A política de backup d’O Primo

Já que estamos há MESES sem assunto por aqui, vamos fazer um momento “utilidade pública” e falar de uma coisa importante mas que ninguém comenta: backups.

Sim, backups. Fazer backup é um saco, pouquíssima gente faz, daí um dia seu HD resolve fritar e aí, meu caro, TREVAS. Eu digo isso por experiência própria: em 2003 eu perdi um HD de 40GB com tudo meu dentro. Até hoje eu, que sou desapegado pra tudo nessa vida EXCETO arquivos de computador, sinto falta de algumas coisas que tinham nele.

Mas eu aprendo com meus erros, e desde então eu possuo um esquema todo especial para backups. Eu tenho orgulho dele: primeiro porque é uma nerdice das grossas – e por isso estou contando aqui, pra você ficar rindo da minha cara -, segundo porque ele já me salvou a pele várias vezes.

É um esquema complexo, mas que é:

  • Simples de usar
  • Não depende de ferramentas especializadas de backup (acho todas lentas e platform-specific demais). Eu uso apenas um programinha free de sincronização da Microsoft, chamado SyncToy. Ele é simples e rápido, e é só disso que eu preciso.
  • Usa pouquíssimo hardware adicional: um HD externo (de 500GB, mesmo tamanho que o do notebook), um pen drive de 8GB e meu iPod (de 160GB).
  • Não depende de conexão internet (porque cada hora pego uma pior que a outra em cada hotel/cliente que visito)
  • Isola fisicamente as mídias de backup para minimizar perdas caso eu seja assaltado na rua ou caso invadam minha casa (eu penso nisso mais do que devia, confesso)
  • Não me toma muito tempo pra atualizar, e
  • É customizado para maximizar a segurança de cada tipo de coisa que preciso backupear.

Para cada tipo de dado que eu backupeio existe um processo específico, baseado na frequência de modificações que aquele conteúdo sofre e no quanto aquele dado é precioso/inestimável pra mim (não falei que você ia rir da minha cara?).

A coisa toda é mais ou menos como na figura abaixo:

Esquema de backup

Minha principal “instância” de backup é o HD externo de 500GB. Ele guarda tudo: músicas, fotos, arquivos pessoais e de trabalho. Todo sábado eu espeto o HD no notebook, abro o SyncToy e em questão de minutos tá tudo backupeado. Mas esse é o “varejão”: os arquivos mais importantes/valiosos tem backups adicionais. Os meus 40 GB de MP3, por exemplo, são objeto de uma constante curadoria e possuem valor inestimável, portanto, além do HD externo, elas também ficam no iPod. Então eu tenho minha music library, inteira, sempre em TRÊS lugares diferentes: o notebook, o HD externo e o iPod. Além disso, os 16GB mais “recentes” da minha library sempre estão também no iPhone – o que ainda é um “semi-backup adicional”.

Já os arquivos de trabalho, além de backupeados, ficam também criptografados, porque senão quem me roubar terá acesso fácil a dados confidenciais das inúmeras empresas que atendo/atendi. Assim sendo, eu guardo minhas coisas de trabalho em dois  “drives virtuais”, um de 5GB (para arquivos recentes, de projetos em andamento) e outro de 10GB (para projetos encerrados – meu “arquivo morto”), criados com o TrueCrypt. TrueCrypt é lindo: é encriptação military-grade e de graça. Quando chego no trabalho, eu pressiono uma combinação especial de teclas, digito uma senha enorme (mais de 20 caracteres) e voilá, aparece um novo drive no meu Windows Explorer com todos os meus arquivos de trabalho, organizadinhos. Se eu dou um “lock” (Win+L), desligo ou hiberno o computador, o TrueCrypt automaticamente “tranca” novamente meu drive virtual, então não tem sequer o risco de roubarem meus arquivos enquanto eu não estou em frente ao notebook.

Mas a maior praticidade desse “drive virtual” do TrueCrypt é que ele fica todo armazenado num “arquivão” único de extensão .tc, encriptado, que eu guardo na minha pasta “Meus Documentos”. Assim sendo, quando eu faço meu backup para o HD externo, os arquivos de trabalho são backupeados também. Só que eu mexo nos meus arquivos de trabalho todo santo dia, então se me roubarem no ônibus de volta pra casa eu poderia perder semanas de trabalho. A contramedida pra isso é simples: todo dia, antes de ir embora, eu enfio meu pendrive no computador e faço um rápido “sync” do meu drive virtual de trabalho com uma réplica dele, que fica no pen drive, também encriptada. E carrego o pendrive no bolso, para o caso de roubarem minha mochila com o notebook dentro. Essa “paranóia extra” me salvou a pele recentemente – não porque fui assaltado, e sim por um problema no notebook. Mas essa é uma história para outro post.

Apesar de bem planejado, meu sistema de backup ainda tem falhas: meus emails e calendário de compromissos, por exemplo, ficam todos no Google, e só lá. Claro que se me assaltarem eu não perco nenhum arquivo, mas ainda assim há o risco de descobrirem minha senha e “sequestrarem” minha conta. Outra falha é que no sábado todos os meus discos de backup estão fisicamente no mesmo lugar (meu apartamento), então se ele pegar fogo ou for assaltado eu perco tudo de uma vez. E ainda outra falha é que podem me obrigar, por coerção, a dar a senha dos meus arquivos de trabalho – e olha que o TrueCrypt tem um recurso de plausible deniability justamente pra esses casos, eu é que não configurei ainda.

Mas, paranóias à parte, fica a dica: é MUITO recomendável que você faça um backupzinho dos seus dados – mesmo que em DVD ou só de vez em quando. Confie em mim: você vai precisar.

Twitter pelo celular: como usar, opções e custos

Updating Twitter (by Balleyne on Flickr)

A combinação Twitter e celular é simplesmente perfeita. As mensagens curtas do Twitter parecem ter sido feitas para serem lidas nas telas pequenas dos aparelhos. O conteúdo, ágil e direto, é ideal para aquela leitura ocasional no ponto de ônibus ou na fila do banco. No entanto, o uso do serviço via celular, aqui no Brasil, parece que nunca decolou.

Acho que as pessoas pensam que você precisa de um smartphone ou Blackberry ou iPhone pra usar internet – e consequentemente o Twitter –  no celular, quando, na verdade, a maioria dos celulares fabricados após 2001  pode acessar a internet. Se seu telefone, por mais tosco que seja, tiver MMS ou Java, aí então é garantido.

E se seu celular tem Java, uma dica muito quente: baixe e instale o Opera Mini no seu telefone. É gratuito, funciona mesmo nos telefones mais toscos do universo, é super rápido e ainda reformata as páginas para ficarem legíveis no displayzinho do seu aparelho. Com o Opera Mini você acessa qualquer página da internet, mesmo que ela não tenha versão acessível para celular. Eu me lembro de, em 2008, conseguir acompanhar vários debates da primeira Campus Party no banco de trás de um carro que viajava pelo interior de Santa Catarina só acompanhando o Twitter na telinha minúscula de um Sony Ericsson W200i.

Superadas as dificuldades técnicas, vem o segundo mito: o custo. Acontece que com a chegada do 3G a internet móvel barateou muito, e mesmo que você não tenha um plano de dados vai pagar apenas algo em torno de R$ 1 para cada megabyte avulso que gastar. Veja a tabelinha abaixo (valores para o DDD 11):

custos internet móvel

Mas quanto de Twitter eu posso usar gastando apenas um megabyte? Se você acessar a versão mobile do Twitter (m.twitter.com), que só tem texto, vai gastar apenas uns 6 kb em cada acesso – ou seja, dá pra cento e setenta acessos. É muito barato.

O Twitter Mobile é bem limitado em termos de funcionalidades. Para usar todas as funções do serviço no celular, o melhor é usar os sites de terceiros, como o dabr.co.uk (minha sugestão) ou o twittme.mobi. Veja aí embaixo a cara e as funcionalidades dos três:

Sites para Twitter Mobile

Da esquerda para a direita: Twitter Mobile, dabr.co.uk e TwittMeComparativo de sites para Twitter mobile

Além destes três tem o Slandr.net (que já usei muito, mas que atualmente anda instável e tem menos funcionalidades que todos os outros) e o mobile.twitter.com – também oficial do Twitter e com bem mais funcionalidades, mas que só funciona em celulares com navegadores mais robustos.

Outras dicas:

  • Se você quiser usar um aplicativo Java ao invés de sites de terceiros, o pessoal do Twitcast dá algumas opções neste post.
  • Se seu celular for realmente tosco e não tiver internet, ainda assim dá pra usar o Twitter via mensagens de texto simples, usando o Sms2Blog. Você só paga o custo da mensagem (normalmente R$ 0,39). Mas cuidado: o serviço te obriga a seguir o usuário @sms2blog (e o faz sem te perguntar antes), o que pode ser meio chato.
  • A Vivo lançou um tal Vivo Twittando, serviço pra usar o Twitter com SMS e que é mais barato (R$ 0,15 por tweet). Nunca usei, então não sei se presta.

Dicas para quem não costuma viajar de avião

Porque depois de sete anos voando praticamente toda semana e 211.436 milhas acumuladas (só na Tam) a gente aprende algumas coisas. Espero que alguma dica sirva pra você.

Assentos do Airbus A319 da TamUma coisa que melhora ou arruina sua viagem de avião é onde você se senta. Os aviões da Gol e Tam, em voos domésticos, tem umas 30 fileiras numeradas com três cadeiras de cada lado do avião – como o Airbus A319 aí do lado. Assentos com letra A ou F ficam na janela e assentos com letra C ou D, no corredor. Os piores são os assentos B ou E, que ficam espremidos no meio de duas cadeiras: Evite-os.

Os assentos com números menores (1 até 16) te permitem ganhar alguns minutos na hora do desembarque, mas só se você não tiver despachado bagagem, porque nesse caso sair mais rápido do avião significa apenas esperar mais pela sua mala lá na esteira de bagagem. O inconveniente deles é que se esgotam rápido no check-in e, se você não embarcar primeiro, o espaço para bagagem de mão tende a se esgotar rapidinho. Já os assentos de trás do avião (da fileira 16 em diante) te permitem embarcar mais rápido se você estiver voando pela Gol: o embarque neles é prioritário. Só que você desembarca por último, o que pode significar alguns minutos a mais mofando no avião (ou cochilando alguns minutinhos a mais, se você estiver cansado e sentado na janela).

Por sinal, para cochilar no avião os assentos das janelas são mesmo os melhores: feche as persianas para a claridade não incomodar, encoste a cabecinha na lateral do avião e “boa noite”. Eu recomendo nem reclinar a poltrona: ela reclina tão pouco que é melhor deixá-la na posição vertical pra aeromoça não te acordar na hora da decolagem e do pouso. Mas se você gosta de reclinar a poltrona, cuidado: há duas fileiras no avião onde as poltronas NÃO reclinam: a última fileira e a fileira logo em frente à saída de emergência (cujo número varia dependendo do avião, mas é sempre ali entre a 10 e a 15).

O melhor jeito de conseguir bons lugares do avião é reservá-los quando você compra a passagem. Se isso não for possível (seja porque sua empresa é quem compra suas passagens ou qualquer outra razão), a segunda melhor maneira é fazer checkin pela internet. Você pode fazê-lo mesmo que tenha bagagem pra despachar. Os assentos bons se esgotam rápido, então é bom fazer seu check-in o mais cedo possível. Na Gol o check-in pela internet abre 24 horas antes do seu voo. Na Tam são 48 horas.

Em termos de espaço para as pernas os melhores lugares são a primeira fileira e a fileira da própria saída de emergência. Só que não é possível escolher estes lugares pela internet, só ao fazer check-in no balcão mesmo. Outra dica sobre assentos: nunca vi a Tam divulgando, mas alguns dos seus aviões tem tomadas de 110V entre os assentos. Quebra um galho quando seu celular ou MP3 player fica sem bateria.

P.s.: Para assentos em voos internacionais, consulte o excelente SeatGuru.com.

Aeroportos requerem fazer tudo com antecedência, tanto que na passagem as companhias sempre escrevem algo recomendando que você chegue 1 hora antes do voo. Eles NÃO estão mentindo: Se o seu voo é as 16h, não se iluda achando que você vai conseguir embarcar se chegar no aeroporto às 15:45. O horário do voo que você vê na passagem é o horário em que o avião decola. O check-in para o voo se encerra cerca de 40 minutos ANTES desse horário, e o embarque termina uns 15 minutos depois. Se você vai viajar com pouca bagagem, essa é outra razão para fazer check-in pela internet: no caso de algum imprevisto você pode dar o golpe de joão-sem-braço e ir direto pro portão de embarque, mesmo que já tenham encerrado o check-in do seu voo. Se sua mala não for exageradamente grande, os funcionários da companhia aérea não vão reclamar de você não tê-la despachado.

Outra coisa que nem todo mundo sabe que existe: lista de espera. Funciona assim: se seus compromissos do dia acabaram mais cedo e você quer antecipar sua viagem de volta pra casa, ao invés de remarcar seu voo (pagando) você pode ir pro aeroporto e colocar seu nome numa lista de espera para algum voo antes do seu. Se ainda tiver lugares no avião quando forem encerrar o check-in do voo, os passageiros da lista podem ocupar estes lugares. Mas é por ordem de chegada: se sobraram 3 lugares e tem 10 nomes na lista, quem botou o nome primeiro leva. Até onde eu sei nem a Tam nem a Gol estão cobrando por lista de espera.

Os programas de milhagem (Fidelidade Tam e Smiles, na Gol/Varig) costumam desanimar quem voa pouco porque você ganha só 1000 milhas por voo e tem que acumular dez mil pontos pra ganhar passagens grátis. Mas mesmo que você voe muito pouco, vale a pena ter um cartão fidelidade para acumular milhas. Três motivos pra isso:

  • As milhas ganhas demoram a expirar (especialmente na Gol);
  • Para voos em horários esquisitos (tipo domingo de manhã) ou durante promoções, as companias costumam vender trechos por bem menos do que 10 mil pontos.
  • Alguns bancos e cartões de crédito que tem programa de fidelidade deixam transferir pontos do seu cartão de crédito para a Tam ou Gol.

E uma atenção especial para o Smiles da Gol: cerca de 40% das vezes que viajo os pontos dos meus voos NÃO são creditados. Se você vai voar Gol/Varig, guarde o canhoto do cartão de embarque e depois confira no site se suas milhas foram mesmo creditadas. No site mesmo você pode requisitar o crédito das milhas faltantes.

Durante o voo é perfeitamente normal que o avião chacoalhe um pouco. Se você olhar pela janela vai dar até pra ver a asa do avião se dobrando enquanto o avião balança. Isso é perfeitamente normal. Às vezes o piloto dá um alerta de apertar os cintos, as aeromoças interrompem o serviço de bordo e saem correndo com os carrinhos de comida barrinhas de cereal de volta pra cozinha: ainda assim, tá tudo perfeitamente normal. Às vezes o piloto erra a mão na aterissagem e, ao invés de tocar gentilmente com o avião no solo, ele praticamente SOCA o avião no asfalto e dá uma freada que te faz meter a cara no assento à sua frente. E adivinhe? Tudo perfeitamente normal. Aviões foram feitos pra aguentar descargas de raios elétricos enquanto voam no meio de tempestades com ventos assustadores, então não há com o que se preocupar.

Outras dicas sortidas:

  • Quer ler no avião? Compre algo antes de embarcar, porque as revistas de bordo são apenas spam dos destinos para onde a companhia aérea voa, disfarçados de reportagens. Honrosa exceção: o Almanaque Brasil, dos voos da Tam, que já andei elogiando aqui inclusive.
  • Para fones de ouvido, prefira os com algum tipo de isolamento acústico, porque a cabine é bem barulhenta. Por sinal a Anac não permite o uso de eletrônicos durante o pouso e decolagem, mas para fones de ouvido as aeromoças costumam fazer vista grossa.
  • Voar com problemas respiratórios (gripe, sinusite) pode ser perigoso por causa da pressurização da cabine. Essa eu descobri depois de passar um susto voltando de um carnaval em FloripaUpdate: O leitor Paulo Cezar (valeu!) lembra que a cabine pressurizada também tem um outro efeito colateral: potencializa efeitos de bebida alcoólica. Você fica bêbado muito mais rápido.
  • Mas se você, mesmo sem gripe, sofre com dor de ouvido durante o pouso e a decolagem, e os truques manjados (engolir saliva, beber água, bocejar) não funcionam, tampe o nariz com a mão, feche a boca, cole a língua no céu da boca e tente soltar o ar pelo nariz, com cuidado.
  • Em alguns aeroportos (*cof cof Congonhas cof*) onde seu portão de embarque muda toda hora por causa do “reposicionamento de aeronaves no pátio”, uma dica pra economizar caminhada é esperar seu voo aparecer como “confirmado” ou “embarque próximo” nas telinhas da Infraero antes de ir para o portão indicado. Dificilmente o portão muda depois desse ponto. 

E se tiver algo errado ou você quiser completar a lista, os comentários estão aí pra isso 🙂

Como tirar fotos 3D com seu celular (é sério!)

Sabe aquelas figuras 3D estilo “olho mágico”, onde você cruza o foco dos olhos e enxerga tudo em 3D? É muito fácil obter o mesmo efeito usando uma simples câmera de celular.

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Para ver as fotos em 3D

Não precisa de óculos especiais nem nada. Tudo que você precisa saber é como cruzar os olhos e ficar “vesgo”. Funciona assim:

1) Olhe para a imagem do telefone aí em cima. Mantenha sua cabeça parada.
2) Comece, lentamente, a cruzar os olhos (ficar “vesgo”). Note que a imagem vai borrar e você vai começar a ver duas imagens, uma se deslocando pra esquerda e outra para a direita.
3) Continue a cruzar os olhos até que as duas metades das imagens se encontrem no meio dessa bagunça toda. Quando você conseguir focalizar direito, a imagem do meio (a da setinha vermelha) estará em 3D!

Método para ver em 3D 

Se ficou difícil de entender, este tutorial aqui, apesar de estar em inglês, inclui um GIF animado que mostra o que seus olhos deveriam ver enquanto você está focalizando a imagem.

Se você não souber ficar vesgo, coloque seu dedo indicador entre a imagem do monitor e seu nariz. Bote o dedo bem perto do nariz e olhe fixamente pra ponta dele: seus olhos ficarão vesgos e, ao fundo, a imagem vai aparecer “dobrada”. Vá afastando o dedo do nariz e movendo-o em direção à foto, até que as imagens que você vê atrás do dedo se sobreponham (como eu já mostrei na foto acima).

Vale lembrar que essa foto do telefone eu fiz com a câmera VGA vagabunda do meu antigo Sony Ericsson W200i. Mas qualquer câmera dá o mesmo efeito. Veja algumas fotos feitas com a câmera de 1 megapixel do meu smartphone…

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A cozinha (bagunçada) lá de casa.

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O hall do hotel. Essa eu tirei hoje de manhã. 

Para fazer uma foto em 3D

É ridículo de fácil: basta tirar duas fotos, cada uma na posição onde cada um de seus olhos estaria. Assim:

1) Tire uma foto normalmente.
2) Desloque a câmera uns 20cm na horizontal (sem inclinar para frente nem movê-la para o alto ou para baixo) e bata outra foto, sem ajustar nada na câmera.
3) Depois use qualquer programa de editar imagens e coloque uma foto ao lado da outra.
4) Acabou. Sim, é só isso!

Mais moleza que isso, só sentando no pudim. Se quiser, você pode usar um software especializado em juntar fotos para 3D, como o Stereo Photo Maker (gratuito).

Dicas para boas fotos em 3D

  • O efeito fica mais evidente quando a foto inclui tanto objetos próximos quanto coisas distantes.
  • Algumas câmeras (inclusive de celular) compensam automaticamente a exposição à luz em fotos muito claras ou em fotos noturnas, o que pode estragar sua foto 3D se cada uma das fotos for tirada com um ajuste diferente de exposição. Desligue o “auto exposure” ou similar da sua câmera/celular antes de bater a foto.
  • Eu não testei, mas algo me diz que fotos com flash não dão certo em 3D.
  • Paisagens e coisas muito distantes não costumam ficar muito tridimensionais com este método, a não ser que você desloque MUITO a câmera na horizontal na hora de bater a segunda foto. Eu fiz isso para bater a foto abaixo, da janela do hotel.

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Um punhado de links para quem quiser aprofundar o assunto

Seis dicas para quem dá cursos/palestras usando datashow

Eventualmente eu assumo o alter-ego de “Prof. Primo” e dou uns treinamentos por aí. Para facilitar minha vida eu tenho um pequeno “toolkit nerd”, com ferramentas e programas que quebram um galho danado na hora da aula. Algumas eu já citei aqui mas resolvi fazer um post juntando tudo.

1) Zoom, anotações e um “timer” no projetor com o ZoomIt

ZoomIt

O ZoomIt é um programinha minúsculo (76 KB) mas com três funções excelentes: dar zoom em porções da tela (pra mostrar aquele ícone minúsculo pro pessoal que tá sentado no fundão da sala, por exemplo), desenhar anotações instantâneas na tela com o mouse e servir de timer regressivo para a hora do exercício ou do coffee-break. É gratuito, foi feito por um cara da própria Microsoft e é muito, MUITO prático de usar.

O único defeito do ZoomIt é que não dá pra clicar em nada quando o zoom está habilitado, mas para isso você pode usar a…

2) Lente de aumento do Windows XP

Diferentemente do ZoomIt, a Lente de Aumento do XP mostra uma parte ampliada da janela no topo da tela, mas que pode ser reposicionada em qualquer lugar ou tamanho, conforme sua necessidade. O melhor dessa alternativa é que ela já está instalada no seu computador. Vá em Iniciar/Programas/Acessórios/Acessibilidade/Lente de aumento e voilá!

3) “Trocador” de slides sem fio

image No reino do hardware eu uso também esse presenter aí do lado, já que não posso contratar um estagiário para apertar “page down” pra mim.

Não, o lance do estagiário não é piada, afinal no Brasil um brinquedinho desses chega a custar QUINHENTOS reais – mais do que um salário mínimo! Assim, a melhor alternativa é uma visitinha ao site da Deal Extreme, onde o aparelhinho aí do lado, que faz a mesma coisa, custa só 15 dólares e vem com frete grátis. Mas atenção: os pedidos da DealExtreme costumam demorar mais de mês pra chegar, então não compre se estiver com pressa.

E pra encerrar, três dicas que já publiquei aqui antes…

4) Como usar outros programas no notebook sem interromper a projeção em um datashow – para, por exemplo, usar anotações ou outros textos na tela do notebook e deixar a projeção de slides inalterada;

5) Usar uma planilha Excel “semi-automática”, com a programação do curso, para ajudar no controle do tempo e, finalmente…

6) Seis passos simples pra tornar “assistíveis” até as mais horríveis apresentações em PowerPoint. Se bem que “PowerPoint” e “horrível” são um tanto quanto sinônimos…

Dicas para o correto uso do toque de celular

Hoje em dia qualquer celular possui o prático recurso de personalização do toque. É uma ótima funcionalidade, deixa as pessoas felizes e com a impressão de que o celular que elas têm é único e exclusivo (a despeito do fato de ser fabricado em série e de existirem milhões de unidades iguaizinhas no mercado).

Mas o toque personalizado é como a cerveja: quando corretamente utilizado é uma fonte de alegria e diversão, mas que, se não for usado com moderação, provoca catástrofes irreversíveis – até mesmo guerras. Diz a lenda que Saddam Hussein foi facilmente encontrado em seu esconderijo iraquiano por causa do seu celular, que começou a tocar: tudo que os soldados americanos tiveram que fazer foi descobrir de onde vinha aquela musiquinha da “macarena”.

Assim, para que você não tenha o mesmo infortúnio do ex-ditador bigodudo, é bom seguir as dicas abaixo:

1) Não utilize, em hipótese alguma:

  • Toques de suspense/terror (“Psicose”, “Família Adams”) quando a esposa liga.
  • Funk carioca. Este é especialmente des-recomendado, pois dizem que este tipo de música faz com que os celulares tentem se suicidar pulando dentro da privada.
  • Campainha de telefone antigo.
  • Dublagem da baratinha (ou da bicha) gritando “atende, atende!”
  • Ruídos relacionados à excrementos corporais (peido, arroto, etc.)
  • Jingle de propaganda de cerveja
  • “Nokia tune” (sim, aquele mesmo)
  • “Hellooo, Moto!”
  • Hino de time de futebol

2) Para usar uma música como toque, faça as seguintes perguntas a si mesmo:

  • O nome do cantor da música poderia ser facilmente usado como um apelido pejorativo? (exemplos: “Nelson Ned”, “Serginho Mallandro”, “Mara Maravilha”)
  • Meus amigos passaram a andar menos de carro comigo depois que botei essa música pra tocar?
  • Eu poderia ser demitido por justa causa por botar essa música pro chefe ouvir?
  • Os japoneses (criadores do sexo com tentáculos e do bukkake) consideram minha música sexualmente ofensiva?
  • Esta música ofende alguma etnia/classe social/raça/opção sexual que, eventualmente, poderá estar próxima de mim o suficiente para me atingir com um soco ou pontapé quando ele tocar?

Se você responder NÃO a qualquer uma das perguntas acima, é melhor escolher outra música.

3) Cientistas norte-americanos publicaram um estudo indicando que 90% dos profissionais bem-sucedidos nas empresas tem, em seu sistema nervoso, o chamado “vibra-reflex” (pronuncia-se “váibraurríflecs”): é um impulso instintivo que faz com que eles coloquem o celular em modo silencioso no exato instante em que pisam numa sala de reunião, cinema ou teatro. Felizmente, dizem os cientistas, este reflexo pode ser assimilado por pessoas normais, basta um pouco de treino.

Sites úteis para internet lenta

Está conectado pelo celular? A internet do seu hotel é horrivelmente lenta? A do meu hotel é, e de dia só tenho internet pelo celular, graças aos administradores de rede paranóicos do meu cliente.

Como a necessidade é a mãe da invenção, eis o que ando fazendo pra sobreviver nessa vida sem largura de banda:

1) Navegar com as imagens desligadas

Firefox: Ferramentas/Opções/Conteúdo/desmarque “Carregar imagens”
Opera: View/Images/No images.
Internet Explorer: Ferramentas/Opções da Internet/Avançadas/Em “Multimídia”, desmarque “Mostrar Imagens”

2) Usar as versões “mobile” dos sites

Vários sites tem uma versão “para celular”. Gmail tem, Google Reader tem, Twitter tem, Wikipedia tem. Não fosse isso e eu já teria enlouquecido por passar um dia inteiro sem ler meu email.

3) Usar o proxy para celulares do Google

Tio Google, gente boa como sempre, tem um proxy que reformata as páginas num HTML simplinho e que gasta pouca banda. Ideal para celulares e conexões lerdas.

Analisando as informações nutricionais do McDonalds

Essa idéia idiota me veio ontem, enquanto eu jantava uma Premium Salad Crispy (eita nome chique) e achava que estava fazendo um bom negócio do ponto de vista calórico.

Bastou uma olhada na tabela de informações nutricionais, que vem no verso do papel da bandeja, e vi o quanto eu estava enganado. Aí pensei no que mais eu encontraria se escarafunchasse direito aqueles dados…

Voltei pro hotel, baixei a planilha do site oficial do McDonalds, conjurei os poderes de Microsoft Excel e tive revelações bem interessantes, como por exemplo os…

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Esse valor do campeão da lista, o Big Tasty, é só o sanduíche. 42% da sua necessidade diária de calorias tá ali. Não é atoa que, na TV, ele é marketeado como “o grande matador da fome”. Outra coisa interessante são os Super McShakes: tem três nesta lista, e o mais calórico deles concentra 621 calorias em um copo. São duas horas e meia de caminhada para perder isso tudo depois.

Tem gente que considera milk shake uma bebida normal, outros consideram uma sobremesa. Tanto faz, o Super McShake é o mais calórico de qualquer uma destas duas categorias.

Já no ramo dos entupidores de coronárias, temos:

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Big Tasty tá aí também, em segundo, mas o pior é ver meu jantar de ontem, a Premium Salad Grill, em terceiro lugar, cobrindo sozinha 34% da minha cota de colesterol diário recomendada. Note que grande parte desta lista é ocupada por coisas feitas com frango, então cuidado com aquele papo de que comer carne branca é mais saudável: No McDonalds isso não é exatamente uma verdade.

E agora, a pior de todas as vilãs… aquela que o Dráuzio Varela grita no Fantástico pra tocar o terror nas donas de casa… a gordura trans!

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Big Tasty está, mais uma vez, na liderança. A quantidade de sobremesas na lista também surpreende. Mas o engraçado é que, segundo a Wikipedia, dois biscoitos recheados tem quase tanta gordura trans quanto o Big Tasty. Parece que o McDonalds anda mudando as matérias-primas, fazendo o dever de casa para deixar o menu um pouco mais saudável – tanto que as McFritas, atualmente, não tem gordura trans.

O problema é que ainda tem umas bombas calóricas disfarçadas de opções saudáveis. A minha salada de ontem era uma delas. Sente o drama:

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Se fosse só a salada, tudo bem. Só que o frango grelhado (na salad grill) soma 205 calorias no prato. Os acompanhamentos dão o golpe final: se a salada for temperada com o molho “caseiro” e você comer os dois pãezinhos que acompanham, lá se vão mais 212 calorias – quase a metade das 479 do total da sua refeição.

A opção mais calórica, com o frango frito (“crispy”), o molho caseiro e os pãezinhos, fica mais engordativa que um Big Mac ou um Cheddar McMelt.

Mas o poder do McDonalds aparece mesmo é nas McOfertas. O preço é atraente, fica baratinho aumentar o tamanho da bebida e das batatas e, se a fome for grande, ainda rola uma sobremesa. Só que o resultado disso pode ter mais de duas mil calorias!

É isso que tentei deixar evidente na planilha abaixo. Clique para ampliar e, se quiser, imprima e pregue aí na sua mesa para te fazer pensar duas vezes antes de dar dinheiro para Ronald McDonald.

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Esta tabela, obviamente, não tem todas as combinações possíveis. Mas além do que está nela é bom citar que:

  • A Fanta, inocente e amarela, é o refrigerante mais calórico do McDonalds. Mas NÃO troque sua fanta por McFruit de laranja – os sucos McFruit são ainda mais calóricos que os refrigerantes – o de laranja tem 274 calorias em 500ml.
  • Várias sobremesas tem mais calorias do que refeições inteiras. Um McFlurry M&Ms (532 kcal) dá pra um cheeseburger, fritas pequenas e um refri light. E isso sem falar nos milk shakes…
  • Aumentar sua McOferta média (a versão com coca ou guaraná e fritas) significa 204 calorias a mais. Por outro lado, reduzir a McOferta significa 162 calorias a menos. Segundo o site Saúde Total, “uma McOferta média equivale a 4:04h de caminhada, 3:47h de natação, 3:15h de tênis, 2:32 de futebol ou 1:45h de judô”.

Bem, é isso. Se eu tiver errado em alguma coisa, diga aí nos comentários. E se você for um advogado do McDonalds, por favor não me processe 🙂

Usando o Excel como controle de tempo em treinamentos

Quando narrei aqui a odisséia do dia do meu aniversário eu mencionei a super-planilha que montei como cronograma/controle de tempo do curso. Aquela, que, como eu disse…

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…se atualizava automaticamente, em tempo real, mostrando o ponto onde o curso estava (de verde) e onde deveria estar (em vermelho), e também o atraso estimado, em minutos, em um outro canto da tela. O legal é que a coluna "progresso" vai colorindo automaticamente, para mostrar o quanto cada item do cronograma deveria estar concluído. Assim, na hora do curso, você sabe visualmente quanto tempo tem para terminar de ensinar cada assunto.

Testei a planilha na prática, no treinamento que dei hoje. Funcionou muito bem – terminei o dia à frente do cronograma, por sinal.

Para baixar a planilha, é só clicar aqui (53 KB). Ela usa macros, então para que ela funcione você precisa habilitar macros no seu Excel. Coloque o nível de segurança "médio" em Ferramentas/Opções, aba "Segurança", botão "Segurança de Macro". Para poder usar a planilha e projetar um PowerPoint ao mesmo tempo, use outra dica minha: Como usar outros programas em um notebook sem interromper a projeção em um datashow.

Muita gente também quis saber como a planilha funcionava, então lá vai. Clique no "Mais >>" aí embaixo… (cuidado! conteúdo nerd!)

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Lata velha

Taí um jeito genial de proteger seu carro/moto/bicicleta contra roubos… os adesivos aí embaixo:

Adesivos anti-roubo

Sim, são adesivos que simulam arranhados e ferrugem. Você cola no carro e desestimula os possíveis ladrões a levar sua “lata velha enferrujada”. Quando você precisar do carro bonitão novamente (sábado à noite, balada, mulherada, etc.), arranque os adesivos e seja feliz.

Tá certo que aqui no Brasil isto não deve funcionar direito, já que ladrão anda roubando qualquer porcaria que vê pela frente, mas ainda assim a idéia é simples e genial. E eu adoro soluções anti-roubo criativas, tanto que inventei uma: o Gambiarra Sound System, som automotivo 100% invisível e à prova de roubos.

(Link dos adesivos via MocoLoco)