Posts da categoria ‘Dicas’


13 excelentes recursos online para descobrir novas bandas

29 de agosto de 2007, 18:54

Blogs sobre música

17dots – É um blog do pessoal da eMusic, minha loja de música online predileta. É atualizado com muita frequência e comenta a maioria dos lançamentos do site. O blog é “não oficial”, então nada impede que os editores desçam o pau nas bandas ruins ou ignorem os lançamentos pouco importantes, portanto pode ir com fé que as opiniões são imparciais.

Lúcio Ribeiro – Tem gente que detesta o cara, tem gente que idolatra o cara. Eu não dou a mínima pra essas rixas, mas presto bastante atenção nas bandas que ele menciona, pois ele usualmente está à frente de tudo que é hype. Uns são horríveis (vide Cansei de Ser Sexy), mas muitos são bem interessantes.

London Burning – Primeiramente tenho que citar que eu detesto o editor do site, o Luciano Viana. Ele é um babaca metido a fodão. Pra provar que não é implicância minha, acesse o site e veja a frase que ele deixa lá em cima, no topo do cabeçalho do site.

Egos inflados à parte, nada impede que eu faça uma visitinha ao seu site de vez em quando (hehehe). Principalmente na virada do ano, época das famigeradas listas de “Top 100″.

Fail – É de um paquistanês doido. Todos os lançamentos que ele comenta são eletrônicos experimentais obscuríssimos, ou seja, uma delícia.

Networking Social Musical

Last.fm – É a maior meca musical da Internet. Acho até que todo mundo deveria, diariamente, rezar ajoelhado e virado para Londres, onde o site fica hospedado.

Para recomendações esporádicas, vale usar a rádio streaming do site. Você digita um artista de sua preferência e o Last.fm monta um playlist baseado em artistas/bandas semelhantes. Mas o lado “social” do site é o mais legal: usando um plugin que manda todas as músicas que você ouve no computador (ou no seu iPod) pro site, ele casa seu gosto musical com o de outras pessoas e gera as recomendações musicais mais personalizadas que já vi.

eMusic – Sim, além do blog que mencionei ali em cima, o próprio site da eMusic é um achado. Mesmo que você vá “adquirir” seus MP3 por meios cuja legalidade é questionável, a visita vale o boi só pra ouvir umas amostras das músicas, dar uma sacada nos “similar artists” das bandas que você curte, etc.

Como se não bastasse, o eMusic tem também “dozens” – listas de 12 discos criadas em volta de um tema. Dá pra perder horas achando coisas legais nestas listas. Tem dozens sobre gêneros musicais (como a de microhouse/minimal techno ou a de pós punk inglês), tem dozens criadas por artistas (como a de Sam Prekop, do The Sea and Cake)…

Orkut – Antes de torcer o nariz (“Aargh! Orkut não!!”), faça uma visita nas comunidades das bandas que você gosta. Quando o bate-papo nelas é bom, rola de descobrir coisas boas e similares. Um exemplo: Foi na comunidade do Godspeed You! Black Emperor, num tópico sobre projetos paralelos da banda, que descobri Explosions In The Sky, Set Fire to Flames e A Silver Mt. Zion.

Podcasts

XLR8R – O melhor podcast do meu iTunes. É bem alternativão e às vezes puxa muito pro lado do hip-hop/rap, mas frequentemente revela algumas pérolas: foi por ele que descobri Daedelus e J Dilla, por exemplo. E as músicas do podcast da semana ficam disponíveis pra download, de grátis, no site.

Banana Mecânica – Esse é brazuca. Muito bom para saber o que anda rolando fora do mainstream brasileiro, embora o podcast também inclua umas bandas gringas de quando em vez.

Outros

Musicovery – É uma rádio streaming que tem uma bela interface e um jeito muito criativo de dar sugestões musicais. Você escolhe os gêneros musicais que prefere e, usando um gráfico cartesiano (é sério!) marca se quer músicas mais calmas, energéticas, tristes ou alegres. Dá pra escolher também se você quer velharias ou coisas mais novas, hits ou não hits. A qualidade do áudio para a versão free do site é bem chinfrim, mas se o que interessa é descobrir bandas, ele dá pro gasto.

YouTube – Vale praqueles momentos onde você só quer saber como diabos é o som daquela banda que você vive ouvindo falar mas nunca se dispôs a baixar um disco e conferir. O “VocêTubo” normalmente tem um clipe ou um pedaço de show ao vivo do artista/banda que você procura.

Sites das gravadoras – Este é um estágio mais grave de vício musical: depois de descobrir de quais bandas você mais gosta, chega o ponto onde você descobre quais as gravadoras que tem mais bandas que você gosta. Eu, por exemplo, que adoro Tortoise, nunca me decepcionei ao experimentar outros artistas da mesma gravadora (a Thrill Jockey). Meus melhores eletrônicos estão em gravadoras que lembro de cabeça: Warp, Tigerbeat… Já Luiz, meu primo, é fã das bandas da Matador

Não negligencie a gravadora das suas bandas, especialmente se ela for mais alternativa/obscura/independente. Às vezes eles tem preciosidades escondidas…

Outras listas com recursos online para descobrir músicas que são muito melhores que os meus – Não gostou das minhas sugestões? Ora, vá pra… esta lista do Mashable com 90 itens (!!) e seja feliz.

Ah, e me conte nos comentários o que você faz pra achar bandas novas.


Como emagrecer indo ao psicólogo

9 de agosto de 2007, 14:12

Este post nasceu de uma conversa que tive ontem com Bethania, minha digníssima esposa. A gente estava comentando sobre o tanto que, nas empresas, as pessoas tentam resolver os problemas de forma errada, perdem tempo, fracassam e botam a culpa no mercado, no Lula, na corrupção, no aquecimento global, em macumba… mas nunca em si mesmos. Isso também vale para a “vida pessoal das pessoas humanas”. E considerando que Bethania, eu e mais 98% do mundo ocidental têm vontade de emagrecer, um assunto acabou puxando o outro.

Uma coisa muito legal que aprendi nessa vida de consultoria é uma receitinha para analisar e resolver problemas de um jeito que funciona. Funciona tão bem que serve até pra acabar com a barriga.

(Nesse ponto eu tenho certeza que meus colegas consultores que lêem esse blog já devem estar rolando de rir, mas eu vou continuar assim mesmo. Até porque eles podem rir um pouco mais…)

Resumindo, tudo que você precisa fazer é:

1) Defina bem seu problema

No caso do emagrecimento isto significa “entender a sua gordura”. Parece piada, mas você já parou pra pensar se seu peso varia durante o ano? Você sabe se engorda mais no inverno (já que frio dá fome) ou no verão? Você sabe se seu problema é o “efeito sanfona” ou se você sempre foi gordo? Quando você tenta responder essas perguntas acaba descobrindo que seu esforço de emagrecer pode ser muito mais focado: por exemplo, você pode concluir que basta atacar a comilança de inverno que a maior parte do problema se resolve.

Além de definir bem o seu problema você precisa definir bem aonde quer chegar, ou seja, precisa de uma meta. Tem que definir quanto peso você quer perder e até quando você vai perdê-lo. Além disso você precisa acompanhar frequentemente o quanto seu peso está diminuíndo. Isso faz toda a diferença: sem metas seu regime vai parecer que não está caminhando pra lugar nenhum. Sem acompanhar o resultado, vai parecer que seu esforço não está fazendo efeito, e aí você vai acabar se juntando àquela turma do “sempre fiz regime mas nunca funcionou”.

2) Descubra as causas fundamentais

Esse é o grande segredo. Quando as pessoas pensam nas causas dos pneuzinhos, a primeira resposta normalmente é “porque como demais” ou “porque não faço exercícios”, e acha que basta fechar a boca ou ir pra academia. Mas ninguém se pergunta POR QUÊ come demais ou POR QUÊ não faz exercícios, e é na resposta a esses “porquês” que está a causa real do seu problema. Uma garota poderia dizer que come demais porque é ansiosa, e nesse caso, antes de inventar qualquer regime ela precisa tratar a ansiedade (daí o título deste post). Outro homem talvez diga que não faz exercícios porque eles são tediosos ou porque tem vergonha de mostrar seu corpo feio no meio de gente musculosa. Esse cara poderia muito bem trocar a academia por um futebol com os amigos: é mais divertido e a alta probabilidade dos amigos serem feios e gordos como ele (afinal, homem é tudo feio) manda a vergonha toda embora.

Mas a análise não precisa parar por aí. A menina ansiosa pode descobrir que anda ansiosa porque tem um problema com o namorado. E aí o que ela realmente precisa fazer não é nem ir à academia, nem ao psicólogo, e sim dar um pé na bunda do salafrário. Aposto que você nunca imaginou que poderia emagrecer terminando um namoro, mas é a mais pura verdade. A dica, neste caso, é: não pare no primeiro “porquê”. As causas podem ter outras causas, e estas outras causas terem também outras causas ainda mais obscuras. Saia perguntando os “porquês”. Quando você não souber mais responder, voilá! Eis a sua causa fundamental.

3) Ataque apenas as causas fundamentais

Essa é a hora do “morrer na praia”: a pessoa analisa direitinho seu problema de gordura, se pergunta o porquê de tudo, descobre as causas reais do “engordamento” e, no fim, começa uns “regimes das sete luas” misturados com “a nova alimentação macrobiótica do Dr. Atkins”. E não emagrece.

Não tem escapatória: quando você for definir o que vai fazer para emagrecer, tem que pensar APENAS em atacar as causas fundamentais que descobriu anteriormente. E em NADA mais. Eu entendo que aquelas barrinhas que a Luciana Gimenez vende no Superpop parecem realmente milagrosas. Eu até reconheço que aquela sua amiga tenha perdido 400 Kg só comendo Herbalife. Mas o SEU problema não é esse, o SEU problema tem causas só suas, e é elas que você precisa resolver. Parece simples, mas muita gente se embola nesse ponto.

É isso. Depois conte aí nos comentários se você, finalmente, conseguiu emagrecer usando esse “método Primo” aí. Ou me xingue. Ou dê uma idéia melhor. Comentários são pra isso, meu filho: pra democracia. Fala que eu te escuto.


Fones de ouvido – Os bons, os ruins, as dicas

18 de julho de 2007, 11:48
Princesa Léia e seus fones

Não, eu não vivo sem meus fones de ouvido. Pra vocês terem uma idéia, eu ando com três deles na minha mochila, o tempo todo.

É uma delícia botar um bom fone nas orelhas, se desligar da barulhada usual do mundo e descobrir detalhes das minhas músicas que nunca seriam audíveis em caixas de som normais.

Acontece que é difícil separar o joio do trigo ao tentar comprar bons fones de ouvido. Portanto, aqui vai um pouquinho da minha modesta experiência pra ajudar quem se interessar. Não sou um audiófilo experiente, então posso ter errado em alguma coisa. Neste caso, me xingue nos comentários que eu conserto.

Tipos de fone de ouvido

Earbuds (às vezes chamados intra-auriculares, embora não seja o correto): São aqueles pequenos que você enfia na orelha. A maioria dos fones que você vê por aí são do tipo “earbud”. Fones desse tipo são muito fáceis de achar. Fones bons desse tipo são bem difíceis de achar.

Como são muito pequenos, os earbuds – tanto os vagabundos quanto os de qualidade – não conseguem reproduzir com perfeição os sons mais graves. Outra desvantagem é que eles não são bons para ambientes barulhentos, tipo ônibus ou avião. Aí você aumenta o volume pra compensar e, daqui a alguns anos, acaba trocando o fone por um aparelho de surdez…

Supra-auriculares (headsets): É o “fone de DJ”, aquele modelo grandão e almofadado que você usa sobre a orelha. São confortáves, fáceis de colocar e tirar, e os modelos com traseira fechada bloqueiam boa parte dos ruídos externos. Como são maiores, reproduzem o som com maior fidelidade e são menos nocivos à audição, porque ficam mais longe do seu tímpano do que os earbuds. Mas são mais caros, não são lá muito portáteis e nem discretos (se você tentar usar um deles durante a aula, sua professora vai notar).

Fones supra-auriculares são particularmente bons para usar com jogos de PC, principalmente os de tiro em primeira pessoa.

Intra-auriculares (in-ear ou canalphones): Eles tem um formato esquisito e um jeito ainda mais estranho de usar: você enfia os fones dentro do canal auditivo. E isso, meus caros, é a melhor coisa do mundo.

Fones intra-auriculares são tão discretos e portáteis quanto os earbuds, tem uma qualidade sonora maravilhosa e isolam praticamente TODO o ruído externo – o que é um perigo na hora do cooper, por exemplo. Você só vai perceber que entrou na frente do ônibus quando ele te atropelar, já que a buzina, a freada e o rugido do motor jamais chegarão aos seus tímpanos.

Claro que esse poder todo tem seu preço: fones intra-auriculares são caros. Além disso, o uso dentro do canal auditivo não é exatamente confortável. E, de vez em quando, você vai ter a desagradável tarefa de limpar restos de cera de ouvido deles.

Fones que conheço e recomendo

Qualquer fone que venha junto com algum produto bom (iPod, MP3 player, notebook, etc). Estes tem que ser no mínimo razoáveis, porque senão comprometem o produto que acompanham. Imagine se os fones do iPod tivessem um som ruim: ninguém ia culpar os fones, todo mundo ia sair dizendo que “o iPod é uma droga”. Por isso os fabricantes espertos não bobeiam e capricham na qualidade destes fones.

Os dois fones que uso diariamente são o do meu iPod e o que veio com meu finado m:robe MR100.

Philips SBCHP195. Esse é relativamente fácil de achar no Brasil. Ele é bom, durável, o cabo é grande e o som é muito bom, apesar de puxar um pouquinho pros graves. É a melhor opção que conheço para fones supra-auriculares.

Um aviso: estes fones são contra-indicados para filmes de terror. Pra vocês terem uma idéia, eu só tive coragem de assistir O Iluminado até o fim depois que tirei os fones. É que a música funciona muito melhor com eles – o que não é nada desejável quando o objetivo da música é tornar as cenas ainda mais assustadoras…

Shure E3C. Intra-auriculares com isolamento acústico. Não são baratos, mas são magníficos. Esses eu descrevi em detalhes neste post.

Fones que conheço e NÃO recomendo:

Qualquer um da marca Coby. Nunca vou me esquecer da última vez que ouvi algo através de um fone Coby: botei os fones nos ouvidos, apertei o play do meu Winamp e, conforme a música soava, eu me sentia fisicamente mal. O barulho que aquela porcaria produzia era uma mistura de rádio AM com telefone de latinha. Eu fiquei tão revoltado que joguei os fones no lixo, após alguns segundos de uso.

Na verdade, é bom você tomar cuidado com a maioria dos fones tipo earbud, mesmo os de marca boa (Philips, Sony, etc), pois vários são low end (feitos pra vender barato e, portanto, sem qualidade)

Koss Plug. Comprei um deles quando estava no Canadá e, na época, achei ótimo: baratinho, o isolamento acústico era uma beleza, na academia ele tapava aquelas músicas chatas vindas da aula de spinning, e ele era um bom apoio para amenizar 10 horas de motor de avião rugindo na sua orelha enquanto eu voava de volta pro Brasil.

Acontece que o The Plug puxa demais para os graves. Todos os detalhes mais agudos da música se perdem no oceano de “uoooomp, wuooomp” do baixo e da bateria. É como se você botasse um subwoofer dentro da orelha.

Bem, se você gosta de funk, vai fundo que o The Plug é ideal pra você…

Fones com controle de volume, no fio ou nos próprios fones. Esse controle de volume pode até ser prático, mas normalmente degrada a qualidade do som.

Dois cuidados básicos para seu fone de ouvido durar bastante

Guarde seu fone com o fio enrolado gentilmente, sem forçar – principalmente perto do conector, o primeiro lugar aonde o mau contato aparece quando o fone é maltratado.

JAMAIS sopre dentro dos fones para tirar sujeira ou poeira. Por dentro, o fone é uma micro-caixa de som, com um diafragma mais delicado do que a torcida do Cruzeiro. Estraga mais fácil do que você imagina.

Outras informações interessantes

O site Inside Home Recording tem uma avaliação de vários modelos, desde os foninhos do iPod até os modelos mais caros. Meus fones Shure E3C ficaram em segundo lugar na avaliação deles.

O Headphone Reviews tem avaliações de 298 fones diferentes, feitas pelos próprios usuários do site. Tem também um ranking com os TOP 10 fones de cada tipo.

Já ouviu falar em “amaciar” motor de carro? Pois é: dizem que fones de ouvido também tendem a melhorar conforme vão sendo “amaciados” com o uso.

É isso. Se você concorda, discorda ou quer acrescentar alguma coisa, os comentários tão aí para isso. Vai fundo.


8 dicas de um ex-atendente de call center para você ser bem atendido em um serviço 0800

13 de julho de 2007, 13:01

Dia desses, discutindo o assunto deste post no Fórum HardMOB, um ex-atendente de call center deu dicas preciosas de como lidar com os atendentes e fazê-los “estar resolvendo” seu problema sem muito stress. São essas aí embaixo (reproduzidas com a devida autorização – valeu, Fidel!):

Não tente brigar com o atendente, ele não tem culpa e brigar só vai piorar as coisas… pro seu lado.

Não se mostre TÃO bobão e gentil com atendentes, eles nao valorizam isso; pelo contrário, não surte efeito de “pressão” para resolverem seu problema.

Seja objetivo, preciso, mostre-se bem informado.

Não faça ameaças aos atendentes ou mencione seu “poderoso grau de influência”: normalmente colocamos no mudo e damos risada neste momento.

Quer que resolvam o problema? Anote tudo que o atendente está falando, peça prazo, anote horário, nome, etc… e ligue cobrando.

Seja educado. Nem muito, nem pouco, apenas educado o suficiente.

Se não resolver, mande um email descritivo para o “tronco de email” do departamento certo, por exemplo: suporte@terra.com.br. Nunca mande email de reclamação para algum email pessoal pois não vai causar o efeito desejado e pode até se perder. Normalmente estes emails-tronco vão com cópia para gerentes, coordenadores e, dependendo, até diretor.

Caso nada disso surta efeito, fale com a parte frágil e mais importante da empresa: a área comercial. Ligue esculhambando o suporte ou atendimento e fale que quer e VAI cancelar. Essa é batata, os departamentos responsáveis vão tomar uma comida e seu problema será resolvido mais rápido


PowerPoint: de "slides medonhos" a "coisas lindas de Deus" em seis passos simples

29 de junho de 2007, 16:06

Nota inicial: Botei este texto para concorrer no concurso de posts sobre produtividade pessoal do Efetividade.net, que está completando um ano de vida. Tem muito mais coisa legal por lá, vale a visita.

Comecemos com um exemplo de uma típica apresentação em PowerPoint, daquelas que dão mais medo do que a Preta Gil de biquíni na praia:

Ao contrário da Preta Gil, este slide tem salvação. Vamos aos passos:

1) Contraste: é preto no branco.

Contraste não é aquele botão da sua TV ou aquilo que você bebe pra fazer alguns exames médicos: é a diferença, de cor e luminosidade, entre duas partes de uma imagem. No slide acima, o pouco contraste entre o azul escuro do topo e o texto do título faz nossos pobres olhos sofrerem pra poder entender o que está escrito: azul escuro e preto são parecidas demais.

Para facilitar a leitura de qualquer coisa, quanto mais contraste, melhor. Pegue qualquer livro e tá lá: letras pretas sobre papel branco. Mais contraste que isso, impossível. Veja só a diferença quando removemos o fundo assustador do slide e deixamos tudo “preto no branco”.

2) Deixe o slide respirar

Talvez para tentar mostrar serviço pro chefe, o estagiário que fez esta apresentação (ora, só pode ter sido um estagiário!) entupiu cada um dos slides com o máximo de conteúdo que conseguiu.

Acontece que tem uma coisa vital para um slide ficar agradável de ler: é o que os designers chamam de espaço negativo. Não, isto não é nenhuma dimensão paralela: são apenas as margens, espaço entre figuras, entre parágrafos… ou seja, espaços em branco. Quando você tem pouco espaço negativo, o slide fica entulhado demais. No exemplo abaixo, eu reduzi o tamanho de algumas coisas para aumentar o espaço negativo e permitir que os olhos “descansem” melhor ao ler o slide.

3) A fonte de todos os seus problemas é a fonte.

Como em “O Inferno de Dante”, eu acredito que o inferno é dividido em camadas. Quanto mais profunda for a camada onde você fica, mais danado você está.

De cima pra baixo imagino que o inferno tenha divisões para: nazistas, estupradores, pedófilos, pedófilos estupradores, políticos e, logo abaixo, pessoas que usam Times New Roman em apresentações. E na última camada, a mais profunda, estão os que usam Comic Sans…

A partir de agora você fica, portanto, proibido de usar estas duas fontes no PowerPoint (Comic Sans você não deve usar em lugar NENHUM). E siga sempre três mandamentos básicos:

Mandamento 1: Jamais usarás mais de uma fonte na mesma apresentação;
Mandamento 2: Jamais usarás fontes serifadas (aquelas que, como a fatídica Times New Roman, tem aquelas “voltinhas” no pé das letras);
Mandamento 3: NÃO ESCREVERÁS TUDO EM MAIÚSCULAS, pois fica parecendo que você está gritando. E mamãe já dizia que quem grita perde a razão.


As terríveis serifas! (Figura “emprestada” da Wikipedia)Veja o slide com Arial no texto todo e sem maiúsculas. Agora não preciso mais me preocupar em ir parar no inferno…

4) Apague toda informação inútil

Vamos queimar um pouquinho de fosfato extra com o título do slide: “desempenho das equipes de vendas no quarto trimestre de 2006″. Precisa mesmo dizer que é no “quarto trimestre” se no gráfico ele está mais do que destacado? E no parágrafo logo abaixo você fala de novo do bendito quarto trimestre. Arranque fora.

Além disso, o destaque no gráfico é feito com a linha vermelha e também com a grande seta azul. Precisa mesmo destacá-lo de duas formas? Seria isto um backup para o caso de alguém não ver um dos dois itens? Arranque fora um deles, é redundância, não serve pra nada.

Agora, leia de novo o parágrafo do meio do slide: “As vendas apresentaram uma queda bastante expressiva nos últimos três meses de 2006, conforme mostrado no gráfico abaixo”. Este é um excelente exemplo de embromação. Afinal de contas, que informação nova este texto acrescenta ao slide? Já sabemos que é em 2006 (o título mostra isso), que é no último trimestre e que as vendas caíram (o gráfico mostra isso, e durante a apresentação isso vai, obviamente, ser citado). Arranque fora, sem dó. E veja a diferença…

5) Agora que você já apagou toda informação inútil, apague toda informação inútil.

“Mas… mas eu já tirei tudo que podia!”, você poderia pensar. E eu estou apenas começando…

Lembre-se que o objetivo de qualquer slide é passar uma mensagem, dar uma informação. Todos os elementos do slide tem que ajudar a passar a informação. Tudo mesmo, desde o texto até as bordas, figuras e cores. Se alguma coisa no seu slide não está ajudando a passar a mensagem, é lixo. Não serve pra nada. Merece levar um delete nas fuças.

A logomarca da empresa, por exemplo, é importante em apresentações externas para clientes ou fornecedores, mas é completamente inútil para apresentações internas. Ora, você está apresentando para seu próprio pessoal: algum deles, por um acaso, não sabe em que empresa está trabalhando?

No título, você precisa mesmo falar em “desempenho”? O gráfico não deixa isto claro? E as “equipes”? Elas sequer são mencionadas no resto do slide. E o gráfico? Eu sei que os gráficos 3D do Excel são bonitos e tal, mas lembre-se: o que é que você quer com o gráfico? Mostrar o quanto coisas 3D são bonitas ou dar uma idéia visual da quantidade vendida em cada trimestre? Neste caso, um grafiquinho simples resolve.

Aquele textinho com os valores dos trimestres, ao lado do gráfico, também precisa sumir. Se colocarmos os valores de cada trimestre em cima de cada coluna do gráfico, e indicar com uma pequena frase a unidade de medida e escala de tempo, dá pra deletar não somente este texto como também as linhas de grade do gráfico (não ajudam em nada e poluem o visual), os rótulos do eixo horizontal e o eixo vertical inteirinho. A legenda (“série 1″? E daí?) e a borda também devem ser arrancadas fora.

Agora veja a diferença: temos muito menos informação visual inútil atrapalhando a informação realmente útil. Antes a pessoa lia o slide inteiro, com uma certa dificuldade, e entendia o conteúdo. Agora basta uma confortável passada de olho.

6) A hora do “plus”

Agora temos um slide realmente apresentável… o que ainda não é suficiente. Não se contente com pouco! Queremos um slide que seja tão lindo, mas tão lindo que faça seu chefe querer lamber a tela do computador quando ver a apresentação.

Existem várias maneiras de conseguirmos isto (não, trabalhar para um chefe louco não vale):

Em vez de usar a fonte Arial manjada, use a Trebuchet MS. É a fonte que uso nos textos neste blog, inclusive. Ela é bonita, diferente e bem legível, principalmente nos números.
Em vez de usar uma cor “chapada” no gráfico, retire a borda das colunas e aplique um leve degradê (“efeitos de preenchimento”, no Excel), para dar a impressão de que as colunas são sólidas mesmo.
Ao invés de destacar o quarto trimestre com a “clássica” linha vermelha, por que não apenas mudar a cor da última coluna do gráfico, e dar um negrito no valor? Vai dar um destaque e ser discreto ao mesmo tempo (se é que isso faz sentido).
Em vez de dividir a área entre o título e o conteúdo do slide com uma linha preta, reta e chata, use também um degradê (da mesma cor do gráfico, pelo amor de Deus, senão daqui a pouco teremos um arco-íris de alegria colorida ao invés de um esquema de cores com aparência profissional).
Procure deixar os espaçamentos mais uniformes. O título, por exemplo, está mais distante do topo do slide do que da margem esquerda. Sim, parece ser o ápice da frescura e ninguém vai te dizer “UAAU que espaçamento lindo”, mas tenha certeza: inconscientemente as pessoas percebem.

Agora, contemple a beleza estética de um bom slide de PowerPoint. E por favor, não lamba seu monitor!

E então? Concorda? Discorda? Opine nos comentários.

Update: Uma ótima leitura para acompanhar este post – “O que não fazer numa palestra, né”


Você sabia que seu telefone fixo pode receber SMS?

22 de junho de 2007, 19:51

Eu também não. E descobri sem querer.

Há alguns minutos meu telefone (fixo, da Oi, antiga Telemar) tocou. Eu atendi e veio aquela temida voz de locutora de spam automatizado da Oi. Achando que lá vinha alguma propaganda inútil, eu já ia desligando quando a gravação disse:

“Seu telefone recebeu uma mensagem de texto que foi transformada em um recado de voz”

As minhas duas sobrancelhas deram um pulo pra cima. A mensagem continuou explicando que eu não pagaria nada para ouvir a mensagem e, na sequência, uma voz de “text-to-speech” ditou o telefone do remetente (era o celular da minha esposa) e leu a mensagem:

“Demora muito ainda?”

É que ela estava me esperando sair do trabalho e, ao invés de mandar pro meu celular, mandou a mensagem pro telefone de casa por engano. E acabou me fazendo descobrir esta funcionalidade que, segundo esta notícia, existe desde 2005 (no site da Oi eu não encontrei nada sobre o assunto).

Quer ouvir como é a mensagem? Fiz um outro teste e gravei: ouça aqui. A mensagem que enviei dizia: “Testando esquema de ler mensagens do telefone fixo. Ae pessoal do boteco, funciona!” (tudo porque o pessoal do Boteco HardMOB duvidou que funcionava)…


Sete dicas de segurança online nada convencionais (e que funcionam!)

18 de junho de 2007, 20:23

1) Aprenda português.

…porque, felizmente, golpistas não sabem escrever. Eu nunca vi nenhum email de phishing que não tivesse um português assustador, do tipo “Nós da administrassão do Orkut, vamos estar abrindo cadastramentos de moderadores. Clique no link abaixo, e disgite seu logim e senha”…

Quando o email tem cara de oficial mas o português é de lascar, pode crer que é golpe.

2) Aprenda datilografia.

Eu já perdi a conta do tanto de senhas que descobri acidentalmente, só de ver a pessoa “catando milho” no teclado ao digitá-la. Você não precisa digitar 400 toques por minuto o tempo todo, como uma secretária executiva, mas pelo menos a digitação das suas senhas precisa ser rápida.

3) Não use Internet Explorer… muito menos o Firefox.

Já ouviu falar no Opera? Eu uso o Opera desde a versão 4 (hoje está na 9.21). Pra mim, é o melhor navegador que existe. Ele é gratuito, leve, rápido, funcional… e muito pouco conhecido, o que faz com que os hackers/crackers nem se importem em procurar brechas de segurança nele.

4) Seja um mentiroso.

Quando pedem meu email para colocar um simples comentário num blog eu digito “no@way.org”. É meu email predileto para estes casos, principalmente pelo fato dele não existir. E quando pedem meu nome, sobrenome e endereço só pra eu criar um usuário num fórum ou fazer um download, subitamente eu passo a me chamar “Wladislav Severino”, residente do Acre, nascido em 1920 e do sexo feminino.

Ou você acha que eu vou digitar meus dados reais por aí sem necessidade?

5) Use os palavrões da Turma da Mônica

Lembra das revistinhas do Maurício de Sousa, quando alguém xingava e seus palavrões eram substituídos por caracteres estranhos, tipo “!$&*@%”… lembra? Você não faz idéia do quanto estes caracteres tornam qualquer senha mais segura. Mesmo uma simples exclamação no final de uma senha manjada (como por exemplo “manuela!”) aumenta em muito a segurança. Duvida? Faça o teste, com e sem a exclamação, neste “verificador de senhas seguras” online da Microsoft, e note que a segurança passa de “fraca” (weak) para “média” assim que você digita a exclamação. E, além do mais, em locais públicos como uma lan house, dá pra ser discreto ao pressionar shift e fazer algum bisbilhoteiro pensar que você, na verdade, está teclando “1″.

6) Piadas sem-graça são extremamente seguras

Durante muito tempo eu tive uma senha que nada mais era do que uma piadinha ridícula: “Mas que senha grande você tem!”

Sim, isso era a minha senha. A piadinha é horrível mas a senha é supersegura: tem 30 caracteres, inclui espaços, letras acentuadas, maiúsculas, minúsculas e sinais de pontuação. Mesmo um programa de computador especializado, rodando em uma máquina superveloz, levaria milhares de anos para quebrar uma senha dessas na base da tentativa-e-erro. E ela é tão ridícula que fica fácil de decorar.

Um pouquinho de senso de humor pode ajudar a criar senhas longas, seguras e difíceis de esquecer. Dá até pra rir sozinho ao acessar seu email, clicar no campo “senha” e digitar: “Ih, esqueci”…

7) Escreva seu email sem escrever seu email.

Existem programas chamados spambots que ficam varrendo a internet e procurando endereços de email escritos em sites e blogs públicos, pra depois entupí-los com spam. Uma técnica frequentemente usada para que você possa divulgar seu email de forma que todo mundo entenda (menos os spambots) é digitá-lo de forma fonética. Um exemplo: meu email é tinocoso arroba hotmail ponto com. Viu? Todo mundo entende, menos os spambots (e, talvez, os golpistas analfabetos da dica número 1…).


Como usar outros programas em um notebook sem interromper a projeção em um datashow

14 de junho de 2007, 21:46

Nota inicial: Botei este texto para concorrer no concurso de posts sobre produtividade pessoal do Efetividade.net, que está completando um ano de vida. Tem muito mais coisa legal por lá, vale a visita.

Esta dica é bastante útil para aquelas reuniões em que você não pode fazer mais nada com seu notebook porque ele está ligado no datashow, projetando uma apresentação.

Você pode configurar seu notebook para “dividir” as imagens entre seu monitor e o datashow, mostrando a apresentação no datashow mas liberando seu monitor para outras coisas – usar outros programas, editar outros slides da mesma apresentação ou até mesmo o slide que está sendo projetado, ao mesmo tempo que ele é exibido, em tela cheia, no datashow.

As configurações são bem simples:

1) Acesse a tela de “propriedades de vídeo” clicando com o botão direito na área de trabalho e selecionando “propriedades” (ou usando o ícone “Vídeo” do Painel de Controle.

2) Na última aba (configurações), note que existem duas “telas” sendo exibidos na figura. A tela 1 é seu próprio monitor e a tela 2 representa um “segundo monitor virtual”, ou seja, a saída de vídeo do notebook.

 


Sim, meu Windows XP é em inglês…

3) Clique neste segundo monitor (a tela com o número 2) e marque a opção “Estender a área de trabalho do Windows neste monitor”. Ajuste a resolução da tela e o número de cores – 800×600 e 32 bits de cor devem funcionar em praticamente todos os datashows – e depois clique em OK.Se tudo der certo, você vai ver o papel de parede da sua área de trabalho projetado no datashow. Na verdade, o que ele está mostrando é uma extensão da sua área de trabalho que, por enquanto, está vazia. Você consegue mover o mouse até este “desktop estendido”, basta arrastá-lo para além do limite direito da tela do notebook e ele vai “passar” para o datashow. Isto acontece porque, para o Windows, a imagem do datashow é um segundo monitor, posicionado do lado direito da tela do notebook, exatamente como mostrado na figura acima.

 

4) Agora só falta configurar o PowerPoint. No menu “Apresentações” escolha “Configurar Apresentação”.

5) Na caixa “Exibir apresentação de slides em”, selecione o segundo monitor, aquele que foi configurado no passo 2. Clique em OK.

 


…mas meu PowerPoint é em português.

6) Para testar, pressione F5: o slide será projetado no datashow, mas a tela do notebook não vai se alterar.Importante: Ao trabalhar com outros programas enquanto projeta uma apresentação, você precisa se lembrar sempre de selecionar a apresentação antes de poder avançar/voltar o slide usando as teclas Page Up/Page Down. Para isto, basta dar um clique na tela do datashow ou clicar no botão “reiniciar apresentação de slides”, que aparece no PowerPoint quando você alterna para outro programa. Alternativamente, você pode usar os controles clicáveis que aparecem no canto inferior direito da apresentação (no datashow) quando você move o mouse sobre ela.

 


Gambiarra Sound System

13 de junho de 2007, 19:58

(Nota: esta é uma reedição, revista e ampliada, da página original do GSS, que saiu do ar quando cancelei minha assinatura com o Terra)

O Gambiarra Sound System nasceu depois que tive CD Player do meu carro roubado pela terceira vez, na tarde de uma sexta-feira, com o carro estacionado numa das avenidas mais movimentadas de Belo Horizonte. Decidi que o próximo som que eu instalasse no carro teria que ser invisível e completamente à prova de roubo. Aparentemente, eu consegui…

Meu som está instalado aí. Não está vendo nada? Pois é…

O GSS é completamente invisível (é como se o carro não tivesse som instalado), impossível de roubar (não fica nada “roubável” dentro do carro), muito mais barato do que um CD player automotivo e tão simples de instalar quanto um chuveiro. Várias pessoasinstalaram e aprovaram.A idéia por trás do GSS é simples: amplificar o som de algum aparelho portátil (como um discman ou um MP3 player) nos alto-falantes do carro. Mais ou menos assim:

Um aparelhinho portátil (1), ligado num amplificador (2). Só isso!

Você entra no carro, conecta o seu discman/MP3 player e já sai ouvindo música. Ao estacionar, é só desconectar o discman/MP3 player e levar com você.

As instruções abaixo estão excessivamente detalhadas para que qualquer pessoa possa montar. Se ainda assim você ficar na dúvida, leia o FAQ (no final do texto). Se sua dúvida não estiver no FAQ, deixe um comentário neste post.

Materiais necessários: Estou considerando que seu carro já tem “preparação para som”, ou seja, que as caixas de som já estão instaladas e a fiação está toda pronta. Fora isso, você precisa apenas de:

1) Um tocador de música qualquer (walkman, discman, iPod, Mp3 player, etc.). Pode ser absolutamente qualquer coisa, desde que ela possua algum lugar para ligar um fone de ouvido.

2) Um amplificador (ou módulo de potência, chame como quiser) que possua entradas de áudio RCA: eu uso um Positron AP 150 C, mas pode ser qualquer outro que possua entradas de áudio RCA (como um Falcon HS200CD). Tem zilhões deles pra vender no Mercado Livre ou em lojas de som automotivo. Muitos são vendidos anunciando justamente a presença das entradas RCA, já pensando em gambiarras como esta.

O amplificador deve ser “compatível” com a potência e impedância das caixas de som instaladas em seu carro. Isso é fácil de descobrir. A potência é medida em watts (ex.: 40W significam “40 watts”) e a impedância é medida em “ohms” (2? significam “2 ohms”). As especificações dos amplificadores indicam também o número de canais que ele possui (cada caixa de som ocupa um canal). O valor que nos interessa é a potência de CADA CANAL, e não a potência total do amplificador. Exemplos:

“4×10W” significa “quatro canais (4x) de 10W cada, num total de 40W”

“2 canais / 240W” significa “240 watts divididos em 2 canais, cada um com 120W”

Além disso, note que 40W RMS são diferentes de 40W PMPO, então compare sempre “watts RMS” com “watts RMS”.

Verifique no manual do seu carro ou numa etiqueta colada atrás das caixas de som quais os “watts” e os “ohms” que elas aguentam e ligue-as num amplificador com valores iguais ou menores (por canal), caso contrário você corre o risco de estourar as pobres caixinhas de som.

3) Um cabo P2/RCA – Pra quem não conhece é aquele cabo onde uma das pontas tem um plugue “bananinha” (P2), daqueles de fone de ouvido, e a outra ponta tem dois plugues redondos (RCA). Tipo o da foto abaixo.

O cabo completo (esq.) e detalhe dos plugues RCA (meio) e P2 (dir.)

4) Se o seu amplificador tiver dois pares de entradas RCA (ou seja, quatro entradas), você vai precisar também de dois cabos Y como o da foto ao lado, para dividir o sinal de cada ponta do cabo P2/RCA.

Instalação

É mais fácil instalar o Gambiarra Sound System do que fazer uma declaração de imposto de renda (é sério!!). Se você está inseguro quanto à instalação, saiba que as únicas habilidades que você precisa são:

  • Saber desencapar um fio elétrico
  • Saber emendar dois fios elétricos com fita isolante

Se você nem sabe o que é “fita isolante” ou está com preguiça de botar a mão na massa (ou, neste caso, no cobre), eu recomendo levar o carro numa auto-elétrica e pedir o eletricista (ou instalador) para fazer o serviço. Talvez ele nem cobre pela mão-de-obra, já que é tudo muito simples. E você ainda pode imprimir esta página pra ele se orientar.

Pra quem vai instalar por conta própria, eu vou dar todos os passos, mastigadinhos, aí embaixo. Faça um favor a si mesmo e trabalhe sempre com os dois pés dentro do carro, para minimizar o risco de um choque, e tome cuidado para não tocar nos fios vermelhos e pretos ao mesmo tempo. E, só pra constar, eu NÃO me responsabilizo se você se machucar ou estragar seu carro, ok? Sem mais delongas, vamos às instruções:

1) Desligue o carro.

2) Retire a tampa do painel e prepare-se para uma surpresa: ou você vai encontrar um monte de fios soltos, ou uma “caixinha”, como a da foto ao lado, aonde todos os fios vão estar conectados. Se você foi roubado recentemente ou já teve um som instalado, provavelmente vai achar só os fios soltos. Se o carro é zero ou o último som foi instalado por uma oficina caprichosa, vai achar a tal “caixinha”.

Você pode cortar fora a caixinha para expor os fios do painel ou comprar uma caixinha para o modelo do seu carro, encaixando-a como na figura abaixo. A caixinha é baratinha e fácil de achar, não seja muquirana. O importante é que, no final, tem que sobrar um monte de fios soltos: eles serão conectados, um a um, no amplificador.

Ou você corta fora a caixinha na linha pontilhada (1), ou compra uma caixinha nova, encaixa e usa as pontas soltas (2)

3) Pegue o fio PRETO que sai do painel e conecte-o ao terra (ou GROUND ou GND) do amplificador (daqui pra frente, quando eu disser “conectar”, entenda que isso significa “desencapar as pontas dos dois fios e emendá-las com fita isolante”).

4) Pegue o fio VERMELHO e conecte-o ao fio “+12V” ou “positivo” do amplificador. Este fio costuma ficar bem do lado do fio preto.Cuidado para não esbarrar este fio nas partes de metal do painel, pois isto pode provocar um curto-circuito e queimar um fusível do carro. Não é nada sério, o carro não vai estragar nem nada, mas você terá que trocar o fusível se quiser que o amplificador funcione…

5) Agora temos que conectar o fio “pós-chave”, ou “remoto”. Este fio vai ligar/desligar o amplificador quando você ligar/desligar o carro. Não fosse por isto e o amplificador ficaria ligado o tempo todo, acabando com a bateria do carro.No meu carro o “pós-chave” era laranja, mas não sei qual a cor do fio em outros carros. Se você ficar em dúvida, achar o “pós-chave” é fácil: gire a chave do carro até o “ponto morto” (as luzes do painel acendem mas o motor não liga). Depois, pegue o fio que você acha que é o “pós-chave” e encoste-o no “REMOTE” do amplificador. Se você fizer isto com o fio certo, a luzinha de “ON” do amplificador vai acender, indicando que ele está ligado e funcionando. Depois, mantenha o fio encostado e vire a chave, desligando o carro. Se tudo estiver OK, o amplificador também vai desligar, indicando que está tudo funcionando corretamente e que você pode emendar o fio em definitivo.Se você testar todos os fios e ainda assim o amplificador não ligar, talvez haja algum erro nos fios que você já conectou. Confira o fio vermelho (+12V) que você ligou no passo 4. O fio deve ser totalmente vermelho: se ele for vermelho mas tiver uma listra preta, ele provavelmente pertence a um dos alto-falantes. Desconecte-o e conecte o fio correto no amplificador.

Se seu amplificador NÃO tiver um conector escrito “remote”, “pós chave” ou algo parecido, só tem um jeito: levar o carro numa auto-elétrica e pedir ao instalador para colocar um interruptor no fio vermelho. Nesse caso você terá que ligar/desligar manualmente o amplificador, usando o interruptor. É chato, mas funciona.

6) Conecte o seu iPod/discman/MP3 player. Se o seu amplificador tiver DUAS entradas RCA, é só usar o cabo P2/RCA, ligando o plugue “bananinha” no conector do fone de ouvido do seu iPod e os dois plugues RCA nos dois conectores do amplificador.

Se o seu amplificador tiver QUATRO entradas RCA, é só usar o cabo P2/RCA e os dois cabos “Y”. Ligue o plugue “bananinha” no conector do fone de ouvido do seu iPod e ligue cada um dos cabos “Y” em cada um dos plugues RCA do cabo P2/RCA. A figura abaixo ilustra as duas formas de conexão.

A conexão de cima é para amplificadores com DUAS entradas RCA, feita usando apenas o cabo P2/RCA (em preto). A conexão de baixo é para amplificadores com QUATRO entradas RCA, usando também dois cabos “Y” (em azul)

7) Conecte as caixas de som do carro no amplificador. Cada caixa de som é ligada em dois fios, um positivo e um negativo. Assim, um par de fios com a mesma cor pertence a uma caixa de som. O fio negativo de cada par tem algo diferente (como uma listra preta na lateral) para identificá-lo. A foto abaixo mostra os quatro pares de fios ligados no meu amplificador.

Os quatro pares de fios das caixas de som do meu amplificador. Note a listra preta nos fios negativos. O fio laranja, “solitário” na direita, é o remote (”pós-chave”)

Conectar cada par de fios é moleza. Por exemplo, pegue o fio positivo (sem listra preta) do par VERDE no amplificador, ligue no fio positivo (sem listra preta) do par VERDE do painel do seu carro. Depois, ligue os fios verdes negativos (COM listra preta) um no outro. Após conectar cada um dos pares de fios, você pode ligar o amplificador, tocar alguma música boa no seu iPod/discman/MP3 player e morrer de alegria ao ouví-la, finalmente, tocando no som do seu carro.

O amplificador, dentro do painel. A linha vermelha mostra por onde o fio passa. Ele sai ali embaixo, discretamente, do lado do assoalho do passageiro.

Obs.: Tem gente que nem repara nisso, mas eu recomendo certificar-se que o áudio do canal esquerdo está tocando nas caixas de som da esquerda, e vice-versa. Para fazer isto, baixe a primeira faixa deste CD especial. A faixa chama-se “Left right”. Ela contém uma agradável voz feminina dizendo “left” no canal esquerdo e “right” no canal direito. Use seu iPod/Discman/MP3 Player para tocar esta faixa no seu carro e corrija as conexões, se necessário.

8 ) Passe o fio com o plugue P2 (o “bananinha”) por trás do painel e deixe-o em algum lugar de fácil acesso para conectar seu iPod/discman/MP3 player. Depois, coloque tudo dentro do painel, tampe-o novamente e nunca mais seja roubado!

FAQ (Perguntas frequentes)

Por favor, leia este FAQ antes de postar um comentário com alguma dúvida. É muito provável que ela já esteja respondida aqui.

1) Eu queria fazer uma conexão um pouquinho diferente (ex.: ligar em paralelo com o som já existente no carro, ligar um subwoofer, ligar num toca-fitas, etc.). Tem jeito?

Gente, eu NÃO tenho como ajudar vocês em nenhum tipo de conexão diferente da que eu mostrei neste post, ok? Desculpem.

2) Como fica o som? A qualidade fica boa? A potência fica boa (o som sai “alto”)?

Eu sou bastante chato com essas coisas e posso assegurar que, no meu caso, a qualidade de som ficou ótima e o volume ficou tão alto quanto qualquer um dos meus CD players roubados. E olha que meu amplificador é um dos mais vagabundos.

3) Você tem como indicar um módulo amplificador bom? Conhece o módulo amplificador modelo “Xiz 2200″? E o “Dablio 9000″? É bom?

Gente, eu NÃO conheço marca/modelo de amplificador, caixa de som, etc., e portanto não sei indicar o que é bom ou não. Desculpem. Mas todos que tiverem entradas RCA vão funcionar.

4) Posso usar um amplificador que não tenha entradas RCA?

Não pode. Desculpe. E se te disserem que pode, eu não sei como faz.

5) Achei um amplificador com entradas RCA, mas você não citou o nome dele aqui, será que vai funcionar?

Claro que vai! Funfa beleza, desde que ele não seja mais potente do que suas caixas de som podem aguentar. Na dúvida, pergunte a um eletricista desses de auto-elétrica.

6) O amplificador esquenta? Ele precisa ficar em algum local ventilado? Ele não vai superaquecer se ficar espremido dentro do painel?

É normal que ele esquente. Se seu amplificador não for muito potente, isso não será problema. Se ainda assim você se sentir inseguro, instale o amplificador em algum lugar mais ventilado: debaixo do porta-luvas ou embaixo do banco.

7) Os fios do meu painel não são coloridos como você descreveu! Como eu descubro qual fio é qual?

Se você estiver se sentindo bastante ousado, vai na tentativa e erro mesmo. O máximo que pode acontecer é queimar um ou dois fusíveis do carro (ou do amplificador). Mas se não quiser arriscar, eu repito: leve o carro numa auto-elétrica.

8 ) Ainda estou com dúvidas!

Deixe um comentário aí no post que eu respondo quando puder. Mas, repito, leia este FAQ antes de fazer sua pergunta, pois provavelmente eu já respondi sua dúvida aí em cima.

9) Cara, adorei isso!

Então espalhe a boa-nova, conte pros seus amigos, coloque um link para este post em seu blog… e deixe um comentário elogioso aí embaixo pra massagear meu ego :)


Tweaking the Twix

20 de março de 2007, 15:24

Esqueci completamente de mencionar algo muito importante que ocorreu aqui em casa, há algumas semanas: um jantar com amigos. A idéia era juntar todo mundo pra bater papo, tomar vinho, e tal.

O cardápio foi sofisticado: salada caesar, batata sautée, arroz piamontese, carne com manteiga de ervas…

Mas o mais legal foi a sobremesa: fizemos o famoso Twix gigante from hell!

A receita deu certinho, mas o Twix ficou muito duro, praticamente incomível. Cometemos, basicamente, três dois erros:

1) A “casca” ficou muito dura, porque exageramos no chocolate e deixamos o Twix muito tempo no congelador. Pra vocês terem uma idéia, só conseguimos comer parte do Twix depois de colocá-lo no microondas…


Preparando a “casca” do Twix (esq.) e derretendo um pedaço no microondas (dir.)
2) O caramelo ficou muito duro. No site original o pessoal sugere usar um pouco de leite no caramelo, pra amolecê-lo na hora de derreter. Parece que este é mesmo o segredo: fizemos um teste em separado e, com leite, o caramelo derrete mais rápido e fica bem mais pastoso no final. Mas se você exagerar no leite ele fica igualzinho aquela cobertura de caramelo de sundae do McDonalds.


Olha o trabalhão pra conseguir derreter todo o caramelo…

Colocando o caramelo no Twix (esq.) e o teste de derretimento com leite (dir.)


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