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	<title>O Primo &#187; eMusic</title>
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	<description>Desde 2001 fazendo da internet um lugar mais sarcástico.</description>
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		<title>Compras do m&#234;s d&#8217;O Primo</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2007 01:55:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse m&#xEA;s quase n&#xE3;o deu pra fazer esse post, por causa da mudan&#xE7;a. 
Como de costume, tudo comprado na eMusic, exceto o cabe&#xE7;a-de-r&#xE1;dio. E n&#xE3;o, eu n&#xE3;o ganho jab&#xE1; da eMusic nem nada. Sou apenas um cliente feliz.
Simian Mobile Disco &#8211; Attack Decay Sustain Release
 
Este disco gira na esfera daquela modinha chata de lan&#xE7;amentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse m&#xEA;s quase n&#xE3;o deu pra fazer esse post, por causa da mudan&#xE7;a. </p>
<p>Como de costume, tudo comprado na <a href="http://www.emusic.com">eMusic</a>, exceto o cabe&#xE7;a-de-r&#xE1;dio. E n&#xE3;o, eu n&#xE3;o ganho jab&#xE1; da eMusic nem nada. Sou apenas um cliente feliz.</p>
<p><strong><u>Simian Mobile Disco &#8211; Attack Decay Sustain Release</u></strong></p>
<p><img id="id" style="margin: 0px 10px 0px 0px" height="155" alt="20071204" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/12/20071204.jpg" width="155" align="left" border="0" /> </p>
<p>Este disco gira na esfera daquela modinha chata de lan&#xE7;amentos meio &quot;electro&quot; meio &quot;new rave&quot;. Entretanto, meus amigos&#8230; ele &#xE9; um dos melhores discos do ano de 2007.</p>
<p>Lembram de 1996, quando o Daft Punk lan&#xE7;ou o &quot;Homework&quot;, aquele disco que n&#xE3;o tinha nada de mais, que havia sido produzido no quarto dos caras, mas que era absurdamente bom e virou um cl&#xE1;ssico? O A.D.S.R. &#xE9; bastante parecido: n&#xE3;o tem nenhuma firula de produ&#xE7;&#xE3;o, n&#xE3;o usa sintetizadores supermodernos, n&#xE3;o tem vocalistas maravilhosas cantando letras po&#xE9;ticas nem nada. Mas &#xE9; aut&#xEA;ntico, &#xE9; energ&#xE9;tico, &#xE9; cru e vibrante como h&#xE1; muito tempo n&#xE3;o se ouvia. </p>
<p>Chega a dar pena a compara&#xE7;&#xE3;o do Simian Mobile Disco com o resto das bandas da ondinha modernosa &quot;electro new rave&quot;, que se levam muito &#xE0; s&#xE9;rio e fazem um esfor&#xE7;o sobre-humano para soarem divertidas e parecerem <em>cool</em> &#8211; e falham miseravelmente ao fazer m&#xFA;sica prepotente e artificial. &#xC9; justamente este o erro que o Simian Mobile Disco <u>n&#xE3;o</u> comete e que o coloca anos-luz &#xE0; frente dos seus compatriotas de g&#xEA;nero.</p>
<p>&quot;Hustler&quot;, a faixa 4, &#xE9;, de longe, a melhor m&#xFA;sica que ouvi este ano. Tanto que devo t&#xEA;-la ouvido umas duas ou tr&#xEA;s vezes s&#xF3; enquanto escrevia este post. E, segundo meu iTunes, mais umas vinte vezes desde que comprei o disco. E &quot;Hustler&quot; n&#xE3;o tem <em>absolutamente nada de mais</em>: bateria, texturas &#xE1;cidas e uma menina contando (nem &#xE9; cantando) algo sobre roubar discos de uma loja. Mas funciona de um jeito que chega a dar arrepios &#8211; literalmente. Os clipes de &quot;Hustler&quot; (tem <a href="http://www.youtube.com/watch?v=V6-anJ5bGrY">duas</a> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=c0Bf6YGbc1c">vers&#xF5;es</a>) n&#xE3;o deixam por menos e s&#xE3;o imperd&#xED;veis. Destaque tamb&#xE9;m para &quot;Hotdog&quot;, cuja letra imbecil acaba ficando divertid&#xED;ssima, e &quot;It&#8217;s the beat&quot;, que vai te ganhar nos cinco primeiros segundos.</p>
<p><u><strong>Radiohead &#8211; In Rainbows</strong></u></p>
<p><img style="margin: 0px 10px 0px 0px" height="155" alt="20071204_3" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/12/20071204-3.jpg" width="155" align="left" border="0" /> Pois &#xE9;. Eu fui uma das raras pessoas que <em>pagou</em> pelo In Rainbows. E confesso que foi uma das <u>piores</u> compras do m&#xEA;s.</p>
<p>Ok, neste momento eu tenho certeza que suas sobrancelhas subiram e/ou o queixo caiu. Talvez at&#xE9; minha m&#xE3;e tenha sido xingada. Ent&#xE3;o vou medir muito bem as palavras que escreverei daqui pra frente, mas conto com voc&#xEA; pra l&#xEA;-las com aten&#xE7;&#xE3;o e sem preconceitos.</p>
<p>Observe que eu n&#xE3;o disse que o &quot;In Rainbows&quot; &#xE9; ruim &#8211; de fato, ele &#xE9; muito melhor do que o que anda sendo produzido pelo mundo. Mas o Radiohead n&#xE3;o &#xE9; uma bandinha iniciante: eles tem uma carreira s&#xF3;lida, uma puta reputa&#xE7;&#xE3;o (desculpe a cacofonia) e um hist&#xF3;rico de lan&#xE7;amentos que inclui cl&#xE1;ssicos de renome, como o &quot;OK Computer&quot; e o &quot;Kid A&quot;. Assim sendo, &#xE9; natural que as expectativas para uma banda do cacife do Radiohead sejam, naturalmente, altos. O que se espera de um disco de uma grande banda &#8211; seja o segundo, o s&#xE9;timo ou o d&#xE9;cimo nono disco &#8211; &#xE9; que ele apresente uma <em>evolu&#xE7;&#xE3;o</em> da m&#xFA;sica que a banda produz &#8211; mesmo que o disco n&#xE3;o seja melhor que o anterior.</p>
<p>Considere, por exemplo, o Sonic Youth. Thurston Moore n&#xE3;o tem mais seus vinte-e-poucos anos. Kim Gordon j&#xE1; &#xE9; mam&#xE3;e. Lee Ranaldo hoje &#xE9; um tioz&#xE3;o. Mas o som do Sonic Youth continua decidido a andar por caminhos diferentes e a buscar novidades. A raiz de experimentalismo dada&#xED;sta da &#xE9;poca do &quot;Confusion is Sex&quot; foi se refinando at&#xE9; ficar quase pop com o &quot;Dirty&quot;, depois mel&#xF3;dica-desafinada em &quot;Washing Machine&quot;, depois psicod&#xE9;lica e progressiva em &quot;Sonic Nurse&quot; e depois rock&#8217;n roll como-nos-velhos-tempos em &quot;Rather Ripped&quot;. O Sonic Youth tem uma alma fixa e um corpo diferente a cada &quot;encarna&#xE7;&#xE3;o&quot; em forma de disco &#8211; e, pra mim, essa &#xE9; a caracter&#xED;stica mais marcante de uma boa banda.</p>
<p>Acontece que, no caso do Radiohead, a sequ&#xEA;ncia de inova&#xE7;&#xE3;o, de renova&#xE7;&#xE3;o que come&#xE7;ou na dupla &quot;Kid A/Amnesiac&quot; come&#xE7;ou a se perder no &quot;Hail to the thief&quot;. E a&#xED; veio o &quot;In Rainbows&quot;, que, sonoricamente, parece <em>n&#xE3;o pertencer a lugar nenhum</em> dentro da linha do tempo do Radiohead. As m&#xFA;sicas parecem ocas. Algumas faixas se ap&#xF3;iam apenas na voz de Thom Yorke, que, convenhamos, n&#xE3;o &#xE9; nenhuma Bj&#xF6;rk. E a produ&#xE7;&#xE3;o, espartana, faz escolhas esquisitas como em &quot;Faust Arp&quot; &#8211; o que diabos aquelas cordas est&#xE3;o fazendo ali? E que viol&#xE3;o estilo &quot;Garth Brooks&quot; &#xE9; aquele?</p>
<p>Por isso, &#xE9; com muita pena que eu digo que o In Rainbows &#xE9; o Radiohead em um de seus piores momentos. &#xC9; uma pena mesmo, considerando o contexto inovador do lan&#xE7;amento e a repercuss&#xE3;o que teve. Pudesse eu pagar pelo disco <em>depois</em> de ouv&#xED;-lo e eu n&#xE3;o pagaria nem a metade do que paguei.</p>
<p><strong><u>Harmonic 33 &#8211; Extraordinary People</u></strong></p>
<p><img style="margin: 0px 10px 0px 0px" height="155" alt="20071204_4" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/12/20071204-4.jpg" width="155" align="left" border="0" />Viagens hip-hop inspiradas em soundtracks de antigamente, com uma levada sossegada, samples &quot;amigos&quot; e um eventual clima retr&#xF4; para acompanhar. At&#xE9; sua v&#xF3; poderia gostar de &quot;Extraordinary People&quot; &#8211; e, n&#xE3;o, isto n&#xE3;o &#xE9; uma ofensa. Pelo contr&#xE1;rio!</p>
<p>Aparentemente o Harmonic 33 pertence ao time de bandas como o Nightmares on Wax ou o Lemon Jelly, que fazem discos para descansar as pessoas musicalmente, er, &quot;ousadas&quot;. O &quot;Extraordinary People&quot; &#xE9; uma massagem para os ouvidos estropiados com texturas dissonantes, contrastes exagerados e outras esquisitices. Desce macio e reanima.</p>
<p>E, por incr&#xED;vel que possa parecer, Mark Pritchard e Dave Brinkworth, os produtores do disco, N&#xC3;O s&#xE3;o dois neg&#xF5;es.</p>
<p><strong><u>Kavinsky &#8211; 1986</u></strong></p>
<p><img style="margin: 0px 10px 0px 0px" height="155" alt="20071204_2" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/12/20071204-2.jpg" width="155" align="left" border="0" /> Este EP segue o mesmo caminho despretensioso do Simian Mobile Disco, com a diferen&#xE7;a de que soa mais anos 80, mais m&#xFA;sica de videogame &#8211; o que fica &#xF3;bvio j&#xE1; a partir da capa. </p>
<p>&#xC9; uma f&#xF3;rmula batida, eu sei, mas funciona que &#xE9; uma beleza. Os &#xFA;nicos pecados deste disco s&#xE3;o seu tamanho e a similaridade um pouco exagerada com o Daft Punk das antigas. Afinal, uma coisa &#xE9; us&#xE1;-los como inspira&#xE7;&#xE3;o, outra &#xE9; us&#xE1;-los como&#8230; bem, <em>muita </em>inspira&#xE7;&#xE3;o.</p>
<p>Destaque para &quot;Grand Canyon&quot;, que parece ter sido tirada diretamente de uma propaganda do Commodore 64.</p>
<p><strong><u>Telefon Tel Aviv &#8211; Fahrenheit Fair Enough</u></strong></p>
<p><img style="margin: 0px 10px 0px 0px" height="155" alt="20071204_5" src="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/12/20071204-5.jpg" width="155" align="left" border="0" /> Em Fahrenheit Fair Enough, o nome de disco mais dif&#xED;cil de digitar que existe, o Telefon Tel Aviv fez algo que poderia ser resumido como &quot;caprichado&quot;. </p>
<p>As m&#xFA;sicas transitam numa faixa bem no meio do digital e do anal&#xF3;gico, compondo um eletr&#xF4;nico &quot;des-artificializado&quot;, mel&#xF3;dico. Texturas ac&#xFA;sticas, &quot;normais&quot;, navegando entre batidas digitalescas que &#xE0;s vezes parecem estar prestes a ter um ataque de nervos &#8211; mas numa boa, sem perder a pose.</p>
<p>O resultado &#xE9; um disco que, apesar de &#xE0;s vezes pegar emprestada a dislexia e a falta de coordena&#xE7;&#xE3;o de alguns g&#xEA;neros de m&#xFA;sica eletr&#xF4;nica (leia-se IDM), acaba produzindo faixas ricas, narrativas, concisas. Como &quot;John Thomas on the Inside Is Nothing But Foam&quot; que, de t&#xE3;o bem concebida, parece uma m&#xFA;sica do Tortoise.</p>
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		<title>Compras do m&#234;s d&#8217;O Primo</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 19:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Reviews]]></category>
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		<description><![CDATA[Chegou o post que Luiz adora, onde o André só vê as capinhas dos discos e o resto do pessoal passa direto.
Fora o último disco, todo o resto foi comprado na eMusic. Cês viram o Radiohead e o Nine Inch Nails chutando a bunda das gravadoras, né? Pois é. Tou te falando. Daqui a uns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou o post que <a HREF="http://luiz.host.sk">Luiz</a> adora, onde o André só vê as capinhas dos discos e o resto do pessoal passa direto.</p>
<p>Fora o último disco, todo o resto foi comprado na <a HREF="http://www.emusic.com">eMusic</a>. Cês viram o Radiohead e o Nine Inch Nails chutando a bunda das gravadoras, né? Pois é. Tou te falando. Daqui a uns 10 anos vocês vão estar todos comprando MP3 online como eu.</p>
<p>Clique nas capas dos discos para visitar a página correspondente na eMusic e dar uma sacada nas amostras das músicas. Ou clique no &#8220;play&#8221; abaixo:</p>
<p><script SRC="http://images.del.icio.us/static/js/playtagger.js" TYPE="text/javascript"></script><a HREF="primopodcast003.mp3">Podcast do Primo 03 &#8211; Compras do mês de setembro</a></p>
<p><em>Tracklist</em><br />
1) Manual &#8211; A.M. (0:00 &#8211; 2:12)<br />
2) Proem &#8211; Sputterfly (2:12 &#8211; 4:03)<br />
3) Farben &#8211; Beautone (4:04 &#8211; 6:15)<br />
4) Isotope 217 &#8211; Looking after life on mars (6:16 &#8211; 9:00)<br />
5) Oval &#8211; <em>faixa 8, sem título</em> (9:01 &#8211; 10:31)<br />
6) Worm is Green &#8211; Love will tear us apart (10:32 &#8211; 12:47)</p>
<p><u><strong>Manual &#8211; Ascend</strong></u></p>
<p><a HREF="http://www.emusic.com/album/Manual-Ascend-MP3-Download/10955255.html"><img BORDER="0" ALIGN="left" WIDTH="155" SRC="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/10/20071022.jpg" ALT="Manual - Ascend" HEIGHT="155" STYLE="margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px" ID="id" /></a> Definição rápida para o som de Manual: é um <a HREF="http://www.emusic.com/artist/Proem-MP3-Download/10568580.html">Proem</a> com guitarras e violões. Só que, possivelmente, só eu conheço Proem por aqui.</p>
<p>Portanto, detalhando, Manual é um eletrônico metade <em>ambient</em> e metade <em>IDM &#8220;</em>alto-astral&#8221;. É um <a HREF="http://www.emusic.com/artist/Lemon-Jelly-MP3-Download/11532748.html">Lemon Jelly</a> sem vocais, com menos <em>groove</em>, mais <em>reverb</em> e mais sobriedade. A ilustração da capa é proposital, pois é o clima geral das músicas: um fim-de-tarde musical bastante sossegado.</p>
<p>Pela sua característica <em>ambient</em>, Manual não aprofunda muito a complexidade ao longo das faixas e, portanto, rende melhor como música de fundo (aquela que você coloca pra trabalhar ou ler).</p>
<p>Uma observação adicional: na minha ida ao <a HREF="http://www.festivaldeartedigital.com.br/">FAD</a> tive a grata surpresa de descobrir o <a HREF="http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&amp;friendid=155745056">Janete &amp; Claire</a>, <em>duo</em> mineiro que faz um som bem na linha Proem/Manual. Bateu um orgulho &#8220;roots&#8221; ao ouví-los <img src='http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> . Vale a conferida.</p>
<p><strong><u>Proem &#8211; A Permanent Solution</u></strong></p>
<p><a HREF="http://www.emusic.com/album/Proem-A-Permanent-Solution-MP3-Download/11038294.html"><img BORDER="0" ALIGN="left" WIDTH="155" SRC="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/10/20071022-2.jpg" ALT="20071022_2" HEIGHT="155" STYLE="margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px" ID="id" /></a> Depois do Socially Inept, que é uma jóia, eu <em>tinha </em>que ouvir mais alguma coisa do Proem. Mas antes uma explicação técnica:</p>
<p>Pode-se separar discos em duas categorias distintas: os &#8220;glower&#8221; e os &#8220;grower&#8221;. Os &#8220;glower&#8221; (do inglês &#8220;glow&#8221;, brilhar) são os que te pegam na primeira audição e você adora e ouve até enjoar. Por outro lado, os &#8220;grower&#8221; (do inglês &#8220;grow&#8221;, crescer) não dão aquele estalo logo na primeira audição &#8211; muitos até parecem ruins da primeira vez. Mas conforme o tempo passa você percebe que o disco vai, gradativamente, ficando bom.</p>
<p>Confesso que o <em>A Permanent Solution</em> ainda está &#8220;crescendo&#8221; em mim (puta frase gay essa, viu). Mas o que já posso afirmar em relação ao disco é que ele não desenvolve idéias muito diferentes do <em>Socially Inept</em>, tornando-se, portanto, &#8220;mais do mesmo&#8221;. A diferença mais marcante é uma nota adicional de introspecção, aparente em faixas sem batida que usam instrumentos leves e analógicos (piano, flauta, etc.), introspecção esta que, conforme o final do disco vai chegando, fica um pouco auto-indulgente demais.</p>
<p><strong><u>Farben &#8211; Textstar</u></strong></p>
<p><a HREF="http://www.emusic.com/album/Farben-Textstar-MP3-Download/10928687.html"><img BORDER="0" ALIGN="left" WIDTH="155" SRC="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/10/20071022-3.jpg" ALT="20071022_3" HEIGHT="155" STYLE="margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px" ID="id" /></a> Se você não é DJ, deve concordar comigo que a melhor forma de consumir techno é em sets mixados por um DJ. As faixas soam muito melhor coladas entre si, numa sequência infinita de transições de texturas sobre batidas bem marcadas. Afinal de contas elas foram <em>feitas</em> pra isso.</p>
<p>Só que de vez em quando aparece alguém que faz um disco <em>multi-utilidade</em>, servindo tanto pra colar num mix e ser dançado quanto para ouvir quietinho, sentado num sofá. É o caso de Textstar, do prolífico produtor Jan Jelinek.</p>
<p>Jelinek parece entender mais do que ninguém a razão do <em>minimal techno</em> ser tão bom: a sua característica analítica, de mostrar mais conteúdo e sofisticação com cada vez <em>menos</em> som. E ele parece entender também o porquê do <em>techno</em> propriamente dito ser bom: a música tem que ter um caráter, uma idéia, uma atmosfera que a coloque acima do tuntistum tradicional. <em>Textstar</em> &#8211; lançado apenas em CD, coisa rara para produtores de techno &#8211; tem tudo isso em abundância.</p>
<p>Outros discos comprados mas que não vou reviewzar com tanto detalhe:</p>
<p><strong><a HREF="http://www.emusic.com/album/Isotope-217-Utonian-Automatic-MP3-Download/10826046.html">Isotope 217 &#8211; Utonian Automatic</a></strong> &#8211; Comprei porque é da Thrill Jockey e é de uma banda &#8220;irmã&#8221; do Tortoise. O &#8220;Utonian Automatic&#8221; contém a mesma alma de jazz e toda a parte de &#8220;guitarras pós-rock&#8221; que o Tortoise usou no <em>TNT</em> e no <em>Standards</em>. Se você não suporta esse tanto de eletrônicos que eu fico colocando aqui, vá de Isotope. Mas passe antes pelo Tortoise.</p>
<p><strong><a HREF="http://www.emusic.com/album/Oval-Ovalcommers-MP3-Download/10826583.html">Oval &#8211; Ovalcommers</a></strong> &#8211; A grande vantagem do Ovalcommers é que ele parece muito com <a HREF="http://www.gebh.net/oprimo/2007/03/grandes-discos-da-coleo-do-primo">&#8220;So&#8221;</a> &#8211; feito pelo Markus Popp (Oval) e Eri (Microstoria), e que é um dos melhores discos da minha coleção. Mas, alto lá: se você não for um &#8220;iniciado&#8221; em bizarrices eletro-acústicas vai achar o Ovalcommers &#8220;um monte de barulho&#8221; e o So &#8220;um monte de barulho&#8221;. Já eu definiria o monte de barulho como &#8220;um delicioso paradigma musical&#8221;.</p>
<p><strong><a HREF="http://www.emusic.com/album/Worm-Is-Green-Automagic-MP3-Download/10826773.html">Worm is Green &#8211; Automagic</a></strong> &#8211; É melancolia eletrônica entremeada por belos vocais femininos. E ainda tem um cover de &#8220;Love will tear us apart&#8221; que é de chorar.</p>
<p><strong><a HREF="http://www.bbrothers.net/servicios/bios/cesardm.htm">Cesar de Melero &#8211; Clap your hands vol. 2</a></strong> &#8211; Bethania esteve na Europa mês passado e, ao passar pela Espanha, não conseguia decidir o que trazer para mim de lembrança. Aí entrou numa loja de CDs e decidiu trazer pra mim a coisa mais esquisita que encontrasse. É por isso que eu amo minha esposa <img src='http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Cesar de Melero é um DJ, e &#8220;Clap your Hands&#8221; é um CD duplo mixado. E eu não sei definir que diabo de música esse cara mixou. Parece &#8220;disco house de brincadeirinha&#8221; &#8211; as músicas parecem saídas diretamente dos anos 80, tem aquela cara de amadoras, os vocais são simplinhos, as letras cantadas são óbvias (&#8220;move your feet, get on the dance floor&#8221;, etc) e o nome dos artistas das faixas mixadas são&#8230; er, bem, veja só, temos &#8220;DJ Weight Problem&#8221;, &#8220;Frank Chickens&#8221;, &#8220;El General&#8221;, &#8220;Manu Dibango&#8221; e por aí vai. Tem como não gostar de um disco desses?</p>
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		<title>eMusic agora tamb&#233;m vende audiobooks</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2007/09/emusic-agora-tambm-vende-audiobooks</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Sep 2007 19:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A eMusic, minha loja de MP3 predileta, estreou hoje uma se&#xE7;&#xE3;o nova de audiobooks, com aproximadamente 1.000 t&#xED;tulos a partir de US$ 9,99.
O pre&#xE7;o est&#xE1; nos padr&#xF5;es eMusic, ou seja, barato pra carvalho. Segundo um artigo do NY Times:
&#34;The Audacity of Hope&#34;, lido por seu autor Barack Obama, custar&#xE1; $9,99 na eMusic, contra $18,99 na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.emusic.com">eMusic</a>, minha loja de MP3 predileta, estreou hoje uma se&#xE7;&#xE3;o nova de audiobooks, com aproximadamente 1.000 t&#xED;tulos a partir de US$ 9,99.</p>
<p>O pre&#xE7;o est&#xE1; nos padr&#xF5;es eMusic, ou seja, barato pra carvalho. Segundo <a href="http://www.nytimes.com/2007/09/17/business/media/17audiobook.html?ex=1347681600&amp;en=e3fc08c0247013e0&amp;ei=5088&amp;partner=rssnyt&amp;emc=rss">um artigo do NY Times</a>:</p>
<blockquote><p>&quot;The Audacity of Hope&quot;, lido por seu autor Barack Obama, custar&#xE1; $9,99 na eMusic, contra $18,99 na iTunes. O pre&#xE7;o de varejo para a mesma vers&#xE3;o em 5 CDs &#xE9; $29,95.</p>
</blockquote>
<p>Outra coisa que est&#xE1; nos padr&#xF5;es eMusic &#xE9; a falta de DRM. Os audiobooks s&#xE3;o em MP3, sem prote&#xE7;&#xE3;o nenhuma. </p>
<p>Obviamente, os audiobooks est&#xE3;o em ingl&#xEA;s. Aqui no Brasil, numa pesquisa r&#xE1;pida, encontrei apenas dois sites de audiobooks em portugu&#xEA;s: o <a href="http://www.voolume.com.br/">Voolume</a> e o <a href="http://www.audiolivro.com/">Audiolivro.com</a>. Ambos vendem com DRM, o que &#xE9; bem chato. O Voolume tem a chatice adicional de vender em WMA, que &#xE9; incompat&#xED;vel com o iPod. Os pre&#xE7;os giram em torno dos R$ 15.</p>
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		<title>Compras do mês d&#8217;O Primo</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Sep 2007 14:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Compras]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[eMusic]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, eu comprei tudo na eMusic e continuo achando que você também deveria. E, sim, eu também fiz um &#8220;mini-podcast&#8221; com músicas de cada um dos discos, pra você ouvir enquanto lê. Aperte o play aí embaixo e seja feliz.
Podcast do Primo 02 &#8211; Compras do mês de Agosto
Tracklist
1) Girl Talk &#8211; Cleveland, Shake (0:00-3:38)
2) M.I.A. &#8211; Boyz (3:39 &#8211; 6:57)
3) Lusine &#8211; The Stop (6:58 &#8211; 10:32)
Girl Talk - Unstoppable
É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, eu comprei tudo na <a HREF="http://www.emusic.com">eMusic</a> e continuo achando que você também deveria. E, sim, eu também fiz um &#8220;mini-podcast&#8221; com músicas de cada um dos discos, pra você ouvir enquanto lê. Aperte o play aí embaixo e seja feliz.</p>
<p><script SRC="http://images.del.icio.us/static/js/playtagger.js" TYPE="text/javascript"></script><a HREF="http://www.gebh.net/oprimo/primopodcast002.mp3">Podcast do Primo 02 &#8211; Compras do mês de Agosto</a></p>
<p><u>Tracklist</u><br />
1) Girl Talk &#8211; Cleveland, Shake (0:00-3:38)<br />
2) M.I.A. &#8211; Boyz (3:39 &#8211; 6:57)<br />
3) Lusine &#8211; The Stop (6:58 &#8211; 10:32)</p>
<p><strong><u>Girl Talk - Unstoppable</u></strong></p>
<p><img ALT="Capa do ‘Unstoppable’" CLASS="alignleft" SRC="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/09/20070908.jpg" />É engraçado: eu me lembro perfeitamente de, alguns meses atrás, ter dado uma olhada no &#8220;Night Ripper&#8221;, o disco mais novo do Girl Talk. Na época minha opinião foi algo parecida com &#8220;ah nem&#8221; e eu deixei o disco passar batido.</p>
<p>Agora, todas as (muitas) repetidas vezes em que eu escuto o  Unstoppable, eu me pergunto como diabos não percebi o quanto a música desse cara é genial.</p>
<p>O processo criativo de Gregg Gillis é totalmente Frankenstein: as músicas são mashups, construídos com zilhões de samples de outras músicas. E é exatamente aí que a diversão começa: ele sampleia desde os píncaros da Billboard (50 Cent, Beyoncé, Justin Timberlake, etc.) até clássicos dos anos 80 e 90, e também obscuridades como Christian Fennesz ou &#8211; Deus que me perdoe! &#8211; Pixies. E o bicho que sai dessa mistureba toda pode ser definido com apenas uma palavra:  divertidíssimo.</p>
<p>Tudo na música de Girl Talk evoca diversão. Desde a batida freneticamente acelerada até a distorção proposital dos vocais e a mistura de trechos da letra de um com a letra de outro formando combinações inimagináveis e bem-humoradas. O resultado final é extremamente diferente dos originais, mas continua sendo estranhamente familiar, porque, afinal, ali no meio daquela bagunça toda tem músicas que você, com certeza, já ouviu antes.</p>
<p>É daí que nasce outro aspecto divertido do  Unstoppable: o de reconhecer os samples que Girl Talk usa. Para os viciados em música (como eu) é muito legal botar  Cleveland Shake pra tocar e pensar: &#8220;ei, esta guitarrinha é do começo de Celebrity Skin!&#8221; (do Hole). E logo na sequência vê-la misturada com vocais que dizem &#8220;Shake that ass! Bitch here let me see what you got!&#8221;. Bem, eu, pelo menos, racho de rir.</p>
<p>Girl Talk consegue operar o milagre de transformar porcarias pop em música da melhor qualidade.</p>
<p><strong><u>M.I.A. - Kala</u></strong></p>
<p><img SRC="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/09/20070908_2.jpg" CLASS="alignleft" ALT="Capa do ‘Kala’, de M.I.A." />Pela popularização de M.I.A. depois do primeiro disco, e o consequente <em>networking</em> advindo desse sucesso, eu estava esperando que <em>Kala</em> fosse vir empesteado de participações especiais. É a maldição do &#8220;featuring&#8221;: avacalhou com o Daft Punk, matou e enterrou Fatboy Slim (lembram das músicas com a Macy Gray, que desastre?), deu um soco no rim dos até então inatacáveis Chemical Brothers&#8230;</p>
<p>Kala, felizmente, tem só três participações especiais: Timbaland (ugh!), Afrikan Boy e The Wilcannia Mob. Elas passam rápido e não obscurecem a verdadeira qualidade de Kala, que é, obviamente, a própria M.I.A.</p>
<p>A moça está cada vez melhor. Boyz, a terceira faixa, é a prova cabal disso: tudo que M.I.A. precisa fazer para cativar o ouvinte é cantar &#8221;boys, eh!&#8221;. Acho que eu nunca vi tanto talento vocal em tão pouca letra. A produção do disco praticamente não mudou e continua lo-fi, multifacetada e com a quela cara de &#8220;foi feito no meio da rua&#8221; &#8211; o que é bom.</p>
<p><strong><u>Lusine - Serial Hodgepodge</u></strong></p>
<p><img SRC="http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-content/uploads/2007/09/20070908_3.jpg" CLASS="alignleft" ALT="Capa do ‘Serial Hodgepodge’, do Lusine" />Definir o som de Lusine é difícil. Pense numa atmosfera entre o Boards of Canada e o <em>minimal</em>, tocando sobre uma base rítmica que transita entre o <em>soul</em> do Nightmares on Wax e o <em>house</em> do Basement Jaxx. É mais ou menos isso que este produtor de Seattle anda fazendo.</p>
<p>Esse trânsito amplo entre o som <em>ambient</em> intimista e o <em>house</em> mais largado faz com que o <em>Serial Hodgepodge</em> funcione tanto como música de fundo &#8211; pra ouvir no trabalho, por exemplo &#8211; quanto música &#8220;de frente&#8221;, aquela que você ouve atentamente, com um par de fones, consumindo todas as nuances, as viradas, as mexidas de textura, etc.</p>
<p>Do ponto de vista criativo, não tem nenhuma novidade no trabalho de Lusine. Nada é inédito, nada é inovador: é tudo <em>mais do mesmo</em>. E é justamente por isso que o disco é bom, pois funciona perfeitamente naqueles momentos onde você quer descansar o ouvido com sons familiares, de qualidade e que nem sempre requerem sua total atenção.</p>
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		<title>13 excelentes recursos online para descobrir novas bandas</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 21:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Links]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[eMusic]]></category>

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		<description><![CDATA[Blogs sobre m&#250;sica
 17dots &#8211; &#201; um blog do pessoal da eMusic, minha loja de m&#250;sica online predileta. &#201; atualizado com muita frequ&#234;ncia e comenta a maioria dos lan&#231;amentos do site. O blog &#233; &#8220;n&#227;o oficial&#8221;, ent&#227;o nada impede que os editores des&#231;am o pau nas bandas ruins ou ignorem os lan&#231;amentos pouco importantes, portanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><u>Blogs sobre m&uacute;sica</u></p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://17dots.com/">17dots</a> &#8211; &Eacute; um blog do pessoal da <a href="http://www.emusic.com/">eMusic</a>, minha loja de m&uacute;sica online predileta. &Eacute; atualizado com muita frequ&ecirc;ncia e comenta a maioria dos lan&ccedil;amentos do site. O blog &eacute; &#8220;n&atilde;o oficial&#8221;, ent&atilde;o nada impede que os editores des&ccedil;am o pau nas bandas ruins ou ignorem os lan&ccedil;amentos pouco importantes, portanto pode ir com f&eacute; que as opini&otilde;es s&atilde;o imparciais.</p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://lucioribeiro.blig.ig.com.br/">L&uacute;cio Ribeiro</a> &#8211; Tem gente que detesta o cara, tem gente que idolatra o cara. Eu n&atilde;o dou a m&iacute;nima pra essas rixas, mas presto bastante aten&ccedil;&atilde;o nas bandas que ele menciona, pois ele usualmente est&aacute; &agrave; frente de tudo que &eacute; <i>hype</i>. Uns s&atilde;o horr&iacute;veis (vide Cansei de Ser Sexy), mas muitos s&atilde;o bem interessantes.</p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://www.londonburning.com.br/adianto.html">London Burning</a> &#8211; Primeiramente tenho que citar que eu detesto o editor do site, o Luciano Viana. Ele &eacute; um babaca metido a fod&atilde;o. Pra provar que n&atilde;o &eacute; implic&acirc;ncia minha, acesse o site e veja a frase que ele deixa l&aacute; em cima, no topo do cabe&ccedil;alho do site.</p>
<p>Egos inflados &agrave; parte, nada impede que eu fa&ccedil;a uma visitinha ao seu site de vez em quando (hehehe). Principalmente na virada do ano, &eacute;poca das famigeradas listas de &#8220;Top 100&#8243;.</p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://www.failme.net/">Fail</a> &#8211; &Eacute; de um paquistan&ecirc;s doido. Todos os lan&ccedil;amentos que ele comenta s&atilde;o eletr&ocirc;nicos experimentais obscur&iacute;ssimos, ou seja, uma del&iacute;cia.</p>
<p><u>Networking Social Musical</u></p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://www.last.fm/">Last.fm</a> &#8211; &Eacute; a maior meca musical da Internet. Acho at&eacute; que todo mundo deveria, diariamente, rezar ajoelhado e virado para Londres, onde o site fica hospedado.</p>
<p>Para recomenda&ccedil;&otilde;es espor&aacute;dicas, vale usar a r&aacute;dio streaming do site. Voc&ecirc; digita um artista de sua prefer&ecirc;ncia e o Last.fm monta um playlist baseado em artistas/bandas semelhantes. Mas o lado &#8220;social&#8221; do site &eacute; o mais legal: usando um plugin que manda todas as m&uacute;sicas que voc&ecirc; ouve no computador (ou no seu iPod) pro site, ele casa seu gosto musical com o de outras pessoas e gera as recomenda&ccedil;&otilde;es musicais mais personalizadas que j&aacute; vi.</p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://www.emusic.com/">eMusic</a> &#8211; Sim, al&eacute;m do blog que mencionei ali em cima, o pr&oacute;prio site da eMusic &eacute; um achado. Mesmo que voc&ecirc; v&aacute; &#8220;adquirir&#8221; seus MP3 por meios cuja legalidade &eacute; question&aacute;vel, a visita vale o boi s&oacute; pra ouvir umas amostras das m&uacute;sicas, dar uma sacada nos &#8220;similar artists&#8221; das bandas que voc&ecirc; curte, etc.</p>
<p>Como se n&atilde;o bastasse, o eMusic tem tamb&eacute;m <a href="http://www.emusic.com/features/hub/dozens/index.html">&#8220;dozens&#8221;</a> &#8211; listas de 12 discos criadas em volta de um tema. D&aacute; pra perder horas achando coisas legais nestas listas. Tem dozens sobre g&ecirc;neros musicais (como a de <a href="http://www.emusic.com/lists/showlist.html?lid=20285742">microhouse/minimal techno</a> ou a de <a href="http://www.emusic.com/lists/showlist.html?lid=21064014">p&oacute;s punk ingl&ecirc;s</a>), tem dozens criadas por artistas (como a de <a href="http://www.emusic.com/lists/showlist.html?lid=21407174">Sam Prekop, do The Sea and Cake</a>)&#8230;</p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://www.orkut.com/">Orkut</a> &#8211; Antes de torcer o nariz (&#8220;Aargh! Orkut n&atilde;o!!&#8221;), fa&ccedil;a uma visita nas comunidades das bandas que voc&ecirc; gosta. Quando o bate-papo nelas &eacute; bom, rola de descobrir coisas boas e similares. Um exemplo: Foi na <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2739">comunidade do Godspeed You! Black Emperor</a>, num t&oacute;pico sobre projetos paralelos da banda, que descobri <a href="http://www.explosionsinthesky.com/">Explosions In The Sky</a>, <a href="http://www.alien8recordings.com/artists/11/Set-Fire-to-Flames">Set Fire to Flames</a> e <a href="http://www.tra-la-la-band.com/">A Silver Mt. Zion</a>.</p>
<p><u>Podcasts</u></p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://feeds.feedburner.com/xlr8r">XLR8R</a> &#8211; O melhor podcast do meu iTunes. &Eacute; bem alternativ&atilde;o e &agrave;s vezes puxa muito pro lado do hip-hop/rap, mas frequentemente revela algumas p&eacute;rolas: foi por ele que descobri Daedelus e J Dilla, por exemplo. E as m&uacute;sicas do podcast da semana ficam dispon&iacute;veis pra download, de gr&aacute;tis, no site.</p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=1874">Banana Mec&acirc;nica</a> &#8211; Esse &eacute; brazuca. Muito bom para saber o que anda rolando fora do <i>mainstream</i> brasileiro, embora o <i>podcast</i> tamb&eacute;m inclua umas bandas gringas de quando em vez.</p>
<p><u>Outros</u></p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://musicovery.com/">Musicovery</a> &#8211; &Eacute; uma r&aacute;dio <i>streaming</i> que tem uma bela interface e um jeito muito criativo de dar sugest&otilde;es musicais. Voc&ecirc; escolhe os g&ecirc;neros musicais que prefere e, usando um gr&aacute;fico cartesiano (&eacute; s&eacute;rio!) marca se quer m&uacute;sicas mais calmas, energ&eacute;ticas, tristes ou alegres. D&aacute; pra escolher tamb&eacute;m se voc&ecirc; quer velharias ou coisas mais novas, hits ou n&atilde;o hits. A qualidade do &aacute;udio para a vers&atilde;o <i>free</i> do site &eacute; bem chinfrim, mas se o que interessa &eacute; descobrir bandas, ele d&aacute; pro gasto.</p>
<p><img src="bullet.png"> <a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a> &#8211; Vale praqueles momentos onde voc&ecirc; s&oacute; quer saber como diabos &eacute; o som daquela banda que voc&ecirc; vive ouvindo falar mas nunca se disp&ocirc;s a baixar um disco e conferir. O &#8220;Voc&ecirc;Tubo&#8221; normalmente tem um clipe ou um peda&ccedil;o de show ao vivo do artista/banda que voc&ecirc; procura.</p>
<p><img src="bullet.png"> <b>Sites das gravadoras</b> &#8211; Este &eacute; um est&aacute;gio mais grave de v&iacute;cio musical: depois de descobrir de quais bandas voc&ecirc; mais gosta, chega o ponto onde voc&ecirc; descobre <i>quais as gravadoras</i> que tem mais bandas que voc&ecirc; gosta. Eu, por exemplo, que adoro Tortoise, nunca me decepcionei ao experimentar outros artistas da mesma gravadora (a <a href="http://www.thrilljockey.com/">Thrill Jockey</a>). Meus melhores eletr&ocirc;nicos est&atilde;o em gravadoras que lembro de cabe&ccedil;a: <a href="http://www.warprecords.com/">Warp</a>, <a href="http://www.tigerbeat6.com/">Tigerbeat</a>&#8230; J&aacute; Luiz, meu primo, &eacute; f&atilde; das bandas da <a href="http://www.matadorrecords.com/">Matador</a>&#8230;</p>
<p>N&atilde;o negligencie a gravadora das suas bandas, especialmente se ela for mais alternativa/obscura/independente. &Agrave;s vezes eles tem preciosidades escondidas&#8230;</p>
<p><img src="bullet.png"> <b>Outras listas com recursos online para descobrir m&uacute;sicas que s&atilde;o muito melhores que os meus</b> &#8211; N&atilde;o gostou das minhas sugest&otilde;es? Ora, v&aacute; pra&#8230; <a href="http://mashable.com/2007/07/06/online-music/">esta lista do Mashable com 90 itens (!!)</a> e seja feliz.</p>
<p>Ah, e me conte nos comentários o que <b>você</b> faz pra achar bandas novas.</p>
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		<title>Chorando descontinhos online</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jul 2007 19:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[eMusic]]></category>

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		<description><![CDATA[
A cada dia que passa eu me encho de razões para gostar ainda mais da eMusic, minha lojinha de MP3 predileta.
Desde o ano passado eu era cliente do plano &#8220;Plus 65&#8243;: 65 downloads por mês a US$ 14,99 (aprox. US$ 0,23 por música, 75% mais barato do que no iTunes). Em novembro de 2006 a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px"><img src="20070711_2.jpg" border="0"></div>
<p>A cada dia que passa eu me encho de razões para gostar ainda mais da <a href="http://www.emusic.com/">eMusic</a>, minha lojinha de MP3 predileta.</p>
<p>Desde o ano passado eu era cliente do plano &#8220;Plus 65&#8243;: 65 downloads por mês a US$ 14,99 (aprox. US$ 0,23 por música, 75% mais barato do que no <a href="http://www.apple.com/itunes">iTunes</a>). Em novembro de 2006 a eMusic criou planos novos e aumentou os preços mas, por camaradagem, não mexeu nem nos planos nem nos preços dos clientes antigos (meu caso).</p>
<p>Acontece que na semana passada eu cancelei minha assinatura por engano. Percebi o erro e reabilitei minha conta dois dias depois. Só que nesse cancelamento/reativação eu acabei perdendo meu preço antigo, e só consegui me inscrever no <i>novo</i> plano &#8220;Plus 75&#8243;: 75 downloads a US$ 19,99 (aprox. US$ 0,27 por música).</p>
<p>Você poderia pensar: &#8220;Ah, são 10 downloads a mais e cada faixa ficou apenas 4 centavos de dólar mais cara&#8221;. Mas eu não queria mais downloads, mesmo porque eles me custariam cinco dólares (dez reais) a mais por mês.</p>
<p>Resolvi mandar um email para eles, explicando o que aconteceu e perguntando se eles poderiam voltar com meu plano antigo. Um dia depois veio a resposta, traduzida abaixo:</p>
<blockquote><p>Olá,</p>
<p>Obrigado por contactar o serviço de atendimento ao cliente da eMusic.</p>
<p>Sua conta foi transferida para o plano &#8220;Plus 65&#8243;. A mudança começa a vigorar na próxima data de pagamento. Este plano permite o download de até 65 faixas por $14,99</p>
<p>Obrigado por ser um assinante eMusic!</p>
<p>Atenciosamente, </p>
<p>Alyssa &#8211; Serviço de atendimento ao cliente eMusic</p></blockquote>
<p>Gostei muito da atitude deles. Não só porque vou economizar 120 reais por ano, mas porque eles não tinham obrigação <i>nenhuma</i> de reverter meu plano para o preço antigo &#8211; afinal o erro foi meu mesmo. Eles agiram por pura camaradagem e ganharam um cliente tão satisfeito que fez um post deste tamanho só para babar ovo deles.</p>
<p>Enquanto isso, aqui no Brasil, eu só vou enchendo a minha listinha de empresas que me prestaram um atendimento <i>tão ruim</i> que virou post:</p>
<p><img src="bullet.png"> Tok Stok &#8211; além da política de preços inflexível, teve a cara de pau de <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2006/07/um-email.html">me cobrar R$ 1 de &#8220;taxa de entrega&#8221; para puxadores de gaveta</a> &#8211; e esnobou minha reclamação sobre isso;<br /><img src="bullet.png"> Oi &#8211; me fez ligar para eles <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2004/12/oitenta-dias-pra-comprar-um-celular.html"><i>cinquenta e duas vezes em oitenta e um dias</i></a> por conta de uma simples troca de celular;<br /><img src="bullet.png"> Ticketmaster Brasil &#8211; O pior de todos: cobra 20% de taxa de conveniência (um absurdo!), tem o site mais confuso da internet, tem um suporte telefônico ultrasubdimensionado cujo número de telefone é quase secreto e que ainda é cobrado (R$ 0,30 por minuto), <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2006/07/o-primo-no-recomenda-ticketmaster.html">sumiu com um pedido meu, falou que era eu quem tinha cancelado, depois sumiu com meu cadastro, depois disse que o sistema some com os cadastros automaticamente</a>&#8230; em resumo, me deu a segunda pior experiência de compra e venda que já tive em toda a minha vida (a primeira foi <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2007/03/saga-do-notebook-novo.html">a do notebook novo</a>, mas essa foi burrice minha mesmo)</p>
<p><b>P.s.:</b> Se você quiser experimentar a eMusic, <a href="mailto:tinocoso@hotmail.com">fale comigo que eu indico você</a>. Você ganhará 50 downloads grátis e se, no fim, resolver assinar um plano deles, eu ganho 50 downloads também. Agora, me diga: tem como não gostar de um site desses?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Compras musicais d&#8217;O Primo</title>
		<link>http://www.gebh.net/oprimo/2007/06/compras-musicais-do-primo</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Jun 2007 02:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[eMusic]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo comprado na eMusic, como de costume. E só os melhores dessa vez, porque comprei muita coisa e não posto sobre meus discos há um tempão.
E, André, pode pular este post  
Asobi Seksu &#8211; Citrus

Isso é bom. Muito, muito bom. Imagine My Bloody Valentine com vocais em japonês e em arranjos menos &#8220;shoegazer&#8221; e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo comprado na <a href="http://www.emusic.com">eMusic</a>, como de costume. E só os melhores dessa vez, porque comprei muita coisa e não posto sobre meus discos há um tempão.</p>
<p>E, André, pode pular este post <img src='http://www.gebh.net/oprimo/wordpress/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><b>Asobi Seksu &#8211; <i>Citrus</i></b></p>
<div style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 0px 0px"><img src="20070626_1.jpg" border="0"></div>
<p>Isso é bom. Muito, muito bom. Imagine My Bloody Valentine com vocais em japonês e em arranjos menos &#8220;shoegazer&#8221; e mais &#8220;The Strokes&#8221; e você terá uma leve idéia do rock intenso e agradável que o Asobi Seksu produz.</p>
<p>&#8220;Citrus&#8221; é o segundo disco deste quarteto novaiorquino que, nos vocais, tem uma talentosa menina chamada Yuki. Ora em japonês, ora em inglês, ela entrega uma performance com um toque &#8220;rock grrl&#8221; adolescente e, ao mesmo tempo, a segurança de uma cantora com vários anos de carreira. Seus <i>&#8220;band mates&#8221;</i> fazem um som cuja comparação sonora com o My Bloody Valentine é inevitável. Mas isso não é ruim: não se trata de plágio, e sim de estruturar músicas modernas sobre uma sonoridade que funciona desde que foi inventada nos anos 80/90.</p>
<p>E, pra completar, &#8220;asobi seksu&#8221; significa&#8230; &#8220;sexo divertido&#8221;. Que beleza!</p>
<p><b>Colleen &#8211; <i>Everyone Alive Wants Answers</i>, <i>The Golden Morning Breaks</i> e <i>Les Ondes Silencieuses</i></b></p>
<p><center><img src="20070626_4.jpg" border="0"> <img src="20070626_3.jpg" border="0"> <img src="20070626_2.jpg" border="0"></center><br />Os <a href="http://www.myspace.com/thebitcousins">Bit Cousins</a> &#8211; projeto musical meu e do meu primo &#8211; brincaram muitas vezes com uma faixa do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Anal_Cunt">Anal Cunt</a> chamada &#8220;Windchimes are gay&#8221;. Nosso terceiro disco, <a href="http://luiz.host.sk/aimeurecords/bitcousins.php#amr004"><i>Poligonal</i></a>, tem nada menos do que <i>cinco remixes</i> da música. A fixação foi tanta que acabou sendo até mencionada num <a href="http://www.gebh.net/oprimo/2004/03/bit-cousins-are-gay-hoje-de-manhntico.html">trabalho sobre música lésbica e gay, publicado na Universidade da Califórnia</a>.</p>
<p>Trabalhos acadêmicos à parte, os <i>windchimes</i> &#8211; que são aqueles penduricalhos de metal que você pendura na janela e que tocam ao sabor do vento &#8211; são matéria-prima bastante presente nos discos de Colleen. Ela também usa violoncelos, clavicórdios, caixinhas de <br />música e tudo quanto é coisa que produza sons&#8230; delicados. E nos últimos dois meses eu comprei <i>três</i> discos de música feita apenas com estas delicadices.</p>
<p>É que Colleen é <i>muito</i> competente ao trabalhar estas texturas mais suaves. Justamente hoje em dia, em tempos de exageiro nos baixos, com as <i>Pussycat Dolls</i> da vida abusando de sub-frequências graves &#8211; aquelas que parecem que vão explodir o seu tórax -, Colleen trabalha no extremo oposto: o dos agudos, das frequências leves, dos harmônicos, da parte do som que é construída para relaxar ao invés de estimular. Nas músicas, as notas são longas, justamente para permitirem que os &#8220;restos&#8221; do som ecoem com tanta presença quanto as notas em si, já que, melodicamente, as músicas são construídas sem pretensão, sem pressa, apenas passeando calmamente por um lugar sonoro cheio de ressonâncias, ecos e harmônicos.</p>
<p>Pois é, pra vocês verem o que eu, aquele mesmo cara que metia o pau nos <i>windchimes</i>, anda ouvindo&#8230;</p>
<p>Além dos discos, a própria vida de Colleen é interessante: ela vive em Paris e passa os dias dando aulas de inglês em um colégio. Em <a href="http://www.boomkat.com/article.cfm?id=9">um artigo do site Boomkat</a> ela conta os discos que marcaram sua vida, mostra fotos dos seus CDs e fitas cassete (!?) gravadas na adolescência, conta que não compõe usando batidas por causa de um disco do Autechre (&#8220;eles eram tão bons com ritmo que eu decidi não usá-lo em minhas músicas&#8221;), que toca seus instrumentos devagar porque <i>não sabe tocá-los bem</i> e que acha o &#8220;Isn&#8217;t Anything&#8221;, do My Bloody Valentine, melhor que o &#8220;Loveless&#8221;.</p>
<p>Uma nota rápida sobre os discos: <i>Everyone Alive Wants Answers</i> é o primeiro e o mais experimental. Por ser catalogado como música eletrônica (só porque usava <i>samples</i>) acabou impulsionando a carreira de Colleen. Já em <i>The Golden Morning Breaks</i> e <i>Les Ondes Silencieuses</i>, o segundo e terceiro discos, Colleen assume o amor pelas caixinhas de música &#8211; às vezes desmanchadas e tocadas com as próprias mãos &#8211; e com o violoncelo. O sugestivo título do terceiro disco refere-se às &#8220;ondas silenciosas&#8221;, produzidas por terremotos prestes a acontecer, e que só são captadas pelos animais.</p>
<p><b>Lemon Jelly &#8211; <i>&#8216;64 &#8211; &#8216;95</i></b></p>
<div style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 0px 0px"><img src="20070626_5.jpg" border="0"></div>
<p>Há tempos eu procurava alguma coisa boa como Nightmares on Wax: leve, com um bom balanço, fácil de ouvir como música pop mas com tanta substância quanto música independente. Lemon Jelly atendeu direitinho às minhas expectativas.</p>
<p>As faixas de <i>&#8216;64 &#8211; &#8216;95</i> são longas e repetem temas simples, amistosos e com um belo <i>swing</i>, o que provoca ótimos momentos de viagem mental descompromissada. Cada nome de cada faixa começa com o número de um ano, indicando que a música segue a estética da época: o retrô instrumental dos anos 60 e 70, o <i>pop</i> com sintetizadores dos anos 80 e as produções modernas dos anos 90. E o conjunto da obra desce redondo como uma Skol.</p>
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		<title>Apple esconde informações do usuário nas músicas sem DRM</title>
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		<pubDate>Thu, 31 May 2007 13:10:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[eMusic]]></category>

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		<description><![CDATA[Nem bem foi lançado e o pessoal do Ars Technica já viu um problema muito, muito sério no iTunes Plus: As faixas &#8220;plus&#8221; (sem DRM) vem com o nome e o email do usuário que as comprou embutidos no arquivo.
Segundo o artigo, o palpite é que isso seria usado pela Apple para monitorar a &#8220;pirataria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem bem foi lançado e o pessoal do Ars Technica já viu um problema muito, muito sério no iTunes Plus: <a href="http://arstechnica.com/news.ars/post/20070530-apple-hides-account-info-in-drm-free-music-too.html">As faixas &#8220;plus&#8221; (sem DRM) vem com o nome e o email do usuário que as comprou embutidos no arquivo</a>.</p>
<p>Segundo o artigo, o palpite é que isso seria usado pela Apple para monitorar a &#8220;pirataria casual&#8221; &#8211; aquela cópia ocasional que você faz pra um amigo -, já que o fato de acharem seu nome em músicas que circulam pelas redes P2P da vida não vale como prova suficiente para um processo judicial.</p>
<p>Acontece que as faixas do iTunes que tem DRM <i>também continham</i> o nome de quem as comprava, o que me leva a pensar que tudo pode não passar de um esquecimento da Apple. Imagine só: antes do iTunes Plus, toda e qualquer faixa era &#8220;etiquetada&#8221; antes de ser entregue ao usuário. E se eles se esqueceram de reconfigurar esta parte do software na hora do lançamento do iTunes Plus?</p>
<p><b>Update:</b> A coisa é pior do que eu pensava. A EFF achou, além do nome e email do comprador, <a href="http://www.boingboing.net/2007/05/31/eff_finds_huge_block.html">mais 360 kb de informação oculta nos arquivos</a>. Pois é&#8230;</p>
<hr />
<p>Ainda sobre música online: li hoje no <a href="http://www.boingboing.net/2007/05/29/worlds_largest_mp3_s.html">BoingBoing</a> sobre o lançamento da <a href="http://www.payplay.fm">PayPlay</a>, loja de música online que, segundo eles, é &#8220;a maior de todas as que vendem MP3&#8243;, contendo um acervo de <i>1,3 milhão de faixas</i>, a maioria de música independente e tal, vendida a US$ 0,88 (MP3 sem DRM) ou US$ 0,77 (WMA com DRM).</p>
<p>Este papo de &#8220;maior de todas&#8221; é marketing furado do pessoal do BoingBoing, já que <a href="http://www.emusic.com/about/index.html">a eMusic é maior, com <i>mais de dois milhões</i> de faixas em MP3</a>. E o modelo de negócio da PayPlay parece ser a promoção de bandas minúsculas que se <i>parecem</i> com o que você gosta. Por exemplo, se eu procurar faixas do Nine Inch Nails no site deles, a resposta que obtenho é: &#8220;Não temos Nine Inch Nails mas temos 350 álbuns de artistas parecidos com Nine Inch Nails&#8221;&#8230; e segue a lista de bandinhas iniciantes de bairro que, quando se cadastraram no site, escreveram que &#8220;Nine Inch Nails&#8221; é uma de suas influências. <i>Arcade Fire</i> também não tem, mas tem 20 bandas &#8220;semelhantes&#8221;. <i>Tortoise</i> também não, mas tem 73 discos &#8220;parecidos&#8221;. </p>
<p>&#8220;Não temos tênis da Nike, mas temos este da marca &#8216;Naique&#8217; que também é muito bom&#8221;&#8230; hmmm, não, obrigdo.</p>
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		<title>iTunes Plus: é &quot;plus&quot; mesmo?</title>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2007 13:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Carlos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Compras]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[eMusic]]></category>

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Hoje de manhã a Apple liberou a versão 7.2 do iTunes. Ela contém correçõezinhas, suporte ao iPod Shuffle de segunda geração e (surpresa!) acesso ao iTunes Plus, a loja do iTunes que vende música sem o famigerado DRM (digital rights management).As faixas do iTunes Plus podem ser copiadas livremente em CDs ou outros MP3 players [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><img SRC="20070530_2.jpg" /></center><br />
Hoje de manhã a Apple liberou a versão 7.2 do <a HREF="http://www.apple.com/itunes/">iTunes</a>. Ela contém correçõezinhas, suporte ao iPod Shuffle de segunda geração e (surpresa!) acesso ao iTunes Plus, a loja do iTunes que vende música sem o famigerado DRM (<em>digital rights management</em>).As faixas do iTunes Plus podem ser copiadas livremente em CDs ou outros MP3 players além do iPod e são gravadas em 256 kbps, o dobro da <em>bitrate</em> das faixas normais, o que significa uma melhor qualidade de áudio.</p>
<p>Isto deveria significar um marco na história do comércio de música online, não fossem as &#8220;pegadinhas&#8221; por trás deste lançamento. Pra começar, as faixas &#8220;plus&#8221; são são vendidas a US$ 1,29 &#8211; 30 centavos mais caras. E esta &#8220;melhor qualidade de áudio&#8221;, que até poderia justificar o aumento de preço, gera arquivos com o dobro do tamanho e é imperceptível para a maioria das pessoas normais. Duvida? Faça o teste você mesmo: compare uma música de um CD de áudio normal (equivalente a 1.411 kbps) com um MP3 da mesma música a 128 kbps. Se você não perceber nenhuma diferença, tente comparar as duas faixas usando bons fones de ouvido, em um lugar silencioso, e usando um bom aparelho de som. Ainda assim vai ser muito difícil notar alguma diferença.</p>
<p>(<strong>Update:</strong> <a HREF="http://gizmodo.com/gadgets/ears-on/listening-test-compares-itunes-plus-to-itunes-128kbps-264617.php">Os caras do Gizmodo fizeram o teste!</a> O veredito? &#8220;A diferença foi sutil. Muito pouca &#8211; às vezes nenhuma &#8211; diferença foi percebida. (&#8230;) Se qualquer pessoa alegar poder diferenciar um do outro, eu sugiro um teste cego para ver se consegue adivinhar corretamente em mais de 50% dos casos&#8221;)</p>
<p>O que eu quero dizer com essa história toda é que a melhoria de qualidade das faixas &#8220;plus&#8221; me parece apenas um esquema para justificar os US$ 0,30 a mais, que na verdade devem ser apenas uma transferência de possíveis perdas financeiras (com pirataria ou queda nas vendas de iPods) para o bolso do consumidor. É uma pena.</p>
<p>Agora eu fico na torcida para que a imprensa aproveite a oportunidade pra dar o devido valor à <a HREF="http://www.emusic.com/">eMusic</a>, o &#8220;ilustre desconhecido&#8221; segundo lugar na venda de música online. O acervo da eMusic é de mais de 2 milhões de faixas, todas em MP3 sem DRM e muito mais baratas (entre US$ 0,33 e US$ 0,27 por faixa). Eu sou um cliente satisfeito da eMusic há tempos e recomendo pra todo mundo &#8211; mesmo porque a loja do iTunes, vergonhosamente, não vende para o Brasil.</p>
<p><center><a HREF="http://www.emusic.com/"><img SRC="20070530.jpg" /></a><br />
<font SIZE="1">eMusic &#8211; Minha lojinha predileta.</font></center>O lançamento do iTunes Plus ainda não está 100% completo: até hoje de manhã as faixas &#8220;plus&#8221; ainda não apareciam, mas até o final da semana já devem estar disponíveis. O cliente que quiser pode fazer <em>upgrade</em> das suas músicas para as versões &#8220;plus&#8221;, pagando os US$ 30 de diferença por faixa.</p>
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