as pessoas percebem.

Agora, contemple a beleza estética de um bom slide de PowerPoint. E por favor, não lamba seu monitor!

E então? Concorda? Discorda? Opine nos comentários.

Update: Uma ótima leitura para acompanhar este post - “O que não fazer numa palestra, né”


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